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quinta-feira, 14 de julho de 2016

É preciso esperar ir para o Céu - Pensamentos Consoladores de São Francisco de Sales.

        
         Se estes bens são verdadeiros, notai se não valem um milhão de vezes mais, tanto para o corpo como para a alma, e então com que fim, vós ó mundanos, vos afastais da celeste habitação? Porque vós não aproximais desta soberana felicidade? Ah! não valeria mais aspirar a este dia delicioso, dirigir os vossos passos para o caminho da virtude, ir para o descanso o infinito, caminhar para esta abençoada terra que vos esta prometida, do que jazer na imundice dos pecados e viver nas trevas obscuras da sociedade dos maus!
           Todos vos convidam para o paraíso; o vosso anjo impele-vos com todo o seu poder, oferecendo-vos da parte de Deus mil graças e auxílios; Jesus Cristo, do alto do céu, contempla-vos amorosamente, e convidá-vos com doçura para o trono da glória que vos prepara na abundância de sua bondade; a Santíssima Virgem chama-vos aí maternalmente; os santos, com um milhão de almas santas, exortam-vos a isso afetuosamente e certificam-vos que o caminho da virtude não é tão penoso como o mundo pinta. Não aceitareis os favores que vos oferece o céu? Não auxiliareis vós esses atrativos e inspirações que sentis?
           
          Oh! como deveríamos muitas vezes, pelo menos nas festas, dirigir o nosso espírito para a Jerusalém celeste, essa gloriosa cidade de Deus, onde ouviríamos retinir de toda a parte os louvores pelas vozes duma variedade infinita de santos; e perguntando-lhes como aí chegaram, saberíamos que os Apóstolos chegaram lá, principalmente pelo amor, e os mártires pela constância, e os doutores pela meditação, os confessores pela mortificação, as virgens pela pureza do corpo e coração, e todos geralmente pela humildade.
           
          Deus não nos teria dado uma alma capaz de pensar e desejar esta santa eternidade se não quisera dar-lhe os meios de poder alcançar. Assim pois, enchamos o nosso coração duma doce confiança e depois digamos: nós faremos bastante, não nós, mas a graça de Deus conosco. Quanto maior e mais forte em nós o desejo, tanto mais prazer e contentamento nos trará a sua posse e gozo.
          
         Viva Deus! tenho firme confiança no íntimo do coração, que viveremos eternamente com Deus e nos reuniremos um dia no céu: é preciso coragem; iremos bem depressa para lá. E que faria Nosso Senhor da sua vida eterna se a não concedesse às pobres e mesquinhas criaturas, como nós, que não queremos esperar senão na sua soberana bondade? Oh! Meu Deus! quanta consolação eu sinto na certeza de que o meu coração há de abismar-se eternamente no amor do coração de Jesus! Leve-nos a Providência para onde lhe aprouver; pouco importa. Havemos de chegar a esse porto.

Fonte: http://www.saopiov.org/2014/09/pensamentos-consoladores-de-sao.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Coração de Jesus, Amigo das almas castas - Por Santo Afonso Maria de Ligório

Por Santo Afonso Maria de Ligório

Beati mundo corde, quoniam ipsi Deum videbunt — «Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus» (Mt 5, 8)



Sumário. O Coração de Jesus consagra afeto especial às virgens e às almas puras: elas lhe são tão caras como os anjos. Uma alma casta é a esposa predileta de Jesus. Esta virtude é que formou a união mais íntima entre Jesus e Maria, a Virgem das virgens, que mereceu a São José a glória incomparável de ser escolhido para pai nutrício de Jesus. Se queres também tornar-te caro ao Coração de Jesus, e merecer as suas ternas consolações, procura primar na castidade.

I. O Coração de Jesus consagra afeto especial às virgens e almas puras; elas lhe são tão caras como os anjos. Tais são os atrativos da virtude da castidade; também, diz Santo Ambrósio, aquele que a guarda, é um anjo, aquele que a perde, é um demônio. Uma alma casta é a esposa predileta de Jesus. Eu prometi a Jesus Cristo, diz São Paulo, apresentar-lhe as vossas almas como esposas castas (2 Cor 11, 2). Escrito está que o Esposo divino se nutre entre os lírios — Qui pascitur inter lilia (Cant 2, 16). Estes lírios são as almas que se conservam puras para agradar a Deus. Um intérprete nota sobre esta passagem, que, como o demônio se sustenta das manchas da impudicícia, assim o Coração de Jesus se nutre dos lírios da castidade.

Esta virtude, alcançada em grau supremo, é que formou a união mais íntima entre Jesus e Maria, a Virgem das virgens. Esta união de amor foi tal, que seu coração não formava senão um com o coração de Jesus. Esta Virgem incomparável pareceu tão bela aos olhos do Senhor, que ele ficou arrebatado pela sua beleza, e por isso lhe chama a sua única pomba, a sua única perfeita (Cant 6, 8). Quanto mais um coração é puro, diz Alberto Magno, tanto mais se enche de amor divino. Daí vem que o amor sagrado feriu e transpassou de tal modo o coração de Maria, que não ficou parte alguma dele que não fosse abrasada.

A grande pureza de São José é que lhe mereceu a glória incomparável de ser escolhido para pai nutrício de Jesus; sua pureza mereceu-lhe a felicidade de viver na intimidade do Filho de Deus. Ah! que afetos deviam penetrar o coração de José, quando levava nos seus braços este amável Menino e lhe fazia ou recebia ternas carícias, e ouvia sair da sua boca as palavras de vida eterna, que, como outros tantos dardos inflamados, abrasavam a sua bela alma! É assim que Deus recompensou a virtude da castidade.

II. Meu irmão, se queres também tornar-te caro ao Coração de Jesus e merecer as suas ternas consolações, procura primar na castidade, sabendo que todas as riquezas da terra não são nada em comparação de uma alma casta (Eclo 26, 20). Por ser maior o valor desta virtude, mais terrível é a guerra que a carne faz ao homem para lhe arrebatar este tesouro. Para conservá-la, pois, é necessário empregar toda vigilância possível.

É necessário fugir das ocasiões. Quasi a facie colubri, fuge peccata (Eclo 21, 2) — «Foge do pecado», diz o Espírito Santo «como se foge de uma serpente». Importa ainda, se queres ser casto, fugir da ociosidade. «O trabalho», diz Santo Isidoro, «amortece o fogo da concupiscência». Pratica também a humildade e mortificação. A castidade conserva-se no meio das mortificações, mas, como diz São Bernardo, pela humildade é que se obtém. O mais necessário, porém, é a oração. É pela oração que os santos venceram todas as tentações de que foram acometidos.

Terno Redentor meu, eu Vos agradeço me terdes dado tantos meios para vencer as tentações que me assaltam cada dia. Vejo que quereis a minha felicidade eterna: eu também a quero, principalmente para agradar ao vosso Coração que deseja tanto a minha salvação. Meu Deus, não quero mais resistir ao amor que me tendes. Eu Vos amo, ó bondade suprema, eu Vos amo, Bem infinito: pelos merecimentos do vosso Coração não permitais que eu seja ingrato aos vossos benefícios. Esclarecei-me, fortificai-me, abrasai-me no vosso amor. — Ó Maria, tesoureira do Coração de Jesus, proclamai-me vosso servo; é o título que ambiciono, e rogai a Jesus por mim. Depois dos seus merecimentos, são as vossas orações que devem me salvar.

—————
LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: desde a duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p.400-403.

Fonte: Blog Mulher Católica

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A conversão de São Bernardo







Para fugir do pecado da impureza, São Bernardo de Claraval se lançou sem hesitar em um lago gelado. A atitude do santo deixa evidente a natureza da batalha que trava todo aquele que se faz eunuco “por causa do Reino dos céus”.

Tendo recebido desde cedo uma sólida formação religiosa, Bernardo foi aluno notável em sua mocidade. Quando recebia alguma lição que contrariasse os mistérios da fé e a doutrina cristã, "recorria à oração e à meditação das Sagradas Escrituras para neutralizar o veneno inalado nas aulas" [1]. (Nenhum conselho pode ser tão útil para os nossos dias.) Mais tarde, o mesmo Bernardo será visto debatendo e debelando os erros dos professores de sua antiga escola.

Depois da morte de sua piedosa mãe, no entanto, o jovem rapaz foi atingido por uma tristeza acabrunhante. O luto se tinha apoderado totalmente de sua alma e ele não achava consolação em nada do que fazia, nem mesmo na oração, à qual já estava tão habituado, apesar da breve idade. Era final de agosto de 1110 e Bernardo contava cerca de 20 anos.

