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quinta-feira, 17 de julho de 2014

10 medidas práticas para a Santidade - Beato Francisco Xavier Seelos

10 medidas práticas para a Santidade - Beato Francisco Xavier Seelos

1. Ir à Missa com grande devoção.

2. Reflectir durante meia-hora nos pecados em que se cai mais frequentemente; fazer propósitos para o evitar.

3. Fazer leitura espiritual durante 15 minutos, se for impossível fazer meia-hora.

4. Rezar o Terço todos os dias.

5. Se possível visitar o Santíssimo Sacramento todos os dias; e ao entardecer meditar na Paixão de Cristo durante meia-hora.

6. Acabar o dia com o exame de conciência, de todas as faltas e pecados do dia.

7. Todos os meses, fazer uma revisão do mês na confissão (direcção espiritual).

8. Escolher um padroeiro em cada mês, e imitá-lo numa virtude em especial.

9. Fazer uma novena antes de cada grande festa litúrgica.

10. Tentar começar e acabar cada actividade diária com uma Avé-Maria.
 
 
Fonte: Senza Pagare

sábado, 5 de abril de 2014

Oração para a Quaresma - Beato Francisco Palau



Senhor,
nesta Quaresma,
tempo de mergulhar no meu interior,
de revisão e de conversão,
ensina-me a descer sempre mais
até onde Tu te encontras: o meu coração.

Como “descer” até aí?
Pelo silêncio, encontrando tempo para rezar,
pela leitura da Tua Palavra que tanto me quer dizer,
pelos Sacramentos,
especialmente a Confissão e a Santa Missa.

Também pela aceitação das contrariedades,
o peso das circunstâncias e da monotonia da vida…
com os olhos postos em Ti.

Senhor, Tu que estás no meu íntimo,
ajuda-me nesta Quaresma,
a fazer uma viagem ao meu interior,
para aí me encontrar conTigo!




Fonte: Senza Pagare

domingo, 30 de março de 2014

“Tantos anos lutando...” - São Josemaria Escrivá



Chegaram nuvens densas de falta de vontade, de perda de entusiasmo. Caíram aguaceiros de tristeza, com a clara sensação de te encontrares atado. E, como remate, assomaram decaimentos, que nascem de uma realidade mais ou menos objetiva: tantos anos lutando..., e ainda estás tão atrás, tão longe. Tudo isto é necessário, e Deus conta com isso: para alcançarmos o “gaudium cum pace” - a paz e a alegria verdadeiras -, temos de acrescentar, à convicção da nossa filiação divina, que nos enche de otimismo, o reconhecimento da nossa fraqueza pessoal. (Sulco, 78)

Mesmo nos momentos em que percebemos mais profundamente a nossa limitação, podemos e devemos olhar para Deus Pai, para Deus Filho e para Deus Espírito Santo, sabendo-nos participantes da vida divina. Não há nunca motivo suficiente para voltarmos a cara para trás: o Senhor está ao nosso lado. Temos que ser fiéis, leais, fazer frente às nossas obrigações, encontrando em Jesus o amor e o estímulo para compreender os erros dos outros e vencer os nossos próprios erros. Assim, todos esses abatimentos - os teus, os meus, os de todos os homens -, servirão também de suporte para o reino de Cristo.

Reconheçamos as nossas mazelas, mas confessemos o poder de Deus. O otimismo, a alegria, a convicção firme de que o Senhor quer servir-se de nós, têm de informar a vida cristã. Se nos sentimos parte da Igreja Santa, se nos consideramos sustentados pela rocha firme de Pedro e pela ação do Espírito Santo, decidir-nos-emos a cumprir o pequeno dever de cada instante: a semear cada dia um pouco. E a colheita fará transbordar os celeiros. (É Cristo que passa, 160)
 
Créditos: Página Mensagens de São Josemaria Escrivá

sábado, 29 de março de 2014

O exame dos pecados veniais de Santo António Maria Claret



A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, preferes firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário ter uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro.

Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes:

O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo.

O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente.

O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária.
O pecado de manter um afeto desregrado por alguém.

O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito.

O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria.

Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós.

O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza.
O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direção da obediência.

Nota: Fala-se aqui de situações em que encontraremos aconselhamento digno se o procurarmos, mas nós, apesar disso, preferimos seguir as nossas próprias luzes, embora frouxas. Oração para uma boa confissão:

Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci dEle. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para conVosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão.

Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amen.

Nota final

Lembre-se de confessar os seus pecados com arrependimento sobrenatural, tendo uma resolução firme de não tornar a pecar e de evitar situações que levem ao pecado. Peça ao seu confessor que o ajude a superar alguma dificuldade que tenha em fazer uma boa confissão. Cumpra prontamente a sua penitência.

Ato de Contrição

Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amen.

Fonte: Senza Pagare (com adaptações)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Confissão para o Natal - Sermão de São João de Ávila , para o terceiro Domingo do Advento

Por São João de Ávila, 

sermão pregado no terceiro Domingo do Advento 


Uma palavra para todos os que quiserdes receber a Deus neste Natal: - "Padre, eu amo a Deus, que farei?" Se tiverdes a casa suja, varrei-a; se houver poeira, pegai em água e molhai-a.

Haverá aqui alguns que não varrem a casa há dez meses ou mais, Existirá mulher tão desleixada que, tendo uma marido muito asseado, fique dez meses sem varrer a casa? Há quanto tempo não vos confessais? Irmãos, não vos pedi na Quaresma passada que vos acostumásseis a confessar-vos algumas vezes no ano? Pelo menos no Natal, nos dias de Nossa Senhora e em outras festas religiosas importantes do ano, mas penso que vos esquecestes. Praza a Nosso Senhor que não vos exijam contas disso no dia do Juízo. E se disserdes então: - "Eu não sabia, por isso não me confessei", dir-vos-ão: - "Bem que vo-lo disseram, bem que vo-lo gritaram, muito se afadigaram em alertar-vos; agora de nada serve puxar os cabelos porque antes não o quisestes fazer".

Irmãos, pecamos todos os dias. Se até hoje fostes preguiçosos em varrer a vossa casa, pegai agora na vassoura, que é a vossa memória. Lembrai-vos do que fizestes ofendendo a Deus e do que deixastes de fazer a seu serviço; ide ao confessor e jogai fora todos os vossos pecados, varrei e limpai vossa casa.

Depois de varrida, molhai o chão. - "Mas não posso chorar, padre". E se vos morre o marido ou o filho, ou se perdeis um pouco do vosso dinheiro, não chorais? - "Claro que choro, padre, e tanto que quase chego ao desespero". Pobres de nós que, se perdemos um pouco de dinheiro, não há quem nos possa consolar, mas se nos sobrevém um mal tão grande como perder a Deus - pois isso acontece a quem peca -, o nosso coração é de tal forma uma pedra que são necessários muitos pregadores, confessores e admoestadores para que sintamos um pouco de tristeza! Mais valorizas o real perdido do que o Deus que perdes. Quando perdes uma quantia insignificante, não há quem consiga consolar-te, nem frades, nem padres, nem amigos, nem parentes. E, no entanto, não te entristeces quando perdes nada menos que o próprio Deus. Que significa isto, senão que tens tanta terra nos canais entre o coração e os olhos que a água não pode passar?

- "Que me leva a ter o coração tão duro e a não poder chorar?" De todos os tempos apropriados que há ao longo do ano, este é o mais apropriado para os duros de coração. Valorizai o tempo santo em que estamos, considerai esta semana como a mais santa de todas do ano. É uma semana santa, e se a aproveitardes bem e vos preparardes como já sabeis, certamente vos será tirada a dureza do coração.


Livro: O Mistério do Natal, São João de Ávila.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Inferno, e a importância da confissão - por Santo Antônio Maria Claret


SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET


Exemplo de uma senhora que por muitos anos calou na confissão um pecado desonesto. Refere Santo Afonso e mais particularmente o padre Antônio Caroccio, que passaram pelo país em que vivia esta senhora dois religiosos, e ela, que sempre esperava confessor forasteiro, rogou a um deles que a ouvisse em confissão, e confessou-se. Logo que partiram os padres, o companheiro disse ao confessor ter visto que, enquanto a sra se confessava, saiam de sua boca muitas cobras e uma serpente enorme deixava ver fora sua cabeça, mas voltava de novo para dentro, e após ela todas as que antes saíram. Suspeitando o confessor o que aquilo poderia significar, voltou a cidade e a casa daquela sra, onde lhe disseram que ela, no momento de entrar na sala, morrera repentinamente.

