Mostrando postagens com marcador Escravos de Maria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escravos de Maria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A consagração a Maria e a Comunhão


Conheça o modo próprio do consagrado a Virgem Maria viver esta devoção na santa comunhão.


São Luís Maria Grignion de Montfort, ensina como os consagrados a Nossa Senhora devem participar da comunhão eucarística, no final do seu extraordinário livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Apesar deste ser o último tema do Livro, não é o menos importante. Ao contrário, o grande Santo nos fala da comunhão separadamente das práticas interiores e exteriores justamente por causa da sua importância na santa escravidão a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. Podemos dizer que esta última parte do Tratado é um coroamento da devoção que São Luís Maria nos ensinou. Não poderia ser diferente, pois participar bem da Santa Missa, principalmente da comunhão, recebendo o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo devotamente, em estado de graça e com um coração bem disposto, faz toda a diferença para o crescimento na vida espiritual.

A participação no sacrifício eucarístico de Jesus Cristo é a fonte e o centro de toda a vida cristã. Mais ainda, a Eucaristia é o ápice, o ponto mais alto, do mistério de nossa comunhão com Cristo e, n’Ele, com o Pai e com o Espírito Santo. Sendo assim, para participar bem do momento mais sublime e elevado de nossa fé, que é a Eucaristia, uma boa preparação é necessária. São Luís Maria sabia muito bem disso, tanto que, como grande pedagogo que é, de forma extraordinária, nos ensina não somente a nos preparar bem para receber a comunhão, mas também a comungar devotamente e a viver bem o momento de ação de graças.


A devoção a Virgem Maria antes da comunhão


A preparação para a comunhão começa antes mesmo da celebração da Santa Missa, ou da Palavra com comunhão, com o jejum eucarístico de pelo menos de uma hora antes – que tem como finalidade não somente de abster-nos de comida e de bebida, mas principalmente de despertar em nós “fome” e “sede” de Deus – e a busca do silêncio e do recolhimento interior. Além disso, as práticas seguintes, ensinadas por São Luís Maria para antes da comunhão, podem ser feitas durante a celebração, mas é muito salutar se forem vividas antes, ainda que num breve momento de meditação e oração. De qualquer forma, nesta preparação para a comunhão, devemos:

1º – Humilhar-nos profundamente diante de Deus;

2º – Renunciar ao nosso fundo mau, todo corrompido, e às nossas más disposições, embora o nosso amor próprio as faça parecer boas;

3º – Renovar a nossa consagração dizendo: “’Todo Vosso sou, ó querida Mãe, e tudo o que tenho é Vosso!‘ (Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt!)”;

4º – Suplicar a Virgem Maria que nos empreste o seu Coração de Mãe, para nele receber seu Filho com as disposições dela. Pois, a glória de seu Filho exige que não seja recebido num coração tão manchado e tão inconstante como o nosso. Se recebermos o Senhor em nosso coração, este não demorará em fazer-nos perdê-Lo, ou em privar-nos da Sua glória. Mas, se Nossa Senhora quiser vir habitar em nosso coração para receber seu Filho, poderá fazê-lo pelo domínio que tem sobre os corações. Dessa forma, seu Filho será bem recebido, sem mancha nem perigo de ser ultrajado ou perdido. Então, digamos confiantemente a Mãe de Deus que tudo o que lhe oferecemos dos nossos bens é bem pouca coisa para honrá-la. Por isso, desejamos dar-lhe, pela santa comunhão, o mesmo presente que o Pai Eterno lhe deu: seu Filho Jesus Cristo. Deste modo, a Virgem Maria será mais honrada do que se lhe oferecêssemos todos os bens do mundo. Podemos dizer a Virgem de Nazaré que seu Filho Jesus a ama muito particularmente, e que ainda quer ter nela as suas alegrias e o seu repouso, mesmo que agora seja em nossa alma, mais suja e pobre que o estábulo, onde Jesus não pôs dificuldades em vir, porque ela lá estava. Enfim, peçamos a Nossa Senhora o seu Coração, com estas ternas palavras: “Tomo-Vos como toda a minha riqueza. Dai-me o Vosso Coração, ó Maria!”.


Cardeal Joseph Ratzinger e Papa São João Paulo II


A devoção a Santíssima Virgem durante a comunhão


Segundo a devoção ensinada por São Luís Maria, quando se aproximar o momento sublime de receber Jesus Cristo, depois do “Pai-Nosso”, diremos três vezes: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo!”, cada uma delas por uma pessoa da Santíssima Trindade:

1ª – A primeira vez será para dizer ao Pai Eterno que não somos dignos de receber seu Filho Unigênito, por causa dos nossos maus pensamentos e ingratidões para com um Pai tão bom. Mas eis que Maria, a Serva do Senhor, está conosco, representa-nos e dá-nos confiança e esperança singulares junto da Divina Majestade;

2ª – A segunda vez, diremos ao Filho que não somos dignos de recebê-Lo por causa das nossas inúteis e más palavras, por causa da nossa infidelidade ao Seu serviço. Suplicaremos a Jesus que tenha piedade de nós, porque O introduziremos na casa da sua própria Mãe e nossa. Diremos que não O deixaremos partir sem que venha morar na casa de Maria: “Detive-o e não o deixarei até o introduzir na casa de minha Mãe e no quarto daquela que me gerou”. Pediremos a Cristo que se levante e venha descansar no lugar do seu repouso, na arca da sua santificação: “Levantai-Vos, Senhor, entrai no Vosso repouso, tu e a arca da tua santidade”. Não colocaremos nenhuma confiança nos nossos méritos, em nossas forças e na nossa preparação, como Esaú, mas nas mãos de Maria, nossa querida Mãe, como o jovem Jacó se colocou aos cuidados de Rebeca. Embora pecador e Esaú que somos, ousamos aproximar-nos da santidade do Filho de Deus apoiados e revestidos dos méritos e virtudes de sua Santa Mãe;

3ª – Na terceira vez, diremos ao Espírito Santo que não somos dignos de receber a obra-prima da sua caridade, por causa da tibieza e iniquidade das nossas ações e das nossas resistências às suas inspirações, mas que toda a nossa confiança está em Maria, sua Fiel Esposa. Com São Bernardo, exclamaremos: “Ela é a minha grande confiança, é toda a razão da minha esperança!” Neste momento, podemos pedir ao Espírito de Deus que venha mais uma vez a Virgem Maria, sua esposa inseparável; que seu seio é tão puro e seu Coração tão abrasado como sempre; e que sem que Ele desça à nossa alma, Jesus e Maria nela não poderão ser bem acolhidos, nem bem formados.



