sexta-feira, 24 de março de 2017

Comentário ao Evangelho (24/03) pro São Cesário de Arles, monge e bispo


Comentário do dia 
São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo 
Sermão 22; SC 243

Amor de Deus, amor do próximo

Escreve o apóstolo Paulo: «O objetivo desta recomendação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera» (1Tim 1,5). [...] De facto, irmãos caríssimos, não há coisa mais doce que o amor, que a caridade. Aqueles que não o conhecem provem e vejam. E o que têm eles de provar para saborearem a doçura da caridade? «Provai e vede como o Senhor é bom» (Sl 33,9), porque «Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1Jo 4,16). [...] 

Se tiveres amor, possuirás Deus e, se possuíres Deus, que te faltará? Que possui o rico, se não tiver amor? Que falta ao pobre, se tiver amor? Pensas talvez que é rico aquele que tem o cofre cheio de ouro? [...] Não tens razão, porque verdadeiramente rico é aquele em quem Deus Se digna habitar. Que poderás tu ignorar acerca das Escrituras a partir do momento em que o amor, quer dizer, Deus, começou a possuir-te? Que boa ação estarás impedido de fazer se fores digno de guardar no teu coração a fonte de todos os benefícios? Que adversário temerás, se mereceres ter Deus em ti como rei? [...] 

Mantende, pois, irmãos bem-amados, o elo suave e salutar da caridade (cf Col 3,14). Antes de mais, contudo, mantende o verdadeiro amor, que não é aquele que se promete com palavras sem se observar no coração (1Jo 3,18), mas aquele que se exprime em palavras porque permanece sempre no nosso coração. [...] Pois a raiz de todos os bens é a caridade, assim como «a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro» (1Tim 6,10).

Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 23 de março de 2017

Comentário ao Evangelho (23/03) retirado do Catecismo da Igreja Católica


Comentário do dia 
Catecismo da Igreja Católica 
§§ 547-550

«O Reino de Deus chegou até vós»

Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente nele e comprovam que Ele é o Messias anunciado. Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou e convidam a crer nele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé naquele que faz as obras de seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Mas também podem ser «ocasião de queda» (Mt 11,6). Eles não pretendem satisfazer a curiosidade nem desejos mágicos. Apesar de os seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; chega mesmo a ser acusado de agir pelo poder dos demónios. 

Ao libertar certos homens dos seus males terrenos – da fome, da injustiça, da doença e da morte –, Jesus realizou sinais messiânicos; no entanto, Ele não veio para abolir todos os males deste mundo, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os impede de realizar a sua vocação de filhos de Deus e é causa de todas as servidões humanas. 

A vinda do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: «Se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso os demónios, então é porque o Reino de Deus chegou até vós» (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam os homens do poder dos demónios, e antecipam a grande vitória de Jesus sobre «o príncipe deste mundo» (Jo 12,31). É pela cruz de Cristo que o Reino de Deus vai ser definitivamente estabelecido: «Regnavit a ligno Deus – Deus reinou desde o madeiro» (V. Fortunato).

Fonte: Evangelho Quotidiano


quarta-feira, 22 de março de 2017

Comentário ao Evangelho (22/03) retirado do Catecismo da Igreja Católica


Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica
§§ 1961-1967

«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.»

Deus, nosso Criador e nosso Redentor, escolheu Israel como seu povo e revelou-lhe a sua Lei, preparando assim a vinda de Cristo. [...] A Lei antiga é o primeiro estádio da lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos dez mandamentos. Os preceitos do Decálogo assentam os alicerces da vocação do homem, feito à imagem de Deus: proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. O Decálogo é uma luz oferecida à consciência de todo o homem, para lhe manifestar o apelo e os caminhos de Deus e o proteger contra o mal: Deus «escreveu nas tábuas da Lei o que os homens não liam nos seus corações» (Santo Agostinho).

