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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Imitação de Cristo III - Cap. 29 - Como, durante a tribulação, devemos invocar a Deus e bendizê-lO



1 . A ALMA: Senhor, bendito seja para sempre o vosso nome! Pois quisestes que me sobreviesse esta tentação e este trabalho. Não lhes posso fugir, mas tenho necessidade de recorrer a vós, para que me ajudeis e tudo convertais em meu proveito. Eis-me, Senhor, na tribulação, com o coração aflito; e quanto me atormenta o presente sofrimento. Pois que direi eu agora, Pai amantíssimo? Apertado estou entre angústias: "Salvai-me nesta hora. Veio sobre mim este transe, só para que vós fôsseis glorificado (Jo 12,17), quando eu estivesse muito abatido e fosse por vós livrado". "Dignai-vos, Senhor, livrar-me" (Sl 39,14); pois, pobre de mim, que farei e aonde irei, sem nós? Daí-me, Senhor, paciência ainda por esta vez. Socorrei-me, Deus meu, e não temerei, por mais que seja atribulado.

2 . E que direi em tamanha necessidade? Senhor, seja feita a vossa vontade. Bem mereço ser atribulado e angustiado. Convém-me sofrer, e oxalá seja com paciência, até que passe a tempestade e volte a bonança. Bastante poderosa é, entretanto, vossa mão onipotente para tirar-me esta tentação, e moderar-lhe a violência, a fim de que não sucumba de todo; assim como já tantas vezes tendes feito comigo, ó meu Deus e minha misericórdia. E quanto mais difícil para mim, tanto mais fácil para vós é esta mudança da destra do Altíssimo (Sl 76,11).

Livro Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis.
Fonte: http://imitacaodecristo.50webs.com/

"Se o orgulho nos fez sair, a humildade far-nos-á voltar a entrar" - Santo Agostinho



(354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Tratado sobre o evangelho de S. João 25, fim 15-16


«Não é Ele o carpinteiro?»

Se o orgulho nos fez sair, a humildade far-nos-á voltar a entrar. [...] Tal como o médico, depois de ter feito o diagnóstico, trata a causa do mal, também tu deves tratar a fonte do mal, que é o orgulho; desse modo, deixará de haver mal em ti. Foi para tratar o teu orgulho que o Filho de Deus desceu e Se fez humilde. Porque te orgulhes, se Deus Se fez humilde por ti. Talvez te envergonhe imitar a humildade de um homem; pois imita a humildade de Deus. O Filho de Deus fez-Se humilde, vindo sob a forma de homem. A ti, ordena-se que sejas humilde; não se te pede que te tornes um animal. Deus fez-Se homem. Tu, homem, conhece que és homem; a tua humildade consiste simplesmente em te conheceres. 

Ouve a Deus que te ensina a humildade: «Não vim fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou» (Jo 6,38). Vim, humilde, ensinar a humildade, como mestre de humildade. Aquele que vem a Mim incorpora-se a Mim e torna-se humilde. Aquele que adere a Mim será humilde; esse não faz a minha vontade, mas a vontade de Deus. Desse modo, não será lançado fora (Jo 6,37), como quando era orgulhoso.

Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Um negócio precioso... - por São Bernardo



O Verbo do Pai, o Filho único de Deus, o Sol de justiça (Mal 3,20) é o grandde negociante, que nos trouxe o preço da nossa redenção. Trata-se de um negócio precioso, que nunca apreciaremos suficientemente, aquele em que um Rei, o filho do Rei supremo, se transforma na moeda de troca, em que o ouro pagou pelo chumbo, em que o justo foi trocado pelo pecador. Misericórdia verdadeiramente gratuita, amor perfeitamente desinteressado, bondade surpreendente [...], negócio totalmente desproporcionado, em que o Filho de Deus Se entrega pelo servo, o Criador é morto por aquele que criou, o Senhor é condenado pelo escravo. 

Ó Cristo, são estas as tuas obras, Tu que desceste da luminosidade do céu para as nossas trevas infernais, para iluminar a nossa prisão obscura. Tu desceste da direita da majestade divina para o meio da nossa miséria humana, para vires resgatar o género humano; Tu desceste da glória do Pai para a morte na cruz, para triunfares da morte e do seu autor. Tu és único, pois mais nenhum como Tu foi levado, pela sua bondade, a resgatar-nos. [...] 

Que todos os negociantes de Teman (Bar 3,23) se retirem desse local [...]; não foram eles que escolheste, mas Israel, o teu bem-amado, Tu que escondes estes mistérios aos sábios e aos prudentes e os revelas aos teus servos pequenos e humildes (Lc 10, 21). [...] Senhor, de boa vontade abraço este negócio, porque me diz respeito! Recordar-me-ei de tudo o que fizeste, pois queres que nisso me detenha. [...] Aproveitarei, pois, este talento que me deixaste para o fazer render até ao teu regresso, e irei com grande alegria à tua presença. Deus queira que oiça então estas doces palavras: «Coragem, servo fiel! Entra na alegria do teu Senhor» (Mt 25,21).

