sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Últimas palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus



Últimas palavras de nossa querida
Santa Teresinha do Menino Jesus
(relato de Irmã Inês de Jesus)

30 de setembro de 1897


Quinta-feira, dia de sua preciosa morte.


De manhã, eu a vigiei durante a Missa. Não me dizia uma palavra. Estava esgotada, ofegante; eu a adivinhava que seus sofrimentos eram inexprimíveis. Em dado momento, juntou as mãos e olhando a estátua da Santa Virgem:

Oh! Rezei a Ela com um fervor! Mas é agonia pura, sem nenhuma mistura de consolação.

Disse-lhe algumas palavras de compaixão e afeto; acrescentei que ela me havia edificado muito, durante essa doença.

E vocês, as consolações que me deram! Ah! são muito grandes!

Pode-se dizer, sem exagero, que ela passou o dia todo sem um instante de repouso, em verdadeiros tormentos. Parecia estar no limite de suas forças, e no entanto, para nossa grande surpresa, podia mexer-se e sentar-se na cama.

... Vejam, dizia ela, como tenho força hoje! Não, não vou morrer! Ainda vou viver durante meses e, quem sabe, anos!

E se o bom Deus assim o quisesse, disse nossa Mãe, você aceitaria?
Começou a responder, angustiada:
Assim deveria...

Mas, imediatamente se corrigindo, disse com uma entonação de sublime resignação, caindo sobre os travesseiros:

Aceito!

Pude recolher estas exclamações, mas é impossível reproduzir a entonação:

Não creio mais na morte para mim... Só acredito no sofrimento... Bem, tanto melhor!
Ó meu Deus!...
Eu O amo, o bom Deus!

Ó minha boa Santa Virgem, vinde em meu socorro!
Se isto é agonia, o que é, então, a morte?!...
Ah! meu bom Deus!... Sim, Ele é muito bom, eu O acho muito bom...

Olhando para a Santa Virgem:

Oh! Sabeis que estou sufocada!

Para mim:

Se você soubesse o que é ficar sufocada!

O bom Deus vai ajudá-la, minha pobrezinha, e isto vai acabar logo.

Sim, mas quando?
... Meu Deus, tende piedade de vossa pobre filhinha! Tende piedade!

A nossa Mãe:

Ó minha Mãe, garanto-lhe que o cálice está cheio até a borda!...
... Mas o bom Deus não vai me abandonar, é claro...
... Ele nunca me abandonou.

... Sim, meu Deus, tudo o que quiserdes, mas tende piedade de mim!
... Meu Deus! meu Deus! Vós que sois tão bom!!!
... Oh! sim, Vós sois bom! eu sei...

Após as Vésperas, nossa Mãe colocou-lhe, sobre os joelhos, uma imagem de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Olhou-a um instante e disse, quando nossa Mãe lhe tinha assegurado que ela logo acariciaria a Santa Virgem como o Menino Jesus na imagem:

Ó minha Mãe, apresente-me logo à Santa Virgem, pois sou um nenê que não agüenta mais! Prepare-me para morrer bem.

Nossa Mãe respondeu-lhe que, tendo sempre compreendido e praticado a humildade, estava completamente preparada. Refletiu um instante e pronunciou humildemente estas palavras:

Sim, parece-me que procurei sempre só a verdade; sim, compreendi a humildade do coração...

Repetiu ainda:

Tudo o que escrevi sobre meus desejos de sofrimentos. Oh! é bem verdade, assim mesmo! ... e não me arrependo de ter-me entregado ao Amor.

Com insistência:

Oh! não, não me arrependo, ao contrário!

Um pouco mais tarde:

Jamais poderia acreditar que fosse possível sofrer tanto! Jamais! Jamais! só posso explicar iso pelos desejos ardentes que tive de salvar almas.

Por volta das 5 horas, eu estava sozinha perto dela. Seu rosto se transformou de repente e compreendi que essa era sua última agonia. Quando a Comunidade entrou na enfermaria, ela recebeu todas as irmãs com um doce sorriso. Segurava seu Crucifixo e olhava-o constantemente.

Durante mais de duas horas, um terrível estertor dilacerou-lhe o peito. Seu rosto estava congestionado, as mãos violáceas; tinha os pés gelados, e o corpo tremia. Enormes gotas de suor abundante se formavam em sua testa e escorriam sobre as faces. A falta de ar ia aumentando sempre e, às vezes, para respirar, ela soltava gritinhos involuntários.