Instado por sua irmã Umbelina a distrair-se e passar tempo com os jovens que frequentavam o castelo, Bernardo começou a acercar-se de más companhias e brincar à beira do precipício dos maus costumes (cf. 1 Cor 15, 33). Como mais tarde escreveu ele ao Papa Eugênio III:
"No princípio, algumas coisas podem parecer insuportáveis, mas com o passar do tempo, se te acostumas a elas, não as julgarás tão pesadas; pouco depois, já te serão suportáveis; em seguida, não as notarás e, no fim, terminarão deleitáveis.Assim, paulatinamente, se chega à dureza do coração e, dela, à aversão." [2]

Para acordar Bernardo e impedir que a sua alma se perdesse, Deus permitiu que lhe sobreviessem fortes tentações, das quais a última, relativa ao pecado da impureza, fê-lo mudar totalmente de vida:
"Esquecido de sua vigilância habitual, permitiu que os seus olhos pousassem por um momento em um objetivo perigoso. Pela primeira vez, experimentou a rebelião da carne. Alarmado, então, perante o espectro do mal e pleno de remorsos pela sua falta, implorou imediatamente o auxílio do céu e, afastando-se do local, foi mergulhar em um pequeno lago e ali se manteve, meio morto de frio, até que a perturbação interna desapareceu totalmente. Das palavras de seus primeiros biógrafos conclui-se que decidiu naquele momento permanecer perpetuamente casto." [3]

Esse episódio da vida de São Bernardo deve servir de inspiração a todos os cristãos na luta pela castidade, principalmente no mundo de hoje, tão avesso a essa virtude.

O fato de que o santo se tenha lançado em um lago gelado para não pecar contra a castidade mostra a natureza da batalha que aqui se trava. Como diz Nosso Senhor no Evangelho (Mt 19, 12), "existem eunucos que nasceram assim do ventre materno" e "outros foram feitos eunucos por mão humana", isto é, alguns foram privados do sexo por natureza e outros por necessidade. Há, porém – e só assim se pode falar propriamente de "virtude" –, aqueles que se tornaram "eunucos por causa do Reino dos céus". Embora aqui Cristo esteja se referindo especificamente ao celibato, a sua consideração é válida para todos os cristãos, chamados que são a viver a santa pureza: porque o "ser eunuco" só é louvável e recompensado por Deus na medida em que é escolhido livremente pelo homem [4].

Os santos não eram "eunucos físicos", sem sensibilidade e sem paixões humanas, mas "homens de carne e osso", como quaisquer outros. A sua diferença é que, auxiliados pela graça divina, eles se fizeram "eunucos espirituais". Mas, isso (atenção!) por causa do Reino dos céus – e só por causa desse Reino (presente em suas almas pela graça santificante), eles estavam dispostos a tudo: a revolver-se na neve, como fez São Francisco de Assis; a jogar-se em um arbusto de espinhos, como fez São Bento; a mergulhar em um lago gelado, como São Bernardo [5]; ou mesmo a morrer, como fizeram tantos mártires ao longo da história da Igreja.

Pela vida dos santos, é possível concluir que a castidade não é um mero jogo de cálculos humanos: fosse assim, todas essas mortificações – recomendadas pelo próprio Evangelho (cf. Mt 5, 29-30) – não teriam sentido algum. Por que privar-se de algo prazeroso e, ao mesmo tempo, fazer arder o corpo no frio ou mesmo perder a própria vida? Por que tanto "radicalismo" com essa história de "castidade"? Porque, ontem, assim como hoje, os seguidores de Cristo não se fizeram eunucos "por mãos humanas": eles viveram (e vivem) a pureza por causa do Céu – e só a vida eterna pode explicar a sua abnegação e os seus sacrifícios, em que pese todo o desprezo do mundo.

Depois do episódio acima referido, como se sabe, Bernardo consagrou-se por inteiro a Deus e entrou na vida religiosa como monge cisterciense. Em 20 de agosto de 1153, partiu deste mundo, deixando na terra a sua notável fama de santidade, além de obras de incalculável valor espiritual.

No dia em que a Igreja celebra a memória deste grande doutor da Igreja, peçamos a sua intercessão. Que ele nos ajude a viver inteiramente para Deus, independentemente do estado de vida em que o Senhor nos colocou: na vida leiga ou consagrada, na vida sacerdotal ou matrimonial, todos são convocados à castidade, à entrega total do próprio ser e à santidade – porque, afinal, todos são chamados para amar.

São Bernardo de Claraval,
rogai por nós!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

A conversão de São Bernardo, II, 9.
Da Consideração (trad. Ricardo da Costa), I, 2 (PL 182, 730).
A conversão de São Bernardo, III, 6.
Cf. Santo Hilário apud Santo Tomás de Aquino, Catena Aurea in Matthaeum, XIX, 3.
Cf. São Josemaría Escrivá, Caminho, n. 143.

Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

domingo, 18 de janeiro de 2015

São Domingos Sávio: um adolescente santo


Estava Domingos voltando da escola, numa tarde abrasadora de verão, em companhia de um rapaz de nome João Zucca. O dia estava tão quente que dificultava até a respiração.

Ao passarem por uma ponte, pararam e sentaram-se pondo os pés dentro das águas do rio Ruenta. Zucca atirava palhas dentro do rio e, com muita atenção, ficava observando-as flutuar na correnteza e desaparecer sob a ponte. Mais abaixo, viu um grupo de meninos brincando às margens do rio, entrando na água e saindo. A correnteza era rápida e perigosa, mas refrescante.

— Ooba! – exclamou Zucca. — Não há outra coisa a fazer num dia como este! Vamos nadar um pouco! – deixou-se escorregar pela rampa gramada e, um instante após, mergulhou na água, embora fosse o local bastante perigoso.

Domingos acompanhou-o.

De volta a casa, Domingos permanecia silencioso.

— Alguma coisa errada, Domingos? – perguntou-lhe Zucca, porque normalmente Domingos era um colega muito alegre.

— Estava pensando se era conveniente a gente ir nada naquele lugar.

— Não é direito nadar? Como assim?

— Bem, o modo de falar dos rapazes e os gestos que faziam com o corpo não me pareciam corretos.

— Ora, Domingos! Eles não tencionavam mal algum.

Dias depois, o tempo estava outra vez muito quente e os dois meninos procederam da mesma forma, até certo ponto. Quando deixaram a ponto para entrar na água, Domingos parou.

— O que há, Domingos? Não vai entrar?

— Não. Eu não sou bom nadador e a correnteza é muito forte aqui.

— Não precisa ser bom nadador para dar um mergulho.

— E se eu começasse a me afogar?

— Faça como nós. Não pode falhar.

— Bem. Seja como for, eu não gostei do que os rapazes estavam dizendo e fazendo, outro dia.

— O que dizem ou fazem nada tem a ver com você.

— Vou perguntar em casa se posso nadar com você.

— Não faça isso. Seríamos castigados se soubessem que estamos nadando aqui.

— Se é assim, agora é que não vou mesmo. Quando da primeira vez, Domingos se sentira chocado ao observar como os rapazes agiam enquanto nadavam. Percebeu o perigo que corria em tais circunstâncias e recusou-se definitivamente a ir nadar junto com outros, outra vez. Na biografia de Domingos, Dom Bosco escreveu que ele se recusara a ir nadar com os demais. Essa foi a verdade. Entretanto, após a morte do jovem, quando sua vida foi publicada, Zucca insistiu na presença de outros que Dom Bosco estava errado. Domingos havia nadado. Ele, Zucca, era testemunha. Espalhou-se rapidamente a notícia, chegando aos ouvidos de Dom Bosco. O santo reuniu os fatos e esperou o momento oportuno para revelá-los. A ocasião se apresentou numa noite, após o jantar, quando os meninos se preparavam para deixar o refeitório. [...] O santo passou através das filas silenciosas e pôs-se de pé sobre uma cadeira. Suas feições, habitualmente sorridentes, mostravam-se sérias.

— Alguma coisa está erada! – murmuraram entre si os rapazes.

— Chegou a meus ouvidos que alguém pôs em dúvida o que escrevi sobre Domingos. A parte questionada é a que afirma que Domingos se recusou a ir nadar com os outros meninos. Esta é a pura verdade. Ele se recusou mesmo. Por outro lado, é também verdade que ele foi a primeira vez, influenciado pela mesma pessoa que deu início à campanha de murmurações. Deliberadamente, omiti mencionar o primeiro incidente, porque desejava ocultar, em seu próprio benefício, o nome de tal pessoa. Achei que ele se deveria mostrar grato a mim, por poupá-lo a tal vexame, em público. Então olhou diretamente para Zucca que estava ficando cada vez mais vermelho, à proporção que Dom Bosco ia falando.

