quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pensamentos de Santa Teresa Margarida Redi



“Jesus, Vós já sabeis que não ambiciono outra coisa, se não ser uma vítima do vosso Sagrado Coração, toda consumida em holocausto pelo fogo do vosso Santo Amor, e para isso Vosso coração deve ser o altar onde se realizará essa consumação de mim, em Vós. Oh! Meu Esposo Amado, Vós sereis o sacerdote que imolará esta vítima nos ardores do vosso Coração Santo”.

“Já vejo que tomais o caminho para o calvário... Eis a vossa esposa que prontamente vos segue... Se, meu Deus, outro desejo não tenho a não ser tronar-me uma perfeita cópia de Vós, e como a Vossa vida não foi senão uma vida escondida de humilhação, de amor, de sacrifício, assim, de agora em diante, deve ser a minha. Por isso: agora e para sempre pretendo encerrar-me no vosso Amabilíssimo Coração, como um Deserto...”

“Deus será tanto mais glorificado em sua misericórdia, quanto mais vil e desprezível sou em meu próprio nada, em meus pecados e em minhas fraquezas”.
 Quem mais recebe de Deus, muito mais é obrigado a corresponder”.

“Deus jamais falhará em dar-vos ajudas especialíssimas, pois ele não é escasso com aquele que o serve fielmente”.

“Recordemo-nos de que não obteremos nada na via da santidade senão combatendo”.

“Deus está sempre presente em nós e sempre pensa em nos beneficiar”.

“Se queremos ser santas, trabalhemos e soframos em silêncio, tendo sempre nossas almas em paz”.

“Que bela coisa pedir a quem tem tanta vontade de dar-nos!”

“Com nosso bom Papai, basta abrir a boca e mostrar-lhe simplesmente nosso desejo para sermos ouvidos!”

“De qualquer maneira que vão as coisas, tudo irá bem, já que o bom Deus dispõe sempre o melhor para nós”.

“Adoremos continuamente no segredo do coração a augustíssima Trindade, que aí habita”.

“Quando não se pode encontrar remédio para as coisas, as melhores coisas são o silêncio e a oração”.

“Quanto mais pobre e miserável me vejo, mais rica e forte sou em Deus”.

“Vim ao Carmelo para vencer na corrida do amor”.

“Confia em Deus! Confia em Deus! Ele é tão bom, Ele deseja tanto o nosso bem! Ele jamais nos abandonará, não duvidemos disso”.

Creditos: Coração Místico.
Disponivel em:http://coracaomistico.blogspot.com.br/2009/09/santa-teresa-margarida-redi-1747-1770.html

Santa Teresa Margarida



“Para viver em ato de perfeito amor ofereço-me em holocausto por vítima de vosso amor misericordioso, suplicando-vos que me façais consumir inteiramente... Sabeis que nada almejo senão ser vítima de vosso Sagrado Coração, consumida por inteiro em holocausto pelo fogo de vosso divino Amor.
Sim, meu Deus, mais não quero almejar que ser perfeita imitadora Vossa, e se Vossa vida foi uma vida oculta, de humilhação, de amor e sacrifício, assim há de ser a minha, desde agora.

Portanto, para sempre hei de me encerrar em vosso amabilíssimo Coração como em um deserto, para em vós, convosco e por vós levar uma vida oculta de amor e sacrifício.

Sabeis que nada almejo senão ser vítima de Vosso Sagrado Coração, consumida por inteiro em holocausto pelo fogo de vosso divino Amor.

Eis porque o vosso Coração há de ser o altar em que serei consumida em Vós, meu caro Esposo e Vós haveis de ser o Sacerdote que consumirá esta vítima com os ardores de Vosso Coração santo”.