Durante esse período tão angustiante para nós, ouvia-se pela janela - e eu sofria muito com isso - todo um gorjeio de pintarroxos e outros passarinhos, mas tão forte, tão próximo e tão demorado! Rezava ao bom Deus para fazê-los calar, porém esse concerto me apunhalava o coração e eu temia que cansasse nossa pobre Teresinha.

Num dado momento, parecia ter a boca de tal modo ressecada, que Irmã Genoveva, pensando em aliviá-la colocou-lhe sobre os lábios um pedacinho de gelo. Aceitou-o, dirigindo-lhe um sorriso que jamais esquecerei. Era como se fosse um supremo adeus.

Às 6 horas, quando soou o Angelus, olhou demoradamente a imagem da Santa Virgem. Enfim, às 7 horas e alguns minutos, depois que nossa Mãe havia dispensado a comunidade, ela suspirou:

Minha Mãe! Não é ainda a agonia?... Não vou morrer?...

É minha pobrezinha, é a agonia, mas talvez o bom Deus queira prolongá-la por mais algumas horas.
Com coragem, retomou:

Pois bem!... Vamos!... Vamos!...
Oh! não gostaria de sofrer por menos tempo...

E olhando o Crucifixo:

Oh! eu O amo!...
Meu Deus... eu Vos amo!...

... Repentinamente, após ter pronunciado estas palavras caiu docemente para trás, com a cabeça inclinada para a direita. Nossa Mãe mandou, bem rápido, tocar o sino da enfermaria, para chamar a Comunidade.

"Abram todas as portas", dizia ela, ao mesmo tempo. Estas palavras tinham algo de solene, e me fizeram pensar que, no Céu, o bom Deus as dizia também a Seus anjos.

As irmãs tiveram tempo para se ajoelhar em volta da cama e testemunharam o êxtase da santinha moribunda. Seu rosto havia recuperado a tez de lírio que tinha quando gozava plena saúde; seus olhos, brilhantes de paz e alegria, estavam fixos no alto. Fazia alguns lindos movimentos com a cabeça, como se Alguém a tivesse, divinamente, ferido com uma flecha de amor, e em seguida a tivesse retirado para feri-la mais uma vez...

Ir. Maria da Eucaristia aproximou-se com um castiçal, para ver mais de perto seu olhar sublime. À luz desse castiçal, não apareceu nenhum movimento de suas pálpebras. Este êxtase durou aproximadamente o tempo de um Credo, e ela deu o último suspiro.

Após sua morte, conservou um sorriso celeste. Sua beleza era encantadora. Segurava seu Crucifixo com tanta força, que foi preciso arrancá-lo de suas mãos, para sepultá-la. Ir. Maria do Sagrado Coração e eu nos encarregamos desse serviço, juntamente com Ir. Aimée de Jesus; observamos então, que ela não parecia ter mais de 12 ou 13 anos.

Seus membros permaneceram flexíveis até o sepultamento, segunda-feira, 4 de outubro de 1897.


Irmã Inês de Jesus


(Relato retirado do livro: Obras completas de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face)

Fonte: A Grande Guerra

Comentário do Evangelho do dia (29/09) por Simeão, o Novo Teólogo

(c. 949-1022), monge grego 
Hino 2


«Os anjos nos céus veem constantemente a face de meu Pai» (Mt 18,10)


Eu Te dou graças, porque me concedeste a vida, 
e conhecer-Te e adorar-Te, meu Deus. 
Porque «a vida, é conhecer-te, a Ti, único Deus verdadeiro» (Jo 17,3), 
Criador e Autor de tudo, 
não gerado, não criado, sem princípio, único, 
e teu Filho, gerado de Ti, 
e o Espírito santíssimo, procedente de Ti, 
a trina unidade digna de todo o louvor. [...] 

O que há nos anjos, nos arcanjos, 
nas dominações, nos querubins e nos serafins 
e em todos os outros exércitos celestes, 
como glória ou como luz de imortalidade, 
que alegria, que esplendor de vida imaterial, 
senão a única luz da Santíssima Trindade? [...] 

