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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Oração pelos sacerdotes (Indulgenciada por S. Pio X em 03/03/1905)


Oração pelos sacerdotes (Indulgenciada por S. Pio X em 03/03/1905)

Ó Jesus, Pontífice Eterno, Divino Sacrificador, Vós que, no Vosso incomparável amor, deixastes sair do Vosso Sagrado Coração o sacerdócio cristão, dignai-Vos derramar, nos Vossos sacerdotes, as ondas vivificantes do Amor infinito.

Vivei neles, transformai-os em Vós, tornai-os, pela Vossa graça, instrumentos de Vossas Misericórdias.

Atuai neles e por eles, e fazei que, revestidos inteiramente de Vós pela fiel imitação de Vossas adoráveis virtudes, operem, em Vosso nome e pela força de Vosso espírito, as obras que Vós mesmo realizastes para a salvação do mundo.

Divino Redentor das almas, vede como é grande a multidão dos que dormem ainda nas trevas do erro; contai o número dessas ovelhas infiéis que ladeiam os precipícios; considerai a multidão dos pobres, dos famintos, dos ignorantes e dos fracos que gemem ao abandono.

Voltai para nós por intermédio dos Vossos sacerdotes. Revivei neles; atuai por eles, e passai de novo através do mundo, ensinando, perdoando, consolando, sacrificando, e reatando os laços sagrados do amor entre o Coração de Deus e o coração humano.

Amém.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
Referência
Do livro «O Sagrado Coração e o Sacerdócio», de Madre Luísa Margarida Claret de La Touche. Fonte: presbiteros.com.br

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carta Encíclica "AD DIEM ILLUM" - Papa São Pio X



CARTA ENCÍCLICA "AD DIEM ILLUM"

Papa São Pio X



Aos nossos Veneráveis Irmãos os Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e demais Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica: Sobre o Cinqüentenário da Proclamação do Dogma da Imaculada Conceição.

Veneráveis Irmãos, Saúde e Benção Apostólica

1. O curso do tempo nos levará, dentro em poucos meses, a esse dia de inigualável alegria no qual, circundado duma coroa magnífica de cardeais e bispos, há cinqüenta anos, Nosso Predecessor Pio IX, pontífice de santa memória, por virtude da autoridade do magistério infalível declarou e proclamou ser de revelação divina que Maria foi totalmente isenta da mácula original, desde o primeiro instante de sua conceição. E não há quem ignore que todos os fiéis do universo acolheram esta proclamação com tal disposição de ânimo, com arroubos tais de júbilo e entusiasmo que jamais houve, na memória de todos os tempos, manifestação de piedade tão grandiosa e tão unânime, quer para com a augusta Mãe de Deus, quer para com o Vigário de Jesus Cristo — Hoje, Veneráveis Irmãos, muito embora à distância de meio século, não podemos nós esperar que a lembrança reavivada da Virgem Imaculada desperte em nossas almas como que um eco dessas santas alegrias e renove as demonstrações grandiosas de fé e de amor à augusta Mãe de Deus que se manifestaram nesse passado já longínquo? Um sentimento, que sempre nutrimos em Nosso coração, de piedade para com a Bem-aventurada Virgem e de profunda gratidão por seus benefícios, no-lo faz desejar ardentemente. O que, entretanto, Nos dá segurança disto é o zelo dos católicos, sempre alerta e pronto a dar novas provas de honra e de amor à Virgem excelsa. Não queremos, contudo, dissimular algo que em Nós aviva grandemente este desejo: é que se Nos afigura, segundo um pressentimento secreto de Nosso coração, que podemos esperar, em um futuro pouco distante, a realização das grandes esperanças, por certo não temerárias, que a definição solene do dogma da Imaculada Conceição de Maria despertou em Nosso predecessor Pio IX e em todo o Episcopado católico.

Benefícios dispensados por Maria à Igreja


2. Na verdade, não são poucos os que lastimam não ver realizadas essas esperanças até os nossos dias, fazendo suas essas palavras de Jeremias (8, 15): "Esperávamos a paz, e este bem não chegou; o remédio, e eis o terror!" Mas, não se devera acoimar de pouca fé homens que descuram assim de penetrar ou de considerar as obras de Deus sob o seu verdadeiro prisma? Com efeito, quem há que possa enumerar, quem há que possa computar os tesouros escondidos de graças que Deus, no decurso desse tempo, derramou em sua Igreja às preces de Maria? E, se quisermos preterir isto, que dizer do Concílio do Vaticano, de tão admirável oportunidade? que dizer da definição da infalibilidade do Pontífice, formulada tão cabalmente em oposição aos erros que em breve iriam surgir? que dizer, enfim, desse impulso de piedade, algo novo e deveras inaudito, que faz acorrerem, já desde longa data, os fiéis de todas as raças e de todos os continentes aos pés do Vigário de Cristo, para lhe render preito e veneração? E não é um admirável efeito da divina Providência o terem podido os Nossos dois predecessores, Pio IX e Leão XIII, governar santamente a Igreja, em tempos tão revoltos e em condições de duração quais não tinham sido concedidas a nenhum outro pontificado? Deve-se acrescentar que, mal Pio IX declarou de fé católica a Conceição Imaculada de Maria, na cidade de Lourdes começaram a se fazer manifestações portentosas da Virgem. Isto foi a origem, como se sabe, desses templos erguidos à honra da Imaculada Mãe de Deus, obra de grande magnificência e de trabalho ingente, onde, por intercessão da Virgem, prodígios diários subministram esplêndidos argumentos para a confusão da incredulidade dos tempos modernos. — Tantos e tão insignes benefícios concedidos por Deus, às piedosas solicitações de Maria, no espaço de cinqüenta anos que estão para terminar, não nos devem fazer acalentar a esperança "da salvação para um tempo menos distante que houvéramos crido"? Pois é como que uma lei de Providência Divina — como a experiência no-lo ensina — que das extremidades do mal à libertação não media demasiado espaço de tempo. "Este seu tempo está próximo a vir, e os seus dias não se prolongarão; porque o Senhor terá compaixão de Jacó, e reservará ainda para si alguns escolhidos de Israel" (Is. 14, 1). É, pois, com confiança ilimitada que nós esperamos poder exclamar, dentro em pouco: O Senhor despedaçou o bastão dos ímpios e a vara dos dominadores. Toda a terra está em descanso e em paz, ela se encheu de prazer e recozigo (Is; 14, 5 e 7).