— Agora, Zucca, agradeça somente a si próprio, pela vergonha que está passando, e você tem realmente motivo para se sentir envergonhado. Após a saída de Dom Bosco, os meninos não foram capazes de quebrar o silêncio durante alguns minutos. Nunca tinham ouvido Dom Bosco falar com tanta dureza. O santo, normalmente doce e gentil, mostrou sua ira aquela noite, visto tratar-se da defesa da modéstia. Qualquer ataque à moralidade, sutil ou aberto, leve ou sério, era sempre repelido vigorosamente pelo santo. A favor do pobre Zucca, objeto das iras de Dom Bosco, pode-se dizer que mais tarde, o santo declarou que Zucca tinha sido favorecido com grandes graças extraordinárias de Nossa Senhora. Dom Bosco foi muito severo quanto a permitir aos meninos nadarem sem o devido respeito à modéstia cristã. Dois de seus jovens, uma vez, faltaram à aulas para ir nadar no rio Dora, em Turim. Às margens do rio, receberam duas palmadas bem aplicadas por mãos invisíveis. Descobriram quem era o dono daquelas pesadas mãos, quando o santo enviou uma carta de Lanzo, a 48 quilômetros de distância, contando ao superior e aos meninos o que ele tinha feito. Embora divertido, esse incidente é também esclarecedor. Mostra-nos a importância que o santo atribuía à modéstia, como guarda da pureza. Instruído por tal mestre, Domingos não poderia assumir outra atitude diante da pureza, a não ser aquela que lhe foi tão características. A respeito da pureza de Domingo, São Pio X disse uma vez ao Cardeal Salotti, postulador da Causa: “Um jovem que levou para o túmulo sua inocência batismal, que durante os curtos anos de sua existência nunca revelou a presença de nenhuma defeito, é real e verdadeiramente um santo Que mais podemos desejar?”

Fonte: São Domingos Santo, um adolescente santo, por Peter Lappin. p. 95-98. Ed. Salesiana Dom Bosco. 3.ª Edição. São Paulo, 1996

Créditos aos blogs Católicos Tradicionais e O Segredo do Rosário.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Comentário do Evangelho do dia (03/11) feito por São Gregório de Nazianzo




(330-390), bispo, doutor da Igreja
Sobre o amor aos pobre, 4-6; PG 35, 863



       «Agindo assim ensinaste o teu povo que o justo deve ser amigo dos homens» (Sb 12,19)

O primeiro e o maior dos mandamentos, o fundamento da Lei e dos Profetas (cf Mt 22,40), é o amor que, no meu parecer, dá a sua maior prova através do amor aos pobres, da ternura e da compaixão pelo próximo. Nada honra tanto a Deus como a misericórdia, pois nada se Lhe assemelha tanto. «A rectidão e a justiça são a base do teu trono» (Sl 89,15) e Ele prefere a misericórdia ao juízo (cf Os 6,6). Nada como a benevolência entre os homens para atrair a benevolência do Amigo dos homens (cf Sb 1,6); a sua recompensa é justa, Ele pesa e mede a misericórdia.

Temos de abrir o nosso coração a todos os pobres e a todos os infelizes, sejam quais forem os seus sofrimentos. É esse o sentido do mandamento que nos pede: «Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram» (Rom 12,15). Sendo nós também homens não será conveniente sermos benevolentes para com os nossos semelhantes?
 
 
Fonte: Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Remédios para curar a impureza - Santo Antônio Maria Claret





1- De manhã e a noite pede a Mãe da Pureza , a santíssima Virgem, esta preciosa jóia , saudando-a para esse fim com 3 Ave Marias.

2- Logo que tiveres algum pensamento impuro, despreza-o imediatamente e dize a Maria: Virgem Santíssima , valei-me, assisti-me.

3- Aparta-te das más companhias, de bailes e galanteios; nem pelas capas hás de tocar em livros ou papéis desonestos, não olhes para pinturas , estampas ou outros objetos provocativos, e , sobre tudo ,guarda-te de fazer acenos ou ações escandalosas .

4- Veste com modéstia, come e bebe com temperança, não profiras palavras indecentes, não escutes nem acompanhes más conversas, e não dês liberdade a teus olhos.

5- Lembra-te que DEUS te vê, e que tem poder para tirar-te a vida aqui mesmo e lançar-te aos infernos, como aconteceu, entre outros a Onão, que morreu no ATO de cometer um pecado desonesto e SE CONDENOU.

6- Frequentar os Santos Sacramentos


Livro: O CAMINHO RETO
(Santo Antônio Maria Claret)

Fonte: O Segredo do Rosário

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Remédios para curar a impureza - Santo Antônio Maria Claret






REMÉDIOS PARA CURAR A IMPUREZA:


1- De manhã e a noite pede a Mãe da Pureza , a santíssima Virgem, esta preciosa jóia , saudando-a para esse fim com 3 Ave Marias.

2- Logo que tiveres algum pensamento impuro, despreza-o imediatamente e dize a Maria: Virgem Santíssima , valei-me, assisti-me.

3- Aparta-te das más companhias, de bailes e galanteios; nem pelas capas hás de tocar em livros ou papéis desonestos, não olhes para pinturas , estampas ou outros objetos provocativos, e , sobre tudo ,guarda-te de fazer acenos ou ações escandalosas .

4- Veste com modéstia, come e bebe com temperança, não profiras palavras indecentes, não escutes nem acompanhes más conversas, e não dês liberdade a teus olhos.

5- Lembra-te que DEUS te vê,e que tem poder para tirar-te a vida aqui mesmo e lançar-te aos infernos, como aconteceu, entre outros a Onão, que morreu no ATO de cometer um pecado desonesto e SE CONDENOU.

6- Frequenta os Santos Sacramentos

Livro: O CAMINHO RETO
(St Antônio M. Claret)


Nossa Senhora tão Santa e tão Pura, ora pro nobis!

Fonte: O Caminho Reto

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Beata Alexandrina: "Jesus, eu quero amar-Vos até morrer de amor"



Ao olhar para ela, vemos claramente espelhado o seu lema de vida: AMAR, SOFRER, REPARAR. Numa carta ao Pe. Mariano Pinho, primeiro Diretor espiritual, revela o que ouve de Jesus:

É pouco, porque não posso, mas queria-lhe pedir explicação destas palavras que lhe vou dizer, porque não me lembrei quando me perguntava o que N. S. (Nosso Senhor) me dizia. Muitas vezes me lembro de dizer assim:

'Ó meu Jesus, que quereis que eu faça?' e, sempre que digo isto, não ouço senão estas palavras:

'Sofrer, amar e reparar'. Creio que me entende.”


Alexandrina dá-nos agora a conhecer como amava o projeto de Deus para si:

“Deu-me Nosso Senhor a pérola mais preciosa, a riqueza maior que me podia dar neste mundo. Como é feliz quem sofre com Jesus! [...] Sofrer por amor! Sim, por amor, porque conheço que amo a Nosso Senhor no meio do sofrimento. Muito sofro, mas muito mais quero sofrer, amar, reparar.”

“O tudo desceu ao nada. A grandeza desceu à pobreza. O amor desceu à frieza, à tibieza, à miséria, à indignidade. Que grande amor é Jesus. Desceste do mais alto ao mais baixo. Jesus, dai-me fogo, dai-me amor; amor que me queime, amor que me mate. Eu quero viver e morrer de amor. Jesus, seja o Vosso Divino amor a minha vida! Seja ele, e só ele, a minha morte! Jesus, eu quero amar-Vos, amar-Vos até à loucura, amar-Vos até morrer de amor. Jesus, quero ser a predileta, a loucura do Vosso amor, perder-me na imensidade do Vosso amor.”

Alexandrina oferece-se continuamente como vítima de reparação. Sua grande mensagem é a sua vida eucarística. Desde criança que sente uma especial união com Jesus Eucaristia. Será o centro de toda a sua vida e espiritualidade. Será a vítima e a mensageira da Eucaristia. Alegra-se em receber Jesus na doença. Um sacerdote levava-lhe a Sagrada Comunhão diariamente, mas, a partir de 1933, o Pe. Leopoldino, pároco de Balasar, fazia-o com menos frequência. Mais tarde, voltaria a receber diariamente a Sagrada Comunhão.Quando se via privada de receber Jesus diariamente, ficava muito triste. Ela participou verdadeiramente, no seu corpo e no seu espírito, na Paixão de Jesus. Jesus foi preparando-a para esta grande co-redenção e esta vivência mística, embora fosse evoluindo, esteve presente em sua vida até à sua morte. Viveu, desde o dia 27 de março de 1942, mais de treze anos em jejum e anúria. O seu alimento foi exclusivamente a Eucaristia.

 Fonte: Santidade Salesiana

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Santa Rosa de Viterbo, Virgem

Hoje eu gostaria de apresentar-vos uma santa de minha predileção. A leitura da história dessa menina, cuja festa popular (e não a litúrgica) comemoramos ontem, me marcou profundamente, de modo que ela foi uma das grandes inspirações no meu princípio de caminho de conversão, bem como no meu apostolado e no combate ás heresias.

Outro fato de sua vida, que não é relatado nesse pequeno texto, é a ressurreição de uma tia sua, devido à uma oração da menina, quando tinha apenas 6 anos.

Gloriosa Santa Rosa de Viterbo, rogai por nós, pela juventude católica e pelos apologistas católicos!
***
     Rosa nasceu em uma família humilde de Viterbo. João e Catarina, seus pais, eram agricultores em Santa Maria in Poggio.

Santa Rosa viveu na primeira metade do século XIII, em uma época de grandes confrontos. De um lado surgia São Francisco de Assis, o irmão menor de todos, do outro, o imperador Frederico II, o grande estadista, que governava com mão de ferro. Em um extremo, o poder Espiritual, a Igreja, e de outro o mundo, o Imperador.

