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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

São Padre Pio, o terço e Nossa Senhora de Lourdes

“Nada menos que cinco rosários na íntegra todos os dias”: é o compromisso que lemos no diário escrito por Padre Pio em 1929. Mas, na realidade, eram realmente raros os dias em que o capuchinho ficava limitado a esse número.

O padre Mariano Paladino uma vez perguntou-lhe quantos terços havia rezado, e ele respondeu:

– Trinta. Quase, tal vez um pouco mais, mas não menos.

– Como o senhor consegue? perguntou o surpreso confrade.

E padre Pio respondeu candidamente:

– Na noite o que há para fazer?


Em outra ocasião, o santo religioso acrescentou:

– Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar e ir ao redor do mundo.

Um de seus assistentes pessoais, o padre Marcellino Iasenzaniro, testemunhou que na parte da manhã era necessário lavar-lhe as mãos uma de cada vez, porque o Padre Pio nunca parava de rezar o Terço, que gostava de chamar de “arma de defesa e de salvação, doada por Nossa Senhora para usá-la contra as astutas ciladas do inimigo infernal”.

E ele explicou aos que estavam perto dele:

– Se a Imaculada em Lourdes e até mesmo o Imaculado Coração em Fátima recomendaram insistentemente a oração do Terço, não significa que esta oração tem um valor excepcional para nós e para os nossos tempos?



Um dia, o irmão padre Alessio Parente lhe perguntou por que ele sempre recitava o Terço e não outras orações. Sua resposta foi:

– Porque Nossa Senhora nunca me recusou uma graça através da recitação do terço.

Para si mesmo, como revelou ao padre Pellegrino Funicelli, ele tinha um pedido preciso:

“Meu filho, eu tenho um temperamento ruim. Muitas vezes, quando eu não concordo com as disposições do Superior, digo-lhe clara e rombudamente, embora, em seguida, eu cumpro suas disposições escrupulosamente.

“Eu peço todos os dias a Nossa Senhora a graça de ter um pouco de sua doçura e de sua ternura na obediência ao superior e à Igreja. Eu, então, Lhe peço uma segunda graça: não ter olhos para ver, exceto Jesus e sua Igreja nesta terra”.




O terço é arma poderosíssima para tirar do Purgatório as almas que ali padecem


O poder desta oração foi testado pessoalmente pelo capuchinho, que entre outras coisas, como relatou o padre Nello Castello, ensinou a valorizar o terço de indulgências de Monsenhor Cuccarollo, a quem o Papa São Pio X, na hora de nomea-lo bispo tinha concedido as indulgências de que dispunha, tirando o anel papal da mão e pondo-o no dedo do bispo simbolicamente.

Padre Pio disse:

– Com este terço esvaziamos um recanto do Purgatório.
Todas as noites, especialmente nos últimos anos de vida, o padre Pio queria que em seu quarto o Superior ou outro irmão de religião puxasse a Ave Maria, que ele e os presentes, em seguida, completavam concluindo com a invocação “Mater Divinae Gratiae, ora pro nobis” (“Mãe da Divina Graça, rogai por nós”).


O padre Carmelo de San Giovanni in Galdo poeticamente pintou a cena como

“o fechamento de um dia de trabalho pesado, e um brado pedindo ajuda para a noite que se aproximava. Ele fitava para a grande imagem de Nossa Senhora, que pendia da parede ao pé da sua cama, como uma criança aguardando o beijo e a saudação da mãe”.

Seu sentimento filial para com Maria teve extraordinária intensidade, embora para sua humildade nunca achava suficientes suas demonstrações de afeto.

Durante uma confissão, a Irmã Maria Francesca Consolata confidenciou:

– Pai, eu tenho muita amargura na alma, porque eles não sabem amar Nossa Senhora com o amor que o senhor tem.

E ele, com um suspiro, disse, visivelmente emocionado:



– Minha filha, eu estou sofrendo porque eu A amo tanto ... e eu ainda não sei amá-La como Ela merece. Oremos juntos para alcançar essa grande graça.


A 14 de agosto de 1958, na véspera da festa da Assunção, o padre guardião do mosteiro pediu-lhe um pensamento espiritual.

O Padre Pio abaixou a cabeça, começou a soluçar, e, respondendo, disse:

– Nossa Senhora ...
Os soluços tornaram-se pranto; em seguida, retomou com esforço:

– Nossa Senhora ....
Tremores fortes fizeram estremecer todo o seu corpo.

– Nossa Senhora.., ele repetiu pela terceira vez, é nossa Mãe.
Então lágrimas brotaram incontroláveis, e o padre, com dificuldade, conseguiu levar o lenço para enxugar as lágrimas que lhe tinham molhado todo o rosto.

Mas sequer teve tempo e força para secá-lo, porque as lágrimas escorriam abundantes e incessantemente.

Em seguida, deixou cair as mãos sobre os joelhos e, chorando, ele continuou a gritar:

– Nossa Senhora é nossa Mãe! Nossa Senhora é nossa Mãe!

Por sua vez, o padre Eusébio contou que certa feita, no fim do dia, após a recitação do Rosário em honra de Nossa Senhora, a multidão de pessoas cantou a música “Levanta-te, Tu que és mais bela que a aurora”.