Segundo a tradição cristã, a Lei santa, espiritual e boa, é ainda imperfeita (Rom 7,12s). Como um pedagogo (Gal 3,24), mostra o que se deve fazer; mas, por si, não dá a força, a graça do Espírito para ser cumprida. Por causa do pecado, que não pode anular, não deixa de ser uma lei de escravidão. [...] A Lei antiga é uma preparação para o Evangelho.

A lei nova ou lei evangélica é a perfeição, na Terra, da Lei divina, natural e revelada. É obra de Cristo e tem a sua expressão, de modo particular, no sermão da montanha. É também obra do Espírito Santo e, por Ele, torna-se a lei interior da caridade: «Estabelecerei com a casa de Israel uma aliança nova [...]. Hei-de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Heb 8,8-10).

A lei nova é a graça do Espírito Santo, dada aos fiéis pela fé em Cristo. «Cumpre», apura, ultrapassa e leva à perfeição a Lei antiga. Nas bem-aventuranças (Mt 5,3s), cumpre as promessas divinas, elevando-as e ordenando-as ao «Reino dos céus». Esta lei dirige-se àqueles que estão dispostos a acolher com fé esta esperança nova: os pobres, os humildes, os aflitos, os corações puros, os perseguidos por causa de Cristo, traçando assim os surpreendentes caminhos do Reino.

Evangelho Quotidiano

terça-feira, 21 de março de 2017

Comentário ao Evangelho (21/08) por Isaac, o Sírio

Comentário do dia 
Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul 
Discursos espirituais, 1.ª série, n.º 58

«Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?»

A compaixão, por um lado, e o juízo de simples equidade, por outro, se coexistem na mesma alma, são como um homem que adora Deus e os ídolos na mesma casa. A compaixão é o contrário do juízo de simples justiça. O juízo estritamente equitativo implica a igual repartição por todos de uma medida semelhante: dá a cada um o que ele merece, não mais; não se inclina nem para um lado nem para o outro, não discerne na retribuição. Mas a compaixão é suscitada pela graça, inclina-se sobre todos com a mesma afeição, evita a simples retribuição àqueles que são dignos de castigo e cumula para lá de qualquer medida os que são dignos do bem. 

A compaixão está, pois, do lado da justiça, enquanto o juízo apenas equitativo está do lado do mal. […] Assim como um grão de areia não pesa tanto como muito ouro, assim também a justiça equitativa de Deus não pesa tanto como a sua compaixão. Qual punhado de areia caindo no grande oceano, assim são as faltas de todas as criaturas em comparação com a providência e a piedade de Deus. E da mesma forma que uma nascente que corre com abundância não pode ser bloqueada por um punhado de pó, também a compaixão do Criador não pode ser vencida pela malícia das criaturas. Aquele que guarda ressentimento quando reza é como um homem que semeia no mar e espera colher.   
Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 20 de março de 2017

São José - Segundo Santos e Papas


São José, 
Segundo os Santos e Papas

Santo Afonso de Ligório (†1787) Doutor da Igreja, garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José.

São Francisco de Sales (†1655) Doutor da Igreja, diz que “São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia”.

São Francisco de Sales disse ainda: “Oh! que divina união entre Nossa Senhora e o glorioso São José; união que tornava José participante de todos os bens de sua cara Esposa e o fazia crescer maravilhosamente na perfeição, pela contínua comunicação com Ela, que possuía todas as virtudes em grau tão alto, que nenhuma criatura o pode atingir”.

São Jerônimo (†420) Doutor da Igreja, diz que: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”.

São Bernardo (†1153) Doutor da Igreja: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”. Se S. José foi escolhido para Esposo de Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens. Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria. Nós não pudemos escolher nosso pai e nossa mãe, mas Jesus pôde, então, escolheu os melhores que existiam.

Testemunho de Santa Teresa de Ávila (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José. No “Livro da Vida”, sua autobiografia, ela escreveu:
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade.” “Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus…De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida”.

