Translate

Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain tradução

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

«Tende cuidado com a maneira como ouvis» Comentário ao Evangelho do dia (25/09) Sermão atribuído a Santo Agostinho

Sermão atribuído a Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Cf. Discurso sobre o salmo 139,15; Sermões sobre S. João, n.º 57


«Tende cuidado com a maneira como ouvis»


«Que cada um esteja sempre pronto para escutar, mas seja lento para falar» (Tim 1,19). Sim, irmãos, digo-vos francamente [...], eu que muitas vezes vos falo a vosso pedido: a minha alegria é sem mancha quando me sento entre os ouvintes; a minha alegria é sem mancha quando escuto e não quando falo. É então que saboreio a palavra com toda a segurança, pois a minha satisfação não é ameaçada pela vanglória. Quem pode recear o precipício do orgulho se estiver sentado sobre a pedra sólida da verdade? «Escutarei e encher-me-ás de alegria e de júbilo», diz o salmista (Sl 50,10). É quando escuto que me sinto mais alegre; é o papel de ouvintes que nos mantém numa atitude de humildade. 

Pelo contrário, quando tomamos a palavra, [...] precisamos de uma certa contenção; pois, mesmo que não ceda ao orgulho, tenho receio de o fazer. Mas, se escuto, ninguém me pode roubar a alegria (Jo 16,22), porque ninguém é testemunha dela. É verdadeiramente a alegria do amigo do esposo de quem S. João diz que «fica de pé e escuta» (Jo 3,29). Fica de pé porque escuta. Também o primeiro homem escutava Deus de pé; quando escutou a serpente, caiu. O amigo de esposo fica, pois, «transbordante de alegria à voz do Esposo»; o que faz a sua alegria não é a sua voz de pregador ou de profeta, mas a voz do próprio Esposo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 23 de setembro de 2017

«Quem tem ouvidos para ouvir, ouça» Comentário ao Evangelho do dia (23/09) por São João Crisóstomo


(c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Sermão n° 44 sobre S. Mateus; PG 57, 467


«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça»


Se a semente seca, não é devido ao calor. Jesus não disse que a semente secou por causa do calor, mas sim por não ter raiz. Se a Palavra é asfixiada, não será por causa dos espinhos, mas de quem os deixou crescer em liberdade. Ora, se quiseres, podes impedir que eles cresçam, fazendo bom uso das riquezas. É por isso que o Salvador não fala do mundo, mas dos cuidados do mundo, não fala das riquezas, mas dos cuidados com as riquezas. Por conseguinte, não acusemos as coisas em si mesmas, mas a corrupção da nossa consciência. [...] 

Não é o agricultor, como vês, não é a semente, mas a terra onde ela é recebida que explica tudo, ou seja, as disposições do nosso coração. Também aí a bondade de Deus para com o homem é imensa, dado que, longe de exigir a todos a mesma medida de virtude, acolhe os primeiros, não repudia os segundos e dá lugar aos terceiros. [...] 

É necessário, pois, começar por ouvir atentamente a Palavra, depois guardá-la fielmente na memória, em seguida encher-se de coragem, desprezar as riquezas e libertar-se do amor aos bens do mundo. Se Jesus coloca em primeiro lugar a atenção à Palavra, se a coloca antes de todas as outras condições, é porque ela é a condição fundamental. «E como hão de acreditar naquele de quem não ouviram falar?» (Rom, 10,14). Também nós, se não dermos atenção ao que nos é dito, ficaremos sem conhecer os deveres que temos de cumprir. Só depois vem a coragem e o desprezo pelos bens deste mundo. Para pôr a render estas lições, fortifiquemo-nos de todas as maneiras: estejamos atentos à Palavra, façamos crescer profundamente as nossas raízes e libertemo-nos das preocupações do mundo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

«Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres» - São João Paulo II


Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Comentário do dia 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
«Mulieris dignitatem», § 27

«Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres»