E enquanto cantavam o refrão “Tu és bela como o sol, pulcra como a lua”, o padre Pio teve uma expansão súbita:

– Oh, se fosse assim renunciaria até ao Paraíso.
O padre Eusébio, espantado com esta declaração que lhe parecia exagerada, objetou:

– Padre, isso é mais bonito do que o sol e a lua?

E ele quase com pena dele, disse:

– Eh ... o senhor precisa..
E o irmão, pegando no ar:

– Mas então, o senhor viu a Nossa Senhora?

Sua resposta foi o silêncio, acompanhado por um sorriso mais eloquente do que quaisquer palavras.


(Fonte: Blog Lourdes e Suas Aparições/ Saverio Gaeta, “Padre Pio. Sulla soglia del Paradiso”, San Paolo Edizioni, 2002, cap. XVI, Rosario e Madonna. L'“arma” della salvezza).

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A Medalha Milagrosa - Padre Paulo Ricardo


No dia 27 de novembro se comemora o aniversário da revelação da Medalha de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré (1806-1876). Foi a primeira grande aparição da Virgem Santíssima depois da Revolução Francesa. Conheça a história desta aparição, a mensagem da Virgem Santíssima e o significado da Medalha.

Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

sábado, 29 de março de 2014

Eu só tenho medos dos maus Católicos - Sta. Bernadette Soubirous



"A irmã Bernardette estava no convento em Neveres, no ano de 1870, e a guerra estava prestes a começar no Norte da França, onde os soldados alemães da Prússia marchavam em direcção a Paris. A primeira versão impressa deste relato, publicada enquanto Santa Bernadette ainda estava viva, é a seguinte. Um visitante veio ter com ela e fez-lhe estas questões:

- Recebeu, na gruta de Lourdes, ou depois disso, alguma revelção relacionada com o futuro e o destino da França? A Santíssima Virgem não lhe deixou nenhum aviso para a França, nenhum perigo?

- Não

- Os soldados da Prússia estão às nossas portas; isso não lhe causa medo?

- Não.

- Então não há nada para ter medo?

- Eu só tenho medo dos maus Católicos.

- Não tem medo de mais nada?

- Não, de mais nada. "


Fonte: Senza Pagare (com adaptações)

sábado, 22 de março de 2014

Maria Santíssima, modelo de amor para com Deus - Santo Afonso Maria de Ligório


Ego Mater pulchrae dilectionis — “Eu sou a Mãe do belo amor” (Ecclus. 24, 24).

Sumário. O fogo de amor em que ardia o Coração da Santíssima Virgem foi tão veemente, que ela não repetia os atos de amor, como fazem os outros santos, mas por um privilégio singular amou a Deus sempre atualmente com um contínuo ato de amor. Mas se Maria amou e ama tanto a seu Deus, certamente ela não exige outra coisa de seus devotos, senão que O amem também. Como é que tu O amas? Se por ventura te sentes frio, chega-te com confiança a tua amada Mãe e roga-lhe que te faça seu semelhante.

I. Deus, que é amor, veio ao mundo para acender em todos a chama do seu divino amor; mas nenhum coração ficou tão abrasado como o Coração de sua Mãe, o qual, sendo todo puro dos afetos terrenos, estava todo disposto para arder neste santo fogo. Por isso o Coração de Maria se tornou todo fogo e chamas, como se lê nos Cânticos sagrados: Lampades eius, lampades ignis atque flammarum (1)? “As suas lâmpadas são umas lâmpadas de fogo e de chamas”. Fogo, ardendo interiormente, como explica Santo Anselmo, e chamas resplandecendo para fora com o exercício das virtudes.

Revelou a própria Maria a Santa Brígida, que neste mundo ela não teve outro pensamento, outro desejo, nem outro gosto senão Deus. Eis porque a sua alma bendita absorta sempre nesta terra na contemplação de Deus, fazia inúmeros atos de amor. Ou, para melhor dizer, como escreve Bernardino de Bustis, Maria não multiplicava os atos de amor, como fazem os outros santos; mas, por um privilégio singular, ela amou a Deus atualmente com um contínuo ato de amor. Qual águia real sempre tinha os olhos fixos no divino Sol, de maneira (diz São Pedro Damião) que nem as ações da vida lhe impediam o amor, nem o amor lhe impedia a ação.

Acrescentam Santo Ambrósio, São Bernardino e outros, que nem mesmo o sono interrompia o ato de amor da Santíssima Virgem; de modo que podia verdadeiramente dizer com a sagrada Esposa: Ego dormio, et cor meum vigilat (2)? “Eu durmo e o meu coração vela”. Foi figura de Maria o altar propiciatório, no qual nunca se extinguia o fogo, nem de dia, nem de noite. Numa palavra, afirma o Bem-aventurado Alberto Magno que Maria foi cheia de tão grande amor, que quase não podia caber mais amor numa pura criatura terrestre. Os próprios serafins podiam descer do céu, para aprenderem no Coração de Maria como se deve amar a Deus. No reino celeste ela só, entre todos os santos, pode dizer a Deus: Senhor, se não Vos amei quanto mereceis, ao menos amei-Vos quanto me foi possível.