Creditos: Carmelo de Santos.
disponivel em:  http://www.carmelodesantos.com.br/index.php?pg=sta_teresa_margarida.php

Sermão sobre São José, O FIEL DEPOSITÁRIO - Bossuet


Sermão de 19 de março de 1657
O FIEL DEPOSITÁRIO


BOSSUET

É opinião generalizada e sentir comum entre os homens que o depósito, isto é, um bem que recebemos para guardar, tem qualquer coisa de sagrado e que o devemos conservar para quem no-lo confia não somente por fidelidade mas por uma espécie de sentimento religioso. Por isso o grande Santo Ambrósio nos ensina no livro 29 de seus Ofícios que era piedoso costume estabelecido entre os fiéis o de trazer aos bispos e a seu clero aquilo que se queria guardar com mais cuidado, para que fosse colocado junto ao altar, em virtude da santa persuasão em que estavam de que não havia melhor lugar para guardar um tesouro do que aquele ao qual o próprio Deus confiou a guarda dos seus, isto é, os santos mistérios.

Este costume se tinha introduzido na Igreja a exemplo da sinagoga antiga. Lemos na História Sagrada que o augusto templo de Jerusalém era lugar de depósito para os judeus. Autores profanos também nos ensinam que os pagãos tributavam esta honra a seus falsos deuses, colocando seus depósitos nos templos e confiando-os a seus sacerdotes, como se a própria natureza das coisas nos ensinasse que o respeito ao depósito tem algo de religioso e que não pode estar mais bem colocado do que nos lugares santos onde se reverencia a Divindade, nas mãos daqueles que a religião consagra.

Ora, se jamais existiu depósito que merecesse tanto ser chamado santo, santamente guardado, é este de que falo, que a providência do Pai confia à fé do justo José, tanto assim que sua casa se assemelha a um templo porque Deus aí se digna habitar e entregar-se a Si próprio em depósito. José deve ter sido, portanto, consagrado a fim de guardar tão santo tesouro. E realmente o foi, cristãos: seu corpo pela continência, sua alma por todos os dons da graça. [...]

No projeto que me proponho, o de apoiar os louvores a São José, não em conjeturas duvidosas mas em doutrina sólida tirada das Escrituras divinas e dos Padres seus intérpretes fiéis, nada de mais conveniente posso fazer, na solenidade deste dia, do que apresentar este grande santo como um homem que Deus escolheu entre todos os outros para lhe pôr nas mãos Seu tesouro e fazê-lo, aqui na Terra, seu depositário. Pretendo fazer ver hoje que nada melhor lhe convém, que nada existe tão ilustre e que esse belo título de depositário, desvendando-nos os desígnios de Deus sobre esse bem-aventurado patriarca, nos mostra a fonte de todas as graças e o fundamento seguro de todos os louvores.

Primeiramente, cristãos, é-me fácil fazer-lhes ver o quanto esta qualidade é, para ele, honra, porque, se o título de depositário já inclui a nota de estima e testemunho de probidade, se para confiar um depósito costumamos escolher entre nossos amigos aquele cuja virtude é mais reconhecida, cuja fidelidade é mais comprovada, enfim o mais íntimo e mais confidente, qual não será glória de São José, que Deus fez depositário não somente da bem-aventurada Virgem Maria, cuja pureza angélica a torna agradável a Seus olhos, mas ainda de Seu próprio Filho, único objeto de suas complacências, única esperança de nossa salvação: de modo que guardando a pessoa de Jesus Cristo, São José é instituído depositário do tesouro comum de Deus e dos homens. Que eloqüência poderá igualar a grandeza e a majestade desse título?

Então, fiéis, se esse título é tão glorioso e vantajoso àquele a quem devo hoje fazer o panegírico, é preciso que eu mesmo penetre em tão grande mistério com o socorro da graça; e que, procurando nas Escrituras o que aí lemos sobre José, vos faça ver que tudo converge para esta bela qualidade de depositário.

Efetivamente encontro nos Evangelhos três depósitos confiados ao justo José pela Providência divina, e ali também encontro três qualidades que refulgem entre as outras e que correspondem a esses três depósitos. É o que precisamos explicar por ordem. Segui, por favor, atentamente.

O primeiro de todos os depósitos que foi confiado à sua fé (o primeiro na ordem do tempo) é a santa virgindade de Maria, a qual São José devia conservar intacta sob o véu sagrado do seu matrimônio, que ele sempre guardou santamente como um depósito sagrado que não lhe era permitido tocar. Eis o primeiro depósito.