Na história da Igreja, desde os primeiros tempos, existiram — ao lado dos homens — numerosas mulheres, para as quais a resposta da Esposa ao amor redentor do Esposo adquiriu plena força expressiva. Vemos primeiro aquelas mulheres que tinham conhecido pessoalmente a Cristo, O tinham seguido e, depois da sua partida, juntamente com os apóstolos, «eram assíduas na oração» no cenáculo de Jerusalém até ao dia do Pentecostes. Naquele dia, o Espírito Santo falou por meio dos «filhos e filhas» do Povo de Deus [...] (cf At 2,17). Aquelas mulheres, e a seguir muitas outras, tiveram parte ativa e importante na vida da Igreja primitiva, na edificação, desde os seus fundamentos, da primeira comunidade cristã — e das comunidades que se seguiram —, mediante os seus carismas e o seu multiforme serviço. [...] O apóstolo fala das suas «fadigas» por Cristo, e estas indicam os vários campos de serviço apostólico da Igreja, a começar pela «Igreja doméstica». Nesta, de facto, a «fé sincera» passa da mãe para os filhos e os netos, como se verificou em casa de Timóteo (cf 2Tim 1,5). 

O mesmo se repete no decorrer dos séculos, de geração em geração, como demonstra a história da Igreja. A Igreja, com efeito, defendendo a dignidade da mulher e a sua vocação, expressou honra e gratidão por aquelas que — fiéis ao Evangelho — em todo o tempo participaram na missão apostólica do Povo de Deus. Trata-se de santas mártires, de virgens, de mães de família, que corajosamente deram testemunho da sua fé e, educando os próprios filhos no espírito do Evangelho, transmitiram a mesma fé e a tradição da Igreja. [...] Mesmo diante de graves discriminações sociais, as mulheres santas agiram de «modo livre», fortalecidas pela sua união com Cristo. [...] 

Também nos nossos dias a Igreja não cessa de se enriquecer com o testemunho das numerosas mulheres que realizam a sua vocação à santidade. As mulheres santas são uma personificação do ideal feminino, mas são também um modelo para todos os cristãos, um modelo de «sequela Christi», um exemplo do amor com que a Esposa deve responder ao amor do Esposo.

Créditos: Evangelho Quotidiano

São Mateus: convertido, apóstolo, evangelista - Bento XVI


S. Mateus, Apóstolo e Evangelista – Festa

Comentário do dia 
Bento XVI, papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 30/08/06 (© Libreria Editrice Vaticana)

São Mateus: convertido, apóstolo, evangelista

«Levantou-se e seguiu Jesus». A concisão da frase põe claramente em evidência a prontidão com que Mateus respondeu à chamada. Para ele, tal significava tudo abandonar, sobretudo aquilo que lhe garantia uma fonte segura de rendimentos, embora fosse desonrosa e muitas vezes injusta. Mateus compreendeu que a intimidade com Jesus o impedia de manter uma atividade desaprovada por Deus. Facilmente se tira daqui uma lição para o presente: também hoje é inadmissível o apego a coisas incompatíveis com a caminhada de seguir Jesus, como é o caso das riquezas desonestas. Ele próprio o disse sem rodeios: «Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuis, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois vem e segue-Me» (Mt,19,21). Foi o que fez Mateus: «Levantou-se e seguiu Jesus». Neste «levantou-se», conseguimos ler um nítido repúdio pela situação de pecado e simultaneamente a adesão consciente a uma existência nova, reta, em comunhão com Jesus. 

Recordemos que a tradição da Igreja atribui unanimemente a Mateus a paternidade do primeiro Evangelho. Já Papias, bispo de Hierápoles, na Frígia, o tinha dito, cerca do ano 130: «Mateus verteu as palavras [do Senhor] em língua hebraica, e cada um as interpretou como podia» (Eusébio de Cesareia, «Hist. Ecl.» III, 39, 16). O historiador Eusébio acrescenta esta informação: «Mateus, que primeiro pregara entre os judeus, quando a certa altura decidiu ir também evangelizar outros povos, escreveu na língua materna o Evangelho que anunciava; procurou deste modo recompensar aqueles de quem se separava, substituindo pela escrita o que perdiam com a sua partida» (III, 24, 6). Já não possuímos o Evangelho escrito por Mateus em hebraico ou aramaico, mas no Evangelho grego que chegou até nós continuamos a ouvir, de alguma maneira, a voz persuasora do publicano Mateus, que, tornado apóstolo, continua a anunciar-nos a misericórdia salvífica de Deus, e escutamos essa mensagem, nela meditando sempre de novo, para aprendermos, também nós, a levantarmo-nos e a seguir Jesus com determinação.