II. Já que Maria ama tanto a seu Deus, não há certamente coisa alguma que ela exija tanto de seus devotos como que O amem igualmente. É o que a divina Mãe disse à Bem-aventurada Ângela de Foligno, num dia em que esta tinha comungado; é o que ela disse também a Santa Brígida: “Filha, se queres cativar o meu amor, ama o meu Filho”.

Pergunta Novarino, porque a Santa Virgem, à imitação da Esposa dos Cantares, rogava aos anjos que fizessem saber ao seu Senhor o grande amor que lhe consagrava, dizendo: Adiuro-vos… ut nuntietis ei, quia amore langueo (3)? “Eu vos conjuro… que lhe façais saber que estou enferma de amor”. Por ventura não sabia Deus quanto ela O amava? Com certeza sabia-o, responde o autor sobredito, que a Virgem quis fazer patente a nós o seu amor; a fim de que, assim como ela estava ferida de amor, nos infligisse a mesma ferida: Ut vulnerata vulneret. Porque foi toda fogo em amar a Deus, por isso, como diz São Boaventura, abrasa e torna seus semelhantes todos os que a amam e a ela se avizinham. Pelo que Santa Catarina de Sena chamava a Maria Santíssima portatrix ignis: a portadora do fogo do amor divino. Se queremos também arder nesta beata chama, procuremos sempre avizinhar-nos à nossa Mãe santíssima com súplicas e afetos.

Ah, Rainha do amor, Maria! Sois vós, no dizer de São Francisco de Sales, a mais amável, a mais amada e a mais amante de todas as criaturas. Ah, minha Mãe! Vós que ardestes sempre e toda em amor a Deus, dignai-vos dar-me ao menos uma faísca desse amor. Rogastes a vosso Filho por aqueles esposos aos quais faltava o vinho: Vinum non habent (4)? “Eles não têm vinho”: não rogareis por nós a quem falta o amor a Deus, ao qual temos tanta obrigação de amar? Dizei somente: Amorem non habent? “Eles não têm amor”, e alcançar-nos-eis o amor. Outra graça não vos pedimos senão esta. Ó minha Mãe! Porquanto amais a Jesus, atendei-nos, rogai por nós. (*I 258.)
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1. Cant 8, 6.
2. Cant 5, 2.
3. Cant 5, 8.
4. Io 2, 3.


(Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 332-334.)

Fonte: Blog São Pio V

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carta da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, explicando a Devoção Reparadora ao Imaculado Coração de Maria à sua madrinha


 Tuy, 1-11-1927

Minha querida Madrinha

Venho hoje agradecer a sua amável cartinha, à qual já devia ter respondido há muito, mas espero que me perdoará o meu prolongado silêncio.

Gostei muito de saber que tinha feito a viagem a Lourdes sem novidade e que aos pés da nossa querida Mãe do Céu não esqueceu essa pobre alma. EU nas minhas pobres orações também não esqueci ainda a minha boa Madrinha.

Não sei se já tem conhecimento da devoção reparadora dos 5 sábados ao Imaculado Coração de Maria, mas como ainda é nova, lembrou-me de lha inculcar por ser uma pedida por a nossa querida Mãe do Céu, e por Jesus ter manifestado desejo que seja abraçada. Pareceu-me por isso que a Madrinha estimará muito não só de ter o conhecimento dela, para dar a Jesus a consolação de a praticar, mas também a de a fazer conhecer e abraçar por muitas outras pessoas.

Consta no seguinte: Durante 5 meses, no 1º sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer 15 minutos de companhia a Nossa Senhora, meditando nos mistérios do Rosário, e fazer uma confissão. Esta pode ser antes alguns dias e, se nesta confissão anterior nos esquecemos de formar a intenção, podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que no 1º sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a S.S. Virgem,, e que têm amargurado o seu Imaculado Coração.

Parece-me, minha boa Madrinha, que somos felizes por poder dar à nossa querida Mãe do Céus esta prova de amor, que sabermos deseja que se Lhe ofereça. Quanto a mim, confesso (que) nunca me sinto tão feliz como quando chega o 1º sábado. E não é verdade que a nossa maior felicidade está em sermos todas de Jesus e Maria; e amá-l'Os a Eles só, sem reserva? Vemos isto tão claro na vida dos santos ... Eles eram felizes porque amavam, e nós, minha boa Madrinha, havemos de procurar amar como eles, não só para gozar de Jesus, que é o menos, - se O não gozarmos cá, gozá-l'O-hemos lá - , mas para darmos a Jesus e Maria a consolação de serem amados. E se o pudéssemos fazer de modo que Eles Se vissem amados, sem saber de quem, e que assim, em troca deste amor, salvassem muitas almas, então me parece que seria de todo feliz. Mas já que isto não podemos, ao menos amemo-l'Os para Eles serem amados.

Adeus, minha boa Madrinha, abraço-a nos Corações S.S. de Jesus e Maria.

Maria Lúcia de Jesus

Carta da Irmã Lúcia à sua madrinha.
Fátima e o Coração de Maria, Pe. António Maria Martins, S.J.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Como praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados


"Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração"

Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa:

"Olha, minha filha - disse-lhe a Virgem Maria - o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado:

* se confessarem;
* receberem a Sagrada Comunhão;
* rezarem um terço e;
* Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos vinte mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar.

Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas."


A confissão

No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias.

"Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria."

Exceção de cumprir no primeiro domingo de cada mês

Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos cinco primeiros sábados:

- E quem não puder cumprir com todas as condições no sábado, não satisfará com os domingos? - Perguntou a religiosa.

- Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas. - Respondeu Nosso Senhor.

Por que os cinco Sábados?

Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu: "Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.

1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;

2. Contra a sua virgindade;

3. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;

5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens". (Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973).


Fonte: ACNSF

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nobel francês respalda milagres de Lourdes

Prêmio Nobel reconhece singularidade dos milagres de Lourdes: “há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”.

A cura de um grave problema de hipertensão é a matéria do 69º milagre oficial ocorrido em Lourdes.

Danila Castelli, italiana, esposa e mãe de família, viajou à França em 1989 e foi curada naquele mesmo ano, muito embora o milagre só tenha sido reconhecido por parte da Igreja em 2010. O Escritório de Constatações Médicas do Santuário de Lourdes concluiu, após várias análises, que "a senhora Castelli está curada, de maneira total e duradoura, desde a sua peregrinação a Lourdes em 1989, há 21 anos, da enfermidade que sofria, e isto sem ter relação alguma com as cirurgias ou os tratamentos"01.

No mesmo lugar, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu várias vezes à jovem – hoje santa – Bernadette Soubirous. Uma fonte de água na gruta das aparições tem sido instrumento da ação miraculosa de Deus até os dias de hoje. Embora mais de 7 mil curas "inexplicáveis" já tenham sido registradas, pouco menos de 70 delas foram devidamente reconhecidas pela Igreja – uma prova da prudência e da criteriosa investigação com que as autoridades eclesiásticas examinam os fatos que lhes são passados.

Particularmente extraordinário foi o milagre oficial n. 68 ocorrido em Lourdes. Em 2002, o peregrino Serge François foi misteriosamente curado de uma paralisia na perna02. Para agradecer, ele decidiu fazer o caminho de Santiago de Compostela a pé: mais de 1.500 quilômetros em agradecimento à Virgem de Lourdes. Nada mal para quem sofria com uma hérnia de disco.

Múltiplos são os relatos miraculosos acontecidos em Lourdes. No entanto, desde os primeiros fatos extraordinários que se passaram nesta pequena cidade francesa até os dias de hoje, o que não faltam são pessoas dogmaticamente céticas, acoimando os peregrinos e devotos de Nossa Senhora de "supersticiosos" e a Igreja, que deu seu aval às aparições da Virgem, de "inimiga da ciência".

As palavras de uma grande personalidade científica destes tempos, no entanto, testemunham a favor de Nossa Senhora de Lourdes. "Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada" – é o parecer de Luc Montagnier, prêmio Nobel em Medicina e descobridor do vírus HIV. "Nos milagres de Lourdes, assegura, há algo inexplicável."

As declarações de Montagnier foram recolhidas no livro Le Nobel et le Moine03 ["O Nobel e o Monge"], no qual o cientista conduz um diálogo com Michel Niassaut, um monge cisterciense. Em determinado momento da conversa, Montagnier reconhecer ter estudado vários milagres acontecidos em Lourdes e, mesmo sendo agnóstico, crê "de verdade que é algo inexplicável". "Reconheço que há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência", diz.

Luc Montagnier não é o primeiro Nobel a dar crédito a Lourdes. O famoso biologista francês Alexis Carrel (1873-1944), enviado em 1903 à cidade das aparições, a fim de desmascarar a "farsa" dos milagres, acabou convertendo-se à Igreja, após presenciar a cura de uma tuberculosa. A moribunda – que, segundo os diagnósticos da época, sem dúvida morreria – saiu curada das piscinas. A conversão de Carrel, até então naturalista e ateu, provocou um enorme rebuliço nos ambientes céticos do século XX.

As posições claramente imparciais de dois vencedores do prêmio Nobel derrubam o mito ateísta de que os milagres não são possíveis. E lembram a grande eficácia que tem, junto a Deus, a intercessão de Sua Mãe Santíssima.

Por Equipe Christo Nihil Praepoenre

Referências
La curación de una mujer con grave hipertensión es el milagro oficial número 69 de Lourdes
Se cura la pierna y camina hasta Santiago 1.570 kilómetros: Lourdes anuncia sua milagro oficial 68
Le Nobel et le Moine: Amazon.fr: Luc Montagnier, Michel Niaussat, Philippe Harrouard: Livres

Fonte: Padre Paulo Ricardo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Padre Pio e "La Madonna"

Assistam a esse vídeo do Padre Paulo Ricardo, que trata da relação filial profundíssima e terníssima que o Padre Pio, que hoje comemoramos, tinha com Nossa Mãe, Maria Santíssima, e o quanto a Consagração Total a Ela foi importante para a sua santificação.

http://padrepauloricardo.org/episodios/padre-pio-e-la-madonna

Viva Cristo Rei!
Salve Maria Imaculada!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Escapulário do Carmo




Quem não o trará consigo como penhor de salvação eterna e proteção nos perigos, se Deus o concedeu ao mundo para honrar Sua Mãe e ajudar a salvar e proteger os seus filhos justos e pecadores?