Maria, o caminho mais seguro e mais fácil para Cristo

3. Mas, se o cinqüentenário do ato pontifical que declarou sem mácula a Conceição de Maria deve estimular no seio do povo cristão vivos entusiasmos, a razão disso está na necessidade que expusemos em Nossa carta encíclica precedente (DP 87), qual é a restaurar tudo em Cristo. Pois, quem é que não tenha por certo que não há caminho mais seguro e mais fácil que Maria por onde os homens possam chegar a Jesus Cristo, e alcançar, por intermédio de Cristo, essa adoção perfeita de filhos que os faz santos e imaculados na presença de Deus? Por certo, se realmente foi dito à Virgem: "Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que pelo Senhor te foram ditas" (Lc 1, 45), isto é, que conceberia e daria à luz o Filho de Deus; se, por conseguinte, ela acolheu em seu seio aquele que por natureza é a Verdade, de forma que, engendrado numa nova ordem e por um novo testemunho..., invisível em si, se fizesse visível em nossa carne (S. Leo M., Serm. 2 de Nativitate Domini, c. 2); visto que o Filho de Deus é o autor e consumador de nossa fé, é de estrita necessidade que Maria seja participante dos divinos mistérios e de algum modo sua guardiã e que também sobre ela, como o mais nobre alicerce, após Jesus Cristo, repouse a fé de todos os séculos.

O Filho sempre associado com a Mãe


4. E como poderia ser de outra forma? Não nos poderia ter Deus concedido outro meio, que não Maria, o reparador da humanidade e o fundador da fé? Mas como aprouve à eterna Providência que o Homem-Deus nos fosse dado pela Virgem e visto que esta, tendo-o concebido por virtude do divino Espírito, na realidade o carregou em seu seio, que nos resta ainda, senão receber Jesus das mãos de Maria? Por isso, sempre que nas Sagradas Escrituras se "fala da graça que nos aguarda", sempre também, ou as mais das vezes, o Salvador dos homens aparece acompanhado da sua santa Mãe. O Cordeiro dominador da terra há de vir, mas da pedra do deserto; a flor brotará, mas da raiz de Jessé. Em vendo, no futuro, Maria esmagar a cabeça da serpente, Adão estancou as lágrimas que a maldição arrancava de seu coração. Maria ocupa a mente de Noé na arca libertadora; de Abraão, impedido de imolar seu filho; de Jacó, contemplando a escada por onde subiam e desciam os anjos; de Moisés, admirando a sarça que ardia sem se consumir; de David, cantando e dançando, ao conduzir a arca de Deus; de Elias, lobrigando a nuvenzinha erguer-se do mar. E, sem Nos alongarmos demais, em Maria temos, depois de Cristo, o fim da lei, a verdade das imagens e dos oráculos.

5. Na verdade, que seja por Maria, e sobretudo por ela, que encontramos o caminho para o conhecimento do Cristo, ninguém poderá duvidar, se considerarmos, entre outras coisas, que no mundo somente ela teve com ele, sob o mesmo teto e numa familiaridade íntima de 30 anos, essas relações estreitas que são próprias da mãe e filho. Os admiráveis mistérios do nascimento e da infância de Jesus, máxime os que respeitam à sua Encarnação, princípio e fundamento de nossa fé, a quem poderiam ter sido desvendados mais amplamente que à sua Mãe? Ela guardava e considerava em seu coração os acontecimentos que vira em Belém e presenciara no templo de Jerusalém; mas, participante de seus conselhos e dos desígnios secretos de sua vontade, viveu, deve-se dizer, a vida mesma de seu Filho. Sim, jamais alguém no mundo conheceu, como ela, Jesus em seu íntimo; não há mestre melhor, nem guia mais seguro para fazer conhecer a Jesus Cristo.

6. Segue-se, como conseqüência, que jamais alguém será mais poderoso que a Virgem para unir os homens a Cristo, como já o temos insinuado. Se, com efeito, segundo a doutrina do Mestre divino, "a vida eterna consiste em que eles te conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, que tu enviaste" (Jo 17, 3); como por Maria chegamos ao conhecimento de Jesus Cristo, por ela também nos é mais fácil adquirir a vida, da qual Ele é o princípio e a fonte.

Maria, Mãe do Corpo Místico de Cristo

7. E agora, por pouco que consideremos quantos e quão prementes motivos levam esta Mãe Santíssima a nos dar profusamente da abundância de seus tesouros, que de incrementos não tomará nossa esperança? Não é Maria a Mãe de Deus? Portanto é Mãe nossa também. Pois deve-se estabelecer o princípio de que Jesus, Verbo feito carne, é ao mesmo tempo o Salvador do gênero humano. Em conseqüência, como Deus Homem Ele tem um corpo qual os outros homens; como Redentor de nosso gênero, um corpo espiritual ou, como sói dizer-se, místico, que outra coisa não é que a comunidade dos cristãos unidos a Ele pela fé. Embora muitos, somos um só corpo em Cristo (Rom 12, 5). A Virgem, pois, não concebeu o Filho de Deus só para que, dela recebendo a natureza humana, se tornasse homem; mas a fim de que Ele se tornasse mediante esta natureza dela recebida, o Salvador dos homens. O que explica as palavras dos anjos aos pastores: "Hoje nasceu-vos o Salvador, que é o Cristo Senhor" (Lc 2, 11). Por isso, no seio virginal de Maria, onde Jesus assumiu a carne mortal, lá mesmo Ele se agregou um corpo espiritual formado de todos os que deviam crer n’Ele. E pode-se dizer que Maria, levando Jesus em suas entranhas, levava também todos aqueles cuja vida o Salvador trazia. Todos, portanto, que, unidos a Cristo, somos, consoante as palavras do Apóstolo, "membros do seu corpo, de sua carne e de seus ossos" (Ef 5, 30), devemos crer-nos nascidos do seio da Virgem, donde um dia saímos qual um corpo unido à sua cabeça. É por isso que somos chamados, num sentido espiritual e místico, filhos de Maria, e ela é, por sua vez, nossa Mãe comum. Mãe espiritual, contudo verdadeira mãe dos membros de Jesus Cristo, quais somos nós (S. Aug., L. de S. Virginitate, c. 6). Se, pois, a bem-aventurada Virgem é ao mesmo tempo Mãe de Deus e dos homens, quem pode duvidar de que ela se desvele com todas as forças junto de seu Filho, cabeça do corpo da Igreja (Cor 1, 18), a fim de que Ele derrame sobre nós, seus membros, os dons de sua graça, notadamente aquele que nos leva a conhece-lo e nos faz viver por Ele (1 Jo, 4, 9)?