Por três dias seguidos jejuaram e oraram por ela ,suplicando ao senhor que lhes manifestasse aquele caso. Ao terceiro dia apareceu-lhes a infeliz senhora condenada e montada sobre um demônio, em figura de um dragão horrível com duas serpentes enroscadas ao pescoço,que a afogavam e lhe comiam os peitos,uma víbora na cabeça,dois sapos nos olhos,setas ardentes nas orelhas,chamas de fogo na boca e dois cães danados que lhe mordiam e lhe comiam as mãos; e dando um triste e espantoso gemido,disse : - eu sou a desventurada sra que Vossa V. Rvma. Confessou há 3 dias, conforme eu ia confessando, meus pecados saíam de minha boca,e aquela serpente enorme, que o companheiro viu sair de minha cabeça e voltou depois para dentro, em figura dum pecado desonesto que calei sempre por vergonha; quis confessá-lo com V. Rvma., mas também não me atrevi por isso, voltou a entrar dentro, e com ele todos os mais que haviam saído. Cansado já Deus de tanto esperar-me, tirou-me repentinamente a vida e me precipitou no inferno, onde sou atormentada pelos demônios em figura de horrendos animais. A víbora me atormenta a cabeça pela minha soberba e excessivo cuidado em pentear os cabelos, os sapos cegam-me os olhos, por meus olhares lascivos; as flechas acesas me atormentam os ouvidos, porque escutei murmurações, palavras e cantigas obscenas; o fogo abrasa-me a boca pelas murmurações e beijos torpes; tenho as serpentes enroscadas no pescoço e me comem os peitos, porque os levei dum modo provocativo, pelo decote de meus vestidos e pelos abraços desonestos;os cães me comem as mãos, pelas más obras e tatos impuros, mas o que mais me atormenta é o horroroso dragão, em que vou montada, e que me abrasa as entranhas em castigos de meus pecados impuros. Ai! Que não há remédio para mim, senão tormentos e pena eterna! Ai das mulheres! Acrescentou; porque muitas delas se condenam por 4 gêneros de pecados: por pecados de impureza, pelas galas e enfeites, por feitiçaria e por calar pecados nas confissões. Os homens se condenam por toda a classe de pecados, mas as mulheres principalmente por estes quatro pecados. Disto isto, abriu-se a terra e por ela entrou esta infeliz mulher, até o mais profundo do inferno, onde padece e padecerá por toda a eternidade!"

Fonte: O Caminho Reto, de Santo Antônio Maria Claret, pág. 99 e 100


Créditos: O Segredo do Rosário

segunda-feira, 15 de abril de 2013

São João Crisóstomo fala sobre a confissão



"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, 'O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu'. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo."


(S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv.3).

Créditos: O Segredo do Rosário

segunda-feira, 11 de março de 2013

A confissão por São João Bosco



Não se calcula quanto Dom Bosco insistiu durante toda a sua vida em recomendar a Confissão! Para ele era esse o grande meio educativo. Nas breves alocuções que fazia após as orações da noite voltava sempre sobre este argumento. Nas paredes dos pórticos do Oratório, fizera pintar em caracteres cubitais várias máximas da Sagrada Escritura para que se gravassem bem no espírito dos alunos. Pois bem, três delas se referiam ao sacramento da penitência.


Huysmans, este grande escritos católico que tão bem compreendeu a alma do Santo, nô-lo descreveu neste ofício incessante de confessor misericordioso. O quadro é esplêndido: "Confessava na Igreja, ao ar livre, no canto de um quarto; e até se conserva alembrança desse padre admirável a confessar num campo alugado, depois de todos os proprietários de imóveis, um após o outro, terem-no despedido. Sentava-se numa pequena elevação do terreno e, a pouca distância, os meninos em círculo, de joelhos, se recolhiam e se preparavam para confessar suas faltas ainda não perdoadas ou as esquecidas. O Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário da roça, puxava para perto de si o penitente que tinha terminado o exame de consciência, e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça a seu coração. Nã era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas."


Mais que tudo isso, quando se tratava de que ele não conhecia ou que percebia que estavam inquietos, perturbados nas suas relações com Deus, sabia no seu zelo industriar-se para conseguir que manifestassem o seu desejo de uma confissão geral. E depois de receber a confissão de um passado inteiro, então ficava tranquilo a respeito da alma que lho havia confiado: tinha certeza de podê-la conservar, guiar e conquistar para o Bem.


(Dom Bosco, A. Auffray, p.300)

Créditos: Católicos Tradicionais/ O Segredo do Rosário
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