Créditos: Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

"Deus convida-nos incansavelmente à conversão" - Comentário ao Evangelho do dia (20/09) por São Basílio


(c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja 
«Prólogo às Regras Maiores»


Deus convida-nos incansavelmente à conversão


Irmãos, não nos deixemos ficar na indiferença e no desleixo; não adiemos sempre para amanhã ou para mais tarde, com ligeireza, o momento de pormos mãos à obra. «É este o tempo favorável, é este o dia da salvação», diz o apóstolo Paulo (2Cor 6,2). Agora é o tempo da penitência, mais tarde será o da recompensa; o presente é o tempo da perseverança, e um dia virá o da consolação. Agora, Deus vem em auxílio daqueles que se afastam do mal; mais tarde, Ele será o juiz dos atos, das palavras e dos pensamentos dos homens. Hoje, usufruímos da sua paciência; conheceremos a justiça dos seus julgamentos no momento da ressurreição, quando cada um de nós receber consoante as obras realizadas. 

Até quando adiaremos a nossa obediência a Cristo, que do seu Reino celeste nos interpela? Não desejamos a nossa purificação? Quando nos decidiremos a abandonar o tipo de vida que levamos, para seguirmos o Evangelho até ao extremo?

Fonte: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 19 de setembro de 2017

«Jovem, Eu te ordeno, levanta-te» Comentário ao Evangelho do dia (19/09) por Santo Ambrósio



(c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
«Tratado sobre o Evangelho de S. Lucas», 5, 89, 91-92


«Jovem, Eu te ordeno, levanta-te»


Mesmo que os sintomas da morte tenham afastado por completo a esperança de vida, mesmo que os corpos dos defuntos jazam perto do túmulo, ainda assim, à voz de Deus, os cadáveres preparados para a decomposição voltam a erguer-se, recuperam a fala; o filho é devolvido a sua mãe, é chamado do túmulo, é arrancado ao túmulo. Qual é o teu túmulo? São os teus maus hábitos, é a tua falta de fé. É deste túmulo que Cristo te liberta, é deste túmulo que ressuscitarás, se ouvires a Palavra de Deus. Ainda que o teu pecado seja tão grave, que não consigas lavar-te a ti mesmo pelas lágrimas do arrependimento, a Igreja tua Mãe chorará por ti, ela que intervém a favor de todos os seus filhos, qual mãe viúva por seu único filho. Porque se compadece, por uma espécie de dor espiritual que lhe é natural, ao ver os seus filhos serem conduzidos à morte por pecados fatais. […] 

Que ela chore, pois, esta Mãe piedosa, e que a multidão a acompanhe; que não seja apenas uma multidão, mas uma multidão considerável, a compadecer-se desta Mãe terna. Então ressuscitarás do túmulo, dele serás libertado; os carregadores deter-se-ão, começarás a falar como um vivo e todos ficarão estupefactos. O exemplo de um só servirá para corrigir muitos, que louvarão a Deus por nos ter concedido tais remédios para evitarmos a morte.


Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Comentário ao Evangelho do dia (18/09) por Santo Agostinho


(354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Sermão 62

«Senhor, não mereço que entres em minha casa»


Na leitura do Evangelho, ouvimos Jesus louvar a nossa fé, associada à humildade. Quando prometeu ir a casa do centurião curar-lhe o servo, este respondeu: «Não mereço que entres em minha casa [...]. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado». Ao considerar-se indigno, revela-se digno – digno não só de que Cristo entre em sua casa, mas também no seu coração. [...] 

Pois não teria sido para ele grande alegria se o Senhor Jesus tivesse entrado em sua casa sem entrar no seu coração. Com efeito, Cristo, Mestre de humildade pelo seu exemplo e pelas suas palavras, sentou-Se à mesa em casa de um fariseu orgulhoso chamado Simão (Lc 7,36ss.); mas, embora Se sentasse à sua mesa, não entrou no seu coração: aí, «o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça» (Lc 9,58). Pelo contrário, não entra em casa do centurião, mas entra no seu coração. [...] 

Por conseguinte, é a fé unida à humildade que o Senhor elogia neste centurião. Quando este diz: «Não mereço que entres em minha casa», o Senhor responde: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». [...] O Senhor veio ao povo de Israel segundo a carne, para procurar primeiramente neste povo a sua ovelha perdida (cf Lc 15,4). [...] Nós, como homens, não podemos medir a fé dos homens. Foi Aquele que vê o fundo dos corações, Aquele a quem ninguém engana, que testemunhou como era o coração deste homem; ao ouvir as suas palavras repletas de humildade, responde-lhe com uma palavra que cura.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (17/09) por São João Paulo II



(1920-2005), papa 
Encíclica «Dives in misericordia», § 14


«Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro?»