Maria, a Co-redentora dos homens

8. Mas não foi apenas para seu próprio louvor que a Virgem ministrou a matéria de sua carne ao Filho unigênito de Deus, que haveria de nascer com membros humanos (S. Beda Ven. lib. IV in Luc. XI), e que ela preparou, desta forma, uma vítima para a salvação dos homens; sua missão foi também velar por esta vítima, nutri-la e apresenta-la ao altar, no tempo estabelecido. Por isto, entre Maria e Jesus reinou perpétua sociedade de vida e sofrimentos, que nos permite aplicar a ambos estas palavras do Profeta: A minha vida vai se consumindo com a dor e os meus anos com os gemidos (Sl 30, 11). E quando chegou a hora derradeira de Jesus, vemos a Virgem "aos pés da cruz", horrorizada certamente ante a visão do espetáculo, "mas feliz porque seu Filho se oferecia como vítima pela salvação dos homens e, ademais, de tal modo partícipe de suas dores que teria preferido padecer os tormentos que cruciavam o seu Filho, tal lhe fosse dado fazer" (S. Bonav., 1 Sent., d. 48, ad Litt., dub. 4). — Em conseqüência dessa comunhão de sentimentos e de dores entre Maria e Jesus, a Virgem fez jus ao mérito de se tornar legitimamente a reparadora da humanidade decaída (Eadmeri Mon., De Excellentia Virginis Mariæ,c. IX) e, portanto, dispensadora de todos os tesouros que Jesus nos adquiriu por sua morte e por seu sangue.

Maria, a Medianeira poderosíssima

9. Não se pode dizer, sem dúvida, que a dispensação destes tesouros não seja de alçada própria e particular de Jesus Cristo, porque fruto exclusivo de sua morte e por Ele mesmo, em virtude de sua natureza, o mediador entre Deus e os homens. Contudo, em vista dessa comunhão de dores e de angústia, já mencionada, entre a Mãe e o Filho, foi concedido à Virgem o ser, junto do Filho unigênito, a medianeira poderosíssima e advogada de todo o mundo (Pio IX, Bula Ineffabilis). O manancial, pois, é Jesus Cristo: E todos nós recebemos de sua plenitude (Jo 1, 16), do qual todo o corpo coligado e unido por todas as juntas que mutuamente se auxiliam, segundo a operação da medida de cada membro, efetua o aumento do corpo de si mesmo em caridade (Ef. 4, 16). Como nota com acerto S. Bernardo, Maria é, na verdade, o aqueduto (Serm. De Temp., in Nativ. B. V., De Aquæductu, n. 4); ou então, essa parte média que tem por missão unir o corpo à cabeça e transmitir àquele os influxos e eficácias desta, o que vale dizer: o pescoço. Sim, diz S. Bernadino de Sena, ela é o pescoço de nossa Cabeça, pelo qual comunica todos os dons espirituais a seu corpo místico (S. Bern. Sen., Quadrag. de Evangelio æterno serm. X, a. III, c. 3). Torna-se, por conseguinte, evidente que não atribuímos à Mãe de Deus uma virtude geradora da graça, virtude esta que é só de Deus. Contudo, porque Maria excede a todos em santidade e em união com Cristo, e por ter sido associada por Ele à obra redentora, ela nos merece de congruo, segundo a expressão dos teólogos, o que Jesus Cristo nos mereceu de condigno, sendo ela ministra suprema da dispensação das graças. Ele (Jesus) está sentado à direita da Majestade nas alturas (Heb 1, 3). Ela, Maria, está à direita de seu Filho: O refúgio mais seguro, o mais valioso amparo de quantos se acham em perigo; nada, pois, temos a temer sob sua conduta, seus auspícios, seu patrocínio, sua égide (Pio IX, Bula Ineffabilis).

10. Estabelecidos estes princípios, e para tornarmos ao Nosso propósito, quem não reconhecerá termos afirmado com justa razão ser Maria, companheira inseparável de Jesus desde a casa de Nazaré até ao Calvário, conhecedora mais que ninguém dos segredos do seu coração, dispensadora, como de direito materno, dos tesouros de seus méritos, tornando-se, por todos esses motivos, um auxílio certíssimo e muito eficaz para se chegar ao conhecimento e ao amor de Jesus Cristo? Ah! Esses homens que, seduzidos pelos artifícios do demônio ou enganados por falsas doutrinas, julgam poder prescindir do auxílio da Virgem, nos fornecem disto em sua prova assaz peremptória. Pobres infelizes, desconhecem Maria, sob pretexto de tributar honra a Cristo! Como se pudéssemos achar o menino de outro modo que não pela Mãe!

A nossa devoção a Maria Santíssima deve ser sincera


11. Sendo assim, Veneráveis Irmãos, este é o fim que devem visar sobretudo todas as solenidades que se estão preparando por toda parte em honra à Santa e Imaculada Conceição de Maria. Em verdade, nenhuma homenagem lhe é mais grata, nenhuma mais doce que o conhecermos e amarmos verdadeiramente Jesus Cristo. Encham, portanto, as multidões os templos, celebrem-se festividades pomposas, reine júbilo público: fatores estes eminentemente próprios para reacender a fé. Mas, se a isso não se ajuntarem os sentimentos do coração, outra coisa não teremos que puro formalismo, simples aparências de piedade. À vista deste espetáculo, nos lançará em rosto esta justa recriminação: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim (Mt 15, 8).

A nossa devoção a Maria Santíssima deve ser eficaz

12. Enfim, para que o culto da Mãe de Deus seja de bom quilate deve ele promanar do coração; os atos exteriores não têm, aqui, nenhuma utilidade nem valor algum, se isolados dos atos da alma. Ora, esses atos têm um só escopo: que observemos plenamente o que o Filho divino de Maria nos ordena. Pois, se o amor verdadeiro é aquele que tem a virtude de unir as vontades, é de suma necessidade que possuamos com Maria esta mesma vontade de servir a Jesus Cristo Senhor Nosso. A recomendação que esta Virgem prudentíssima fez aos serventes de Caná, no-la dirige a nós: Fazei tudo o que Ele vos mandar (Jo 2, 5). Com efeito, eis a palavra de Cristo: Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos (Mt 19, 17). — Por isso, convençam-se todos que, se sua piedade para com a bem-aventurada Virgem não os preserva de pecar ou não lhes inspira o propósito de emendar uma vida culpável, essa piedade é falsa e mentirosa, porquanto desprovida de seu efeito próprio e de seu fruto natural.

13. E, se alguém desejar uma confirmação destes fatos, ser-lhes-á fácil busca-la no dogma mesmo da Conceição Imaculada de Maria. — Pois, abstraindo da Tradição, fonte de verdade tanto quanto a Sagrada Escritura, como é que esta convicção da Conceição Imaculada da Virgem foi, em todos os tempos, tão conforme ao senso católico, que pode ser tida como incorporada e inata à alma dos fiéis? Horroriza-nos dizer desta mulher — é a sublime resposta de Dionísio Cartusiano — que, devendo um dia esmagar a cabeça da serpente, tenha sido esmagada por ela e que, sendo Mãe de Deus, haja sido filha do demônio (III Sent., d. 1). Não, a inteligência do povo cristão não podia conceber que a carne de Cristo, santa, imaculada e inocente, tivesse seu princípio nas entranhas de Maria, duma carne que um dia tivesse contraído qualquer mácula, por um instante que fosse. E qual a razão disto, senão que uma oposição infinita separa Deus do pecado? Eis aqui, na verdade, a origem desta convicção comum a todos os cristãos: Jesus Cristo, mesmo antes que, revestido da natureza humana, lavasse nossos pecados com seu sangue, teve de conceder a Maria a graça e o privilégio especial de ser preservada e isenta, desde o primeiro instante de sua conceição, de todo o contágio da mancha original. Se Deus, pois, tanto detesta o pecado, que quis fosse a futura Mãe de Seu Filho isenta não só desses labéus que se contraem pela vontade, mas, por um privilégio especial, antevendo os méritos de Jesus Cristo, também desse outro, que assinala todos os filhos de Adão, como triste sinete de sua funesta herança, quem pode duvidar seja obrigação, de todos quantos desejam conquistar, por suas homenagens, o coração de Maria, corrigir os hábitos viciosos e depravados e vencer as paixões que os incitem ao mal?