Pensa num ser incorporal ou corpóreo, 
e encontrarás que foi Deus que tudo fez. 
Se te falam de um ser qualquer, os do céu, 
os da terra ou os dos abismos, 
para esses também, para todos, 
não há senão uma única vida, uma glória, 
um desejo e um reino 
uma única riqueza, alegria, coroa, vitória, paz, 
ou qualquer outro brilho; e consiste nisto: 
no conhecimento do Princípio e da Causa 
de onde tudo veio, onde tudo teve a sua origem. 
Aí está quem mantém as coisas nas alturas e as coisas daqui de baixo, 
Aí está quem põe ordem em todos os seres espirituais, 
Aí está quem reina sobre todos os seres visíveis. [...] 

Eles cresceram em conhecimento e redobraram o temor 
ao verem Satanás cair 
e os seus companheiros arrebatados pela presunção. 
Os que caíram esqueceram tudo isso, 
escravos do seu orgulho; 
enquanto todos os que conservaram o conhecimento, 
elevados pelo temor e pelo amor, 
se uniram ao seu Senhor. 
Assim, o reconhecimento do senhorio 
produziu também o crescimento do seu amor 
porque viram melhor e mais claramente 
o brilho fulgurante da Trindade.

Fonte: Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Comentário do Evangelho do dia (28/09) por Beato John Henry Newman



(1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra 
«Meditações e Devoções», 3.ª parte, 2, 2


«Seguir-Te-ei»

Jesus começou por renunciar a Maria e a José, bem como aos seus amigos secretos de cuja simpatia gozava; mas, quando chegou o tempo, teve de renunciar a ela. [...] Permaneçamos uns instantes ao pé de Maria, antes de seguirmos a marcha de seu Filho, Nosso Senhor. Aconteceu Jesus recusar a um que queria segui-Lo autorização para se afastar dos seus. E contudo, esse foi, aparentemente, o seu comportamento com sua Mãe. [...] 

Ó Maria, pensamos na tua [...] dor de Mãe; pois não terá a dor causada pela partida de teu Filho sido uma das maiores? [...] Como foi que suportaste essa primeira separação, que passaste os primeiros dias longe dele? [...] Como conseguiste viver aqueles três longos anos do seu ministério? Certa vez, a princípio, tentaste aproximar-te (Mc 3,31); mas depois, nunca mais ouvimos falar de ti, até voltarmos a encontrar-te de pé ao lado da sua cruz.


Fonte: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Comentário do Evangelho do dia (27/09) por São Bernardo



(1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja 
Sermões «De diversis», n.º 1



«Tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém»


Irmãos, é bem certo que já vos pusestes a caminhar para a cidade onde habitareis; não avançais por entre os bosques, mas pela estrada. Mas receio que esta via vos pareça longa e vos traga menos consolações do que tristeza. Sim, receio que alguns, ao pensamento de que lhes resta ainda uma longa estrada a percorrer, se sintam conquistados por alguma falta de coragem espiritual, que percam a esperança de conseguir suportar tantas dores e durante tanto tempo. Como se as consolações de Deus não enchessem a alma dos eleitos de uma alegria muito superior à multidão das dores contidas no seu coração. 

É certo que, atualmente, estas consolações ainda não lhes são dadas senão à medida das suas penas; uma vez, porém, atingida a felicidade, não serão já consolações, mas delícias sem fim que encontraremos à direita de Deus (Sl 15,11). Desejemos esta direita, irmãos, que abarca todo o nosso ser. Ansiemos ardentemente por esta felicidade, para que o tempo presente nos pareça breve (como de facto é) em comparação com a grandeza do amor de Deus: «os sofrimentos do tempo presente nada são em comparação com a glória que há de revelar-se em nós» (Rom 8,18). Promessa feliz, por cujo cumprimento devemos esperar com todo o nosso coração! 

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (26/09) por São João Cassiano



(c. 360-435), fundador de mosteiro em Marselha 
Conferências, n.° 15, 6-7


«Vinde e aprendei de Mim» (Mt 11,28-29)


Os grandes da fé não tiravam partido algum do poder que detinham de operar maravilhas, confessavam que não tinham qualquer mérito nisso e que quem fazia tudo era a misericórdia do Senhor. Se alguém admirava os seus milagres, rejeitavam a glória humana com palavras recolhidas dos apóstolos: «Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade?» (At 3,12) No seu entender, ninguém devia ser louvado pelos dons e as maravilhas de Deus. [...] 