Em todas as fases da história, mas especialmente na época atual, a Igreja deve considerar como um dos seus principais deveres proclamar e introduzir na vida o mistério da misericórdia, revelado no mais alto grau em Jesus Cristo. Este mistério é, não só para a própria Igreja, como comunidade dos fiéis, mas também, em certo sentido, para todos os homens, fonte de vida diferente daquela que o homem é capaz de construir quando exposto às forças prepotentes da tríplice concupiscência que nele operam. É precisamente em nome deste mistério que Cristo nos ensina a perdoar sempre. Quantas vezes repetimos as palavras da oração que Ele próprio nos ensinou, pedindo: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» (Mt 6,12), isto é, aos que são culpados em relação a nós! 

É realmente difícil expressar o valor profundo da atitude que tais palavras designam e inculcam. Quantas coisas dizem a cada homem acerca do seu semelhante e também acerca de si próprio! A consciência de sermos devedores uns para com os outros anda a par com o apelo à solidariedade fraterna, que S. Paulo exprimiu concisamente, convidando-nos a suportar-nos «uns aos outros com caridade» (Ef 4,2). Que lição de humildade não está encerrada aqui, em relação ao homem, ao próximo e também a nós mesmos! Que escola de boa vontade para a vida comum de cada dia, nas várias condições da nossa existência!

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (16/09) por Santa Teresa de Calcutá



(1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Não há amor maior»


«Cada árvore conhece-se pelo seu fruto»


Se há coisa que sempre nos garantirá o Céu, são os atos de caridade e de generosidade com que tivermos preenchido a nossa existência. Saberemos jamais o bem que pode fazer um simples sorriso? Proclamamos que Deus acolhe, compreende, perdoa; mas somos a prova viva disso que proclamamos? Os outros detetam em nós esse acolhimento, essa compreensão e esse perdão vivos? Sejamos sinceros nas nossas relações uns com os outros; tenhamos a coragem de nos aceitar uns aos outros tal como somos. Não nos deixemos espantar nem preocupar com os nossos fracassos nem com os fracassos dos outros. Antes, vejamos o bem que há em cada um de nós; descubramo-lo, porque todos nós fomos criados à imagem de Deus. 

Não nos esqueçamos de que ainda não somos santos, mas apenas nos esforçamos por sê-lo. Sejamos, pois, extremamente pacientes com os nossos pecados e com as nossas quedas. Não te sirva a língua senão para o bem dos outros, «pois a boca fala do que transborda do coração». Temos de ter alguma coisa no coração para podermos dar; aqueles cuja missão é dar têm primeiro de crescer no conhecimento de Deus. 

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (15/09) por Beato Guerric de Igny



(c. 1080-1157), abade cisterciense 
4.º sermão para a Assunção


«E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.»


Quando Jesus Se pôs a percorrer as cidades e as aldeias para anunciar a Boa Nova (Mt 9,35), acompanhava-o Maria, a seus passos presa de maneira inseparável, suspensa de seus lábios sempre que Ele abria a boca para ensinar. A tal ponto assim era, que nem a tempestade da perseguição nem o horror do suplício a fizeram abandonar a companhia de seu Filho, os ensinamentos do seu Mestre. «Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe [...]». É Mãe, verdadeiramente Mãe, esta que nem nos terrores da morte abandonou o Filho. Como poderia deixar-se assustar pela morte, esta cujo «amor era forte como a morte» (Ct 8,6), e mais forte até que a própria morte? Sim, Ela mantinha-se aos pés da cruz de Jesus e a dor desta cruz crucificava-a também em seu coração; todas as chagas que via no corpo ferido de seu Filho eram gládios que lhe trespassavam a alma (Lc 2,35). É pois com toda a justiça que ali mesmo é proclamada Mãe, e lhe é designado um protetor bem escolhido que a tome a seu cuidado, porque foi de facto ali que se manifestaram o amor perfeito da Mãe para com o Filho e a verdadeira humanidade que o Filho recebera da Mãe [...]. 