14. Todos quantos querem, além disto — e quem não deve querer? — que sua devoção para com a Virgem seja digna dela e perfeita, deve ir mais avante, isto é, tender, com todas as suas forças, à imitação de seus exemplos. — Com efeito, é uma lei divina que alcançam a beatitude eterna somente os que reproduziram em si, por uma fiel imitação, a forma da paciência e da santidade de Cristo: "Porque os que conheceu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos". (Rom 8, 29). Mas geralmente tal é nossa enfermidade, que a sublimidade deste protótipo facilmente nos desencoraja. Além disso, foi uma atenção toda providencial de Deus propor-nos outro modelo tão próximo de Jesus Cristo, quanto é permitido à natureza humana e mesmo assim maravilhosamente adaptado à nossa fraqueza. Tal outro só pode ser a Mãe de Deus. Tal foi Maria, diz-nos S. Ambrósio, que sua vida só serve de lição a todos; donde ele tira a ilação mui acertada: Por isso tende presente, como pintadas em uma imagem, a virgindade e a vida da bem-aventurada Virgem, que reflete, qual espelho, o brilho da pureza e a própria forma da virtude (De Virginib., lib. II, c. II).

Devemos imitar todas as virtudes, especialmente a fé, a esperança e a caridade

15. Ora, se convém a filhos desta Mãe Santíssima não deixar de imitar nenhuma destas virtudes, desejamos, porém, que os fiéis se apliquem com preferência às principais, que são como que os nervos e as juntas da vida cristã, queremos dizer: a fé, a esperança e a caridade para com Deus e o próximo. Virtudes estas que assinalam a vida de Maria, em todas as suas circunstâncias, com um caráter fulgurante, mas que alcançaram o mais elevado grau de esplendor quando ela assistia seu Filho agonizante. — Jesus está cravado na cruz e por entre impropérios se lhe lança em rosto o ter-se feito Filho de Deus (Jo 19, 7); Maria, porém, lhe reconhece e adora a divindade, com uma constância inabalável. Morto, sepulta-O, mas não duvida um instante sequer de sua ressurreição. Quanto à virtude da caridade, que a inflama de amor a Deus, torna-a partícipe dos tormentos de Jesus Cristo, consociando-a à Paixão de seu Filho; com Ele, além disto, e como que empolgada pelo sentimento de sua própria dor, implora perdão para os carrascos, embora o ódio que os invade lance este grito: "que o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos" (Mt 27, 25).

O dogma da Imaculada Conceição é a condenação do Naturalismo

16. Mas, para que não se afigure termo-Nos afastado do mistério da Conceição Imaculada da Virgem, móvel desta Nossa carta apostólica, que de auxílios eficazes não se nos deparam aí, em sua própria fonte, para conservar estas mesmas virtudes e traduzi-las na prática, como convém! — Na verdade, donde partem os inimigos da religião para espalhar tantos e tão graves erros que solapam a fé de um número tão elevado? Começam por negar o primeiro pecado do homem e sua subseqüente decadência. Portanto, afirmam: o pecado original e todos os males que dele decorem são meras fábulas: as origens viciadas da humanidade, inquinando, por seu turno, todo o gênero humano; em conseqüência, o mal que se introduziu entre os homens, trazendo consigo a necessidade de um redentor. Uma vez rejeitados estes fatos, facilmente se compreende que não há mais lugar nem para Cristo, nem para a Igreja, nem para a graça e nem para o quer que transcenda a natureza. Em uma palavra, solapa o divino edifício da fé em seus fundamentos. — Ora creiam os povos e professem que a Virgem Maria foi preservada de toda mancha de pecado desde o primeiro instante de sua conceição: desde logo torna-se-lhes mister admitir o pecado original, a redenção da humanidade por Jesus Cristo, o Evangelho e a Igreja, enfim a lei do sofrimento. Em virtude disto, todo racionalismo e materialismo que campeia pelo mundo é arrancado e destruído em suas raízes, cabendo à sabedoria cristã a glória de ter guardado e defendido a verdade. — Além disto, é vezo perverso e comum a todos os inimigos da fé, sobretudo em nossa época, repudiar e proclamar que se devem repudiar todo respeito e toda obediência à autoridade da Igreja, mesmo de todo poder humano, na crença de que logo lhes será mais fácil banir a fé dos corações. Aqui está a origem do anarquismo, a mais nociva e perniciosa doutrina que possa existir, tanto na ordem natural quanto sobrenatural. Ora, tal peste, fatal tanto à sociedade como ao nome cristão, baqueia ante o dogma da Imaculada Conceição de Maria, pela obrigação que lhe impõe de atribuir à Igreja um poder em face do qual tem que se curvar não só a vontade, mas também a inteligência. Pois é em virtude de uma tal submissão que o povo cristão canta este louvor da Virgem: Toda bela és, Maria, e não há em ti a mancha original (Grad. Miss. in festo Imm. Concept.). — Daí se justifica uma vez mais o que a Igreja afirma da Virgem, dizendo que "só ela extirpou todas as heresias do mundo inteiro".

A Esperança

17. Se a fé, pois, segundo as palavras do Apóstolo, outra coisa não é senão o fundamento das coisas esperadas (Heb. 11, 1), convir-se-á sem dificuldade em que da mesma forma como a Imaculada Conceição da Virgem Maria confirma nossa fé, reanima-nos também a esperança. Tanto mais que, se a Virgem este isenta do pecado original, foi porque devia ser a Mãe de Cristo. Ela foi, pois, a Mãe de Cristo a fim de que nossas almas pudessem renascer para a esperança dos bens terrenos.