A devoção a Nossa Senhora depois da comunhão

Depois da santa comunhão, interiormente recolhidos, com os olhos fechados, introduziremos espiritualmente Jesus Cristo no Coração de Maria. Nós O daremos “à sua Mãe, que O receberá amorosamente, O instalará honorificamente, O adorará profundamente, O amará perfeitamente, O abraçará com amor e Lhe tributará, em espírito e verdade, várias homenagens que nos são desconhecidas, a nós, envoltos nessas densas trevas”. Ou então, permaneceremos profundamente humilhados em nosso coração, na presença de Jesus fazendo sua morada em Maria. Ou ficaremos como um escravo à porta do palácio do Rei, onde Ele está a falar com a Rainha e, enquanto Eles falam, sem precisar de nós, iremos em espírito ao Céu e pela Terra inteira para pedir a todas as criaturas que agradeçam, adorem e amem Jesus em Maria, por nós. “Vinde, adoremos, vinde!”. Ou então, nós mesmos pediremos a Jesus, em união com Maria, a vinda do seu Reino sobre a Terra, por intermédio de sua Santa Mãe. Ou pediremos a Sabedoria Divina, ou o Amor Divino, ou o perdão dos nossos pecados, ou qualquer outra graça, mas sempre por Maria e em Maria. Então diremos, considerando-nos com desconfiança: Senhor, não olheis para os nossos pecados, mas que os Vossos olhos só vejam em nós as virtudes e os méritos de Maria. E, recordando-nos dos nossos pecados, acrescentaremos: “Foi o inimigo que fez isto!”. Pois, nós mesmos somos o maior inimigo com quem temos que lutar; fomos nós que cometemos estes pecados. Ou então: Livrai-nos, Senhor, do homem perverso e mentiroso, que somos nós mesmos. Podemos dizer ainda: meu Jesus, é necessário que vós cresçais na minha alma e que nós diminuamos. Ó Maria, é necessário que cresçais em nós, e que sejamos menores do que nunca! “Crescei e multiplicai-vos”: ó Jesus e Maria, crescei em nós, e multiplicai-Vos fora de nós nos outros.


O segredo de Maria na comunhão eucarística


Assim, o Espírito Santo nos inspirará uma infinidade de pensamentos, se formos interiores, mortificados e fiéis a esta grande e sublime devoção ensinada por São Luís Maria. Não tenhamos medo de clamar a presença de Nossa Senhora antes de receber Jesus Cristo na comunhão. Recordemos que, quanto mais deixarmos agir Maria na nossa comunhão, mais Jesus será glorificado. Além disso, tanto mais deixaremos agir Maria por Jesus e Jesus em Maria, quanto mais profundamente nos humilharmos e os escutarmos em paz e silêncio, sem procurar ver, gostar ou sentir. “Pois o justo vive, em tudo, da Fé, e particularmente na Sagrada Comunhão, que é um ato de fé: ‘O meu justo viverá da Fé!’”. Neste ato de fé, está o segredo para viver bem a comunhão e deixar que Jesus e Maria realizem a obra da Santíssima Trindade em nós. Na comunhão, não devemos buscar visões, consolações ou sensações, senão permaneceremos no exterior e praticamente impediremos a ação de Deus. Pois, é em nosso interior, no mais profundo de nossas almas, que Jesus e Maria realizam as maiores maravilhas da graça. Que Nossa Senhora nos ajude a acolher Jesus Cristo, a Palavra de Deus que se fez carne, em nosso interior, no mais íntimo do nosso coração. Ó Virgem Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!


Natalino Ueda - Blog Todo de Maria 

Links relacionados:








Referências:


1 Cf. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 11.


2 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 22.


3 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Código de Direito Canônico, Cânon 919 — § 1. Quem vai receber a santíssima Eucaristia, abstenha-se, pelo espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão, de qualquer comida ou bebida, exceto água ou remédios.


4 TVD 266.


5 Cf. Lc 2, 7.


6 TVD 266.


7 Idem, 267.


8 Cf. Sl 4, 10.


9 Ct 3, 4.


10 Sl 131, 8.


11 Cf. Gn 27, 1-29.


12 TVD 269.


13 Idem, 270.


14 Sl 94, 6.


15 Mt 13, 28.


16 Cf. Sl 42, 1.


17 Cf. Jo 3, 30.


18 Gn 1, 28.


19 TVD 273. Cf. Hb 10, 38.


20 Cf. Jo 1, 14.


21 Cf. Lc 2, 19.51;

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

É uma entrega na totalidade - São Luís Maria Grignion de Montfort


                
 
                Consiste em consagrar-se inteiramente, na qualidade de escravo, a Maria e, por Ela, a Jesus Cristo. Trata-se, pois, dum compomisso a fazer todas as ações com Maria, em Maria, por meio de Maria e para Maria.
                Vou explicar o que isso significa.

                Escolherás uma data importante para essa entrega, para te consagrares e entregares em sacrifício, voluntariamente e por amor – não por constrangimento – inteiramente e sem qualquer reserva, no corpo e na alma, consagrando os teus bens exteriores de fortuna, tais como, a casa, a família e os rendimentos; e ainda os próprios bens interiores da alma, como sejam: os próprios méritos, as graças, virtudes e satisfações.
                Aqui convém sublinhar que, com esta devoção, faz-se entrega a Jesus, por meio de Maria, de tudo quanto uma alma tem de mais precioso e que nenhum Instituto Religioso pede para se sacrificar, como seja o direito da pessoa de dispor de si e do mérito das próprias orações, esmolas, mortificações e satisfações. Entrega-se inteiramente tudo; põe-se tudo à disposição da Santíssima Virgem para que o aplique segundo a sua vontade e para a maior glória de Deus que só Ela conhece com perfeição.
                Deixa-se à disposição da Santíssima Virgem odo o mérito satisfatório e impetratório das boas obras. Por isso, depois de se Lhe te feito uma al oferta, mesmo sem ser acompanhada por qualquer voto, não mais se fica dono e senhor do que quer se faça, e a Santíssima Virgem fica com o pleno direito e aplicar esse mérito que a favor duma alma do purgatório que necessite ser  aliviada ou libertada, quer em benefício dum pobre pecador a necessitar de conversão.
                Por esta devoção colocam-se as mãos da Senhora os próprios méritos. Porém, isso é para que Ela os guarde, os multiplique, e os embeleze, já que os méritos em ordem à graça santificante e à glória não poderão ser cedidos a outras pessoas.                             

                Dão-se-Lhe, no entanto, todas orações e as boas obras pessoais, uma vez que têm um valor impetratório e satisfatório, para que Ela as distribua e aplique a quem quiser.
                Se, porventura, depois duma tal consagração à Senhora, se quisesse aliviar uma alma do Purgatório, rezar pela conversão dum pecado em concreto, ajudar algum dos nossos amigos mediante a própria oração, a penitência, a esmola e ouros sacrifícios, pois poderá fazer-se desde que se Lhe peça com humildade e que, de antemão, se aceite a Sua vontade, mesmo sem a conhecer. Fique-se, porém, com a certeza de que o mérito das próprias ações – já que administrado pela mesma mão de que Deus se serve para distribuir os seus dos e graças -, só poderá ser aplicado para a maior glória de Deus.
 