Não se sabe muito bem o ano em que Rosa nasceu. Alguns biógrafos mencionam 1234 ou 1235. Mais provável é que tenha nascido em 1236, pois morreu em 1253 com 18 anos incompletos.

Seus pais trabalhavam em um mosteiro de Clarissas, próximo de sua casa, o São Damião, primeiro convento das Clarissas, onde viveu Santa Clara. Desde cedo Rosa recebeu influência da espiritualidade franciscana em sua vida. Seus biógrafos afirmam que desde tenra idade ela já manifestava experiências místicas. Viveu asceticamente e se impunha severas penitências. À medida que ela crescia, aumentavam as suas orações. Muitas vezes passava longas horas da noite em contemplação. Durante o dia procurava os lugares onde poderia ficar em silêncio e entregar-se a oração.

No dia 23 de julho de 1247, foi atacada por uma forte febre. De repente, ajoelhou-se em sua cama e balbuciou o nome de Maria, ficou ali por um longo tempo. Então levantou-se e sorriu: estava sem febre. Contou então que a Virgem lhe apareceu e lhe confiara uma missão: visitar as igrejas de São João Batista, Santa Maria do Outeiro e São Francisco. E que depois da Missa fosse pedir sua admissão na Ordem da Penitência de São Francisco, hoje chamada de Ordem Franciscana Secular.
Naquele a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caira nas mãos do imperador Frederico II. A cidade estava nas mãos dos hereges que negavam a autoridade do Papa e o poder do sacerdote de perdoar os pecados e consagrar.

Em oração, Rosa teve uma visão do crucificado e seu coração ardeu em chamas. Ela não se conteve: saiu pelas ruas para pregar com um crucifixo nas mãos. A notícia correu por toda cidade, muitos se sentiram estimulados na fé e vários hereges se converteram; ela confundia até os mais preparados.
Devido a sua pregação diária, Rosa representava uma ameaça para as autoridades da cidade. Então, em 1250, o prefeito assinou uma ordem condenando Rosa ao exílio, afirmando que ela incitava a revolta entre o povo. Rosa e seus pais foram morar em Soriano del Cimino onde sua fama já havia chegado. Nessa cidade Rosa se tornou uma verdadeira apostola, nas praças pregava o Evangelho a todos.

Na noite de 4 para 5 de dezembro, Rosa recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador morreria dentro de poucos dias. No dia 13 de dezembro o imperador Frederico II faleceu.
Com a morte de Frederico II, o poder dos hereges enfraqueceu e Rosa pode retornar a Viterbo, no início de 1252. Toda região vivia em paz. Rosa humildemente pode compreender que Deus a fizera "instrumento de sua paz".

No dia 6 de março de 1252, "sem agonia", Deus a chamou. Foi sepultada sem caixão, na terra nua, perto da Igreja de Santa Maria in Poggio.

No dia 25 de novembro de 1252, o Papa Inocêncio IV, por sua Bula Sic in Sanctis, mandou instaurar oficialmente o processo de canonização de Rosa, nunca terminado.

No dia 4 de setembro de 1257, o Papa Alexandre IV mandou exumar o corpo de Rosa e, para a surpresa de todos, o corpo foi encontrado intacto, quase como se ela estivesse viva. Rosa foi então transladada para o mosteiro das Clarissas, a partir de então chamado Mosteiro de Santa Rosa.

O Papa Calixto III mandou retomar os trabalhos do processo de canonização. Em 1457 o processo ficou pronto, mas Calixto III morreu sem que chegasse a promulgar o decreto de canonização. Curiosamente a canonização de Rosa nunca foi oficializada, mas também nunca foi negada pelos Papas e pela Igreja. Tanto que o seu nome já era mencionado na edição de 1583 do Martirológio Romano. Pouco a pouco foram sendo dedicadas a ela igrejas, capelas e escolas por toda a Itália e até na América Latina.

Em setembro de 1922, o Papa Bento XV declarou Santa Rosa de Viterbo padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica. No Brasil, Santa Rosa de Viterbo foi escolhida como a padroeira da juventude franciscana secular.

Santa Rosa é festejada dia 6 de março, mas as festas mais notáveis em sua honra acontecem em setembro. Em Viterbo, cidade da qual é padroeira, Santa Rosa é festejada no dia 4 de setembro.
Todos os anos, no dia 4 de setembro, seu corpo, incorrupto e flexível, é levado em procissão, desde o santuário dedicado a ela, pelas ruas de Viterbo pelos chamados Facchini di Santa Rosa, num espetáculo monumental. Uma torre de madeira e tecido renovada a cada ano, com uma estampa da Santa, é levada aos ombros por 62 homens.

A mensagem de Santa Rosa de Viterbo continua atual, plenamente válida e urgente: conversão, fidelidade ao Evangelho, à Santa Igreja e ao Papado.


Fonte: Heroínas da Cristandade

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Escapulário do Carmo




Quem não o trará consigo como penhor de salvação eterna e proteção nos perigos, se Deus o concedeu ao mundo para honrar Sua Mãe e ajudar a salvar e proteger os seus filhos justos e pecadores?

Foi em 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora, aparecendo a S ão Simão Stock, superior geral dos Carmelitas, lho entregou dizendo: "Recebe meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas".

Setenta anos mais tarde, aparece a Vírgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte. Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir das graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, ema vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha dum lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima, etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substitui-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.


CONDIÇÕES



· Para a 1* graça (ser livre do fogo do Inferno, a mais importante de todas):
Ter recebido este Escapulário imposto pelo Sacerdote e trazê-lo, ou a medalha que o substitui. Morrer com ele ou com a medalha, o que significa que se saiu deste mundo em estado de graça santificante.

· Para a 2* graça (isto é, o privilégio sabatino: ser liberto do Purgatório no primeiro sábado, depois da morte, se para lá se foi):

Além das condições para a primeira graça, que é a mais importante, guardar ainda a castidade própria de cada estado, que aliás, já obrigatória para todos por mandamento divino; rezar, sabendo ler, todos os dias, o pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, não sabendo, abster-se de comida de carne nas quartas-feiras e sábados.

Estas obrigações podem ser comutadas (a reza do Ofício e da abstinência de comida de carne) por um Sacerdote, o que impôs o Escapulário ou o Confessor, por outra obra pia, por exemplo: a reza de 7 (sete) Pai-Nossos, 7 Ave Marias e 7 (sete) Glórias, ou pela reza do Terço ou por outra mais fácil.

Quem reza o Terço todos os dias, esse vale sem ser preciso mais nada, podendo aplicá-lo por todas as intenções de costume. O Sacerdote, que reza o Ofício divino, também já cumpre sem ser preciso outra comutação. Aos homens e às crianças, que normalmente rezam menos que as mulheres, pode-se comutar por 3 Aves Marias, rezadas diariamente. Assim aconselha o Santo Padre Cruz, que foi um grande Apóstolo do Eascapulário.


QUEM O PODE RECEBER?


Todos os Católicos que o peçam, o podem receber, imposto por um Sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças batizadas, mesmo inconscientes e os doentes destituídos dos sentidos, pois, parte-se do princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.
É ótimo o costume de o por logo no dia do Batismo.

O Escapulário é de tecido de lã de cor castanha ou preta, mas o mais comum é o de cor castanha. O Escapulário, uma vez benzido, não precisa de nova bênção quando se substitui por outro; a medalha sim, precisa de nova bênção.

O valor do Escapulário está no tecido de lã com a bênção própria e não nas imagens que costuma ter. Pode ser lavado, podem-se mudar os cordões, pode ser revestido de plástico para não sujar, etc. Devemos andar sempre com ele ou com a medalha, e sobretudo, tê-lo à hora da morte. Nunca o deixemos, mesmo ao tomar o banho. Quem o recebeu e deixou de traze-lo consigo, basta que comece de novo a usá-lo, ou à medalha, sem precisar de nova imposição.

Sua Santidade Pio X concedeu que os militares em campanha possam impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma vez benzidos pelo Sacerdote, e que tendo acabado a sua missão, continuem a usufruir de todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem o terem de receber de novo.

Certamente que o Escapulário não dispensa dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor como via normal para nos santificar, nem dispensa das práticas das virtudes. Não coloca no Céu as almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os Sacramentos e à conversão da alma e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de pecado mortal, onde houver um mínimo de boa vontade.

O Escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da Mãe da Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria Santíssima.


ALGUNS EXEMPLOS

 

· Proteção nos perigos - Há alguns anos, 3 (três) mocinhas foram passar uma tarde n a praia da Costa de Caparica ( Portugal) . Era num tempo em que as roupas de banho e as praias não tinham descido à degradação dos tempos atuais. Todas tinham o Escapulário do Carmo e nenhuma sabia nadar. Só uma persistiu em o levar, as outras, por respeito humano, tiraram-no.