A Caridade

18. E agora, para não falar aqui da caridade de Deus, quem não encontraria na contemplação da Virgem Imaculada um incitamento a guardar religiosamente aquele preceito que Jesus Cristo fez seu por excelência, a saber: que nos amemos mutuamente como Ele nos amou? — E apareceu no céu um grande sinal — é nestes termos que o apóstolo S. João nos pinta uma visão divina — uma mulher vestida do sol, que tinha a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça (Apoc. 12, 1). Ora, ninguém ignora que essa mulher prefigura a Virgem Maria, que, sem violentar sua integridade, engendrou nossa Cabeça. E o Apóstolo continua: E, estando grávida, clamava com dores de parto e sofria tormentos para dar à luz (Apo. 12, 2). Por conseguinte, S. João vislumbra a Santíssima Mãe de Deus no seio da eterna beatitude e não obstante sofrendo as dores de um misterioso parto. Qual era, porém, este parto? Por certo o nosso, pois que, retidos ainda neste degredo, carecemos de nascer para o perfeito amor de Deus e a felicidade eterna. As dores do parto nos estão a demonstrar o amor ardente com que Maria zela e trabalha, lá do céu, por suas preces incessantes, a fim de levar o número dos eleitos à sua plenitude.

19. É Nosso desejo que todos os fiéis se esforcem por adquirir esta virtude da caridade, valendo-se sobretudo para tal fim das festas que vão celebrar em honra da Conceição Imaculada de Maria. Com que furor, com que assanhamento se ataca, em nossos dias, Jesus Cristo e a religião por Ele fundada! Que perigo, pois, atual e ameaçador, de muitos se deixarem levar pelas correntes invasoras do erro e perderem a fé! Logo, quem pensar estar de pé, veja que não caia! (I Cor 10, 12). Que todos, portanto, com o patrocínio de Maria, dirijam a Deus humildes e ferventes preces, a fim de que Ele reconduza ao caminho da verdade os que tiveram a desdita de se transviarem das suas veredas. Sabemos por experiência jamais ter sido vã a prece que brotasse da caridade e que se apoiasse na intercessão de Maria. Não resta dúvida, os ataques desferidos contra a Igreja jamais se darão tréguas, pois é necessário que haja heresias, para que os aprovados entre vós sejam manifestos (I Cor 11, 19). Mas a Virgem não deixará, por sua vez, de nos dar alento em nossas provações, por mais duras que forem, e de levar avante a luta que começou desde sua conceição, de maneira que diariamente podemos repetir estas palavras: Hoje ela esmagou a cabeça da antiga serpente (Off. Imm. Conc. in II Vesp., ad Magnificat).

Conclusão

Ao terminar, Veneráveis Irmãos, esta Nossa carta, queremos testemunhar de novo a grande esperança que aninhamos em Nosso coração, de que muitos, desgraçadamente separados de Jesus Cristo, retornarão a Ele, mediante as graças extraordinárias deste jubileu, por Nós concedido sob os auspícios da Virgem Imaculada, e que no povo cristão reflorirá o amor às virtudes e o ardor à piedade. Há cinqüenta anos, quando Nosso Predecessor Pio IX declarou de fé católica a Conceição Imaculada da Bem-aventurada Mãe de Jesus Cristo, viu-se, como relembramos, uma abundância inacreditável de graças a se esparzirem sobre a terra e um incremento de esperança a levantar por toda parte um progresso notável na religião antiga dos povos. Que há, pois, que nos impeça de esperar algo ainda melhor para o porvir? Atravessamos, certamente, uma época funesta, e assiste-Nos o direito de lançar esta queixa do Profeta: Não há verdade, não há misericórdia, nem há conhecimento de Deus nesta terra. A maldição, e a mentira, e o homicídio, e o adultério inundaram tudo (Os 4, 12). Entretanto, do meio desta como que aluvião de males, as vistas contemplam, qual arco-íris celeste, a Virgem clementíssima, árbitro de paz entre Deus e os homens. Porei o meu arco nas nuvens, e ele será o sinal de aliança entre mim e a terra (Gn 9, 13). Desencadeie-se embora a tempestade, e uma noite trevosa amortalhe o céu: ninguém vacile, pois com a vista de Maria se aplacará Deus e dará o perdão. E o arco estará nas nuvens, e eu me lembrarei da aliança eterna (Gn 9, 16). "E não voltarão as águas do dilúvio a exterminar toda a carne" (Gn 9, 15). Ninguém duvida que, se pomos Nossa confiança, como convém, em Maria, máxime quando celebrarmos com piedade mais ardente sua Imaculada Conceição, ninguém duvida, dizemos Nós, que sentimos ser sempre ela essa Virgem potentíssima a "esmagar com seu pé virginal a cabeça da serpente" (Off. Imm. Conc. B. M. V.).

Como penhor dessas graças, Veneráveis Irmãos, concedemo-vos no Senhor, com toda a efusão de Nosso coração, a vós e a vossos fiéis a Benção Apostólica.

Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos dois de fevereiro de 1904, primeiro ano de Nosso Pontificado.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

As Sete Petições do Pai-Nosso (Catecismo Maior de São Pio X)



Qual é a oração mais excelente?
A oração mais excelente é o Pai Nosso, que nos foi ensinado pelo próprio Jesus Cristo, porque nela pedimos tudo o que podemos desejar.


Por que chamamos a Deus de Pai?
Chamamos Deus de Pai porque, pelo Batismo, somos verdadeiros filhos de Deus.


Que objeto tem as três primeiras petições do Pai Nosso?
As três primeiras petições do Pai Nosso têm por objeto a Glória do Pai: a santificação de seu Nome, a vinda de Seu Reino e o cumprimento de sua vontade.


Que objeto tem as outras quatro petições?

As outras quatro petições têm por objeto nossa vida: para alimentá-la e para curá-la do pecado; e pedimos também ajuda em nosso combate pela vitória do Bem sobre o Mal.


Por que ao final dizemos "Amém"?
Ao final dizemos "Amém", expressando nosso desejo de que se cumpra o que pedimos nas sete petições. Assim seja.



As Petições do Pai-Nosso

Lendo os Evangelhos encontramos duas versões da Oração do Pai-Nosso:

Uma mais longa em Mateus, com sete pedidos(6,7-15); e outra no Evangelho de Lucas, mais curta, com cinco pedidos(11,2-4).


A Oração do Pai-Nosso do texto de hoje, consta de sete pedidos:
1 - Na primeira petição: santificado seja o vosso nome, pedimos que Deus seja conhecido, amado, honrado e servido por todos os homens, e por nós em particular.

2 - Na segunda petição: Por reino de Deus entendemos um tríplice reino espiritual, a saber: o reino de Deus em nós, ou o reino da graça; o reino de Deus na terra, isto é, a Santa Igreja Católica; e o reino de Deus nos céus, ou o Paraíso.

3 - Na terceira petição: seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu, pedimos a graça de fazer em todas as coisas a vontade de Deus, obedecendo aos seus santos Mandamentos tão prontamente como os Anjos e os Santos Lhe obedecem no Céu. Pedimos, além disso, a graça de corresponder às inspirações divinas e de viver resignados à Vontade de Deus, quando Ele nos manda tribulações.