O Segredo de Maria - São Luís Maria Gigion de Montfort

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O imenso valor da Ave Maria, a saudação angélica

 


Almas predestinadas, escravas de Jesus em Maria, aprendei que a Ave-Maria é a mais bela de todas as orações, depois do Pai-Nosso. É a saudação mais perfeita que podeis fazer a Maria, pois é a saudação que o Altíssimo indicou a um arcanjo, para ganhar o coração da Virgem de Nazaré. E tão poderosas foram aquelas palavras, pelo encanto secreto que contêm, que Maria deu seu pleno consentimento para a Encarnação do Verbo, embora relutasse em sua profunda humildade. É por esta saudação que também vós ganhareis infalivelmente seu coração, contanto que a digais como deveis.


A Ave-Maria, rezada com devoção, atenção e modéstia, é, como dizem os santos, o inimigo do demônio, pondo-o logo em fuga, e o martelo que o esmaga; a santificação da alma, a alegria dos anjos, a melodia dos predestinados, o cântico do Novo Testamento, o prazer de Maria e a glória da Santíssima Trindade. A Ave-Maria é um orvalho celeste que torna a alma fecunda; é um beijo casto e amoroso que se dá em Maria, é uma rosa vermelha que se lhe apresenta, é uma pérola preciosa que se lhe oferece, é uma taça de ambrosia e de néctar divino que se lhe dá. Todas estas comparações são de santos ilustres.


Rogo-vos instantemente, pelo amor que vos consagro em Jesus e Maria, que não vos contenteis de recitar a coroinha da Santíssima Virgem, mas também o vosso terço, todos os dias, e abençoareis, na hora da morte, o dia e a hora em que me acreditastes; e, depois de ter semeado sob as bênçãos de Jesus e de Maria, colhereis bênçãos eternas no céu: "Qui seminat in benedictionibus, de benedicionibus et metet" (2 Cor 9,6).


 S. Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem
 
Fonte: Blog GRAA

sábado, 4 de janeiro de 2014

Santo Afonso Maria de Ligório - Jesus envolto em faixas.

 Jesus envolto em faixas. 
Por Santo Afonso Maria de Ligório

Et pannis eum involvit — “Envolveu-o em faixas” (Luc. 2, 7).

Sumário. Imaginemos ver a Maria que toma com reverência seu divino Filho, o adora, o beija e em seguida o envolve nas faixas. O santo Menino oferece obediente as mãos e os pés, e sentindo que lhe apertam as faixas, pensa nas cordas com que um dia será amarrado no Horto. Se um Deus assim se deixa enfaixar, não será por ventura justo que nos deixemos ligar também com os laços de seu amor, e nos desfaçamos de qualquer afeto terreno?

I. Imaginai verdes a Maria que, depois de ter dado à luz seu divino Filho, O toma com reverência nos braços, adora-O primeiro como seu Deus, e em seguida O enfaixa estreitamente: Membra pannis involuta, Virgo Mater alligat (1). Vêde como o Menino Jesus obediente oferece as mãozinhas, oferece os pés e se deixa enfaixar. Ponderai que, cada vez que o divino Infante se deixava enfaixar, pensava nas cordas com que um dia devia ser amarrado no Horto, naquelas que depois deviam prendê-lo à coluna, e nos pregos que deviam fixá-lo na cruz. Pensando assim, deixava-se de boa mente enfaixar, a fim de livrar as nossas almas dos laços do inferno.

Jesus, estreitado nas faixas, volve-se a nós e convida-nos a que nos unamos consigo pelos doces laços do amor. Volvendo-se em seguida a seu Eterno Pai diz: “Meu Pai, os homens abusaram de sua liberdade e, revoltados contra Vós, tornaram-se escravos do pecado. Para compensar a sua desobediência, quero ser envolto e estreitado nestas faixas. Assim ligado, ofereço-Vos a minha liberdade, a fim de que o homem fique livre da escravidão do demônio. Aceito estas faixas, que me são caras, e mais caras ainda, porque são símbolos das cordas com que, desde agora, me ofereço a ser um dia amarrado e conduzido à morte para salvação dos homens.”

Vincula illius alligatura salutaris (2) — “Os seus vínculos são ligadura de salvação”. As faixas de Jesus foram as ligaduras saudáveis para curar as chagas de nossas almas. — Portanto, ó meu Jesus, quisestes ser estreitamente envolto em faixas por meu amor, e eu me recusarei a fazer-me ligar pelos laços do vosso amor? Terei para o futuro ainda a coragem de me desligar dos vossos laços tão suaves e amáveis, para me fazer escravo do inferno? Meu Senhor, por amor meu estais ligado nesta manjedoura, quero sempre estar ligado em união convosco.


II. Dizia Santa Maria Madalena de Pazzi, que as faixas que nos devem prender são a firme resolução de nos unirmos a Deus pelo amor, desfazendo-nos ao mesmo tempo do afecto a qualquer coisa que não seja Deus. Parece que é para este mesmo fim que o nosso amante Jesus se quis deixar ficar, por assim dizer, ligado e prisioneiro, no Santíssimo Sacramento do altar, debaixo das espécies sacramentais, a fim de fazer as almas suas diletas, prisioneiras de seu amor.

Meu amado Menino, como poderei temer os vossos castigos, já que Vos vejo ligado estreitamente nas faixas, como que privando-Vos do poder de levantar as mãos para me punir? Com as faixas me dais a entender que não me quereis castigar, se eu quero quebrar os laços dos meus vícios e ligar-me a Vós. Sim, meu Jesus, quero rompê-los. Pesa-me de toda a minha alma, de me ter separado de Vós pelo abuso da liberdade que me destes. Vós me ofereceis outra liberdade mais bela, a que me livra do cativeiro do demônio e me faz aceitar no número dos filhos de Deus. Por meu amor Vos deixastes atar com essas faixas; eu quero ser cativo do vosso grande amor. Ó laços ditosos, ó formosas insígnias de salvação, que ligais as almas a Deus, por piedade, ligai também o meu pobre coração. Ligai-o tão fortemente, que para o futuro nunca mais se possa apartar do amor ao Bem supremo. Jesus meu, amo-Vos, a Vós me quero ligar, e Vos dou todo o meu coração, toda a minha vontade. Não quero mais deixar-Vos, ó meu amado Senhor.