Tendo-a Jesus amado, levou o seu amor «até ao extremo» (Jo 13,1). Não só os seus últimos momentos de vida foram para Ela, como também as suas últimas palavras: acabando por assim dizer de ditar o seu testamento, Jesus confiou sua Mãe aos cuidados do seu mais querido herdeiro [...]. Pedro recebeu a Igreja; e João recebeu Maria. Esta parte da herança coube a João como sinal do amor privilegiado de que era objeto, mas também devido à sua castidade. [...] Porque convinha que à Mãe do Senhor só prestasse serviços o discípulo bem-amado de seu Filho, e mais ninguém. [...] Por tal disposição providencial, poderia o futuro evangelista de tudo se ocupar com familiaridade juntamente com a que tudo sabia, aquela que, desde sempre, observava tudo o que a seu Filho dizia respeito e «conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2,19).

Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Festa de Exaltação da Santa Cruz - Comentário ao Evangelho do dia (14/09) por São João Crisóstomo



(c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Homília sobre «Pai, se é possível» (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 72)



«Deus amou tanto o mundo»


Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da Terra um Céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a Terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. [...] 

A cruz é mais brilhante que o sol porque, quando o sol se turva, a cruz resplandece; e o sol turva-se, não no sentido de ser aniquilado, mas de ser vencido pelo esplendor da cruz. A cruz rasgou a ata da nossa condenação, quebrou as cadeias da morte. A cruz é a manifestação do amor de Deus: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça.» 

A cruz abriu o paraíso, deixou que nele entrasse o malfeitor (Lc 23,43) e conduziu ao Reino dos Céus a criatura humana, destinada à morte.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (13/09) por Beato Paulo VI



(1897-1978), papa de 1963 a 1978 
Exortação apostólica «Sobre a alegria cristã»


«Erguendo os olhos para os discípulos, disse: "Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus"»


É muito importante apreender o segredo da alegria insondável que está em Jesus e que lhe é própria. [...] Se Jesus irradia uma tal paz, uma tal segurança, uma tal alegria, uma tal disponibilidade, é por causa do amor inefável com que Se sabe amado por seu Pai. Aquando do seu batismo nas margens do Jordão, este amor, presente desde o primeiro instante da sua encarnação, manifesta-se: «Tu és o meu Filho muito amado; em Ti pus todo o meu enlevo» (Lc 3,22). Esta certeza é inseparável da consciência de Jesus. É uma presença que nunca O deixa só (Jo 16,32). É um conhecimento íntimo que O preenche: «Assim como o Pai Me conhece também Eu conheço o Pai» (Jo 10,15). É uma partilha incessante e total: «E tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu» (Jo 17,10). [...] «Tu Me amaste antes da fundação do mundo» (Jo 17,24). Há ali uma relação incomunicável de amor, que se confunde com a sua existência de Filho e que é o segredo da vida trinitária: o Pai aparece como aquele que Se dá ao Filho, sem reservas e continuamente, num ardor de alegre gratidão, no Espírito Santo. 

E eis que os discípulos, e todos os que acreditam em Cristo, são chamados a participar desta alegria. Jesus quis que eles tivessem em si mesmos a plenitude da sua alegria (Jo 17,13): «Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com queMe amaste esteja neles e eu esteja neles também» (Jo 17,26). 

Esta alegria de habitar no amor de Deus começa aqui em baixo. É a alegria do Reino de Deus. Mas ela é concedida por uma via escarpada, que exige uma confiança total no Pai e no Filho, e uma preferência dada ao Reino. A mensagem de Jesus promete antes de tudo a alegria, esta alegria exigente; não começa ela pelas bem-aventuranças? «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.

Fonte: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Comentário ao Evangelho do dia (12/09) por Santo Ambrósio



(c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário sobre S. Lucas 5, 41ss


«Passou a noite em oração a Deus.»


O Senhor não reza para pedir por Ele, mas por mim. Embora o Pai tenha posto tudo à disposição do Filho, este, para realizar plenamente a sua condição de homem, achou por bem implorar ao Pai por nós, já que é o nosso advogado. Não deis ouvidos a vozes enganadoras, imaginando que é por fraqueza que Cristo implora, para obter o que não pode realizar, Ele que é o autor de todo o poder; mas, sendo Mestre de obediência, Cristo, com o seu exemplo, molda-nos nos preceitos de virtude. Está dito que «nós temos um advogado junto do Pai» (1Jo 2,1). Se Ele é advogado, deve interceder pelos meus pecados. Portanto, não é por fraqueza, mas antes por bondade que Cristo implora. Quereis saber até que ponto Ele pode tudo o que quer? Cristo é ao mesmo tempo advogado e juiz: num reside o ofício de compaixão, no outro, a insígnia do poder. «Passou a noite em oração a Deus»: Cristo dá-vos um exemplo, traça-vos um modelo que podeis imitar. 