Foi em 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora, aparecendo a S ão Simão Stock, superior geral dos Carmelitas, lho entregou dizendo: "Recebe meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas".

Setenta anos mais tarde, aparece a Vírgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte. Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir das graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, ema vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha dum lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima, etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substitui-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.


CONDIÇÕES



· Para a 1* graça (ser livre do fogo do Inferno, a mais importante de todas):
Ter recebido este Escapulário imposto pelo Sacerdote e trazê-lo, ou a medalha que o substitui. Morrer com ele ou com a medalha, o que significa que se saiu deste mundo em estado de graça santificante.

· Para a 2* graça (isto é, o privilégio sabatino: ser liberto do Purgatório no primeiro sábado, depois da morte, se para lá se foi):

Além das condições para a primeira graça, que é a mais importante, guardar ainda a castidade própria de cada estado, que aliás, já obrigatória para todos por mandamento divino; rezar, sabendo ler, todos os dias, o pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, não sabendo, abster-se de comida de carne nas quartas-feiras e sábados.

Estas obrigações podem ser comutadas (a reza do Ofício e da abstinência de comida de carne) por um Sacerdote, o que impôs o Escapulário ou o Confessor, por outra obra pia, por exemplo: a reza de 7 (sete) Pai-Nossos, 7 Ave Marias e 7 (sete) Glórias, ou pela reza do Terço ou por outra mais fácil.

Quem reza o Terço todos os dias, esse vale sem ser preciso mais nada, podendo aplicá-lo por todas as intenções de costume. O Sacerdote, que reza o Ofício divino, também já cumpre sem ser preciso outra comutação. Aos homens e às crianças, que normalmente rezam menos que as mulheres, pode-se comutar por 3 Aves Marias, rezadas diariamente. Assim aconselha o Santo Padre Cruz, que foi um grande Apóstolo do Eascapulário.


QUEM O PODE RECEBER?


Todos os Católicos que o peçam, o podem receber, imposto por um Sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças batizadas, mesmo inconscientes e os doentes destituídos dos sentidos, pois, parte-se do princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.
É ótimo o costume de o por logo no dia do Batismo.

O Escapulário é de tecido de lã de cor castanha ou preta, mas o mais comum é o de cor castanha. O Escapulário, uma vez benzido, não precisa de nova bênção quando se substitui por outro; a medalha sim, precisa de nova bênção.

O valor do Escapulário está no tecido de lã com a bênção própria e não nas imagens que costuma ter. Pode ser lavado, podem-se mudar os cordões, pode ser revestido de plástico para não sujar, etc. Devemos andar sempre com ele ou com a medalha, e sobretudo, tê-lo à hora da morte. Nunca o deixemos, mesmo ao tomar o banho. Quem o recebeu e deixou de traze-lo consigo, basta que comece de novo a usá-lo, ou à medalha, sem precisar de nova imposição.

Sua Santidade Pio X concedeu que os militares em campanha possam impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma vez benzidos pelo Sacerdote, e que tendo acabado a sua missão, continuem a usufruir de todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem o terem de receber de novo.

Certamente que o Escapulário não dispensa dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor como via normal para nos santificar, nem dispensa das práticas das virtudes. Não coloca no Céu as almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os Sacramentos e à conversão da alma e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de pecado mortal, onde houver um mínimo de boa vontade.

O Escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da Mãe da Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria Santíssima.


ALGUNS EXEMPLOS

 

· Proteção nos perigos - Há alguns anos, 3 (três) mocinhas foram passar uma tarde n a praia da Costa de Caparica ( Portugal) . Era num tempo em que as roupas de banho e as praias não tinham descido à degradação dos tempos atuais. Todas tinham o Escapulário do Carmo e nenhuma sabia nadar. Só uma persistiu em o levar, as outras, por respeito humano, tiraram-no.

Brincavam alegres à beira da água, quando uma onda perdida sobreveio inesperadamente e as levou. O povo acorreu em grande gritaria. Surge outra onda que deposita na praia uma delas, precisamente a que levava o Escapulário e se salvou. As outras duas pereceram. Os seus corpos foram encontrados já em estado de putrefação depois de três dias, junto ao Cabo de Espichel.

· Proteção contra o demônio - Assisti um dia aos exorcismos feitos por um Sacerdote sobre um rapaz possesso do demônio. O diabo foi obrigado a confessar que se aquele rapaz tivesse recebido antes o Escapulário, não poderia ter entrado nele.

· Livra do Inferno - Fui chamado para dar os últimos Sacramentos a um homem que tinha alta patente na Maçonaria. Dissera a um amigo meu: "Quem me dera ver-me livre da Maçonaria".

Rezava todos os dias com os netos. Tinha recebido o Escapulário em pequeno, pois fora aluno dos Padres Jesuítas, que o impunham sempre. Cheguei, dei-lhe os Sacramentos e impus-lhe o Escapulário, pois não o trazia consigo. Começou aos urros como um leão preso na jaula e a cama rangia fortemente. Depois, tudo acalmou. Não duvido moralmente da salvação eterna desta alma.