Ó meu Salvador, para pagar o que eu estava devendo, quisestes não somente Vos deixar enfaixar por Maria, mas também permitistes que os algozes Vos ligassem como a um réu, e assim ligado Vos levassem pelas ruas de Jerusalém, para ser conduzido à morte, como um cordeiro que vai ao matadouro; quisestes ser pregado na cruz, e não a deixastes senão depois de deixardes de viver! Não permitais que ainda me separe de Vós, e assim fique outra vez privado da vossa graça e do vosso amor. — O Maria, vós que um dia ligastes com as faixas vosso Filho inocente, ligai-me agora a vosso Jesus, a mim pecador, a fim de que não me afaste mais de seus pés, e um dia chegue a ter a ventura de entrar naquela pátria beata, onde já livre de todo temor nunca mais poderei separar-me do seu santo amor. (II 366).
----------
1. Hymn. s. Crucis Pangue lingua.
2. Ecclus. 6, 31.


(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 114 - 116.)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

08 de Novembro: início dos 30 dias de preparação para a Consagração Total!



"Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. Se fizerdes o que vos digo, muitos almas se salvarão e terão paz. (…) Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará." (Nossa Mãe Santíssima em Fátima, 1917).

Seguindo os passos do Beato João Paulo II, chegamos agora ao auge da nossa 4ª Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria. Milhares de pessoas espalhadas em grupos por todo o Brasil prepararam-se para fazer ou renovar a sua Consagração Total a Nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de nossa Mãe Santíssima, pelo método de São Luis Maria Grignion de Montfort, no dia 08 de dezembro de 2013, Solenidade da Imaculada Conceição!

Vivemos um Momento Mariano na Igreja, pois no dia 13 de Outubro de 2013, o Papa Francisco consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria. Agora, cabe a cada um de nós precisa tomar posse, pessoalmente, dessa Consagração, e consagrar-se à Virgem Maria. É isso que queremos fazer em 08 de Dezembro.

A Consagração ou Renovação da Consagração deve ser feita, de preferência, na Santa Missa, ou ainda de maneira privada.

Para que não reste nenhuma dúvida, por favor, leiam o texto abaixo.
Quem pode se consagrar em nossa campanha?

Todos que se prepararam em grupo ou individualmente para fazer a Consagração Total à Maria Santíssima, pelo método de São Luis Maria Grignion de Montfort, no dia 08 de dezembro de 2013, ou ainda em datas próximas (consideramos aproximadamente 15 dias, para antes ou para depois).

De forma geral, recomendamos não se consagrar e nem mesmo iniciar os 30 dias de preparação SEM A LEITURA COMPLETA do Tratado. Devido à importância e abrangência da Consagração não é possível realizá-la sem conhece-la bem. Além disso, a Consagração é feita uma vez na vida, portanto, é importante conhecê-la bem.

Esclarecemos também que a Consagração pode ser realizada em outro momento, após a leitura do livro. Ela pode ser feita em grupo ou individualmente, em data escolhida livremente.

Para quem ainda não tem o "Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem", ele poderá ser adquirido através dos links abaixo, em nosso material de apoio.
Quem pode renovar a Consagração na nossa campanha?

Todos que já fizeram a Consagração Total pelo método de São Luis Maria Montfort, em absolutamente qualquer da data que tenha feito (a Consagração pode ser renovada, individualmente, todos os dias, inclusive).

Portanto, poderão renovar todos os que se consagraram no dia 08 de Dezembro de algum ano, como também os que se consagraram em qualquer data. A data da Renovação NÃO depende necessariamente da data da Consagração.

Recomendamos que aqueles que renovarem a Consagração façam também os 30 dias de orações preparatórias (embora não seja imprescindível, e quem por alguma razão não o fizer, poderá renovar tranquilamente).
Orações preparatórias

Aqueles que irão se consagrar ou tão somente renovar a consagração na Solenidade da Imaculada Conceição, devem iniciar os 30 dias de orações preparatórias no dia 08 DE DE NOVEMBRO.

As orações próprias estão indicadas no "Tratado" (n. 227-233), podendo também serem encontradas abaixo, em nosso material de apoio.
Falhei durante os 30 dias: o que fazer?

Recomendamos que, mesmo que haja alguma falha durante as orações preparatórias, que isso não seja motivo de desistência. Permaneça fiel e consagre-se.

O demônio odeia esta consagração total e poderá se utilizar de algum escrúpulo por não ter cumprido cem por cento os atos de preparação para, assim, incitar à desistência.

Além disso, a consagração é um ato interior, que não depende necessariamente dos atos exteriores de preparação.

No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível, mas que isso também não seja motivo de desistência.
No dia da Consagração (08 De Dezembro), o que se faz?

- deve-se oferecer algum tributo a Nosso Senhor e a Santíssima Virgem, em penitência das nossas infidelidades e em sinal de dependência Deles. Poderá ser algum jejum, ou penitência, ou ato de caridade a um necessitado (ver Tratado, n. 232).

- deve-se utilizar um sinal físico da Consagração, a ser levado sempre junto consigo (Tratado n.236-242). São Luis sugere usar "pequenas cadeias de ferro", mas evidentemente que este sinal pode ser substituído com algo mais compatível com o estilo de vida de cada um (como uma Medalha da Santíssima Virgem, um Escapulário, uma pequena corrente, um anel etc).

- para a Consagração, propriamente dita, deve ser escrita e assinada em um papel a fórmula da Consagração (que pode ser encontrada na página 182/183 da edição do Tratado da Arca de Maria, denominada "Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas Mãos de Maria" ou abaixo, em nosso Material de Apoio). Aqueles que irão se consagrar durante a Santa Missa, devem ler a fórmula rezando a respectiva oração após a homilia ou Comunhão. Trata-se de um tesouro que deve ser guardado com muito zelo.
Importante: envio dos dados

Aqueles que quiserem participar da nossa Campanha FAZENDO ou RENOVANDO a Consagração, deverão enviar os seus dados, preenchendo o formulário no link abaixo, até o dia 05 de Dezembro de 2013 (os nomes serão oferecidos na Santa Missa):

http://goo.gl/FuWALo

Os dados das crianças deverão ser enviados normalmente, da mesma forma que dos adultos.

Os coordenadores dos diversos grupos de preparação para Consagração deverão estar atentos para enviar os dados dos membros do grupo não tiverem acesso à internet.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A devoção a Maria protege contra a fúria de Satanás




Oh! Quanto desagrada ao demônio a perseverante devoção de uma alma à Mãe de Deus! Afonso Álvarez, muito devoto de Maria, foi atormentado pelo demônio com violentas tentações impuras, uma vez que estava rezando. Deixa essa tua devoção para com Maria, disse- lhe o inimigo, que eu deixarei de tentar-te. Foi revelado a S. Catarina de Sena, como atesta Luís Blósio, que Deus concedera a Maria, em consideração a seu unigênito, a graça de não cair presa do inferno pecador algum que a ela se recomendar devotamente. O próprio profeta Davi pedia já ao Senhor que o livrasse pelo amor que tinha à honra de Maria: Senhor, eu amei o decoro da vossa casa...; não percais com os ímpios a minha alma (SI 25, 8).


