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quinta-feira, 12 de junho de 2014

A tentação do cansaço - São Josemaria Escrivá

Quero prevenir-te a respeito de uma dificuldade que talvez possa apresentar-se: a tentação do cansaço, do desalento. - Não está ainda fresca na tua memória uma vida - a tua - sem rumo, sem meta, sem sal, que a luz de Deus e a tua entrega endireitaram e encheram de alegria? - Não troques bobamente isto por aquilo. (Forja, 286)

Se notas que não és capaz - seja por que motivo for -, diz-Lhe, abandonando-te nEle: - Senhor, confio em Ti, abandono-me em Ti, mas ajuda a minha fraqueza!

E, cheio de confiança, repete-Lhe: - Olha para mim, Jesus, sou um trapo sujo; a experiência da minha vida é tão triste, não mereço ser teu filho. Diz-Lhe isso..., e dize-o muitas vezes.

- Não tardarás em ouvir a sua voz: “Ne timeas!” - não temas! Ou também: “Surge et ambula!” - levanta-te e anda! (Forja, 287)

Comentavas-me, ainda indeciso: - Como se notam esses tempos em que o Senhor me pede mais!

Só me ocorreu recordar-te: - Garantias-me que a única coisa que querias era identificar-te com Ele; então, por que resistes? (Forja, 288)

Oxalá saibas cumprir esse propósito que fizeste: “Morrer um pouco para mim mesmo, em cada dia”. (Forja, 289)
Fonte: Página Mensagens de São Josemaria Escrivá

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A santidade é para todos - Textos de São Josemaria Escrivá




O único modelo
O grande segredo da santidade reduz-se a parecer-se cada vez mais com Ele, que é o único e amável Modelo.
Forja, 752

Manifesta-se em factos
A santidade pessoal não é uma enteléquia, mas uma realidade concreta, divina e humana, que se manifesta constantemente em factos diários de Amor.
Forja, 440

Nas coisas pequenas
A santidade "grande" consiste em cumprir os "pequenos deveres" de cada instante.
Caminho, 817

Escolhidos desde toda a eternidade
Todos os que aqui estamos fazemos parte da família de Cristo, porque Ele mesmo nos escolheu antes da criação do mundo, por amor, para sermos santos e imaculados diante dele, o qual nos predestinou para sermos seus filhos adoptivos por meio de Jesus Cristo para sua glória, por sua livre vontade Ef 1, 4-5). Esta escolha gratuita de que Nosso Senhor nos fez objecto, marca-nos um fim bem determinado: a santidade pessoal, como S. Paulo nos repete insistentemente: haec est voluntas Dei: sanctificatio vestra (1 tes 4, 3), esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. Portanto, não nos esqueçamos: estamos no redil do Mestre, para alcançar esse fim.
Amigos de Deus, 2

Acabar bem as tarefas
A santidade compõe-se de heroísmos. Por isso, no trabalho pede-se-nos o heroísmo de rematar bem as tarefas que nos cabem, dia após dia, embora se repitam as mesmas ocupações. Se não, não queremos ser santos!
Sulco, 529

O santo não nasce, faz-se
É bem certo que se trata de um objectivo elevado e árduo. Mas não se esqueçam de que o santo não nasce: forja-se no jogo contínuo da graça divina e da correspondência humana. Um dos escritores cristãos dos primeiros séculos adverte, referindo-se à união com Deus: Tudo o que se desenvolve começa por ser pequeno. Ao alimentar-se gradualmente, com constantes progressos, é que chega a ser grande. Por isso te digo que, se quiseres portar-te como um cristão coerente - sei que estás disposto a isso, embora te custe tantas vezes vencer-te ou puxar por esse pobre corpo - deves ter muito cuidado com os mais pequenos pormenores, porque a santidade que Nosso Senhor te exige atinge-se realizando com amor de Deus o trabalho e as obrigações de cada dia, que se compõem quase sempre de pequenas realidades.
Amigos de Deus, 7

O que é imprescindível
Santo, sem oração?!... - Não acredito nessa santidade.
Caminho, 107

A santidade está na luta, em saber que temos defeitos e em procurar heroicamente evitá-los.
A santidade - insisto - está em superar esses defeitos..., mas morreremos com defeitos: se não, já to disse, seríamos uns soberbos.
Forja,312

No trabalho
As tarefas profissionais - também o trabalho do lar é uma profissão de primeira ordem - são testemunho da dignidade da criatura humana; ocasião de desenvolvimento da própria personalidade; vínculo de união com os outros; fonte de recursos; meio de contribuir para a melhoria da sociedade em que vivemos, e de fomentar o progresso da humanidade inteira...
Para um cristão estas perspectivas alongam-se e ampliam-se ainda mais, porque o trabalho - assumido por Cristo como realidade redimida e redentora - se converte em meio e em caminho de santidade, em tarefa concreta santificável e santificadora.
Forja, 702

Fonte: Blog São Josemaria Escrivá. Fundador do Opus Dei
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