A um outro doente, com fama de muita virtude e a quem visitei, pus-lhe o Escapulário. Pediu-me logo para se confessar. Tinha passado a vida cometendo sacrilégios, pois tinha vergonha de confessar os seus desmandos sexuais. Morreu santamente, louvando cheio de alegria a Misericórdia Divina.

E tantos e tantos são os prodígios que teria para contar! Ah! Recebamos todos o Escapulário do Carmo, porque ele é dádiva misericordiosa de Maria, obtida do seu Filho Jesus! O Escapulário, o Terço e a Devoção ao Coração Imaculado de Maria fazem parte da Mensagem de Fátima. Tantos Papas e tantos Santos têm falado dele, que será tristeza, para não se dizer loucura, não lhe ter apreço. Leão XIII beijava-o repetidas vezes na agonia. Pio XII trazia-o desde a infância, e queria que todos o soubessem. João XXIII e Paulo VI consideram-no como grande graça concedida ao mundo - P.O.J.R.


IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO POR UM SACERDOTE


- Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.


(Asperge o Escapulário com água benta)


[IMPOSIÇÃO:] - Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. - Amém.

(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)

- Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.

- Amém.

- O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

- Amém.

(Asperge o Confrade com água benta)

[Com Aprovação Eclesiástica]

sábado, 8 de junho de 2013

A Magnífica Promessa dos Cinco Primeiros Sábados - A Devoção Reparadora ao Imaculado Coração de Maria


  

   A Magnífica     
Promessa dos 
Cinco Primeiros Sábados
 Pe. Gruner









"A quem abraçar esta devoção, Eu prometo a salvação."


... Nossa Senhora de Fátima, no dia 13 de Junho de 1917









"A 10 de Dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, a Seu lado, suspenso numa nuvem luminosa, o Menino Jesus. A Santíssima Virgem pousou a mão no ombro de Lúcia e, nesse momento, mostrou-lhe um Coração cercado de espinhos que tinha na outra mão. Ao mesmo tempo, disse o Menino:


‘Tem pena do Coração de tua Mãe Santíssima, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar’.


E a Santíssima Virgem disse-lhe:


‘Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que a todos aqueles que durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação’.


Fonte:

http://www.fatima.org/port

http://alexandriacatolica.blogspot.com

sábado, 1 de junho de 2013

As Revelações Celestiais de Santa Brígida da Suécia, Livro 1, Capítulo IX


 
Capítulo 9: Palavras da Rainha dos Céus à sua querida filha sobre o formoso amor que o Filho professava à sua Mãe Virgem; sobre como a Mãe de Cristo foi concebida em um matrimônio casto e santificada no ventre de sua mãe; sobre como subiu ao Céu em corpo e alma; sobre o poder de seu nome e sobre os anjos designados aos homens para o bem e para o mal.

Sou a Rainha do Céu. Ama meu Filho, porque ele é o honestíssimo e quando tens a Ele, tens tudo o que é honesto. Ele é o mais desejável e quando tens a Ele tens tudo o que é desejável. Ama-o também porque Ele é virtuosíssimo e quando o tens, tens todas as virtudes. Vou te contar como foi maravilhoso seu amor pelo meu corpo e minha alma e quanta honra deu ao meu nome. Ele, meu filho, me amou antes que eu o amasse, pois é meu Criador. Ele uniu meu pai e a minha mãe em um matrimônio tão casto que não se pode encontrar nenhum casal mais casto.

Nunca desejaram unir-se exceto de acordo com a Lei, só para terem descendência. Quando o anjo lhes anunciou que teriam uma Virgem pela qual chegaria a salvação do mundo, antes desejariam morrer do que unir-se em um amor carnal, pois a luxúria estava extinta neles. Asseguro-te que, pela caridade divina e devido à mensagem do anjo, eles se uniram na carne, não por concupiscência, mas contra sua vontade e por amor a Deus. Dessa forma, minha carne foi gerada de suas sementes e através do amor divino.

Quando meu corpo se formou, Deus enviou nele a alma criada a partir da sua divindade. A alma foi imediatamente santificada* junto com o corpo e os anjos a vigiavam e custodiavam dia e noite. É impossível expressar-te que grandíssimo gozo sentiu minha mãe quando minha alma santificada se uniu ao meu corpo. Depois, quando o curso da minha vida se cumpriu, meu Filho primeiro elevou minha alma, por ter sido a dona do corpo, a um lugar mais eminente que os demais, perto da glória de sua divindade, e depois meu corpo, da forma que nenhum outro corpo de criatura esteja tão perto de Deus como o meu.

Veja quanto meu Filho amou a minha alma e meu corpo! Existem pessoas, entretanto, que maliciosamente negam que eu tenha sido assunta em corpo e alma, e existem outras que simplesmente não tem maior conhecimento. Mas a verdade disso é certa: Fui elevada até a Glória de Deus em corpo e alma! Escuta agora o muito que meu Filho honrou meu nome! Meu nome é Maria, como diz o evangelho.

Quando os anjos olham esse nome, se regozijam em sua consciência e dão graças a Deus pela grandíssima graça que operou em mim e comigo, porque eles vêem a humanidade de meu Filho glorificada em sua divindade. As almas do purgatório se regozijam de maneira especial, como quando um homem enfermo que está na cama escuta alentadoras palavras de outros e isto agrada seu coração fazendo-o sentir-se contente. Ao ouvir meu nome, os anjos se aproximam imediatamente das almas dos justos, a quem foram dados como guardiões, e se regozijam em seus progressos. Os anjos bons foram designados a todos como proteção e os anjos maus como provação.