Diz “vossa casa”, porque Maria foi certamente aquela casa que o próprio Deus se preparou na terra para sua habitação, e onde ao fazer-se homem achou seu repouso. Assim está escrito nos Provérbios (9,1): A sabedoria edificou para si uma casa. — Não se perderá certamente, dizia o Pseudo-Inácio, mártir, quem é fiel na devoção a essa Virgem Mãe. E isso confirma S. Boaventura com as palavras: Senhora, os que vos amam gozam grande paz nesta vida, e na outra não verão a morte eterna. Nunca sucedeu, nem sucederá, assegura-nos o piedoso Blósio, que um humilde e diligente servo de Maria se perca eternamente.


Oh! quantos permaneceriam obstinados e se condenariam para sempre, se não se houvesse Maria empenhado junto ao Filho para usar de misericórdia em favor deles!Eis como exclama Tomás de Kempis. A muitas pessoas mortas em pecado mortal alcançou de Deus a divina Mãe suspensão da sentença, e vida para fazerem penitência. Assim opinam muitos teólogos e especialmente S. Tomás. Disso referem graves autores muitos exemplos. Entre outros, Flodoardo, que viveu no século IX, fala em sua Crônica de um certo diácono Adelmano de Verdun, que, tido já por morto e prestes a ser sepultado, volveu à vida e disse ter visto o lugar do inferno ao qual já estava condenado. Obtivera-lhe, porém, a Santíssima Virgem, a graça de voltar ao mundo e fazer penitência. Caso idêntico refere Súrio de um cristão romano, por nome André. Tendo morrido na impenitência, alcançara-lhe Maria a graça de voltar ao mundo para ganhar o perdão de seus pecados.


Estes e outros exemplos, entretanto, não devem servir para autorizar a temeridade dos que vivem em pecado, confiados de que Maria os haja de livrar do inferno, ainda que morram impenitentes. Rematada loucura fora, certamente, lançar-se alguém para dentro de um poço, na esperança de ver-se livre da morte, porque Maria em caso semelhante já preservou a outros. Muito maior loucura seria, entretanto, arriscar-se alguém a morrer no pecado, presumindo que a Santíssima Virgem o preservará do inferno.

Sirvam tais exemplos para reanimar a nossa confiança, ao considerarmos que a intercessão de Maria é de tal poder que livra do inferno até aos que morrem em pecado mortal. Quanto maior não será então ele, para impedir que se perca quem nesta vida a ela recorre com intenção de emendar-se e é fiel em a servir! Digamos-lhe, pois, com S. Germano: Ó nossa Mãe, que será de nós que somos pecadores, mas nos queremos emendar e recorremos a vós, que sois a vida dos cristãos? Ouvimos S. Anselmo garantir, ó Senhora, que não se perderá eterna mente todo aquele por quem orais uma só vez. Rogai por nós, então, e seremos salvos do inferno.

Quem ousará dizer-me, escreve Ricardo de S. Vítor, que Deus não me será propício no dia do juízo, se estiverdes ao meu lado, ó Mãe de Misericórdia? — O Beato Henrique Suso protestava que às mãos de Maria havia confiado sua alma. Se o juiz tivesse de condená-lo, queria que passasse a sentença pelas mãos misericordiosas da Virgem porque, como esperava, nesse caso ficaria suspensa a execução. O mesmo digo e espero para mim, ó minha Santíssima Rainha. Por isso quero repetir continuamente com S. Boaventura: Em vós, Senhora, pus toda a minha esperança, por isso seguramente espero não me ver perdido, mas salvo no céu para louvar-vos e amar-vos para sempre.


Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria
Créditos: O Segredo do Rosário

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Suplemento B



CONSAGRAÇÃO A JESUS CRISTO, A SABEDORIA
ENCARNADA, PELAS MÃOS DE MARIA
SABEDORIA ETERNA E ENCARNADA!



Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Filho Unigênito
do Pai Eterno e da sempre Virgem Maria.
Adoro-Vos profundamente, no seio e nos esplendores
do Vosso Pai, durante toda a eternidade, e no seio virginal de
Maria, Vossa Mãe digníssima , no tempo da Vossa Encarnação.
Dou-Vos graças por Vos terdes aniquilado a Vós mesmo,
tomando a forma de escravo, para livrar-me da cruel escravidão
do demônio. Eu Vos louvo e glorifico por Vos terdes
querido submeter em tudo a Maria, Vossa Mãe Santíssima, a
fim de, por Ela, tornar-me Vosso fiel escravo.
Entretanto, ai de mim, criatura ingrata e infiel! Não
guardei os votos e promessas que tão solenemente Vos fiz no
meu Batismo. Não cumpri as minhas obrigações; não mereço
ser chamado Vosso filho, nem Vosso escravo; e, como nada
há em mim que não mereça a Vossa repulsa e a Vossa cólera,
não ouso aproximar-me por mim mesmo da Vossa Santíssima
- 186
e Augustíssima Majestade.
Recorro, pois, à intercessão e à misericórdia de Vossa
Mãe Santíssima, que me destes por medianeira junto de Vós.
É por intermédio d'Ela que espero obter de Vós a contrição e
o perdão dos meus pecados, a aquisição e conservação da
Sabedoria.
Ave, pois, ó Maria Imaculada, Tabernáculo Vivo da
Divindade, onde a Eterna Sabedoria escondida quer ser adorada
pelos anjos e pelos homens.
Ave, ó Rainha do Céu e da Terra, a cujo Império é submetido
tudo o que há abaixo de Deus.
Ave, ó Seguro Refúgio dos pecadores, cuja misericórdia
a ninguém despreza. Atendei ao desejo que tenho da Divina
Sabedoria, e recebei, para isso, os votos e ofertas apresentados
pela minha baixeza.
Eu, N... , infiel pecador, renovo e ratifico hoje, nas
Vossas mãos, as promessas do meu Batismo: renuncio para
sempre a Satanás, às suas pompas e suas obras, e dou-me inteiramente
a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, para o seguir,
levando a minha Cruz, todos os dias da minha vida. E
para lhe ser mais fiel do que até agora tenho sido, escolho-
Vos hoje, ó Maria, na presença de toda a Corte Celeste, por
minha Mãe e Senhora. Entrego-Vos e consagro-Vos, na qualidade
de escravo, o meu corpo e a minha alma, os meus bens
interiores e exteriores, e o próprio valor das minhas boas obras
passadas, presentes e futuras, deixando-Vos pleno e inteiro direito
de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção
alguma, segundo o Vosso agrado e para maior glória de
Deus, no tempo e na eternidade.
Recebei, ó Benigníssima Virgem, esta pequenina oferta
da minha escravidão, em união e em honra à submissão
que a Sabedoria Eterna quis ter à Vossa Maternidade; em ho
menagem ao poder que ambos tendes sobre este vermezinho
e miserável pecador; em ação de graças pelos privilégios com
que largamente Vos favoreceu a Trindade Santíssima.
Protesto que quero, de hoje em diante e firmemente,
como Vosso verdadeiro escravo, buscar a Vossa honra e obedecer-
Vos em todas as coisas.
Ó Mãe Admirável, apresentai-me ao Vosso amado Filho
na condição de escravo perpétuo, a fim de que, tendo-me
resgatado por Vós, por Vós também me receba propiciamente.
Ó Mãe de Misericórdia, concedei-me a graça de obter
a Verdadeira Sabedoria de Deus, e de colocar-me, para isso,
entre o número daqueles que amais, ensinais, guiais, sustentais
e protegeis como filhos e escravos Vossos.
Ó Virgem Fiel, tornai-me em tudo um tão perfeito discípulo,
imitador e escravo da Sabedoria Encarnada, Jesus Cristo,
Vosso Filho, que eu chegue um dia, por Vossa intercessão
e a Vosso exemplo, à plenitude da sua idade na Terra e da sua
glória no Céu. Amém. Assim seja.