O segundo, o mais augusto, é a pessoa de Jesus Cristo, que o Pai celeste depõe em suas mãos a fim de que lhe sirva de pai, ao Santo Menino que não o tem na Terra. Vede, desde já, cristãos, dois grandes, dois ilustres depósitos confiados ao zelo de São José. Mas observo ainda um terceiro, que acharão admirável, se eu conseguir explicá-lo com clareza. Para isso é preciso compreender que o segredo é uma espécie de depósito. Trair o segredo de um amigo é como violar a santidade do depósito. Pelas leis humanas sabemos que, se alguém divulga o segredo de um testamento a ele confiado, pode ser acusado de ter violado o depósito: Depositi actione tecum agi posse, dizem os juristas. É evidente, pois, a razão por que o segredo é como um depósito. Por onde podemos facilmente compreender que, se José é o depositário do Pai eterno, é porque Este lhe contou o Seu segredo. Que segredo? Um segredo admirável: a encarnação de Seu Filho.

Assim, porque, como sabemos, era desígnio de Deus esconder Jesus Cristo do mundo até que Sua hora houvesse chegado, São José foi escolhido não somente para O guardar mas também para O esconder. Por isso lemos no Evangelista (S. Lucas 2, 33) que José, com Maria, admirava tudo o que se dizia do Salvador, mas não lemos que ele falasse, porque o Pai eterno, desvendando-lhe o mistério, fez dele um segredo sob a obrigação do silêncio. Este segredo é o terceiro depósito que o Pai acrescenta aos outros dois. Segundo o que nos diz o grande São Bernardo, Deus quis confiar à sua fé o segredo mais santo de seu coração: Cui toto committeret secretissimum atque sacratissimum sui cordis arcanum (Super Missus est — hom. 2, no 15).

Como sois querido de Deus, ó incomparável José, já que Ele a vós confia esses três grandes depósitos: a Virgindade de Maria, a pessoa de Seu Filho único e o segredo de Seu mistério!

Mas não julgueis, cristãos, que ele desconhecia essas graças. Se Deus o honrava com aqueles três depósitos, de sua parte José apresentava a Deus, em sacrifício, três virtudes que observo no Evangelho. Não duvido que sua vida tenha sido ornada com todas as outras, mas eis aqui as três principais virtudes que Deus quer que vejamos na sua Escritura. A primeira é a pureza, que aparece pela continência no seu matrimônio; a segunda, sua fidelidade; a terceira, sua humildade e seu amor à vida obscura. Quem não verá a pureza de São José nesta santa sociedade de desejos pudicos, nesta admirável correspondência à Virgindade de Maria e em suas bodas espirituais? A segunda, sua fidelidade, aparece nos cuidados infatigáveis que tem para com Jesus no meio das tantas adversidades que por todas as partes seguem esse Menino divino desde o começo de sua vida. A terceira, sua humildade, vê-se em que, possuindo tão grande tesouro por uma graça extraordinária do Pai eterno, longe de se vangloriar por esses dons ou de publicar suas vantagens, se esconde tanto quanto pode aos olhos dos mortais, contemplando, em gozo pacífico com Deus, o mistério que lhe fora revelado e as riquezas imensas que tem sob sua guarda.

Ah! Quanta grandeza descubro aqui e como aqui descubro tão importantes instruções! Quanta grandeza vejo nesses depósitos, quantos exemplos vejo nessas virtudes! E como a explicação desse assunto tão belo será glorioso para São José e frutuoso para todos os fiéis!

(PERMANÊNCIA, ano XI, março/abril, números 112/113.)


Jacques-Bénigne Bossuet (Nascido em, 27 de setembro de 1627, em Dijon - e morreu em Paris, 12 de abril de 1704) foi Bispo de Condom e Meaux (Dioceses da França) e teólogo francês.


Fonte: Ite ad Joseph

Maio, Mês de Maria - Fazer-se Criança no Amor a Deus



Consideremos atentamente este ponto. Pode ajudar-nos a compreender coisas muito importantes, já que o mistério de Maria nos faz ver que, para nos aproximarmos de Deus, temos de tornar-nos pequenos. Em verdade vos digo - exclamou o Senhor, dirigindo-se aos seus discípulos -, se não vos converterdes e vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino dos céus". (Mt XVIII, 3).


