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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Comentário do Evangelho do dia (24/07) feito por Santa Catarina de Sena



(1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa 
Os Diálogos, cap. 134


«Pedi e dar-se-vos-á.»


A tua verdade disse que, se chamássemos, seríamos atendidos, se batêssemos à porta, ser-nos-ia aberta, se pedíssemos, ser-nos-ia dado. Ó Pai eterno, os teus servos clamam por misericórdia. Responde-lhes, pois. Porque eu sei que a misericórdia Te pertence e, por isso, não a podes recusar a quem Ta pede. Batem à porta da tua verdade porque é na tua verdade, no teu Filho (Jo 14,6), que conhecem o amor inefável que tens pelo homem. É por isso que batem à porta. E é por isso que o fogo da tua caridade não poderá, não pode deixar de abrir àqueles que batem com perseverança. 

Abre, pois, dilata, quebra os corações endurecidos daqueles que criaste [...] Atende-os, Pai eterno. [...] Abre a porta da tua caridade ilimitada, que veio até nós pela porta do Verbo. Sim, eu sei que abres mesmo antes de nós batermos, porque é com a vontade e com o amor que lhes deste que os teus servos batem e clamam por Ti, para tua honra e para a salvação das almas. Dá-lhes, pois, o pão da vida, isto é, o fruto do sangue do teu Filho único.

Fonte: Evangelho Quotidiano

É preciso deixar o amor mercenário - Diálogos de Santa Catarina



Diz Deus Pai:


"Meus servos devem sair destes sentimentos de amor mercenário, a fim de se tornarem verdadeiros filhos e me servirem sem interesse pessoal. Eu recompenso qualquer labor, dou a cada um segundo seu estado e segundo seus atos. Assim, se eles não relaxarem no exercício da oração e de outras boas obras, e se forem progredindo com perseverança na virtude, chegarão a esse amor de filhos. De minha parte, eu os amarei como os pais amam a seus filhos, porque respondo sempre com igual amor, ao amor que tenham por mim. Se me amardes como um servo ama seu senhor, eu vos amarei como senhor, pagando-vos o devido, segundo vosso mérito; porém não me manifestarei a vós. Os segredos íntimos são reservados para os amigos, com quem formamos um só. Não se faz esta união com um servo...

Mas, se meus servos se envergonharem de suas imperfeições, se se decidirem a amar a virtude, se se empenharem com toda força em arrancar deles a raiz do amor próprio espiritual, se do alto do tribunal de sua consciência e usando a razão, eles não aceitarem em seu coração qualquer movimento de amor servil e de amor mercenário sem antes reformá-los pela luz da santíssima Fé, eu te digo que, agindo assim, eles me serão tão agradáveis que terão acesso a um coração amigo. Eu mesmo me manifestarei a eles, exatamente como proclamou minha Verdade quando disse: "Quem me ama, será amado por meu Pai e eu o amarei e me manifestarei a ele" (Jo 14,21)"


Diálogos de Santa Catarina de Sena, Cap. 60.
Fonte: Blog GRAA

terça-feira, 7 de abril de 2015

Comentário do Evangelho do dia (02/04) feito por Santa Catarina de Sena



(1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa 
Diálogo, 134


Tomou um cálice […], dizendo: […] «Este é o meu sangue, […], que vai ser derramado por muitos em remissão dos pecados» (Mt 26,28)


Ó amor inestimável! Ao revelares-me os teus segredos, deste-me o remédio doce e amargo que me cura a minha enfermidade, que me arranca à minha ignorância e à minha negligência. Reaviva o meu zelo e enche-me de um ardente desejo de recorrer a Ti. Mostraste-me a tua bondade e também os ultrajes que recebeste de todos os homens, incluindo os teus ministros. Fazes-me derramar lágrimas por mim própria, pobre pecadora, e por estes mortos que vivem miseravelmente, Tu, bondade infinita. [...] Peço-Te instantemente: tem misericórdia do mundo e da tua santa Igreja!

Oh, como sou pobre, como sofre dolorosamente a minha alma, por causa do mal que fiz. Não tardes, Senhor, em mostrar misericórdia ao mundo, permite a realização dos desejos dos teus servos. [...] Eles querem esse sangue em que lavaste a iniquidade e apagaste a mancha do pecado de Adão. Esse sangue tornou-se nosso desde que nos banhaste nele; e Tu não queres nem podes negá-lo a quem To pede verdadeiramente. Dá, pois, o fruto desse sangue às tuas criaturas. […] É por esse sangue que elas Te suplicam que uses de misericórdia para com o mundo.

Fonte: Evangelho Quotidiano
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