Brincavam alegres à beira da água, quando uma onda perdida sobreveio inesperadamente e as levou. O povo acorreu em grande gritaria. Surge outra onda que deposita na praia uma delas, precisamente a que levava o Escapulário e se salvou. As outras duas pereceram. Os seus corpos foram encontrados já em estado de putrefação depois de três dias, junto ao Cabo de Espichel.

· Proteção contra o demônio - Assisti um dia aos exorcismos feitos por um Sacerdote sobre um rapaz possesso do demônio. O diabo foi obrigado a confessar que se aquele rapaz tivesse recebido antes o Escapulário, não poderia ter entrado nele.

· Livra do Inferno - Fui chamado para dar os últimos Sacramentos a um homem que tinha alta patente na Maçonaria. Dissera a um amigo meu: "Quem me dera ver-me livre da Maçonaria".

Rezava todos os dias com os netos. Tinha recebido o Escapulário em pequeno, pois fora aluno dos Padres Jesuítas, que o impunham sempre. Cheguei, dei-lhe os Sacramentos e impus-lhe o Escapulário, pois não o trazia consigo. Começou aos urros como um leão preso na jaula e a cama rangia fortemente. Depois, tudo acalmou. Não duvido moralmente da salvação eterna desta alma.

A um outro doente, com fama de muita virtude e a quem visitei, pus-lhe o Escapulário. Pediu-me logo para se confessar. Tinha passado a vida cometendo sacrilégios, pois tinha vergonha de confessar os seus desmandos sexuais. Morreu santamente, louvando cheio de alegria a Misericórdia Divina.

E tantos e tantos são os prodígios que teria para contar! Ah! Recebamos todos o Escapulário do Carmo, porque ele é dádiva misericordiosa de Maria, obtida do seu Filho Jesus! O Escapulário, o Terço e a Devoção ao Coração Imaculado de Maria fazem parte da Mensagem de Fátima. Tantos Papas e tantos Santos têm falado dele, que será tristeza, para não se dizer loucura, não lhe ter apreço. Leão XIII beijava-o repetidas vezes na agonia. Pio XII trazia-o desde a infância, e queria que todos o soubessem. João XXIII e Paulo VI consideram-no como grande graça concedida ao mundo - P.O.J.R.


IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO POR UM SACERDOTE


- Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.


(Asperge o Escapulário com água benta)


[IMPOSIÇÃO:] - Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. - Amém.

(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)

- Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.

- Amém.

- O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

- Amém.

(Asperge o Confrade com água benta)

[Com Aprovação Eclesiástica]

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Como rezar o Rosário (São Luiz de Montfort)

A pureza da Intenção


Não é tanto a duração de uma oração, mas o fervor com a qual é rezada que agrada a DEUS Todo-Poderoso e toca seu Coração. Mais vale uma única Ave Maria rezada com devoção e fé, que cento e cinquenta rezadas distraidamente. A maioria dos católicos reza o Rosário, todos os quinze mistérios ou um Terço, ou ao menos, algumas dezenas. Então, porque será que tão poucos, abandonam seus pecados e progridem na vida espiritual? Com certeza deve ser porque não rezam como se deve! É necessário pensar bem em como se deve orar, se realmente queremos agradar a DEUS e nos tornarmos santos.

Para que se reze o Rosário com fruto é necessário estar em estado de graça ou ao menos que se esteja completamente determinado a abandonar o pecado mortal. Isto nós sabemos por que os teólogos nos ensinam que as boas obras e as orações são obras mortas, caso sejam feitas em estado de pecado mortal. Elas não são agradáveis a DEUS, nem podem nos ajudar a ganhar a vida eterna. É por isto que o livro do eclesiástico diz: “O louvor não tem beleza na boca do pecador”(15,9). Louvores a DEUS, a Ave Maria e o PAI Nosso não são do agrado de DEUS, se forem rezadas por pecadores não arrependidos.

Nosso SENHOR disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mc 7,6) É como se Ele estivesse dizendo:

“Aqueles que se inscrevem na Minha Confraria e rezam o Rosário todo dia (até mesmo as quinze dezenas), mas sem se arrependerem de seus pecados, Me honram com os lábios apenas, mais seus corações estão longe de Mim.”

Eu disse que para rezar o Rosário, com proveito, devemos estar em estado de graça “ou pelo menos com firme resolução de deixar de cometer pecados, principalmente os pecados mortais” em primeiro lugar, porque é certo que DEUS só houve as orações dos que estão em estado de graça e seguir-se ia então que as pessoas em estado de pecado mortal não deveriam rezar. Este ensino é errôneo e é condenado pela santa Mãe Igreja, porque é certo que os pecadores necessitam muito mais rezar que as pessoas justas. Seria um doutrina horrível, pois é verdade que seria fútil e inútil dizer ao pecador para rezar por inteiro, ou mesmo em parte o seu Rosário porque isto nunca o ajudaria.

Em segundo lugar, porque se eles, os pecadores ingressassem em uma confraria e rezarem o Rosário ou outra, mas não tendo a clara intenção de abandonar o pecado, eles fazem parte dos falsos devotos. Estes devotos impenitentes, escondidos sob um manto, usando um escapulário e com o Rosário na mão gritam: “Ave Maria, boa Mãe, Santa Maria!...” E ao mesmo tempo, por seus pecados, eles crucificam Nosso Senhor JESUS CRISTO dilacerando sua carne outra vez. É uma grande tragédia, pois mesmo dentro das santíssimas Confrarias de Nossa Senhora, almas se precipitaram no fogo do Inferno.

Nós sinceramente aconselhamos a todos a rezar o Santíssimo Rosário:

- aos justos, a fim de que perseverem e cresçam na graça de DEUS;

- aos pecadores, para que saiam dos seus pecados.

Mas não agrada, nem pode agradar a DEUS, que exortemos a um pecador que faça manto protetor da Santíssima Virgem um manto de condenação para ocultar seus crimes aos olhos públicos. O Rosário, que é a cura para todos os nossos males, seria trocado por um veneno mortal e funesto. “A corrupção do melhor se torna o pior!”

O sábio Cardeal Hugo afirma: “É necessário ser puro como um Anjo para se aproximar da Santíssima Virgem e rezar a Saudação Angélica.”

Um dia, Nossa Senhora apareceu a um homem imoral dentro de um cesto cheio de frutos, mas o próprio cesto estava cheios de imundícies. O homem teve horror do que vira, e Nossa Senhora disse: “Tu me serves assim! Apresentas-me belíssimas rosas num cesto imundo. Julgas tu mesmo que posso aceitar presentes desta espécie?”


44º Capitulo - Extraído do Livro "O Segredo do Rosário" São Luiz M. Grignion de Montfort
Fonte: Católicos Tradicionais

sábado, 15 de junho de 2013

Santa Gemma Galgani e sua devoção pela Sagrada Eucaristia



Sta. Gemma tinha uma imensa devoção à Sagrada Eucaristia; ela uma vez escreveu ao seu Diretor Espiritual:

« Se o Senhor pudesse ver, provar, e se dar conta das boas dádivas que Jesus me dá. Digo, Pai, que não há um minuto em que eu não sinta a Sua doce presença ; Ele Se revela cada vez mais amoroso.

Hoje na Comunhão, Ele estava quase brincalhão ; Ele disse : « Vê, Gemma, tenho no Meu Coração uma filhinha que eu amo muito, e por quem Eu sou muito amado, (ela) está sempre me pedindo amor e pureza, e Eu que sou o próprio Amor e a própria Pureza, derramei sobre ela tanto desses tesouros quanto é possível a uma criatura humana possuir.

Sempre preservei a pureza do coração dessa criança como o coração de alguém escolhido pelo próprio Divino Esposo, e eu a preservei como um lírio imaculado do paraíso em Meu puro amor.



Créditos: Apostolado Beata Imelda & Eucaristia /Católicos Tradicionais

Santa Comunhão - Santo Afonso Maria de Ligório

"O sacramento da Eucaristia é o sacramento do amor, nós temos a vida verdadeira,
uma vida abençoada e verdadeira felicidade".
Padre Pio



Santo Afonso Maria de Ligório
Práticas do amor a Jesus Cristo




"Quantas pessoas deixam de procurar a comunhão para não se sentirem obrigadas a viver com maior recolhimento e maior desapego das coisas desta terra. Esse é o motivo verdadeiro porque muitos não comungam com maior freqüência. Sabem que a comunhão diária não pode estar junto com o desejo de aparecer, com a vaidade no vestir, com o apego aos prazeres da gula, as comodidades, as conversas maldosas. Sabem que deveria haver mais oração, praticar mais mortificações internas e externas, maior recolhimento. É por isso que se envergonham de aproximar mais vezes da comunhão. Sem dúvida, tais pessoas fazem bem em deixar a comunhão freqüente enquanto se acham neste estado lastimoso de tibieza. Mas deve sair dessa situação de tibieza quem se sente chamado a uma vida mais perfeita e não quer pôr em perigo a própria salvação eterna.