São Basílio Magno (330-369) Doutor da Igreja, diz: “Ainda que José tratasse sua mulher com todo afeto e amor e com todo o cuidado próprio dos cônjuges, entretanto se abstiveram dos atos conjugais” (Tratado da Virgem Santíssima, BAC, Madri, 1952, p. 36).

São José é o patrono da boa morte: Santa Teresa, narrando a morte de suas filhas, devotas do Santo, dizia: “Tenho observado que, no momento de exalar o último suspiro, gozavam inefável paz e tranqüilidade; sua morte assemelhava-se ao doce repouso da oração. Nada indicava que estivessem interiormente agitadas por tentações. Essas divinas luzes me libertaram o coração do temor da morte. Morrer parece-me agora o que há de mais fácil para uma alma fiel”.

Em uma aparição a Santa Margarida de Cortona, disse Jesus: “Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te não deixeis passar um dia sem render algum tributo de louvor e de bênção ao meu Pai adotivo São José, porque me é caríssimo”.

São Bernardo, doutor a Igreja confirma esse ensinamento dizendo: “Lembra-te do grande Patriarca vendido para o Egito, e sabe que ele não só lhe herdou o nome, mas imitou-lhe também a castidade, mereceu-lhe a inocência e a graça. E se aquele José, vendido por inveja dos irmãos e conduzido ao Egito, prefigurou a venda de Cristo, o nosso José, fugindo da inveja de Herodes, levou Cristo para o Egito”.

Papa Pio IX disse em 08 de Dezembro de 1870 na ocasião que proclamou São José Patrono universal da Igreja: “Entre São José e Deus não vemos e não devemos ver senão Maria, por sua divina Maternidade”. “São José, depois de Maria, é o maior de todos os Santos”. (Papa Pio IX) ou seja, São José é o santo escolhido por Deus para interceder pela Igreja do mundo inteiro.

O Papa Leão XIII disse na Encíclica Quamquam pluries: “Muitos Padres da Igreja, de acordo com a Sagrada Liturgia, acreditam que o antigo José, filho do Patriarca Jacó, tenha figurado a pessoa e o ministério do nosso São José, e simbolizado, com o seu esplendor, a grandeza e a glória do futuro Custódio da Sagrada Família.”

Papa Pio XII, em 1956, instituiu a festa de São José Operário, a ser celebrada em rito duplo de primeira classe no dia 1º de maio, Dia Universal do Trabalho. Proclamando este dia como sendo um dia de preceito, ou seja um dia santo que todos os Católicos devem ir a missa.

São João Paulo II em sua Exort. Apost. Redemptoris custos também nos fala sobre São José: “Precisamente em vista da sua contribuição para o mistério da Encarnação do Verbo, José e Maria receberam a graça de viverem juntos o carisma da virgindade e o dom do matrimônio. A comunhão de amor virginal de Maria e José, embora constitua um caso muito especial, ligado à realização concreta do mistério da Encarnação, foi todavia um verdadeiro matrimônio” .

VALEI-ME SÃO JOSÉ.
Rogai por nós, amém!

Créditos: José Henrique Naegele

Comentário ao Evangelho (20/03, Solenidade de São José, Esposo de Maria) por São João Paulo II


S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja universal - Solenidade

Comentário do dia 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
Redemptoris Custos, n.º 4

«Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor»

Ao iniciar a sua peregrinação, a fé de Maria encontra-se com a fé de José. Se Isabel disse da Mãe do Redentor: «Feliz daquela que acreditou», esta bem-aventurança pode, em certo sentido, ser referida também a José, porque, de modo análogo, ele respondeu afirmativamente à Palavra de Deus, quando esta lhe foi transmitida naquele momento decisivo. A bem da verdade, José não respondeu ao «anúncio» do anjo como Maria; mas «fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor» e recebeu a sua esposa. Isto que ele fez é puríssima «obediência da fé» (cf Rom 1,5; 16,26; 2Cor 10,5-6). 