Fazer-se criança: renunciar à soberba, à auto-suficiência: reconhecer que, sozinhos, nada podemos, porque necessitamos da graça, do poder do nosso Pai-Deus, para aprender a caminhar e para perseverar no caminho. Ser criança exige abandonar-se como se abandonam as crianças, crer como creem as crianças, pedir como pedem as crianças.


São coisas que aprendemos no convívio com Maria. A devoção à virgem não é blandície nem languidez: é consolo e júbilo que se apossam da alma, precisamente porque exige um exercício profundo e íntegro da fé, que nos faz sair de nós mesmos e colocar a nossa esperança no Senhor. O Senhor é meu pastor - canta um dos salmos -, nada me faltará. Em verdes prados me faz repousar, conduz-me junto às águas refrescantes; refaz a minha alma e guia-me por caminhos retos pela virtude do seu nome. Ainda que eu atravesse um vale tenebroso, nada temerei, porque Tu estás comigo" (Sl XXII, 1-4).


Porque Maria é Mãe, a sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem medidas; a ser simples, sem essas complicações que nascem do egoísmo de pensarmos só em nós; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um amor confiado por Maria Santíssima. Assim o escrevi há muitos anos, no prólogo a uns comentários ao Santo Rosário, e desde então voltei a comprovar muitas vezes a verdade dessas palavras. Não vou tecer aqui muitas considerações para comentar essa idéia: preciso, antes, convidar cada um de vós a fazer a experiência, a descobri-lo por si mesmo, procurando manter um relacionamento amoroso com Maria, abrindo-lhe o coração, confiando-lhe as suas alegrias e penas, pedindo-lhes que o ajude a conhecer e a seguir Jesus.


Se procurarmos Maria, encontraremos Jesus. E aprenderemos a entender um pouco do que há no coração de um Deus que se aniquila, que renuncia a manifestar o seu poder e a sua majestade para se apresentar sob a forma de escravo. Falando humanamente, poderíamos dizer que Deus se excede, pois não se limita ao que seria essencial ou imprescindível para nos salvar, mas vai mais longe. A única norma ou medida que nos permite compreender de algum modo a maneira como Deus age é reparar que não tem medida, ver que nasce de uma loucura de amor que O leva a tomar a nossa carne e a carregar com o peso dos nossos pecados.


Como é possível perceber tudo isto, reparar que Deus nos ama, e não enlouquecer também de amor? É necessário deixar que essas verdades da nossa fé calem aos poucos na alma, até mudarem toda a nossa vida. Deus ama-nos!: o Onipotente, o Todo-Poderoso, o que fez os céus e a terra!


Deus interessa-se até pelas menores coisas das suas criaturas - pelas vossas e pelas minhas - e chama-nos, um a um, pelo nosso próprio nome. Esta certeza, que procede da fé, faz-nos olhar o que nos cerca sob uma nova luz, e leva-nos a perceber que, permanecendo tudo como antes, tudo se torna diferente, porque tudo é expressão do amor de Deus.


A nossa vida converte-se numa contínua oração, num bom humor e numa paz que nunca se acabam, num ato de ação de graças desfiado ao longo das horas. A minha alma glorifica o Senhor - cantou a Virgem Maria - e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a baixeza da sua serva. Por isso, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso, cujo nome é santo.


A nossa oração pode acompanhar e imitar essa oração de Maria. Tal como Ela, sentiremos o desejo de cantar, de proclamar as maravilhas de Deus, para que a humanidade inteira e todos os seres participem da nossa felicidade.


S. Josemaria Escrivá, É Cristo que Passa
Créditos: GRAA

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Santo Tomás de Aquino - Oração para depois da comunhão'