É também muito bom para se manter com fervor espiritual, fazer frequentemente a 'comunhão espiritual', louvado pelo Concílio de Trento, que exorta os fiéis a praticá-la. Ela consiste num fervoroso desejo de receber a Jesus Cristo na Eucaristia. Por isso os santos a faziam várias vezes ao dia. O modo de fazê-la é este: "Meu Jesus, creio que estais no Sacramento da Eucaristia. Amo-vos e desejo vos receber; vinde à minha alma. Uno-me a Vós e Vos peço que não permitais que nunca me separe de Vós". Ou então, simplesmente: "Meu Jesus, vinde a mim, eu quero Vos receber para que vivamos intimamente unidos e não Vos separeis de mim". Este tipo de comunhão espiritual pode ser feito várias vezes ao dia, quando se reza, ou se faz uma visita ao Santíssimo Sacramento ou também na missa quando não se pode comungar. A Bem-aventurada Águeda da Cruz costumava dizer: "Se não me tivessem ensinado este modo de comungar muitas vezes ao dia, não sei como poderia viver".

sábado, 1 de junho de 2013

A Virgem Mãe e a conversão de Esquil - Santo Afonso




Esquil, jovem fidalgo, foi estudar em Hildesheim por ordem de seu pai. Mas, em vez de estudar, entregou-se a excessos da devassidão. Depois disso, adoeceu seriamente, não lhe restando já esperança alguma de vida. Estando próximo da morte teve a seguinte visão: Viu-se em um quarto cheio de fogo e julgou que se achava num inferno. Pôde, felizmente, sair, por um vão e refugiar-se num grande palácio. Lá encontrou, numa das salas, a Santíssima Virgem, que lhe disse: Temerário, como ousas apresentar-te diante de mim? Já e já retira-te daqui e mete-te no fogo que muito bem mereceste! Nisso começa o jovem a implorar a misericórdia de Maria, e pede a algumas pessoas ali presentes que também o recomendem àa Mãe de Deus. Eles atenderam-no, mas a Santíssima Virgem respondeu-lhes: Este moço levou uma vida muito desregrada e nunca me honrou com uma Ave-Maria sequer. Mas ele corrigir-se-á, amada Rainha, observaram elas. E o jovem ajuntou logo a promessa: Sim, eu o prometo; quero corrigir-me e consagrar-me todo a vosso serviço, Senhora. Na mesma hora, Maria tornou-se meiga e disse-lhe com brandura: Bem, aceito a tua promessa; escaparás da morte e do inferno.


Após estas palavras terminou a visão. Voltando a si, Esquil agradeceu à Mãe de Deus e a todos relatou o ocorrido. Levou daí em diante uma vida santa, dedicou sempre especial devoção à Santíssima Virgem, e tornou-se mais tarde arcebispo de Lund, na Suécia, onde converteu muitos para verdadeira fé. Já velho, renunciou ao arcebispado, entrando para a Ordem dos Cistercienses, e Claraval. Aí morreu na paz do Senhor, após quatro anos de edificante vida. Alguns escritores colocaram-no na lista dos santos daquela Ordem.

Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria

domingo, 21 de abril de 2013

Propósito como sacerdote escrito por São João Bosco por ocasião de sua ordenação

"O padre não vai jamais sozinho para o Céu ou para o Inferno. Se for fiel a sua vocação vai para o Céu com as almas que com seu bom exemplo tiver salvado; se proceder mal e escandalizar os irmãos, irá para o Inferno juntamente com as almas condenadas por causa de seus maus exemplos. Este pensamento me vai ajudar a manter com todo o esforço os seguintes propósitos:

1 - Jamais darei um passeio sem necessidade.

2 - Ocuparei escrupulosamente o tempo.

3 - Sempre que se tratar da salvação das almas, encontrar-me-ão pronto a sofrer, a agir, a humilhar-me.

4 - A caridade e a doçura de São Francisco de Sales iluminem todas as minhas ações.

5 - Mostrar-me-ei sempre contente com o alimento que me derem, a não ser que seja realmente prejudicial à saúde.

6- Tomarei vinho sempre "batizado" e só como remédio, isto é, nos dias e na medidae que minha saúde exigir.

7 - Como o trabalho é uma arma poderosa contra os inimigos de minha salvação, darei ao sono apenas cinco horas por noite. Durante o dia, e especialmente depois da refeição não repousarei nunca a não ser em caso de doença.

8 - Consagrarei todos os dias alguns momentos à meditação e à leitura espiritual. Durante o dia farei uma breve visita ou pelo menos uma oração ao Santíssimo Sacramento. Minha preparação para a Missa durará um quarto de hora. O mesmo se diga da ação de graças.

9 - Fora do Tribunal da Penitência e salvo rarissímas exceções necessárias, nunca me deterei a conversar com mulheres."

Retirado do livro Dom Bosco de A. Auffray SDB

Fonte: Blog Santa Igreja (Missa Gregoriana - CE). Com adaptações.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Devoção a Maria Santíssima - São João Bosco




Um grande sustentáculo para vós, meus queridos filhos, é a devoção a Maria Santíssima. Ouvi como ela vos convida: Si quis est párvulus, véniat ad me: Quem for pequenino, venha a mim. Se fordes seus devotos, além da abundância das suas bênçãos neste mundo, ela vos garante o paraíso na outra vida. Qui elúcidant me, vitam eternam habébunt. Tende pois a mais íntima convicção de que obtereis todas as graças desta boa mãe, contanto que não peçais coisas que resultem em vosso dano. Deveis pedir-lhe com insistência particularmente três graças, que são necessárias para todos, mais especialmente para vós, meus caros jovens.


A primeira é a de não cometerdes nunca nenhum pecado mortal durante a vossa vida. Sabeis que significa cair em pecado mortal? Quer dizer renunciar a sermos filhos de Deus para tornar-nos escravos de satanás. Quer dizer perder aquela beleza que nos faz iguais aos Anjos aos olhos de Deus, para tornar-nos deformes como demônios na sua presença. Quer dizer perder todos os merecimentos já adquiridos para a vida eterna; quer dizer ficar suspenso por um fio muito fraco por sobre a boca do inferno; quer dizer fazer enorme injúria a uma bondade infinita e é este maior mal que se possa imaginar. Oh! Sim, por quantas graças vos obtenha Maria, seria todas inúteis sem esta graça de não cair nunca em pecado mortal. Esta é graça que haveis de pedir de manhã e á noite e em todas as vossas práticas de piedade.


A segunda graça que deveis pedir a Nossa Senhora é a de poder conservar a preciosa virtude da pureza. O jovem que a conserva tem a maior semelhança com os Anjos do Céu. Pelo que o seu anjo da Guarda o considera como irmão e se alegra sobremaneira pela sua companhia.


Como me está muito a peito que todos os conserveis esta bela virtude, vos indico ainda alguns outros meios para conservá-la do veneno que a poderia contaminar. Antes de tudo evitai a companhia das pessoas de diversos sexos. Entendamo-nos: Quero dizer que os meninos nunca devem contrair familiaridades com meninas; de outra forma esta bela virtude se acharia em grande perigo. A guarda dos sentidos contribui também muitíssimo a conservação desta bela virtude. Evitai portanto todo excesso no comer e no beber; evitai os teatros, os bailes e semelhantes diversões, que são a ruínas dos bons costumes.


Mas guarde particularmente os olhos, que são as janelas pelas quais o pecado entra no nosso coração e por onde o demônio, vêem a tomar posse de nossa alma.nunca vos detenhais a olhar para as coisas contrárias, por pouco que seja, á modéstia. São Luis Gonzaga nem sequer queria que lhe vissem os pés, quando se deitava ou quando se levantava.


Outro menino, sendo interrogado porque fosse tão recatado na vista, respondeu: Tomei a resolução de não fitar nunca o rosto de uma mulher, para reservar os meus olhos para fixar pela primeira, vez se não for indigno, o rosto formosíssimo da Mãe da Pureza, Maria Santíssima.


A terceira graça que deveis implorar solicitamente da Virgem Imaculada é de poder sempre andar afastados da companhia daqueles jovens que tem más conversas, isto é, certas conversas que não se fariam na presença de vossos pais ou de alguma pessoa de respeito. Guardai-vos destes tais, muito embora fossem eles vossos parentes. Posso garantir-vos que ás vezes é mais prejudicial a companhia desses, do que a de um demônio. Felizes vós, meus caros filhos, se fugirdes da companhia dos maus! Então estareis certos de que trilhais o caminho do céu; diversamente, correreis muito grande perigo de perder-vos para sempre. Por isso quando virdes companheiros vossos proferirem blasfêmias, desprezar as práticas religiosas para afastar-vos da igreja ou, pior ainda, dizer palavras contrárias, por pouco que seja, á virtude da modéstia, fugi deles como da peste. Ficai certos de que, quanto mais puros forem os vossos olhares e vossas conversas, tanto mais Maria se comprazerá em vós e maiores graças vos alcançará de seu Filho e Nosso Redentor Jesus Cristo.


São essas três graças mais necessárias na vossa idade; e as alcançareis, com certeza, de Nossa Senhora, se fordes sempre seus devotos sinceros, rezando todos os dias o Santo Rosário ou ao menos três ave Maria e três glórias com a Jaculatória: Querida Mãe Virgem Maria fazei que eu salve a minha alma.


