segunda-feira, 25 de julho de 2016

"Flos Carmeli" - Oração - Cântico que São Simão Stock dirigia a Santíssima Virgem Maria


Flor do Carmelo,
vinha florígera,
celeste velo,
Virgem frutífera,
és singular.

Doce e bendita,
ó Mãe puríssima,
aos carmelitas,
sê tu propícia,
Estrela do mar.

Raiz de Jessé,
de brotos floridos,
queiras, feliz,
ao céu dos séculos
nos elevar.

Entre os abrolhos,
viçoso lírio,
guarda de escolhos
o frágil ânimo,
Mãe tutelar.

Forte armadura
ante o adversário,
na guerra dura
o escapulário
vem nos guardar.

Nas incertezas,
conselho sábio,
nas asperezas,
consolo sólido
queiras nos dar.

Mãe de doçura
do Carmo régio,
sê a ventura
que o povo em júbilo
vem te aclamar.

Do paraíso
és chave, és pórtico;
prudente guia,
a nós, de glória,
vem coroar. Amém!


Fonte: Frei Patrício Sciadini, OCD, Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

domingo, 24 de julho de 2016

Comentário do Evangelho do dia (23/07) feito por São João Paulo II



(1920-2005), papa
Carta apostólica «Spes Aedificandi», de 02/10/1999 (© copyright Libreria Editrice Vaticana)


Santa Brígida da Suécia, co-padroeira da Europa

A fé cristã deu forma à cultura do continente europeu e combinou-se de forma inextricável com a sua história, a ponto de esta ser incompreensível sem uma referência aos acontecimentos que caracterizaram, primeiro o grande período da evangelização, depois os longos séculos no decurso dos quais o cristianismo se afirmou, apesar da dolorosa divisão entre o Oriente e o Ocidente, como a religião dos europeus. [...]

O caminho em direção ao futuro não pode deixar de ter em conta este facto; os cristãos são chamados a ter dele uma consciência renovada, a fim de darem conta das suas permanentes potencialidades. Têm o dever de dar à construção da Europa um contributo específico, que terá tanto mais valor e eficácia quanto souberem renovar-se à luz do Evangelho. Serão então os continuadores desta longa história de milénios, em que os santos oficialmente reconhecidos mais não são do que cumes propostos como modelos para todos. Há, com efeito, inúmeros cristãos que, pela sua vida reta e honesta, animada pelo amor a Deus e ao próximo, alcançaram, nas mais diversas vocações consagradas e laicas, uma santidade verdadeira e largamente difundida, ainda que se mantivesse oculta. A Igreja não duvida de que este tesouro de santidade é precisamente o segredo do seu passado e a esperança do seu futuro. [...]

Foi por isso que, completando aquilo que fiz quando declarei padroeiros da Europa, a par de São Bento, dois santos do primeiro milénio, os irmãos Cirilo e Metódio, pioneiros da evangelização do Oriente, pensei agora completar o cortejo dos padroeiros celestiais com três figuras igualmente emblemáticas de momentos cruciais deste segundo milénio que chega agora ao fim: Santa Brígida da Suécia, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa Benedita da Cruz. Três grandes santas, três mulheres que, em três épocas diferentes - duas em plena Idade Média, uma no nosso século -, se evidenciaram pelo seu amor ativo à Igreja de Cristo e pelo testemunho prestado à sua cruz.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 23 de julho de 2016

Festa de Santa Maria Madalena - Comentário do Evangelho do dia (22/07) feito por São Gregório Magno



«Mulher, porque choras?»

Maria torna-se testemunha da compaixão de Deus, [...] aquela Maria a quem um fariseu queria quebrar o arroubo de ternura: «Se este homem fosse profeta», exclamava ele, «saberia quem é a mulher que Lhe toca e o que ela é: uma pecadora» (Lc 7,39). Mas as suas lágrimas apagaram-lhe as manchas do corpo e do coração; e ela precipitou-se a seguir os passos do seu Salvador, afastando-se dos caminhos do mal. Estava sentada aos pés de Jesus e escutava-O (Lc 10,39). Vivo, apertou-O nos braços; depois de morto, procurou-O, encontrando vivo Aquele que procurava morto. E encontrou nele tanta graça, que acabou por ser ela a levar a boa nova aos apóstolos, aos mensageiros de Deus! 