O que é preciso fazer para vossa salvação quando, por vós, Cristo passa a noite em oração? O que deveis fazer quando quereis começar um dever de piedade, quando o próprio Cristo, antes de enviar os seus apóstolos, rezou e rezou sozinho? Se não me engano, em parte nenhuma se encontra que Cristo tenha orado com os apóstolos; Ele ora sozinho. É que o grande desígnio de Deus não pode ser captado por desejos humanos e ninguém pode tomar parte no íntimo pensamento de Cristo. Aliás, quereis ver que foi unicamente por mim, e não por Ele, que Jesus rezou? «Chamou os discípulos e escolheu doze entre eles» para os enviar, como semeadores da fé, a propagar o auxílio e a salvação dos homens em todo o universo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Comentário ao Evangelho do dia (11/09) por Santo Ambrósio



(c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário sobre o Evangelho de S. Lucas, V, 39


«Estava lá um homem com a mão direita paralítica.»


O Senhor impregnou com a seiva salutar das boas obras a mão que Adão estendera para colher os frutos da árvore proibida, para que, estando ressequida pelo erro, fosse então curada pelas boas obras. Naquela ocasião, Cristo ataca os seus adversários, que com falsas interpretações violavam os princípios da Lei; julgavam eles que o sábado devia ser observado como dia de descanso, não sendo permitido o trabalho, nem sequer para a realização de boas obras. Mas a Lei prefigurou no presente o aspeto do futuro onde, seguramente, será o mal a não trabalhar, não o bem [...]. 

Ouviste, pois, as palavras do Senhor: «Estende a mão.» Eis o remédio para todo o homem. E tu, que crês ter a mão sã, toma cuidado para que a avareza, o sacrilégio, não a paralise. Estende-a pois, sempre: estende-a a esse pobre que te implora auxílio, estende-a para ajudares o teu próximo, para socorreres a viúva, para arrancares da injustiça aquele que vês submetido a imerecida vexação; estende-a a Deus, pelos teus pecados. Assim se deve estender a mão; e assim ela será curada.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (10/09) por Santa Teresa de Calcutá



(1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Não há maior amor»


«Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu»: o sacramento da reconciliação


No outro dia, alguém, um jornalista, fez-me uma pergunta estranha: «A Madre também se confessa? – Sim, confesso-me todas as semanas, respondi. – Deus deve ser muito exigente, para a Madre também ter de se confessar.» 

Então disse-lhe: «Por vezes, o seu filho também se porta mal. O que é que o senhor faz quando ele lhe diz: 'Paizinho, desculpa-me!' O que é que faz? Toma o seu filho nos braços e beija-o. Porquê? Porque é a sua maneira de lhe dizer que o ama. Deus faz a mesma coisa. Ele ama-o com ternura.» Se tivermos pecado ou cometido alguma falta, façamos de maneira que isso nos ajude a aproximarmo-nos de Deus. Digamos-Lhe com humildade: «Sei que não devia ter agido assim, mas ofereço-Te esta fraqueza.» 

Se tivermos pecado, se tivermos cometido faltas, vamos ter com Ele e digamos-Lhe: «Desculpa Estou arrependido!» Deus é um pai que tem piedade. A sua misericórdia é maior do que os nossos pecados. Ele perdoar-nos-á.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (09/09) por Santo Aelredo de Rievaulx



(1110-1167), monge cisterciense 
O Espelho da Caridade, I, 19.29


«O Filho do Homem é senhor do sábado»


Todos os dias da criação são grandes e admiráveis, mas nenhum pode comparar-se ao sétimo; nesse dia, não é a criação de um ou outro elemento natural que se propõe à nossa contemplação, é o repouso do próprio Deus e a perfeição de todas as criaturas. Lemos, com efeito: «Concluída, no sétimo dia, toda a obra que havia feito, Deus repousou, no sétimo dia, do trabalho por Ele realizado» (Gn 2,2). Grande é este dia, insondável este repouso, magnífico este sabat! Ah, se pudesses compreender! Este dia não foi determinado pelo curso do sol visível, não começa quando este nasce, não termina quando este se põe; não tem manhã e tarde (cf Gn 1,5). [...] 