4 - Na quarta petição: o pão nosso de cada dia nos dai hoje, pedimos a Deus o que nos é necessário cada dia para a alma (pedimos a Deus o sustento da vida espiritual, isto é, pedimos
ao Senhor que nos dê a sua graça, da qual a todo o instante temos necessidade) e para o corpo (pedimos o que é necessário para o sustento da vida temporal).

5 - Na quinta petição: perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, pedimos a Deus que nos perdoe os nossos pecados, como nós perdoamos aos que nos ofendem.

6 - Na sexta petição: e não nos deixeis cair em tentação, pedimos a Deus que nos livre das tentações, ou não permitindo que sejamos serrados, ou dando-nos graças para não sermos vencidos.

7 - Na sétima petição: mas livrai-nos do mal, pedimos a Deus que nos livre dos males passados, presentes, futuros, e especialmente do sumo mal, que é o pecado, da condenação eterna, que é o seu castigo.


Amém quer dizer: assim seja, assim desejo. assim peço ao Senhor e assim espero.


Para se alcançarem as graças pedidas no Padre-Nosso é necessário rezá-lo sem precipitação, com atenção e acompanhá-lo com o coração.
Devemos rezar o Padre-Nosso todos os dias, por que todos os diastemos necessidade do auxílio de Deus.

Catecismo Maior de São Pio X



Créditos: Almas Devotas/ Católicos Tradicionais/ O Segredo do Rosário

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Papa São Pio X - A pedra no sapato dos modernistas


«Os erros modernos serão destruídos pelo Santo Rosário»
02 .06.1835 — 20.08.1914


DA CARTA ENCÍCLICA PASCENDI DOMINICI GREGIS,
contra o Modernismo



PIO PP. X


"Para mais a fundo conhecermos o modernismo e o mais apropriado remédio acharmos para tão grande mal, cumpre agora indagar algum tanto das causas donde se originou e porque se tem desenvolvido. Não há duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento.

CAUSAS DO MODERNISMO

As remotas, reconhecemo-las duas: o amor de novidades e o orgulho. O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. (…) E efectivamente, o orgulho faz os modernistas confiar tanto em si que se julgam e dão a si mesmos como regra dos outros. Por orgulho loucamente se gloriam de ser os únicos que possuem o saber, e dizem desvanecidos e inchados: ‘Nós cá não somos como os outros homens.’ E, de facto, para o não ser, abraçam e devaneiam toda a sorte de novidades, até das mais absurdas. Por orgulho repelem toda a submissão, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.


(…) Seja portanto o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos trabalhos mais humildes e obscuros e postos na ínfima plana, para que tenham menor campo a prejudicar.


(…) Passando das causas morais às que se relacionam com a inteligência, surge sempre a ignorância. Todos os modernistas que pretendem ser ou parecer doutores na Igreja, exaltando em voz clamorosa a moderna filosofia e desdenhando a Escolástica, abraçaram a primeira, iludidos pelo seu falso brilho, porque, ao ignorarem completamente a segunda, careceram dos meios convenientes para reconhecerem a confusão das ideias e refutar os sofismas.

COMO ACTUAM OS MODERNISTAS

(...) Para conduzirem os espíritos ao erro, usam de dois meios: removem primeiro os obstáculos, e em seguida procuram com máxima cautela os ardis que lhes poderão servir, e põem-nos em prática, incessante e pacientemente.

Dentre os obstáculos, três principalmente se opõem aos seus esforços:

- O método escolástico de raciocinar;
- A autoridade dos Padres com a Tradição;
- O Magistério eclesiástico.

Tudo isto é para eles objecto de uma luta encarniçada. Por isso, continuamente escarnecem e desprezam a filosofia e a teologia escolástica.

(…) Quanto mais alguém mostra ousadia em destruir as coisas antigas, em rejeitar as tradições e o magistério eclesiástico, tanto mais encarecem a sua sabedoria; não só elogiam pública e encarecidamente, mas veneram como mártir quem quer por acaso for condenado pela Igreja.

(…) Procuram conseguir cátedras nos seminários e nas Universidades, para tornarem-se insensivelmente cadeiras de pestilência.

ONDE ESTÃO E QUEM SÃO OS MODERNISTAS

Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas. Tratam a Escritura à maneira dos modernistas. Escrevendo sobre a história, divulgam cuidadosamente e com disfarçado prazer tudo o que pode desdourar e obscurecer a Igreja .

Guiados por um certo apriorismo, procuram sempre desfazer as piedosas tradições populares. Mostram desdenhar das sagradas relíquias, respeitáveis pela sua antiguidade.

Enfim, vivem preocupados em fazer o mundo falar das suas pessoas; e sabem que isto não será possível, se disserem as mesmas coisas que sempre se disseram ao longos dos tempos.


EXORTAÇÃO FINAL DO PAPA SÃO PIO X

Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.

Pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza.

Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias.”


Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado.


ORAÇÃO


Senhor, que, para defender a fé católica e instaurar todas as coisas em Cristo, enchestes de sabedoria divina e de fortaleza apostólica o papa São Pio X, concedei que, seguindo os seus ensinamentos e exemplos, alcancemos a recompensa eterna.
Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.

Créditos: Saúde da Alma e O Segredos do Rosário

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Jejum e a Abstinência: Catecismo de São Pio X



Com o intuito de fazer penitência por nossos pecados, de melhor nos dispor para a oração e de estar unidos aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santa Igreja nos pede, nos tempos de penitência, que ofereçamos jejum e abstinência a Deus.


O Jejum:Penitência é a mortificação do corpo.


A Igreja convida todos os fiéis à corresponderem ao preceito divino da penitência que, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana, pede alguns atos de mortificação também do corpo ... A Igreja quer indicar na Tríade Tradicional "ORAÇÃO, JEJUM, CARIDADE" os modos fundamentais para obedecer ao preceito divino da penitência. Ela defendeu a ora­ção e as obras de caridade, também, e com insistência, a abstinência de carne e o jejum.
Praticado desde toda a Antiguidade pelo povo eleito, como sinal de arrependimento, praticado por Nosso Senhor Jesus Cristo e por todos os santos, recomendado pela Santa Igreja como instrumento de santificação da alma, de controle do corpo e equilíbrio emocional, o jejum obrigatório foi sendo reduzido ao longo dos séculos.


Na prática do dia-a-dia há muitas formas de fazer penitência, devemos aproveitar por exemplo, silenciando algo que sabemos de alguém. Deixar de olhar televisão. Suportar os defeitos de alguém. Viver sem reclamar. Ter coragem de falar sempre bem do próximo. Cumprimentar sempre e, principalmente, aqueles que não nos são simpáticos. Dobrar os joelhos enquanto rezamos. Fazer o sinal da Cruz quando passamos diante de uma Igreja. Deixar de comer algum alimento que gostamos em determinados dias da semana. Agradecer com humildade todos os sofrimentos que ocorrem no dia a dia. Enfim, a penitência nos eleva, nos conduz à viver às 24 horas do dia na graça. Sejamos fortes fazendo penitência.