São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Suplemento A



MODO DE PRATICAR ESTA DEVOÇÃO NA
SAGRADA COMUNHÃO



Antes da Comunhão


266. 1º. Humilhar-te-ás profundamente diante de Deus;

2º. Renunciarás ao teu fundo todo corrompido e às tuas
disposições, embora o teu amor próprio as faça parecer boas;

3º. Renovarás a tua consagração dizendo: “Todo Vosso
sou, ó querida Mãe, e tudo o que tenho é Vosso!” (Tuus totus
ego sum, et omnia mea tua sunt!);

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Maria intercede sem cessar pelos pecadores - Por Santo Afonso de Ligório



Afirma o Beato Amadeu que nossa Rainha está na presença da Divina Majestade, continuamente intercedendo por nós com as suas poderosas orações. Profunda conhecedora que é de nossas misérias e aflições, não pode desapiedar-se de nós. Levada pelos sobressaltos de um coração maternal, compassivo e benigno, procura como nos socorrer. A cada um de nós, por miserável, que seja, exorta por isso Ricardo de S. Lourenço a recorrer confiadamente a tão amável advogada, na firme certeza de achá-la pronta a vir em nosso auxílio. Ela está sempre disposta a orar por todos, escreve Godofredo, abade.


Oh! Com quanta eficácia e amor, diz S. Bernardo, não trata esta nossa advogada do problema de nossa salvação! Não cessa Conrado de Saxônia de admirar o afeto e o empenho com que Maria continuamente intercede por nós junto à Divina Majestade e para nós pede o perdão, o auxílio das graças e o livramento dos perigos, bem como a consolação nos sofrimentos. Em seguida a ela se dirige nestes termos: Confessamos que no céu só temos a vós como única e solícita protetora. Quer ele dizer: É verdade que todos os santos interessam-se por nossa salvação e pedem por nós; mas a caridade e ternura demonstrada por vós, alcançando-nos tantas misericórdias de Deus, nos obrigam a declarar-vos como nossa única advogada no céu, a única que no verdadeiro sentido da palavra é amante e solícita de nossa salvação. E como é grande essa solicitude de Maria em falar continuamente em nosso favor junto de Deus! Quem poderá medi-la jamais? No ofício de proteger-nos não conhece a Virgem o que seja fadiga, diz S. Germano. Que bela palavra! Maria roga e sempre torna a rogar por nós e não se cansa de o fazer, para nos livrar dos males e nos obter as graças. A tal ponto chega sua compaixão perante nossas misérias e seu amor para conosco!


Pobres pecadores! Que seria de nós, se não tivéramos esta grande advogada! Quanto a considera seu Filho e nosso Juiz por causa da compaixão, da prudência que nela encontra! Tanto a considera, que não pode condenar pecador algum que se acha sob seu patrocínio, diz Ricardo de S. Lourenço. Por isso, João, o Geômetra, a saúda dizendo-lhe: Salve, ó vós que sois o direito que resolve todas as demandas! Isto é: Em toda demanda ganha aquele a cujo lado está mui sábia advogada. De sábia Abigail lhe chama por isso Conrado de Saxônia. Esta foi aquela mulher que soube tão bem aplacar com os seus eloquentes rogos o rei Davi, quando estava irritado contra Nabal. E bendisse-a Davi, agradecendo-lhe porque o livrara de vingar-se de Nabal com sua própria mão (1 Rs 25, 24 ss). Exatamente o mesmo faz Maria no céu, sem cessar, em favor dos inumeráveis pecadores. Pois sabe muito bem com suas meigas e prudentes súplicas aplacar a justiça de Deus. Louva-a por isso Deus e quase lhe agradece, porque o detém de castigar os culpados como mereciam.


(Glórias de Maria – Santo Afonso Maria de Ligório)

Créditos: Associação Santo Atanásio/ O Segredo do Rosário

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Capítulo Oitavo



PRÁTICAS PARTICULARES DESTA DEVOÇÃO

Artigo Primeiro

Práticas exteriores
226. Embora o essencial desta Devoção consista no interior,
não deixa de compreender várias práticas exteriores, que
não se devem negligenciar. “É preciso fazer estas coisas, mas
sem omitir aquelas” (Mt 23, 23). A razão disto esclarece-se,
quer porque as práticas exteriores bem feitas ajudam as interiores,
quer porque lembram ao homem, que sempre se guia
pelos sentidos, o que está fazendo ou o que deve fazer. Também
podem edificar os que as vêem, o que não sucede com as
puramente interiores. Portanto, que nenhum mundano critique,
nem aqui meta o nariz, para dizer que a Verdadeira Devoção
reside no coração, que é preciso evitar as exterioridades,
que pode haver nisso vaidade, que é preciso ocultar a devoção,
etc. Respondo-lhes com o meu Mestre: “Que os homens
vejam as vossas obras boas, e glorifiquem o vosso Pai que
está nos céus” (Mt 5, 16). Não que se devem fazer as ações e
devoções exteriores, como diz São Gregório, para agradar aos
homens e tirar daí algum motivo de louvor, pois isso seria
vaidade. Mas por vezes fazem-se diante dos homens com o
fim de agradar a Deus e de, por este meio, o fazer glorificar,
sem a preocupação do desprezo ou louvor dos homens. Mencionarei
apenas, em resumo, algumas práticas exteriores, a
que chamo exteriores não porque sejam feitas sem o interior,
mas porque têm qualquer coisa de exterior, que as distingue
das que são puramente interiores.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Capítulo Sétimo



MARAVILHOSOS EFEITOS DESTA
DEVOÇÃO EM UMA ALMA QUE LHE É FIEL


Meu querido irmão, convence-te de que, se fores fiel
às práticas interiores e exteriores desta Devoção, que te indicarei
adiante, participarás dos frutos maravilhosos que ela
produz na alma fiel. Ei-los:

Artigo Primeiro

Conhecimento e desprezo de si mesmo

213. Conhecerás, pela luz que o Espírito Santo te dará por
intermédio de Maria, sua querida esposa, o teu fundo mau, a tua
corrupção e incapacidade para todo bem. E em conseqüência
desse conhecimento, desprezar-te-ás e sentirás horror ao pensar
em ti. Considerar-te-ás como um caracol, que tudo estraga com
a sua baba, ou como um sapo, que tudo envenena com a sua
peçonha, ou como uma serpente maliciosa, que só procura enganar.
Finalmente, a humilde Maria te comunicará a sua profunda
humildade e fará com que te desprezes a ti mesmo, mas não
aos outros, e gostes de ser desprezado (Imitação de Cristo, L. I,
cap. 2).