Que havemos de ver aqui, meus irmãos, senão a infinita ternura do nosso Criador que, para dar novo ânimo à nossa consciência, nos dá constantemente exemplos de pecadores arrependidos. Lanço os meus olhos sobre Pedro, olho para o ladrão, examino Zaqueu, considero Maria, e só vejo neles apelos à esperança e ao arrependimento. A vossa fé foi tocada pela dúvida? Pensai em Pedro, que chora amargamente a sua cobardia. Estais ardendo em cólera contra o vosso próximo? Pensai no ladrão, que em plena agonia se arrepende e ganha a recompensa eterna. A avareza seca-vos o coração? Prejudicastes alguém? Vede Zaqueu, que devolve quatro vezes mais aquilo que tinha roubado. Por causa de uma paixão, perdestes a pureza da carne? Olhai para Maria, que purifica o amor da carne com o fogo do amor divino. 

Sim, Deus todo-poderoso oferece-nos constantemente exemplos e sinais da sua compaixão. Enchamo-nos, pois, de horror pelos nossos pecados, mesmo pelos mais antigos. Deus todo-poderoso esquece com facilidade que nós cometemos o mal e está pronto a olhar para o nosso arrependimento como se fosse a própria inocência. Nós que, depois das águas da salvação, nos tínhamos de novo manchado, renasçamos com as nossas lágrimas. [...] O nosso Redentor consolará as vossas lágrimas com a sua alegria eterna.

Fonte: Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 20 de julho de 2016

15 ensinamentos dos Santos sobre a amizade



1-“Nem sempre o que é indulgente conosco é nosso amigo, nem o que nos castiga, nosso inimigo. São melhores as feridas causadas por um amigo que os falsos beijos de um inimigo. É melhor amar com severidade a enganar com suavidade”. Santo Agostinho

2-“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.” Santo Agostinho

3-“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos.” Santo Agostinho

4-“A amizade é tão verdadeira e tão vital, que nada mais santo e vantajoso pode-se desejar no mundo.” Santo Agostinho

5-“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”. Santa Teresa D´Ávila

6-“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”. Santa Teresa D´Ávila

7-“A amizade, cuja fonte é Deus, não se esgota nunca.” Santa Catarina de Sena

8- “Qualquer amigo verdadeiro quer para seu amigo: 1) que exista e viva; 2) todos os bens; 3) fazer-lhe o bem; 4) deleitar-se com sua convivência; e 5) finalmente compartilhar com ele suas alegrias e tristezas, vivendo com ele um só coração”. São Tomás de Aquino

9-“A amizade diminui a dor e a tristeza”. Santo Tomás de Aquino

10-“Quem com palavras, conversas e ações der escândalos, não é um amigo, mas um assassino de almas.” São João Bosco

11-“Temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade”. Beata Madre Teresa de Calcutá

12-“As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável”. Beata Madre Teresa de Calcutá

13-“Ama a todos os homens com um grande amor de caridade cristã, mas não traves amizade senão com aquelas pessoas cujo convívio te pode ser proveitoso; e quanto mais perfeitas forem estas relações, tanto mais perfeita será a tua amizade”. São Francisco de Sales

14-“No mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nesses santos exercícios”. São Francisco de Sales

15-“Faz-nos tanto bem, quando sofremos, ter corações amigos, cujo eco responde a nossa dor”. Santa Teresa de Lisieux

Que neste dia do amigo, possamos refletir: “Que tipo de amigo eu sou?”; e pedir ao Senhor que nos dê a graça de viver santas amizades.

Fonte: Professor Felipe Aquino - Editoria Cleófas

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Segue-Me (Mt 8, 22) – Meditação Eucarística


Por Beato Manel González García.

Estamos em nosso Sacrário; tu, meu sacerdote, de joelhos diante do Altar, Eu de meu modesto trono do cibório.

Ouviste e entendeste o “se conhecesses…!” de meu convite ao Sacrário, e, em vez de imitar à Samaritana nas perguntas de curiosidade e de dúvida com que me responde, decidiste aceitar e vir.

Não é isso que me queres dizer posto aí de joelhos?

Sim, o olhar fixo com que olhas para a porta de meu Tabernáculo, como esperando ver-me sair por ela para te falar e andar, caminhar contigo, está me recordando a atitude firme de outro sacerdote meu: de Pedro, quando me dizia à vista de muitos que iam embora: A quem iremos, senão a Vós?

Esta é a tua palavra, não é verdade?