Não é que os anjos estejam separados de Deus, mas assistem a alma sem deixar Deus, e permanecem constantemente em sua presença, enquanto seguem inflamando e incitando a alma a fazer o bem. Os demônios todos se espantam e temem meu nome. Ao som do nome de Maria, soltam imediatamente a presa que tenham em suas garras. Da mesma forma que uma ave de rapina com a presa em suas garras, a deixa quando escuta um ruído e volta depois quando vê que não era nada, igualmente os demônios deixam a alma, assustados, ao ouvir meu nome, mas voltam de novo rápidos como uma flecha a menos que vejam que depois se produziu uma emenda.

Ninguém está tão frio no amor de Deus – a menos que esteja condenado- que o demônio não se distancie dele se invoca meu nome com a intenção de não retornar mais aos seus maus hábitos, e o demônio se mantém longe dele a menos que volte a consentir em pecar mortalmente.


Obs.: Imediatamente santificada, ou seja, imaculada, preservada de toda mancha de pecado original. Sendo Deus e Criador junto com o Pai e com o Espírito Santo, o Verbo Divino pôde dar esse privilégio a sua Mãe Santíssima, e também como uma antecipação do méritos alcançados no seu Sacrifício da Cruz (pois, por ser Deus Onipotente, e tendo o seu Santo Sacrifício um valor infinito, as graças alcançadas por ele são também retroativas)

Revelações Celestiais de Santa Brígida da Suécia

A Virgem Mãe e a conversão de Esquil - Santo Afonso




Esquil, jovem fidalgo, foi estudar em Hildesheim por ordem de seu pai. Mas, em vez de estudar, entregou-se a excessos da devassidão. Depois disso, adoeceu seriamente, não lhe restando já esperança alguma de vida. Estando próximo da morte teve a seguinte visão: Viu-se em um quarto cheio de fogo e julgou que se achava num inferno. Pôde, felizmente, sair, por um vão e refugiar-se num grande palácio. Lá encontrou, numa das salas, a Santíssima Virgem, que lhe disse: Temerário, como ousas apresentar-te diante de mim? Já e já retira-te daqui e mete-te no fogo que muito bem mereceste! Nisso começa o jovem a implorar a misericórdia de Maria, e pede a algumas pessoas ali presentes que também o recomendem àa Mãe de Deus. Eles atenderam-no, mas a Santíssima Virgem respondeu-lhes: Este moço levou uma vida muito desregrada e nunca me honrou com uma Ave-Maria sequer. Mas ele corrigir-se-á, amada Rainha, observaram elas. E o jovem ajuntou logo a promessa: Sim, eu o prometo; quero corrigir-me e consagrar-me todo a vosso serviço, Senhora. Na mesma hora, Maria tornou-se meiga e disse-lhe com brandura: Bem, aceito a tua promessa; escaparás da morte e do inferno.


Após estas palavras terminou a visão. Voltando a si, Esquil agradeceu à Mãe de Deus e a todos relatou o ocorrido. Levou daí em diante uma vida santa, dedicou sempre especial devoção à Santíssima Virgem, e tornou-se mais tarde arcebispo de Lund, na Suécia, onde converteu muitos para verdadeira fé. Já velho, renunciou ao arcebispado, entrando para a Ordem dos Cistercienses, e Claraval. Aí morreu na paz do Senhor, após quatro anos de edificante vida. Alguns escritores colocaram-no na lista dos santos daquela Ordem.

Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um pouco da história de Nossa Senhora Auxiliadora!



Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Escreveu Dom Bosco: "A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

Fonte: Blog Nossa Senhora cuida de mim

sexta-feira, 26 de abril de 2013

As Revelações Celestiais de Santa Brígida da Suécia, Livro 1, Capítulo VII



Capítulo 7: Palavras da gloriosa Virgem à sua filha, sobre a forma de vestir e o tipo de roupas e enfeites com os quais a filha deve adornar-se e vesti-se.


Eu sou Maria, que deu à luz o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sou a Rainha dos anjos. Meu Filho te ama com todo o coração. Ama-O! Deves adornar-te com roupas muito honestas e eu te mostrarei como e que tipo de roupas devem ser. Como antes, tinhas uma anágua, uma túnica, sapatos, uma capa e um broche sobre seu peito, agora hás de cobrir-te com roupas espirituais. A anágua é a contrição. Como a anágua se veste junto ao corpo, assim a contrição e a conversão são o primeiro passo de volta a Deus. Através delas, a mente, que em um momento encontrou gozo no pecado, se purifica e a carne impura se mantém sob controle.

Os dois sapatos são duas disposições, na verdade a intenção de retificar as transgressões passadas e a intenção de fazer o bem e manter-se longe do mal. Tua túnica é a esperança em Deus. Como a túnica tem duas mangas, há de haver justiça e misericórdia em tua esperança. Desta forma esperarás na misericórdia de Deus porque não esquecerás sua justiça. Pensa em sua justiça e em seu juízo, de forma que não esqueças sua misericórdia, porque Ele não usa a justiça sem misericórdia nem a misericórdia sem justiça. A capa é a fé. Do mesmo modo que a capa cobre tudo e tudo está contido nela, a natureza humana pode igualmente abarcar tudo e conseguir tudo mediante a fé.