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tratado da Verdadeira à Santíssima Virgem - Capítulo Quinto



MOTIVOS QUE NOS DEVEM
FAZER ABRAÇAR ESTA DEVOÇÃO


Artigo Primeiro

Esta Devoção nos consagra inteiramente ao Serviço de Deus
135. Primeiro motivo, que nos mostra a excelência desta
consagração de si mesmo a Jesus Cristo pelas mãos de Maria.
Na Terra não se pode conceber ofício mais elevado que
o serviço de Deus, e o menor dos servos de Deus é mais rico,
mais poderoso e mais nobre que todos os reis e imperadores
do mundo, se estes não servem a Deus. Então, quais não serão
as riquezas, o poder e a dignidade do fiel e perfeito servo
de Deus, que se dedique inteiramente ao seu serviço, sem reservas,
tanto quanto possível! Tal é o fiel e amoroso escravo
de Jesus por Maria, que entregou-se todo ao serviço deste Rei
dos reis pelas mãos da sua Santa Mãe, e nada reservou para
si: todo o ouro da Terra e as belezas do Céu são insuficientes
para o pagar.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Capítulo Quarto



NATUREZA DA PERFEITA
DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA


120. Toda a nossa perfeição consiste em sermos conformes
a Jesus Cristo, em nos unirmos e consagrarmos a Ele. Por
isso, a mais perfeita de todas as devoções é, indubitavelmente,
aquela que nos conforma, nos une e nos consagra mais perfeitamente
a Jesus Cristo. Ora, de todas as criaturas, Maria é a
mais conforme a Ele. Por conseguinte, a Devoção que, dentre
todas as demais, melhor consagra e assemelha uma alma a
Nosso Senhor é a Devoção à Santíssima Virgem, sua Santa
Mãe. E quanto mais uma alma for consagrada a Maria, tanto
mais o será a Jesus Cristo. É por isso que a perfeita consagração
a Jesus Cristo não é mais que uma perfeita e inteira consagração
da alma à Santíssima Virgem. E nisto consiste a
Devoção que ensino ou, por outras palavras, consiste numa
perfeita renovação dos votos e promessas do Santo Batismo.
Artigo Primeiro

terça-feira, 19 de março de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Capítulo Terceiro



ESCOLHA DA VERDADEIRA
DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA


90. Postas estas cinco verdades, impõe-se, mais do que
nunca, fazer uma boa escolha da Verdadeira Devoção à
Santíssima Virgem, porque há cada vez mais falsas devoções
a Nossa Senhora, e é fácil tomá-las por verdadeiras. O demônio,
como falso moedeiro e enganador fino e experimentado,
já enganou e levou à condenação tantas almas, por meio duma
falsa devoção a Nossa Senhora, que todos os dias se serve da
sua experiência diabólica para perder muitas outras. Deleitaas
e adormece-as no pecado sob pretexto de algumas orações
mal rezadas e dumas quantas práticas exteriores que lhes inspira.
Assim como um falso moedeiro não falsifica ordinariamente
senão ouro e prata, e muito raramente outros metais,
por estes não lhe valerem tal trabalho, também o espírito maligno
não falsifica tanto as outras devoções, como as que se
referem a Jesus e a Maria: a devoção à Sagrada Comunhão e
a Nossa Senhora. Estas são, entre as demais devoções, o que
são o ouro e a prata entre os metais.
91. Em razão disso é muito importante conhecer:
Primeiro as falsas devoções à Santíssima Virgem para
as evitar, e a verdadeira, para abraçá-la.
Depois, importa distinguir entre tantas práticas diferentes
desta última, qual a mais perfeita, a mais agradável à
Santíssima Virgem Maria, aquela que dá mais glória a Deus e
que é mais santificante para nós, para a Ela nos apegarmos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Capítulo Segundo



VERDADES FUNDAMENTAIS
DA DEVOÇÃO À VIRGEM MARIA



60. Até aqui dissemos alguma coisa sobre a necessidade
que temos da Devoção à Santíssima Virgem. Faz-se necessário
dizer agora em que consiste esta mesma Devoção. É o que
farei, com a ajuda de Deus, depois de propor algumas verdades
fundamentais, donde se deduzirá a grande e sólida Devoção que
quero descobrir.

sábado, 16 de março de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Capítulo Primeiro

CAPÍTULO PRIMEIRO
NECESSIDADE DA VERDADEIRA DEVOÇÃO A MARIA
14. Com toda a Igreja confesso que Maria, não sendo mais
que uma simples criatura saída das mãos do Altíssimo, é me-
nor que um átomo, ou antes, não é nada em comparação com
a sua majestade infinita, visto que só Deus é “Aquele que é”
(Ex 3,14). Por conseguinte, este grande Senhor, sempre inde-
pendente e bastando-se a si mesmo, não teve nem tem abso-
luta necessidade da Santíssima Virgem para o cumprimento
dos Seus desígnios e
para a manifestação da sua glória. Basta-
lhe querer para tudo fazer.
15.No entanto, supostas as coisas como são, tendo Deus
querido começar e acabar as suas maiores obras pela Virgem
Santíssima depois de a formar, digo que é de crer que não
mudará de procedimento em todos os séculos (Rm 11, 29).
Ele é Deus e não muda nem nos Seus sentimentos nem na sua
conduta.
 Artigo Primeiro
PRINCÍPIOS
PRIMEIRO PRINCÍPIO

quarta-feira, 13 de março de 2013

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Introdução



INTRODUÇÃO


Maria no Desígnio de Deus

1. Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo.


A Humildade de Maria

2. Durante a vida, Maria permaneceu muito oculta. É por isso que o Espírito Santo e a Igreja lhe chamam Alma Mater, Mãe escondida e secreta. A sua humildade foi tão profunda, que não teve na Terra atrativo mais poderoso nem mais contínuo que o de se esconder de si mesma e de toda criatura, para que só Deus a conhecesse.