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Sermões diversos, n.º 42, «Os cinco negócios»
Fonte: Evangelho Quotidiano

"Deus, anfitrião da nossa alma" - São Boaventura



Escuta, ó alma, qual é a tua dignidade. Tão grande é a tua simplicidade que nada pode habitar a morada do teu espírito, nada pode aí morar exceto a pureza e a simplicidade da eterna Trindade. Escuta as palavras do teu Esposo: «Se alguém Me ama guardará a minha Palavra; Meu Pai amá-lo-á e viremos a ele e faremos nele morada» (Jo 14,23); e noutra passagem: «Desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa.» Apenas Deus que te criou pode, com efeito, descer ao teu espírito, pois, segundo o testemunho de Santo Agostinho, pretende ser mais íntimo a ti do que tu próprio. 

Regozija-te, pois, ó alma feliz, por poderes ser a anfitriã de tal visitante. «Ó alma feliz, que cada dia purificas o teu coração para receber o Deus que te acolhe, este Deus cujo anfitrião não tem necessidade de coisa alguma, uma vez que possui em si mesmo o Autor de todo o bem.» 

Que feliz é a alma em quem Deus encontra o seu repouso, pois pode dizer: Aquele que me criou repousa debaixo do meu teto. Ele não poderá, pois, recusar o repouso do céu àquela que Lhe ofereceu o repouso nesta vida. 

És demasiado ambiciosa, ó minha alma, se a presença deste visitante não te basta. Fica a saber que Ele é tão generoso que te enriquecerá com os seus dons. Não seria indigno de tal monarca deixar a sua anfitriã na indigência? Ornamenta, pois, a tua câmara nupcial e recebe Cristo, teu Rei, cuja presença deleitará e alegrará toda a família. 

Ó palavra verdadeiramente surpreendente e mui admirável! O Rei cujo esplendor é admirado pelo sol e pela lua, cuja majestade é reverenciada pelo céu e pela terra, cuja sabedoria ilumina as legiões dos espíritos celestes e cuja misericórdia sacia a assembleia de todos os bem-aventurados, é este Rei que te pede hospitalidade. Ele deseja e cobiça a tua morada mais do que o seu palácio celeste, pois compraz-Se em habitar com os filhos dos homens.

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Exercícios espirituais da alma, cap. 2
Fonte: Evangelho Quotidiano

"A parábola dos talentos" - São João Crisóstomo



Um dos servos diz: «Senhor, confiaste-me cinco talentos»; outro diz que lhe couberam dois a guardar. Reconhecem que receberam dele o meio de fazer o bem; dão-lhe testemunho de grande reconhecimento e prestam-lhe contas dos bens confiados. Que lhes responde o seu Senhor? «Muito bem, servo bom e fiel (porque o próprio da bondade é ver o seu próximo); porque foste fiel nas pequenas coisas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do Senhor.» Assim designa Jesus a beatitude completa. 

Mas o que apenas tinha recebido um talento foi enterrá-lo. «Quanto a este servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes.» Repara, não é só o ladrão, o homem que procura enriquecer sem olhar a meios, aquele que faz o mal, que é castigado no fim; é também aquele que não faz o bem […]. Que são estes talentos, com efeito? São o poder de cada um, a autoridade de que se dispõe, a fortuna que se possui, o conselho que se pode dar e toda esta sorte de coisas. Que ninguém venha portanto dizer: só tenho um talento, nada posso fazer. Porque tu, mesmo com um único talento, podes agir de maneira louvável.

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, n.° 78, 2-3
Fonte: Evangelho Quotidiano

"Deus, único Mestre da oração" - São João Clímaco



A oração é, quanto à sua natureza, a conversa e a união da alma com Deus; quanto à sua eficácia, é a conservação do mundo e a sua reconciliação com Deus, um ponto elevado acima das tentações, uma muralha contra as tribulações, a extinção das guerras, a alegria futura, a atividade que não cessa, a fonte das graças, a dadora dos carismas, um progresso invisível, o alimento da alma, a iluminação do espírito, o machado que corta o desespero, a expulsão da tristeza, a redução da ira, o espelho do progresso, a manifestação da nossa medida, o teste ao estado da nossa alma, a revelação das coisas futuras, o anúncio seguro da glória. 

Tem coragem e terás o próprio Deus como mestre de oração. É impossível aprender a ver por meio de palavras, porque ver é um efeito da natureza. Assim também é impossível aprender a beleza da oração através dos ensinamentos de outros. A oração só se aprende na oração e o seu mestre é Deus, que ensina ao homem a ciência [...], que concede o dom da oração àquele que ora, que abençoa os anos dos justos.

São João Clímaco (c. 575-c. 650), monge do Monte Sinai
«A Escada Santa»
Fonte: Evangelho Quotidiano

"Juntemos tesouros eternos" - Por São João Maria Vianney


O mundo passa e nós passamos com ele. Os reis, os imperadores, tudo desaparece, engolfado na eternidade, de onde não se regressa. A única coisa que realmente interessa é salvar a nossa pobre alma. Os santos não estavam presos aos bens da terra; só lhes interessavam os bens do céu. As pessoas mundanas, pelo contrário, só se interessam pelo tempo presente. 

Temos de fazer como os reis, que, quando estão em vias de ser depostos, mandam guardar os seus tesouros noutro local, onde os têm depois à sua espera. Assim também um bom cristão manda as suas boas obras para a porta do céu. [...] 

A terra é uma ponte para atravessar um rio: serve apenas para nos permitir caminhar. [...] Estamos neste mundo, mas não somos deste mundo. Todos os dias dizemos: «Pai nosso, que estás nos céus...»; temos, pois, de esperar a nossa recompensa quando estivermos «em casa», na casa do Pai.


São João-Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura de Ars
«Pensées choisies du Saint curé d'Ars»
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