Esta capa deve ser enfeitada com as insígnias do amor de teu Esposo, ou seja, da forma como te criou, da forma que te alimentou, te atraiu para seu Espírito e abriu teus olhos espirituais. O broche é a consideração de sua paixão. Fixa firmemente em teu peito o pensamento de como Ele foi fraudado e mortificado, como se manteve vivo na cruz, ensangüentado e perfurado em todas as suas fibras, como em sua morte seu corpo inteiro se convulsionou pela dor aguda da paixão, como entregou seu Espírito nas mãos do Pai. Que este broche permaneça sempre em teu peito! Sobre tua cabeça, coloque-se uma coroa, ou seja, a castidade em teus afetos, que prefiras resistir aos açoites antes de tornar a manchar-te. Sê modesta e digna. Não penses nem desejes nada mais que o teu Criador. Quando tens a Ele, tens tudo. Adornada desta forma, deves esperar o teu Esposo.


Revelações Celestiais de Santa Brígida da Suécia

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A comunhão espiritual abrasa a alma no amor a Deus (São Leonardo de Porto Maurício)





Da importância da comunhão espiritual para nossas almas.

Quanto à maneira de fazer a comunhão espiritual de que falei antes, é preciso conhecer a doutrina do santo Concílio de Trento, o qual ensina que se pode receber o Santíssimo Sacramento de três modos:  sacramentalmente, espiritualmente, ou sacramentalmente e espiritualmente ao mesmo tempo. 

Não se fala aqui do primeiro modo, que se verifica também nos que comungam em estado de pecado mortal, como fez Judas; nem do terceiro, comum a todos os que comungam em estado de graça; mas trata-se aqui e do segundo,adequado àqueles que, tomando as palavras do santo Concílio, impossibilitados de receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor, “o recebem em espírito, fazendo, atos de fé viva e ardente caridade, e com um grande desejo de se unirem ao soberano bem, e, por meio, se põem em estado de obter os frutos do Divino Sacramento.” 


“Qui voto propositum illum caslestem panem edentes  fide viva quae per dilectionewm operatur, fructum ejus et utilitatem sentium”. (Sess. XIII, c.8.) 

Para facilitar-vos prática tão excelente, pesai bem o que vou dizer-vos. No momento em que o sacerdote sedispõe a comungar, na Santa Missa, recolhei-vos no vosso íntimo, tomando a mais modesta posição; formulai, em seguida, em vosso coração um ato de sincera contrição e, batendo humildemente no peito, em sinal de que vos reconheceis indignos de tão grande graça, fazei todos os atos de amor, oferecimento, humildade e os demais que costumais fazer quando comungais sacramentalmente: Desejai, então, vivamente receber o adorável  JESUS , oculto por vosso amor, no Santíssimo Sacramento. Para excitar em vós o fervor, imaginai que a Santíssima Virgem ou um de vossos santos padroeiros vos dá a santa comunhão: suponde recebê-la realmente e, estreitando JESUS em vosso coração, repeti-Lhe muitas e muitas vezes com ardente amor: “Vinde, JESUS adorável, vinde ao meu pobre coração; vinde saciar meu desejo; vinde meu adorado JESUS, vinde ó dulcíssimo JESUS!”  E depois ficai em silêncio, contemplando vosso DEUS dentro de vós, e, como se tivésseis todos os atos que habitualmente fazeis depois da comunhão sacramental. Ora, sabei que esta santa e bendita comunhão espiritual, tão pouco praticada pelos cristãos de nossos dias, é um tesouro que cumula a alma de bens incalculáveis; e, no sentir de muitos autores, é de tal modo eficaz que pode produzir as mesmas graças que a comunhão sacramental, e maiores ainda.


Com efeito, se vem que a comunhão sacramental, na qual se recebe a santa Hóstia, seja por sua natureza de maior proveito, porque como sacramento, age ex operare operato, 
é possível, no entanto, que uma alma faça a comunhão espiritual com tanta humildade, amor e fervor, que obtenha mais graças que não obteria outra, comungando sacramentalmente,mas com disposição menos perfeita. 

Nosso Senhor, outrossim, ama tanto este modo de fazer a comunhão espiritual, que muitas vezes se dignou atender com milagres visíveis os piedosos desejos de seus servos, dando-lhes a comunhão ou por sua própria mão, como fez à bem-aventurada Clara de Montefalco, a Santa Catarina de Sena, e a Santa Lidvina; ou pela mão dos Anjos, como aconteceu a São Boaventura e aos santos bispos Honorato e Firmino; ou ainda, mais freqüentemente,  por meio da augusta Mãe de DEUS, que se dignou dar a comunhão ao bem aventurado Silvestre. 

Não vos admireis desta condescendência tão terna, pois a comunhão espiritual abrasa a alma no amor a DEUS, une-a Ele, e dispõe-na a receber as graças mais insignes.
 
Fonte: Blog Apostolado Imelda Lambertini
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