A oração e o jejum representam, em certo sentido, dois pilares da nossa fé.

O jejum constitui um dos princípios fundamentais da vida cristã; ele torna o devoto capaz de viver de acordo com a vontade de Deus; em todas as circunstâncias.Mediante a prática do jejum, a vontade de Deus poderá ser reconhecida mais facilmente, e raramente será perdida de vista. Como a respiração é função fundamental da vida física, assim o jejum e a oração representam as funções fundamentais da vida espiritual.

Nossa Senhora, em Medjugorje, nos pediu a volta à prática do jejum e nos disse que a melhor forma de jejuar é aquela a pão e água. Então constatamos que pão e água não representam a única maneira de jejuar, mas é a melhor maneira segundo a afirmação da Virgem.
O pão é o alimento fundamental do povo de Deus e, ao mesmo tempo simboliza a vida. A água é insubstituível em nossa vida; ela simboliza a purificação espiritual.

O jejum alimenta a oração e o impulso para Deus, para a paz e a reconciliação: eco fiel do Evangelho. Põe o corpo em sintonia com a alma e transforma-se em fonte de uma outra reconciliação, a interior.


Quando devemos jejuar por obrigação?
Na Quarta-feira de cinzas, abertura da Quaresma
Na Sexta-feira Santa, dia da morte de Nosso Senhor.


No entanto, todos os católicos devem ter a mortificação e o jejum presentes em suas vidas ao longo do ano, principalmente durante o Advento, a Quaresma e nas Quatro Têmporas, tendo sempre o espírito mortificado, fugindo do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecendo alguns sacrifícios a Deus, seja no comer, no beber, nas diversões (televisão principal­men­te), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo.
Assim sendo, mesmo não sendo obrigatório, continua sendo recomendado o jejum nas Quartas e Sextas da Quaresma e do Advento, guardando-se sempre o espírito pronto para as pequenas mortificações também nos demais dias.


Quem deve jejuar?
As pessoas maiores de 21 anos são obrigadas. Mas é evidente que os adolescentes podem muito bem oferecer esse sacrifício sem prejuízo para a saúde.
Quanto às crianças menores, mesmo alimentando-se bem, devem ser orientadas no sentido de oferecer pequenos sacrifícios, e acompanhar a frugalidade das refeições.
As pessoas doentes podem ser dispensadas (é sempre bom pedir a permissão ao padre)
As pessoas com mais de sessenta anos não têm obrigação de jejuar, mas podem fazê-lo se não houver perigo para a saúde.


Como jejuar nos dias de jejum obrigatório?
- Café da manhã mais simples que de hábito: uma xícara de café puro, um pedaço de pão, uma fruta.
- Almoço normal, mas sem carne (peixe pode), sem doces e sobremesas mais apetitosas, sem bebidas alcoólicas ou refrigerantes.
- No jantar, um copo de leite ou um prato de sopa, um pedaço de pão, uma fruta.

- O ideal é jejuar a pão e água. (desde o amanhecer até o anoitecer se tiver fome comer pão, se tiver sede tomar água. Não devemos comer pão e tomar água ao mesmo tempo, pois leva a dor de cabeça. Devemos comer pão calmamente em pequenas porções segurando na boca mastigando bem de modo que se dissolva com a saliva. Para beber água é bom dar um tempo após comer pão, também tomar a água calmamente como fez com o pão, segurar na boca um tempo para se misturar à saliva. Diz-se que devemos tomar o pão e mastigar a água). Pode tomar e comer quantas vezes for necessário durante o dia, em que sentir fome e sede.)

São inúmeras as passagens das Sagradas Escrituras referentes ao jejum. Eis algumas poucas referências:


- II Reis XII,16
- Tobias XII,8
- Daniel I, 6-16
- S. Mateus IV,1
- S. Mateus VI, 17
- S. Mateus XVII,20
- Atos XIV,22
- II Coríntios VI,5


A Abstinência de carne
Dentro do mesmo espírito de mortificação, pede-nos a Santa Madre Igreja a mortificação de não comer carne às sextas-feiras, o ano todo, de modo a honrar e adorar a santa morte de Nosso Senhor. (ficam excluídas as sextas-feiras das grandes festas, segundo a orientação do padre).
A abstinência ainda é praticada e, diferente do jejum, começa desde a adolescência, a partir dos quatorze anos.
Nas sextas-feiras do ano, e mais ainda durante os tempos de penitência, saibamos oferecer esse pequeno sacrifício a Nosso Senhor. Se vamos a um restaurante, peçamos peixe (muitos restaurantes ainda hoje servem pratos de peixe nas sextas-feiras).


O Jejum eucarístico
O jejum eucarístico é o fato de se comungar sem nenhum alimento comum no estômago, em honra à Santíssima Eucaristia.
O espírito do jejum eucarístico é de receber a Santa Comunhão como primeiro alimento do dia. Quando o Papa Pio XII modificou a disciplina do jejum eucarístico, devido à guerra, salientou que todos os que podiam deviam praticar esse jejum, chamado natural: só tomar alimento depois da comunhão. Quem assiste à Santa Missa cedo pode, muitas vezes, praticar esse jejum.
Apesar da lei eclesiástica em vigor determinar apenas uma hora antes da comunhão para o jejum eucarístico, todos os padres sérios pedem a seus fiéis quese esforcem para deixar três horas, visto que uma hora não chega a ser nem mesmo um sacrifício.
Caso as crianças ou pessoas debilitadas precisarem tomar algo antes da comunhão, com menos de três horas, procurem, ao menos, tomar apenas líquido, um copo de leite, por exemplo.
Porém, tendo se alimentado com menos de uma hora antes da hora da comunhão,não se deve, de modo algum, se aproximar da Sagrada Mesa.


O jejum, a abstinência e o confessionário.
Como o jejum e a abstinência fazem parte dos mandamentos da Igreja, devemos nos empenhar para praticá-los por amor à Deus. Caso haja alguma negligência ou fraqueza da nossa vontade que nos leve a quebrar o santo jejum ou a abstinência, devemos nos arrepender por não termos obedecido ao que nos ordena nossa Santa Madre Igreja, confessando-nos por termos assim ofendido a Deus.
Nos casos de esquecimento, devemos substituir essa obra por outra equivalente, como fazer o jejum em outro dia, rezar um terço, etc.
É sempre bom lembrar que a água pura não quebra o jejum.
As pessoas inclinadas à mortificação e ao jejum não devem nunca determinar um aumento de penitência sem o consentimento explícito do sacerdote responsável. O demônio usa muito o excesso de penitência corporal para enfraquecer a alma.


Tudo fazer na obediência.