Com essas três graças trilhareis desde agora o caminho que vos há de tornar homens honrados na idade madura. Nessas graças tereis também o penhor certo da felicidade eterna que Maria Santíssima há de alcançar infalivelmente aos seus devotos.


Por São João Bosco
O JOVEM INSTRUÍDO NA PRÁTICA DE SEUS DEVERES RELIGIOSO SARTIGO IV.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Santa Teresa D'Ávila, Caminho de Perfeição - CAPÍTULO 3. Prossegue no assunto que começou a tratar e persuade as irmãs a que se ocupem sempre em suplicar a Deus que favoreça os que trabalham pela Igreja. Termina com uma exclamação.


CAPÍTULO 3. Prossegue no assunto que começou a tratar e persuade as irmãs a que se ocupem sempre em suplicar a Deus que favoreça os que trabalham pela Igreja. Termina com uma exclamação.

1. Voltando ao fim principal para que o Senhor nos juntou nesta casa, e pelo que muito desejo sejamos alguma coisa para contentarmos a Sua Majestade, digo que, vendo tão grandes males, que forças humanas não bastam para atalhar o fogo destes hereges, embora se tenha pretendido reunir gente, pôr remédio, se possível, à força de armas, a tão grande mal e não vá tão por diante, pareceu-me necessário fazer, como quando os inimigos, em tempo de guerra, invadem e percorrem toda a terra. Vendo-se perseguido o senhor dela, acolhe-se a uma cidade bem fortificada, è dali acontece muitas vezes dar nos contrários, e serem tais os que estão na cidade como é gente escolhida poderem eles a sós mais do que poderiam com muitos soldados se estes fossem cobardes, e desta maneira, ganha-se muitas vezes a vitória; pelo menos, ainda que não se ganhe, não são vencidos; porque, como não há traidores, a não ser pela fome, não lhes podem ganhar. Aqui, esta fome, que baste a que se rendam, não a pode haver; a morrer sim, mas não a ficar vencidos.

2. Mas, para que disse eu isto? Para que entendais, minhas irmãs, que o que temos de pedir a Deus é que deste castelinho onde temos já bons cristãos, não nos fuja nenhum para os adversários, e os capitães deste castelo ou cidade, que são os pregadores e teólogos, sejam muito avantajados no caminho do Senhor. E, como os mais de entre eles estão nas Religiões (ou seja, em congregações religiosas, nota de Christian), que vão muito adiante na sua própria perfeição e vocação, pois é muito necessário; porque, como já tenho dito, agora nos há-de valer o braço eclesiástico, e não o secular. E, pois nem para um nem para outro valemos nada para ajudar ao nosso Rei, procuremos ser tais que valham as nossas orações para ajudar estes servos de Deus que, com tanto trabalho, se têm fortalecido com letras e vida boa, e esforçam para agora ajudar o Senhor.

3. Poderá ser que digais: para que recomendo eu tanto isto e digo que temos de ajudar os que são melhores que nós? Eu vo-lo direi, porque creio não entendeis ainda bem o muito que deveis ao Senhor por vos ter trazido aonde tão afastadas estais de negócios, ocasiões e tratos; é grandíssima esta mercê. Não o estão os que eu digo, nem é bom que estejam e, nestes tempos, menos do que em outros; porque têm de ser eles os que encorajem a gente fraca e dêem ânimo aos pequenos. Bons ficariam os soldados sem capitães!... Têm de viver entre os homens e tratar com eles e estar nos palácios e até afazer-se algumas vezes com eles exteriormente. Pensais, filhas minhas, que é preciso pouco para tratar com o mundo e viver no mundo e tratar negócios do mundo, e afazer-se, como já disse, à conversação do mundo, e ser interiormente estranhos ao mundo e inimigos do mundo e estar como quem está em desterro, e, enfim, não serem homens senão anjos?
Porque, a não ser assim, nem merecem o nome de capitães, nem permita o Senhor que saíam de suas celas, pois farão mais dano do que proveito. Não é agora tempo de ver imperfeições nos que hão-de ensinar.

4. E, se no interior não estão fortalecidos em entender o muito que exige ter tudo debaixo dos pés e estar desapegados das coisas que se acabam e atidos às eternas, por mais que o queiram encobrir, disso darão sinal. Pois, com quem tratam eles senão com os do mundo? Não tenham medo que lhes perdoem, nem que deixem de notar alguma imperfeição. Coisas boas, muitas hão-de-lhes passar por alto, e até, porventura, não as terão por tais; mas, má ou imperfeita, não tenhaís medo. Agora eu me espanto de quem é que lhes ensina, a perfeição, não para a guardar (que disso parece-lhes não ter nenhuma obrigação, muito fazem, a seu parecer, se guardam razoavelmente os mandamentos), mas para tudo condenar e até, por vezes, parecer-lhes-á regalo o que é virtude.
Assim, não penseis que é preciso pouco favor de Deus para esta grande batalha em que se metem, mas grandíssimo.

5. Para estas duas coisas vos peço que procureis ser tais, que mereçamos alcançá-las de Deus: a primeira, que haja muitos, dos muito muito letrados e dos religiosos que tenham as qualidades precisas para isto, como tenho dito;- e aos que não estão muito dispostos, livres de negócios, os disponha o Senhor, que mais fará um perfeito do que muitos que o não são. A outra, que, depois de metidos nesta peleja a qual - como digo - não é pequena, o Senhor os tenha de Sua mão para que se possam livrar de tantos perigos como há no mundo e tapar os ouvidos ao canto das sereias neste perigoso mar. Se nisto podemos alguma coisa com Deus, estando encerradas, pelejemos por Ele, e eu darei por muito bem empregados os trabalhos que passei para fazer este recanto, onde também pretendi que se guardasse esta Regra de Nossa Senhora e lmperadora com a perfeição com que se começou.

6. Não vos pareça inútil ser contínua esta petição, porque há algumas pessoas a quem lhes parece dura coisa não rezar muito por sua própria alma, que melhor oração do que esta? Se tendes pena porque não se vos desconta a pena do purgatório, também se vos há-de descontar com esta oração, e o mais que faltar, que falte. Que se me dá a mim em que eu esteja até ao dia do juízo no purgatório, se com a minha oração se salvasse uma só alma? Quanto mais o proveito de muitas e a honra do Senhor! De penas que se acabam não façais caso, quando interferir um maior serviço a prestar a Quem tantas passou por nós. Informai-vos sempre do que é mais perfeito.
Assim peço-vos, por amor do Senhor: pedi a Sua Majestade que nos ouça nisto. Eu, ainda que miserável, peço-o a Sua Majestade, pois é para glória Sua e bem da Sua Igreja; nisto vão os meus desejos.

7. Parece atrevimento pensar que eu hei-de ser parte para alcançar isto. Eu confio, Senhor meu, nestas Vossas servas que aqui estão, e sei que não querem outra coisa nem a pretendem, mas só contentar-Vos. Por Vós deixaram o pouco que tinham e quereriam ter mais para com isso Vos servir. Pois, Criador meu, Vós não sois desagradecido para que eu pense que deixareis de fazer o que Vos suplicam. Nem aborrecestes, Senhor, as mulheres, quando andáveis no mundo, antes as favorecestes sempre com muita piedade. Quando Vos pedirmos honras, não nos ouçais, ou rendas ou dinheiro ou coisa que saiba a mundo; mas, para honra de Vosso Filho, porque não haveis de ouvir, Pai Eterno, a quem perderia mil honras e mil vidas por Vós? Não por nós, Senhor, que não o merecemos, mas pelo Sangue de Vosso Filho e pelos Seus merecimentos.

8. Ó Pai Eterno! Olhai que não são para esquecer tantos açoites e injúrias e tão gravíssimos tormentos. Como, pois, Criador meu, podem sofrer umas entranhas tão amorosas como as Vossas, que aquilo que fez vosso Filho com tão ardente amor e para mais Vos contentar (pois Lhe mandaste que nos amasse), seja tido em tão pouco como hoje em dia têm esses hereges o Santíssimo Sacramento, que Lhe tiram as Suas moradas, destruindo as Igrejas? Se alguma coisa Lhe ficasse por fazer para Vos contentar! Mas tudo fez com perfeição. Não bastava, Pai Eterno, que não tivesse onde reclinar a cabeça enquanto viveu e sempre em tantos trabalhos, senão que agora, essas moradas que tem para convidar Seus amigos (por nos ver fracos e saber que é preciso que os que hão-de trabalhar se sustentem com tal manjar) lhas tirem? Não tinha Ele já pago suficientemente pelo pecado de Adão? Sempre que tornamos a pecar, há-de pagá-lo este amantíssimo Cordeiro? Não o permitais, Imperador meu. Aplaque-se já Vossa Majestade. Não olheis aos nossos pecados, mas sim a que nos redimiu o Vosso Sacratíssimo Filho, e aos Seus merecimentos e aos da Sua gloriosa Mãe e de tantos santos e mártires que morreram por Vós!

