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sábado, 18 de março de 2017

Comentário ao Evangelho (19/03) por Santo André de Creta


Comentário do dia 
Santo André de Creta (660-740), monge, bispo 
Grande cânone da liturgia ortodoxa para a quaresma, 1.ª ode

«E eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora»

Por onde começar a chorar o que fiz ao longo da vida? 
Quais serão os primeiros acordes desse canto de luto? 
Concede-me, ó Cristo, o perdão dos meus pecados. [...] 

Tal como o oleiro amassando a argila, 
Tu me deste, ó meu Criador, carne e ossos, espírito e vida. 
Senhor que me criaste, meu juiz e meu Salvador, 
Leva-me hoje de volta para Ti. 

Ó meu Salvador, diante de Ti confesso as minhas faltas: 
Caí sob os golpes do Inimigo. 
Eis as chagas com que os meus pensamentos assassinos, 
Quais salteadores, mutilaram a minha alma e o meu corpo (Lc 10,20s). 

Pequei, ó Salvador, mas sei que amas o homem. 
É a tua ternura que nos castiga 
E a tua misericórdia é como o fogo. 
Vês-me chorar e vens a mim 
Tal como o pai acolhe o filho pródigo. 

Desde a juventude, ó meu Salvador, desprezei os teus mandamentos. 
Passei a vida em paixões e inconsciências. 
Grito por ti: antes que chegue a morte, 
Salva-me. [...] 

Em coisas vãs dissipei o património da minha alma. 
Não colhi os frutos do fervor e tenho fome. 
E grito: Pai de ternura, vem a mim, 
Guarda-me na tua misericórdia. 

Aquele que os ladrões assaltaram (Lc 10,30s), 
Sou eu, no desvario dos meus pensamentos. 
Eles atacam-me e ferem-me. 
Inclina-Te Tu sobre mim, ó Cristo Salvador, e cura-me. 

O sacerdote viu-me e afastou-se. 
O levita viu-me, nu e a sofrer, e passou adiante. 
Mas Tu, Jesus nascido de Maria, 
Tu paras e socorres-me. [...] 

Lanço-me a teus pés, Jesus, 
Pequei contra o teu amor. 
Liberta-me deste fardo pesado demais 
E, na tua misericórdia, acolhe-me. 

Não entres em juízo contra mim, 
Não reveles as minhas ações, 
Não perscrutes motivos e desejos. 
Mas, na tua compaixão, ó Todo-Poderoso, 
Fecha os olhos às minhas faltas e salva-me. 

Eis o tempo do arrependimento. Venho a Ti. 
Liberta-me do pesado fardo dos meus pecados 
E, na tua ternura, dá-me lágrimas de arrependimento.

Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O culto Eucarístico - São Pedro Julião Eymard


São Pedro Julião Eymard

O fim da Sociedade é ainda render a Jesus no Santíssimo Sacramento o culto de honra maior, mais santo e mais litúrgico possível.

Culto maior, pelo serviço solene de Exposição onde Jesus é honrado como o Rei imortal dos séculos, a quem toda honra e glória são devidas.

Ante esse sol de amor tudo se eclipsa. Ante o Rei, o ministro não recebe distinções. Ante o Mestre insigne, o servo desaparece.

Tudo quanto há de precioso, de belo, de nobre, deve honrar o Trono divino de Jesus, Senhor único de tudo. E, viesse a Sociedade a possuir todos os diamantes, todo o ouro, todas as coroas do mundo, só deveria ver nisto tudo o privilégio de poder tudo consagrar à glória do Mestre, já que tudo Lhe pertence.

Culto mais santo

O corpo também deve adorar o Deus da Eucaristia e Lhe render suas homenagens exteriores.

Homenagens de respeito, tendo-se modesta e convenientemente em Sua divina Presença, evitando tudo aquilo que não se permitiria em presença dum personagem ilustre, dum soberano.

Homenagens de piedade, cumprindo com grande espírito de fé e de amor as cerimônias externas, genuflexões, prostrações, reverências prescritas, porque constituem os atos exteriores de adoração do coração e a profissão pública de Fé.

Homenagens públicas de virtudes. Honrando por toda a parte o Mestre, quer em público, quer em particular, quer nas ruas, quer nos templos; adorando-O, prostrado, quando Ele passa levado em Viático, ou quando reina no Trono. E por toda a parte o Rei e Deus do nosso coração, da nossa vida.

Culto mais litúrgico

A Igreja, sempre inspirada pelo Espírito Santo, regrou o culto devido ao Seu divino Esposo, Jesus Cristo, no Santíssimo Sacramento, e que por si, constitui o culto de verdade e de santidade agradável a Deus.

A Igreja, ciosa da honra e da glória do seu Rei, regulou os mínimos pormenores do Seu culto, porque tudo é grande, tudo é divino em se tratando do Seu serviço.

O dever maior, quer da Sociedade, quer da totalidade dos seus membros, é, portanto, estudar as rubricas, os cerimoniais da Igreja e, seguindo-os com exata fidelidade, fazer com que os fiéis, por sua vez, os observem e amem. Honrando desta forma a divina Eucaristia, honro-O a em união com a Santa Igreja, em união com os Seus santos. Rendo-Lhe, então, com a Igreja, uma só e mesma homenagem, presto-Lhe um só e mesmo culto enquanto os Seus méritos suprem minha indignidade, e a Ssua perfeição, minha fraqueza. Meu culto então torna-se verdadeiramente católico.

Servirá ainda para expiar as irreverências e culpas sem número que cometi nos santos lugares. Servirá para reparar as profanações, os sacrilégios incessantemente cometidos contra este Sacramento por tantos ímpios e maus cristãos.

Será um protesto contra a incredulidade, uma profissão pública de nossa Fé e vocação pela maior glória de Jesus. Hóstia de amor e de louvor.

(A Divina Eucaristia, volume III)

Fonte: Apostolado Beata Imelda & Eucaristia
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