Escutemos Aquele que nos convida ao repouso: «Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei» (Mt 11,28): é a preparação para o sabat. E, sobre o sabat propriamente dito, diz-nos: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração, e achareis alívio para as vossas almas» (29). Eis o repouso e a tranquilidade, eis o verdadeiro sabat. 

Porque este jugo não pesa, este jugo une; este fardo não tem peso, tem asas. Este jugo é a caridade; este fardo é o amor fraterno. Nele encontramos repouso, nele celebramos o sabat; nele somos libertados da escravidão. [...] E mesmo que a nossa enfermidade nos leve a cometer algum pecado, nem por isso o sabat será interrompido, porque «a caridade cobre a multidão dos pecados» (1Ped 4,8).

Fonte: Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Natividade de Nossa Senhora - Comentário ao Evangelho do dia (08/09) por São João Damasceno



(c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja 
Homilia sobre a Natividade da Virgem


«Exultemos de alegria no Senhor, ao celebrar o nascimento da Virgem Santa Maria, da qual nasceu o Sol da Justiça» (antífona de entrada)

Hoje aproxima-se de nós uma porta virginal; por ela, o Deus que está para além de todos os seres vem ao mundo «corporalmente», na expressão de Paulo (Heb 1,6; Col 2,9). Hoje, da raiz de Jessé sai um rebento (Is 11,1), de onde se elevará para o mundo uma flor, unida à divindade pela sua natureza, Hoje, a partir da natureza terrena, Aquele que outrora tornou sólido o firmamento, separando-o das águas e elevando-o nas alturas, formou um céu na Terra. Mas é um céu bem mais surpreendente que o primeiro, porque Aquele mesmo que, no primeiro, criou o sol ergueu-Se neste novo céu como Sol de Justiça (Mal 3,20). [...] A luz eterna, nascida da luz eterna antes de todos os séculos, o ser imaterial e incorpóreo, toma corpo desta mulher e sai como esposo da sua câmara nupcial (Sl 18,6). [...] 

Hoje, «o filho do carpinteiro» (Mt 13,55), a Palavra presente e ativa daquele que tudo fez por Si mesmo, o braço poderoso do Deus Altíssimo [...] construiu para Si uma escada viva, cuja base assenta na terra e cujo cimo se eleva até ao céu. Deus repousa nela; foi a sua imagem que Jacob contemplou (Gn 28,12); por ela Deus, desceu na sua imobilidade, ou antes, inclinou-Se com condescendência, «tornou-Se visível na terra e conversou com os homens» (Bar 3,38). Porque estes símbolos representam a sua vinda cá abaixo, a sua descida por pura graça, a sua existência terrena, o verdadeiro conhecimento que dá de Si mesmo aos que estão neste mundo. A escada espiritual, a Virgem, está plantada na terra, porque na terra tem a sua origem, mas a sua cabeça eleva-se até ao céu. [...] Foi por ela e pelo Espírito Santo que «o Verbo Se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,14). Foi por ela e pelo Espírito Santo que se realizou a união de Deus com os homens.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (07/09) por Santo Antônio de Lisboa



(c. 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja 
Sermões para o Domingo e as festas dos santos


«Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens.»

«Já que o dizes, lançarei as redes.» É por indicação da graça celeste, por inspiração sobrenatural, que se deve lançar a rede da pregação. Senão, é em vão que o pregador lança as linhas das suas palavras. A fé dos povos não se obtém através de discursos sabiamente compostos, mas pela graça da vocação divina. [...] Ó frutuosa humildade! Quando aqueles que até aí não tinham pescado nada confiam na palavra de Cristo, apanham uma multidão de peixes. [...] 

«Já que o dizes, lançarei as redes.» Cada vez que por mim próprio as lancei, quis guardar o que me pertencia. Fui eu que pesquei e não Tu, foram as minhas palavras e não as tuas. Por isso não pesquei nada. Ou, se pesquei qualquer coisa, não foi peixe, mas rãs, prontas a espalhar lisonjas sobre mim. [...] 