Agradecimento ao site: GSTomasdeAquino Créditos: Católicos Tradicionais

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

São Pio X: Lourdes é promessa da vitória iminente sobre os ímpios



“É preciso acrescentar que Pio IX não muito antes [das aparições] havia declarado ser de fé católica a Conceição Imaculada de Maria que, na cidade de Lourdes, começaram maravilhosas manifestações da Virgem, e foi, como se sabe, a origem dessas igrejas elevadas em honra da Imaculada Mãe de Deus, obra de alta magnificência e de imensos trabalhos, onde prodígios quotidianos, devidos à sua intercessão, fornecem esplêndidos argumentos para prostrar na confusão a incredulidade moderna. “Tantos e tão insignes benefícios concedidos por Deus pelas piedosas solicitações de Maria, durante os cinquenta anos transcorridos, não deveriam nos fazer esperar a salvação num tempo ainda mais curto do que nós acreditávamos? Da mesma maneira, há como uma lei da Providência divina, a experiência ensina-nos isto, segundo a qual entre os extremos derradeiros do mal e a liberação jamais há muita distância. “O tempo de sua vinda está próximo. Pois o Senhor terá piedade de Jacob, e em Israel terá seu eleito” (Is. XIV, 1).“É pois com inteira confiança que nós mesmos podemos esperar que dentro em breve exclamemos: “O Senhor quebrou o cetro dos ímpios. A terra está em paz e silêncio, ela se regozija e ela exulta” (Is. XIV, 5 e 7).



Carta encíclica Ad diem illum, de 2 de fevereiro de 1904: Acta Pii X, vol. 1, p.149.
Créditos: O Segredo do Rosário

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Exercícios piedosos aos cristãos - por São Pio X


 




Um bom cristão, pela manhã, assim que desperta, deve fazer o sinal da Cruz, e oferecer o coração a Deus, dizendo estas ou outras palavras semelhantes: "Meu Deus, eu vos dou o meu coração e a minha alma".

Ao levantar da cama e enquanto nos vestimos, deveríamos pensar que Deus está presente, que este dia pode ser o último da nossa vida; ademais, devemos levantar-nos e vestir-nos com toda a modéstia possível.
A um bom cristão, apenas se tenha levantado e vestido, convém pôr-se na presença de Deus e ajoelhar-se, se pode, diante de alguma devota imagem, dizendo com devoção: "Eu Vos adoro, meu Deus, e Vos amo de todo o coração; dou-Vos graças por me terdes criado, feito cristão e conservado nesta noite; ofereço-Vos todas as minhas ações, e peço-Vos que neste dia me preserveis do pecado, e me livreis de todo o mal. Assim seja". E rezar depois o Pai-Nosso, a Ave-Maria, o Credo, e os Atos de Fé, de Esperança e de Caridade, acompanhando-os com um vivo afeto do coração.
O cristão, podendo, deveria todos os dias:
1º. Assistir com devoção à Santa Missa;
2º. Fazer uma visita, por breve que fosse, ao Santíssimo Sacramento;
3º. Rezar o terço do Santo Rosário.
Antes do trabalho, convém oferecê-lo a Deus, dizendo do coração: "Senhor, eu Vos ofereço este trabalho, dai-me a vossa bênção". Deve-se trabalhar para glória de Deus e para fazer a sua vontade.
Antes da refeição, convém fazer o sinal da Cruz, estando de pé, e depois dizer com devoção: "Senhor, abençoai-nos a nós e ao alimento que vamos tomar, para nos conservarmos no vosso santo serviço".
Depois da refeição, convém fazer o sinal da Cruz, e dizer: "Senhor, eu Vos dou graças pelo alimento que me destes; fazei-me digno de participar da mesa celeste".
Quando nos vemos atormentados por alguma tentação, devemos invocar com fé o Santíssimo Nome de Jesus ou de Maria, ou recitar fervorosamente alguma oração jaculatória, como, por exemplo: "Dai-me a graça, Senhor, de que eu nunca Vos ofenda"; ou então fazer o sinal da Cruz, evitando porém que as outras pessoas, pelos sinais externos, suspeitem da tentação.
Quando uma pessoa reconhece ou receia ter cometido algum pecado, convém fazer imediatamente um ato de contrição, e procurar confessar-se quanto antes.
[Quando fora da igreja se ouve o sinal de elevação da Hóstia na Missa solene, ou da bênção do Santíssimo Sacramento] é bom fazer, ao menos com o coração, um ato de adoração, dizendo, por exemplo: "Graças e louvores se dêem a todo o momento ao Santíssimo e diviníssimo Sacramento".
Ao toque das Ave-Marias [pela manhã, ao meio-dia e à noite], o bom cristão recita o Anjo do Senhor ["Angelus"] com três Ave-Marias.
À noite, antes de se deitar, convém pôr-se, como de manhã, na presença de Deus, recitar devotamente as mesmas orações, fazer um breve exame de consciência, e pedir perdão a Deus dos pecados cometidos durante o dia.
Antes de adormecer, farei o sinal da Cruz, pensarei que posso morrer esta noite, e oferecerei o coração a Deus, dizendo: "Meu Senhor e meu Deus, eu Vos dou todo o meu coração. Trindade Santíssima, concedei-me a graça de bem viver e de bem morrer. Jesus, Maria e José, eu Vos encomendo a minha alma’.
No decurso do dia pode-se invocar a Deus freqüentemente com as orações breves que se chamam "jaculatórias". [Eis algumas:]
"Senhor, valei-me";
"Senhor, seja feita a vossa santíssima vontade";
"Meu Jesus, eu quero ser todo vosso";
"Meu Jesus, misericórdia";
"Doce Coração de Jesus, que tanto nos amou, fazer que eu Vos ame cada vez mais";
"Doce Coração de Maria, sede minha salvação";
É muito útil recitar, durante o dia, muitas jaculatórias, e podem recitar-se também com o coração, ser preferir palavras, caminhando, trabalhando, etc.
Além das orações jaculatórias, o cristão deveria exercitar-se na "mortificação cristã". Mortificar-se quer dizer privar-se, por amor a Deus, daquilo que agrada, e aceitar o que desagrada aos sentidos ou ao amor-próprio.
Quando é o Santíssimo Sacramento levado a um enfermo, devemos, sendo possível, acompanhá-Lo com modéstia e recolhimento; e, se não é possível acompanhá-Lo, fazer um ato de adoração em qualquer lugar que nos encontremos, e dizer: "Consolai, Senhor, este enfermo, e concedei-lhe a graça de se conformar com a vossa sAntíssima vontade e de conseguir a sua salvação".
Ouvindo tocar o sino pela agonia de algum moribundo, irei, se puder, à igreja orar por ele; e, não podendo, encomendarei a Nosso Senhor a sua alma, pensando que dentro em breve hei de encontrar-me também eu nesse estado.
Ao ouvir sinais pela morte de alguém, procurarei rezar um "De profundis" ou um "Réquiem", ou um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, pela alma desse defunto, e renovarei o pensamento da morte.

Catecismo Maior de S. Pio X
Fonte: Católicos Tradicionais
Católicos Ribeirão
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