Mas por vezes acontece que homens inclinados ao mal, condenáveis em matéria de fé, expulsam demónios e operam prodígios em nome do Senhor. Foi disso que os apóstolos se queixaram um dia: «Mestre, vimos um homem expulsar os demónios em teu nome e quisemos impedi-lo, porque ele não anda connosco.» Ao que Cristo lhes respondeu: «Não lho proibais, pois quem não é contra vós é por vós.» Mas quando, no fim dos tempos, Lhe disserem: «Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que fizemos muitos milagres?», Jesus afirma que responderá: «Nunca vos conheci; afastai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade» (Mt 7,22s). 

E àqueles a quem Ele próprio concedeu a graça gloriosa dos sinais e dos milagres, o Senhor avisa que não se ensoberbeçam com isso: «Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por os vossos nomes estarem escritos no Céu» (Lc 10,20). O Autor de todos os sinais e milagres chama os seus discípulos a guardar a sua doutrina: «Vinde», diz-lhes, «e aprendei de Mim», não a expulsar demónios pelo poder do Céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a ressuscitar os mortos, mas, diz Ele: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29).

Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (25/09) por São João Crisóstomo



(c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Homílias sobre o Evangelho de Mateus, n.º 50, 3-4


Reconhecer Cristo no pobre


Queres honrar o Corpo de Cristo? Então não O desprezes nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres no templo com vestes de seda, enquanto O abandonas lá fora ao frio e à nudez. Aquele que disse: «Isto é o meu Corpo» (Mt 26,26), e o realizou ao dizê-lo, é o mesmo que disse: «Porque tive fome e não Me destes de comer» (cf Mt 25,35); e também: «Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer» (Mt 25,42.45). Aqui, o Corpo de Cristo não necessita de vestes, mas de almas puras; além, necessita de muitos desvelos. [...] Deus não precisa de vasos de ouro, mas de almas que sejam de ouro. 

Não vos digo isto para vos impedir de fazer doações religiosas, mas defendo que simultaneamente, e mesmo antes, se deve dar esmola. [...] Que proveito resulta de a mesa de Cristo estar coberta de taças de ouro, se Ele morre de fome na pessoa dos pobres? Sacia primeiro o faminto, e depois adornarás o seu altar com o que sobrar. Fazes um cálice de ouro e não dás «um copo de água fresca» (Mt 10,42)? [...] Pensa que se trata de Cristo, que é Ele que parte errante, estrangeiro, sem abrigo; e tu, que não O acolheste, ornamentas a calçada, as paredes e os capitéis das colunas, prendes com correntes de prata as lamparinas, e a Ele, que está preso com grilhões no cárcere, nem sequer vais visitá-Lo? [...] Não te digo isto para te impedir de tal generosidade, mas exorto-te a que a acompanhes ou a faças preceder de outros atos de beneficência. [...] Por conseguinte, enquanto adornas a casa do Senhor, não deixes o teu irmão na miséria, pois ele é um templo e de todos o mais precioso.


Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (24/09) por Santo Tomás de Aquino



1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja 
Comentário sobre a Epístola aos Gálatas, 6


O nosso título de glória é o Filho do Homem entregue nas mãos dos homens


«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo», diz São Paulo (Gal 6,14). Repara, observa Santo Agostinho: onde o sábio segundo este mundo julgou encontrar a vergonha, aí descobriu o apóstolo Paulo um tesouro; pois aquilo que para outro é loucura é para ele sabedoria (1Cor 1,17s) e título de glória. 

Com efeito, cada um retira a sua glória daquilo que, a seus olhos, o torna grande; se julga ser um homem importante por ser rico, glorifica-se nos seus bens. Mas aquele que não encontra grandeza para si senão em Jesus Cristo põe a sua glória apenas em Jesus; assim era o apóstolo Paulo, que dizia: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim»(Gal 2,20). É por isso que apenas se gloria em Cristo, e sobretudo na cruz de Cristo. É que nesta cruz estão reunidos todos os motivos de glória que um homem pode ter. 

Há pessoas que retiram a sua glória da amizade com os grandes e poderosos; Paulo, porém, apenas tem necessidade da cruz de Cristo, onde descobre o sinal mais evidente da amizade de Deus: «Deus demonstra o seu amor para connosco pelo facto de Cristo haver morrido por nós quando ainda éramos pecadores» (Rom 5,8). Não, nada manifesta tão bem o amor de Deus para connosco como a morte de Cristo. «Oh, testemunho inestimável do amor!», exclama São Gregório. «Para resgatar o escravo, entregastes o Filho!»

Fonte: Evangelho Quotidiano
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...