3. A fim de atender aos pedidos que Ela lhe fez para que a ocultasse, empobrecesse e humilhasse, aprouve a Deus ocultá-la na sua conceição e nascimento, na sua vida, mistérios, ressurreição e assunção, aos olhos de quase toda criatura humana. Seus próprios pais não a conheciam, e os anjos perguntavam muitas vezes entre si: “Quem é esta?” (Ct 8, 5), porque o Altíssimo lha escondia ou, se alguma coisa lhes revelava a seu respeito, infinitamente mais lhes ocultava.


4. Deus Pai consentiu em que Ela não fizesse milagres em vida, pelo menos manifestos, embora lhe tivesse dado poder para isso. Deus Filho permitiu que quase não falasse, embora tendo-lhe comunicado a sua sabedoria. Deus Espírito Santo deixou que os Seus Apóstolos e Evangelistas falassem muito pouco sobre Ela, apenas o necessário para dar a conhecer Jesus Cristo, apesar de Ela ser a sua esposa fiel.


Maria, a obra prima de Deus

5. Maria é a obra-prima por excelência do Altíssimo, cuja posse e conhecimento Ele reservou para si. Maria é a Mãe admirável do Filho o qual quis humilhá-la e escondê-la durante a vida para favorecer a sua humildade. Para este fim tratava-a pelo nome de “Mulher” (Jo 2, 4; 19, 26), como a uma estranha, embora no seu Coração a estimasse mais do que a todos os anjos e a todos os homens.
Maria é a fonte selada e a esposa do Espírito Santo, onde só Ele tem entrada. Maria é o Santuário e o Repouso da Santíssima Trindade, onde Deus está mais magnífica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo, sem excetuar a sua morada acima dos querubins e serafins. Neste santuário
nenhuma criatura, por mais pura que seja, pode entrar, a não ser por grande privilégio.


6. Digo com os santos: a divina Maria é o Paraíso Terrestre do novo Adão, onde Ele encarnou por obra do Espírito Santo, para aí operar maravilhas incompreensíveis. É o grande, o divino mundo de Deus, onde há belezas e tesouros inefáveis. É a magnificência do Altíssimo, onde Ele escondeu,
como em seu Seio, o seu Filho Único e n'Ele tudo o que há de mais excelente e precioso. Que grandes e misteriosas coisas fez o Deus onipotente nesta admirável criatura, segundo Ela própria é forçada a dizer, a despeito da sua profunda humildade: “O poderoso fez em mim grandes coisas!” (Lc 1, 49). O mundo não conhece estas maravilhas, porque é incapaz e indigno disso.


7. Os santos disseram coisas admiráveis desta Santa Cidade de Deus. E, segundo o seu próprio testemunho, nunca foram tão eloqüentes nem tão felizes como quando d'Ela falavam. E depois disto exclamam que a sublimidade dos Seus méritos, que chegam até o trono da Divindade, não se pode
perceber; que a extensão da sua caridade, maior que a Terra, não se pode medir; que a grandeza do seu poder, que até sobre o Deus se estende, não se pode compreender e, finalmente, que a profundeza da sua humildade e de todas as suas virtudes e graças é um abismo insondável. Ó sublimidade incomensurável! Ó abismo impenetrável!


8. Todos os dias, de um extremo a outro da Terra, no mais alto dos céus, no mais profundo dos abismos, tudo proclama e publica a admirável Virgem Maria. Os nove coros dos anjos,
os homens de ambos os sexos, idades, condições ou religiões, os bons e os maus, e até os mesmos demônios, são forçados a chamá-la bem-aventurada. Quer queiram, quer não, a isso os obriga a força da verdade. Como diz São Boaventura, todos os anjos lhe cantam no Céu incessantemente: “Santa,
Santa, Santa Maria, Mãe de Deus e Virgem!” E, todos os dias, lhe oferecem milhões de vezes a saudação angélica: “Ave, Maria...”, prostrando-se na sua presença e pedindo-lhe a mercê
de os honrar com algumas das suas ordens. O próprio São Miguel - disse Santo Agostinho -, embora seja o príncipe de toda a corte celeste, é o mais diligente em lhe prestar toda espécie de homenagens e em fazer com que lhas tributem. Constantemente aguarda a honra de por Ela ser mandado em
auxílio a alguns dos Seus servos.


9. Toda a Terra está cheia da sua glória, particularmente entre os cristãos, que a tomam por Patrona e Protetora em muitos reinos, províncias, dioceses e cidades. Quantas catedrais consagradas a Deus sob a sua invocação! Não há igreja sem um altar em sua honra, região ou cantão sem alguma de
suas miraculosas imagens, ante as quais toda espécie de males são curados e se alcança toda espécie de bens. Quantas confrarias e congregações em sua honra! Quantos institutos religiosos colocados sob o seu nome e proteção! Quantos confrades e irmãs daquelas confrarias, quantos religiosos e
religiosas de todos estes institutos publicam os Seus louvores e anunciam as suas misericórdias! Não há criancinha que, balbuciando a Ave, Maria, a não louve. Não há pecador, por mais empedernido, que não tenha, ao menos, uma centelha de confiança n'Ela. E não há, até, demônio algum no inferno que, temendo-a, a não respeite.


10. Depois disto, forçoso é dizer com os santos: “De Maria numquam satis!” Isto é, Maria não foi ainda suficientemente louvada e exaltada, honrada, amada e servida. Merece ainda muito maior louvor, respeito, amor e serviço.


11. Por isso, devemos dizer com o Espírito Santo: “Toda a glória da Filha do Rei lhe vem do interior” (Sl 44, 14). É como se toda a glória exterior que o Céu e a Terra lhe tributam
à porfia não fosse nada em comparação com a que recebe interiormente do Criador! As pequenas criaturas desconhecem essa glória por não poderem penetrar no mais íntimo segredo
do Rei.


12. Depois de tudo isto, temos de exclamar com o Apóstolo: “Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração do homem compreendeu...” (1 Cor 2, 9) as belezas, as grandezas e a excelência de Maria, o mais sublime milagre da graça, da natureza e da glória. Se quereis compreender a Mãe, diz um santo, procurai compreender o Filho. Ela é a digna Mãe de Deus: “Que toda a língua aqui emudeça!”


13. Foi o meu coração que ditou o que acabo de escrever com particular alegria, a fim de mostrar como Maria Santíssima tem sido insuficientemente conhecida até agora e como é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Se é certo que o conhecimento e o Reino
de Jesus Cristo se estabelecerão no mundo, não será mais que uma conseqüência necessária do conhecimento e do Reino da Santíssima Virgem Maria. Ela deu Jesus Cristo ao mundo a
primeira vez, e há de fazê-lo resplandecer também segunda vez.


São Luís Maria Grigniou de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...