'Dou-vos graças, Senhor santo, Pai onipotente, Deus eterno, a vós que, sem merecimento nenhum de minha parte, mas por efeito de vossa misericórdia, vos dignastes saciar-me, sendo eu pecador e vosso indigno servo, com o corpo adorável e com o sangue precioso do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Eu vos peço que esta comunhão não me seja imputada como uma falta digna de castigo, mas interceda eficazmente para alcançar o meu perdão; seja a armadura da minha fé e o escudo da minha boa vontade; livre-me de meus vícios; apague os meus maus desejos; mortifique a minha concupiscência; aumente em mim a caridade e a paciência, a humildade, a obediência e todas as virtudes; sirva-me de firme defesa contra os embustes de todos os meus inimigos, tanto visíveis como invisíveis; serene e regule perfeitamente todos os movimentos, tanto de minha carne como de meu espírito; una-me firmemente a vós, que sois o único e verdadeiro Deus; e seja enfim a feliz consumação de meu destino.
Dignai-vos, Senhor, eu vos suplico, conduzir-me, a mim pecador, a esse inefável festim onde, com o vosso Filho e o Espírito Santo, sois para os vossos santos luz verdadeira, gozo pleno e alegria eterna, cúmulo de delícias e felicidade perfeita.
Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor Nosso. 
Amém.'
Creditos: SPES

Santo Tomás de Aquino - Oração para antes da comunhão

Ó Deus eterno e todo-poderoso, eis que me aproximo do Sacramento do vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade; pobre e indigente, ao Senhor do céu e da terra.
Imploro, pois, a abundância da vossa liberalidade, para que vos digneis curar a minha fraqueza, lavar as minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza, vestir minha nudez.
Que eu receba o pão dos anjos, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores com o respeito e a humildade, com a contrição e a devoção, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convêm à salvação da minha alma.
Dai-me que receba não só o Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, mas também o seu efeito e a sua força.
Ó Deus de mansidão, fazei-me acolher com tais disposições o Corpo que vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, recebeu da Virgem Maria, que eu seja incorporado ao seu Corpo Místico e contado entre seus membros.
Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora vosso Filho sob o véu do Sacramento, eu possa na eternidade contemplá-Lo face a face.
Amém.
Creditos: SPES.

São Tomás de Aquino - oração




 '' Para aqueles que tem fé, nenhuma explicação é necessária. Para aqueles sem fé, nenhuma explicação é possivel.''
 
"Ó vós que amais tanto, Jesus aqui verdadeiramente Deus escondido, ouvi-me, eu vos imploro.
Seja vossa vontade meu prazer, minha paixão, meu amor. Dai que a busque, ache e realiza.
Mostrai-me vossos caminhos, indicai-me vossas veredas.

Tendes sobre mim vossos desígnios; dizei-m´os bem, e dai que os siga até a definitiva salvação de minha alma. Indiferente a tudo o que passa, e só a vós tendo em vista, possa eu amar tudo quanto é vosso, mas sobretudo a Vós, ó meu Deus! Tornai-me amarga toda alegria que não seja vós, impossível todo desejo fora de vós, delicioso todo trabalho feito para vós, insuportável todo repouso que não fôr em vós. A toda a hora, ó bom Jesus, minha alma tome para vós seu vôo; seja minha vida um constante acto de amor!

Toda obra que não vos agrade, fazei-me sentir que é morta. Seja minha piedade menos um hábito que um contínuo impulso do coração.

Ó Jesus, minha delícia e minha vida, dai-me que minha humildade seja sem afectação, minha alegria sem excessos, minhas tristezas sem desanimo, minha austeridade sem rudeza. Dai que eu fale sem artifício, que tema sem desespero, que espere sem presunção; fazei com que seja pura e sem mancha, que repreenda sem cólera; que ame sem falsidade, edifique sem ostentação, obedeça sem réplica, e sofra sem queixumes.

Bondade suprema, ó Jesus, peço-vos um coração todo vosso, que nenhum espectáculo, nenhum ruído para distrair; um coração fiel e ativo que não hesite, e não desça nunca; um coração indomável, pronto sempre a lutar após cada tormenta; um coração livre, jamais seduzido ou escravo; um coração recto que não se encontre nunca em veredas tortuosas.

E meu espírito, Senhor! Meu espírito! Impotente para desconhecer-vos, possa ele encontrar-vos, a vós Sabedoria divina! Não vos desagradem seus colóquios! Confiante e calmo esperes vossas respostas, e descanse sobre vossa palavra.

Faça-me a penitencia sentir os espinhos de vossa coroa! Possa a graça espargir vossos dons sobre mim, no caminho do exílio! Possa a gloria inebriar-me de vossas alegrias na Pátria eterna! Assim seja.

Por Santo Tomás de Aquino.

Creditos: GRAA- Grupo de Resgate Anjos de Adoração.
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