«Já que o dizes, lançarei as redes.» Lançar a linha por ordem de Jesus é atribuir-Lhe tudo e não guardar nada para si mesmo: é viver em conformidade com o que se pesca. Nessa altura, apanhamos uma grande quantidade de peixes.

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário ao Evangelho do dia (06/09) por Santo Euquério



(?-c. 450), bispo de Lyon 
Elogio do deserto

«Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto»

Podemos dizer que o deserto é o templo sem limites do nosso Deus. Pois Aquele que mora no silêncio certamente aprecia locais retirados. Foi aí que muitas vezes Se manifestou aos seus santos; foi no contexto da solidão que Se dignou vir ter com os homens. 

Foi no deserto que Moisés, com a face banhada de luz, viu a Deus. [...] Aí, foi-lhe permitido conversar familiarmente com o Mestre. Palavra puxa palavra, dialogou com o Senhor do universo como um homem fala com o seu semelhante. Foi aí que recebeu a vara de prodigiosos poderes. Entrou no deserto como pastor de ovelhas, saiu dele como pastor de povos (Ex 3; 33,11; 34). 

Também o povo de Deus, quando foi resgatado do Egito e libertado dos trabalhos forçados, foi conduzido a locais retirados, refugiando-se no isolamento. Sim, foi no deserto que se aproximou deste Deus que o arrancou à servidão. [...] E o Senhor fez-Se chefe do seu povo, guiando os seus passos através do deserto. Pelo caminho, dia e noite, manifestava-Se numa coluna, numa chama ardente, numa nuvem relampejante, em sinais vindos do céu. [...] Os filhos de Israel puderam assim ver o trono de Deus e ouvir a sua voz durante o tempo em que viveram na solidão do deserto. [...] 

Será necessário acrescentar que só chegaram à terra dos seus sonhos após a permanência no deserto? Para que o povo entrasse um dia na posse da terra onde corria leite e mel, teve primeiro de passar por locais áridos e não cultivados. É sempre através do acampamento no deserto que nos encaminhamos para a verdadeira pátria. Quem quer «vir a contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos» [Sl 27,13] deve habitar uma região inabitável. Quem quer tornar-se cidadão dos céus deve fazer-se hóspede do deserto.

Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Comentário ao Evangelho do dia (04/09) por Beato Guerric de Igny



(c. 1080-1157), abade cisterciense 
4.º sermão para a Epifania



Reconhecer Cristo na sua humildade e descer como Ele

«Em mim se perturba minha alma», ó Deus, quando penso nos meus pecados; «então, lembro-me de Ti, no país do Jordão» (Sl 41,7) - quer dizer, recordando-me da forma como purificaste Naaman, o leproso, na sua humilde descida ao rio. [...] «Ele desceu e lavou-se sete vezes no Jordão, como lhe tinha prescrito o homem de Deus, e ficou purificado» (2Rs 5,14). Desce também tu, ó minha alma, desce do carro do orgulho até às águas salutares do Jordão, que, partindo da sua fonte na casa de David, corre agora pelo mundo inteiro «para lavar todo o pecado e toda a mancha» (Zac 13,1). Essa nascente é a humildade da penitência, que corre graças ao dom de Cristo, mas também ao seu exemplo, e que, pregada doravante por toda a Terra, lava os pecados do mundo inteiro. [...] O nosso Jordão é um rio puro; os soberbos não terão, pois, de que te acusar se mergulhares totalmente nele, se te sepultares, por assim dizer, na humildade de Cristo. [...] 

O nosso batismo é único, naturalmente, mas uma tal humildade é como um novo batismo. Com efeito, ela não reitera a morte de Cristo, mas leva à plenitude a mortificação e a sepultura do pecado: o que foi celebrado sacramentalmente no batismo encontra a sua plena realização sob esta nova forma. Sim, uma tal humildade abre os céus e confere o espírito de adoção; o Pai reconhece o seu filho, recriado na inocência e na pureza de uma criança de novo gerada. É por isso que a Escritura menciona, e com razão, que a carne de Naaman foi reconstruida à semelhança da de um recém-nascido. [...] Nós, que perdemos a graça do nosso primeiro batismo [...], descobrimos agora o verdadeiro Jordão, isto é, a descida da humildade. [...] Basta que não receemos descer cada dia mais profundamente [...] com Cristo.

Fonte: Evangelho Quotidiano
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...