9. Ai de mim, Senhor, e quem se atreveu a fazer esta petição em nome de todas! Que má intercessora, filhas minhas, para serdes ouvidas e para que fizesse por vós a petição! Mais se há-de indignar este soberano Juiz ao ver-me tão atrevida, e com razão e justiça! Mas vede, Senhor, já que sois Deus de misericórdia, tende-a desta pecadorazita, pequeno verme que assim se atreve diante de Vós! Vede, Deus meu, os meus desejos e as lágrimas com que isto Vos suplico e olvidai as minhas obras, por quem sois e tende lástima de tantas almas que se perdem e favorecei a Vossa Igreja! Não permitais já, Senhor, mais danos na Cristandade. Dai luz a estas trevas!

10. Eu vos peço, minhas irmãs, por amor do Senhor, que encomendeis a Sua Majestade esta pobrezita e Lhe supliqueis lhe dê humildade, como coisa de que tendes obrigação. Não vos recomendo particularmente os reis e prelados da Igreja, em especial o nosso Bispo;"' vejo as de agora tão cuidadosas disto, que me parece não ser assim preciso mais. Vejam, as que vierem, que, tendo uni prelado santo, sê-lo-ão as súbditas e, como coisa tão importante, ponde isto sempre diante do Senhor. Quando as vossas orações e desejos e disciplinas e jejuns não se empregarem nisto que digo, pensai que não fazeis nem cumpris o fim para que vos juntou aqui o Senhor.


Santa Teresa D'Ávila, Caminho de Perfeição

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Virgindade do Coração - S. Pedro Julião Eymard



                                        Sicut lilium inter spinas, sic amica mea inter filias.

                                              "Que a alma, que me é cara entre todas,
                                             seja qual lírio no meio de espinhos" (Ct 2,2).



O reinado do amor está na virgindade do coração. É nos figurado pelo lírio que domina regiamente as outras flores do vale.
O amor é um. Dividido, repartido será infiel. A verdadeira união realiza-se pela troca dos corações. É pelo coração que as criaturas humanas se unem uma à outra enquanto a pureza dessa união é simbolizada pela veste branca da esposa.

Jesus Cristo também pede-nos a posse radical do nosso coração, sobre o qual quer reinar de modo absoluto, não tolerando que o repartamos com criatura alguma. Ele é o Deus de toda pureza. Ama as virgens acima de tudo; às virgens concede Seus favores e lhes dedica o Cântico do Cordeiro. Elas lhe formam a corte privilegiada e O acompanham por toda a parte.
Jesus só Se une ao coração puro. É próprio de Sua união gerar, conservar e aperfeiçoar a pureza.

Não produz o amor, pela sua natureza, identidade de vida e simpatia de afeições entre dois amantes?

O amor evita desagradar, esforçando-se por agradar. Ora, se o que desagrada a Jesus Cristo é o pecado, o amor lhe terá horror, evitá-lo-á por todos os meios e o combaterá energicamente, preferindo antes morrer alegremente a cometê-lo. É a mesma história que se repete com os Santos, os Mártires e as Virgens. É sentimento próprio a todo cristão, pois todos nós devemos estar dispostos a morrer antes de ofender a Deus.

Nada é delicado como a alvura do lírio. O menor grão de poeira, o mais ligeiro sopro diminui-lhes o lustre. Podemos dizer o mesmo da pureza do amor, cioso por natureza.

O título que mais apraz a Deus é também aquele que mais gostamos de repetir: "Deus cordis mei". Deus do meu coração. Ah! o coração é nosso soberano, dirige-nos a vida; é a chave de posição. Eis por que todas as tentações do mundo visam conquistá-lo, porquanto uma vez ganho, tudo o mais cai. É a razão pelo qual a Sabedoria divina nos diz: "Meu filho, guarda teu coração com todo o cuidado, já que dele depende toda a tua vida". - Fili, omnis custódia custodi cor tuum, ab ipso enim vita procedit.
Jesus só reinará na alma como Senhor absoluto, pela pureza do amor.

Há, porém, duas espécies de amor em Jesus Cristo.

A primeira, é a pureza virginal, que brota, qual fruto natural, do amor de Jesus. A alma, seduzida por esse amor, prevenida por esse atrativo, quer consagrar seu coração ao Esposo e dedicar-Lhe tudo. "Ut sit sancta corpore et spiritu." É um lírio, e Jesus, que se compraz no meio dos lírios, reina no seu espírito, calmo e puro, onde luz só a verdade. Reina no seu coração, como soberano Senhor. Reina no seu corpo, cujos membros Lhe estão consagrados e ofertados como hóstia viva, santa e de agradável odor. "Ut exhibeatis corpora vestra hostiam viventem, sanctam, Deo placentem."

E a alma encontra nessa pureza toda a sua força. Ante a virgem, treme o demônio. Não foi o mundo vencido por uma Virgem? Serão muitos os corações virgens que nunca amaram senão a Nosso Senhor? Deviam ser, se refletíssemos no que é Jesus Cristo. Que homem ou rei Lhe pode ser comparado? Quem será maior, mais santo, mais amoroso? Ah! a realeza desse mundo não vale a realeza virginal de Jesus Cristo!

Havia muitos corações virgens nos séculos de perseguições, no século de Fé. Avaliava-se bem então a honra que estava em dar seu coração unicamente ao Rei dos Céus, em Lhe pertencer tão-somente. Hoje em dia, ainda há muitos, apesar dos laços que lhes tecem o mundo e o sangue. São anjos no meio do mundo, mártires de sua felicidade, pois terríveis e pérfidos são os combates que lhes dão o século e a família, lançando mão de todos os meios para arrancar-lhes essa coro régia, recebida das mãos de Jesus, o Esposo Divino.

Nosso Senhor recompensa a fidelidade dessas almas, unindo-Se-lhes numa intimidade crescente. Pureza, por essência, purifica-as sem cessar, tornando-as um ouro puríssimo, dando-lhes mais tarde no Céu uma recompesa sem par. "Vi o Cordeiro, disse São João, o Apóstolo virgem, na montanha de Sião e com Ele os cento e quarenta e quatro mil virgens que lhe traziam o nome, bem, como o do Pai, escrito na fronte. E eles cantavam em presença do Cordeiro, um cântico novo, cântico este que ninguém mais podia cantar. São virgens, e porque estão sem mácula ante o trono de Deus, seguem ao Cordeiro por toda parte onde for".

A quem não couber essa coroa de pureza virginal, resta ainda a da pureza de penitência nobre, bela e forte (segunda). É a pureza recuperada conservada pelos mais violentos combates e pelos sacrifícios que mais custam à natureza, penitência que torna a alma forte, senhora de si. É fruto do amor de Jesus.

O primeiro efeito do Amor divino, ao se apoderar de um coração arrependido, é reabilitá-lo, purificá-lo, enobrecê-lo e restituir-lhe a dignidade para depois sustentá-lo nos combates inevitáveis contra seus antigos donos, isto é, seus hábitos viciados.

O amor penitente é um magnífico exemplo. É uma virtude pública pelos combates que sustenta, pelas ligações que rompe. Suas vitórias são sublimes. E todo o seu triunfo consiste em tornar o homem modesto.

Saibamos adquirir, embora à custa dos maiores sacrifícios, esse ouro da pureza provado pelo fogo, a fim de nos enriquecer e de nos revestir da túnica branca, sem a qual não poderemos penetrar no Céu. É a advertência que dá São João ao Bispo de Laodicéia: "Suadeo tibi emere a me aurum ignitum probatum, ut loclupes fias et vestimentis albis induaris".
Quem galgará a montanha do Senhor?
Aquele que for inocente nas suas obras e cujo coração for puro.

Em purificar-nos está, portanto, a grande tarefa da vida presente. Nada de maculado entrará no Reino de Santidade Divina. Para ver a Deus, contemplar o esplendor de Sua glória, é preciso que os olhos do coração estejam inteiramente puros. Um único átomo de poeira na nossa túnica basta para barrar-nos a entrada celeste, enquanto não nos purificarmos no Sangue do Cordeiro.
A palavra dita pelo Senhor não há de passar:

"Em verdade vos digo, todo homem terá de prestar contas no dia do juízo de qualquer palavra ociosa que tiver pronunciado".

É preciso purificar-nos sem cessar. Mais vale fugir para o deserto, condenar-se à uma vida de sacrifícios, deixar de lado muitas obras por belas e boas, a perder o tesouro da pureza. Todas as almas a salvar não valem a salvação da nossa própria alma. O que Deus quer de mim, acima de tudo - e sem o que nada mais tem valor - , sou eu!

Ah! se não nos for dado ter as virtudes heróicas e sublimes dos Santos, sejamos pelo menos puros; e se perdemos, desgraçadamente, nossa inocência batismal, revistamo-nos agora da inocência laboriosa da penitência!
Sem pureza, não haverá vida de amor.

(A Divina Eucaristia - volume II - São Pedro Julião Edymard)

Créditos: A Grande Guerra e O Segredo do Rosário
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