Pode dizer-se que aquilo que José fez o uniu, de uma maneira absolutamente especial, à fé de Maria: ele aceitou como verdade proveniente de Deus o que ela já tinha aceitado na anunciação. O Concílio ensina: «A Deus que revela é devida a "obediência da fé" [...]; pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus, prestando-Lhe "o obséquio pleno da inteligência e da vontade" e dando voluntário assentimento à sua revelação.» A frase acabada de citar, que diz respeito à própria essência da fé, aplica-se perfeitamente a José de Nazaré. 

Ele tornou-se, portanto, um depositário singular do mistério «escondido desde todos os séculos em Deus» (cf Ef 3,9), como se tornara Maria, naquele momento decisivo que é chamado pelo Apóstolo «plenitude dos tempos», quando «Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher [...] para resgatar os que se encontravam sob o jugo da lei e para que recebêssemos a adoção de filhos» (Gal 4,4-5). 

Deste mistério divino, juntamente com Maria, José é o primeiro depositário. [...] Tendo diante dos olhos os textos de ambos os evangelistas, S. Mateus e S. Lucas, pode também dizer-se que José foi o primeiro a participar na mesma fé da Mãe de Deus e que, procedendo deste modo, dá apoio à sua esposa na fé na anunciação divina. Ele foi o primeiro a ser posto por Deus no caminho da «peregrinação da fé» de Maria. [...] A caminhada própria de José, a sua peregrinação da fé terminaria antes. [...] E contudo, a caminhada da fé de José seguiu a mesma direção.

Fonte: Evangelho Quotidiano

domingo, 19 de março de 2017

Comentário ao Evangelho (19/03, terceiro domingo da Quaresma) por Santo Agostinho


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Sermões sobre o evangelho de S. João, n.º 15, 6-7

Ele deu tudo por ti

Jesus, cansado do caminho, sentou-Se à beira do poço. Era cerca da hora sexta. Aí começam os mistérios. Não é sem razão que Jesus está cansado, Ele que é a força de Deus. [...] Foi por ti que Jesus Se cansou no caminho. Encontramos um Jesus que é a própria força; encontramos um Jesus que é fraco; um Jesus forte e fraco. Forte, porque «no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus». [...] Queres ver a força de Deus? «Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada foi feito» (Jo 1,1-2), e tudo fez sem esforço. Quem há mais forte do que Aquele que fez todo o universo sem esforço? Queres conhecer a sua fraqueza? «O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós» (Jo 1,14). 

A força de Cristo criou-te; a fraqueza de Cristo recriou-te. A força de Cristo deu existência ao que não era; a fraqueza de Cristo fez com que aquilo que era não perecesse. Ele criou-nos pela sua força e recuperou-nos pela sua fraqueza. É através da sua fraqueza que alimenta os que estão fracos, como a galinha alimenta os pintainhos: «Quantas vezes», diz Ele a Jerusalém, «quis reunir os teus filhos como a galinha recolhe os pintainhos debaixo das asas, e tu não o quiseste?» (Lc 13,34) 

Esta é a imagem da fraqueza de Jesus cansado do caminho. O seu caminho é a carne que tomou para nós. Que outro caminho havia de tomar Aquele que está presente em toda a parte? Aonde vai e de onde vem, senão a habitar entre nós, pois para isso encarnou? Com efeito, Ele dignou-Se vir até nós para Se manifestar na forma de servo, e o caminho que escolheu foi o de tomar a nossa carne. Daí que a «fadiga do caminho» mais não seja do que a fraqueza da carne. Jesus é fraco na sua carne, mas tu não deves deixar-te enfraquecer. Permanece forte na sua fraqueza, pois «o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens» ( 1Cor 1,25). A fraqueza de Cristo é a nossa força.

Fonte: Evangelho Quotidiano
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