Mas devo te advertir que nos séculos que levo vivendo entre os homens, ouvi muitos dizerem estas palavras, e, não obstante, vejo tão poucos me seguirem.

E não creias que mentem, mas se enganam…

Sabes em que?

Em vez de seguir-me a mim, que sou o Jesus verdadeiro, seguem a um outro Jesus.

As duas classes de seguidores de Jesus.

Não te estranhes nem te escandalizes: Jesus verdadeiro só há um, o primogênito do Pai Celestial e Filho da Virgem Imaculada; mas Jesus falsificados, apócrifos, fantásticos, há muitos, muitos, tantos como imaginações e egoísmos, sensualidades e hipocrisias, empenhados em que não haja Jesus, ou que e ele exista a seu gosto e capricho.

Conheço mais falsificações de mim (que realidade)!

E evidentemente, como sempre é mais cômodo seguir ao falsificado que ao verdadeiro, tenho que passar pela dor de me ver suplantado, em minhas igrejas, em meus Sacrários!

Coitadinhos! E os vejo rezando e alguns até comungando, e logo depois no colóquio que em seu interior fazem com seu Jesus, e na atitude e nos trajes com que se apresentam, percebo que não é comigo que falam, mas com um jesus (assim com letra minúscula) não bom, mas bonachão, não suave, mas adocicado, não compassivo, mas tolerante, não sábio, mas de modestos alcances, não ciente de tudo, mas míope e afeiçoado a fazer vista grossa, não diligente, mas sonolente, … um jesus, evidentemente, sem nada de coroa de espinhos, nem cruz, nem sangue, nem pobreza, nem austeridades de Calvário, mas antes, com esplendores de glória, brancuras de neve, olhares apaixonados, colo terno, peitos macios, ternura de palavras, derretimentos de afetos, de sonhos, e de ilusão. Quanta coisa e sob tanta variedade de formas!

E não penses, meu sacerdote, que são somente pessoas mundanas e sem teologia as que assim me suplantam, que aqui na intimidade da conversa, eu te direi – e quanta pena isso me causa – que ouço a alguns amigos pregando a um jesus que não sou eu, aconselhando conforme uma moral cristã que não é minha, prometendo prêmios e recompensas a obras e pessoas totalmente incomunicadas comigo…

Como tudo isso é duro, não?

Mas tão certo como duro.

Não vês as obras de muitos que me tem na boca, que andam junto a mim e que até comem por servir-me?

Em suas maneiras de falar e de pensar dos demais, de querer aos irmãos, de tratar os inimigos, de vestir, de sofrer, de se alegrar, de viver, em uma palavra, encontras acaso um traço que seja, do Jesus Sacrário: calado, paciente, pobre, abnegado, incansável, humilde, generoso e amante até o fim?

Não? E contudo falam de Jesus, chamam-se cristãos, isto é, seguidores de Jesus?

Já sabes a qual jesus seguem.

Eles são dos falsificadores

Tu, segue-me a Mim.

A Mim!

O filho de Maria Imaculada, o aprendiz da oficina de Nazaré, o Mestre da Cruz de madeira, o Crucificado do Calvário e do Altar, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo…


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Não me move, Senhor, para amar-Te...



Não me move, Senhor, para amar-Te
O Céu que me prometeste
Nem me move o inferno tão temido
Para deixar, por isso, de ofender-Te


Tu me moves, Senhor,
Move-me ver-Te
Pregado em uma Cruz e escarnecido
Move-me ver Teu corpo e Tua morte


Move-me, enfim, o Teu amor
e de tal maneira, 
Que ainda que não houvesse Céu eu Te amaria,
E ainda que não houvesse inferno Te temeria.


Nada tens que dar-me para que eu Te queira,
Pois mesmo que eu não esperasse o que espero,
O mesmo que Te quero, te quereria


Poesia Anônima, Frequentemente atribuída a Sta Teresa D'Avila
Fonte: Blog GRAA

São Josemaria Escrivá: "Traz sobre o teu peito o santo escapulário"




"Traz sobre o teu peito o santo escapulário"

Traz sobre o teu peito o santo escapulário do Carmo. - Poucas devoções (há muitas e muito boas devoções marianas) estão tão arraigadas entre os fiéis e têm tantas bênçãos dos Pontífices. Além disso, é tão maternal este privilégio sabatino! (Caminho, 500)

Quando te perguntaram que imagem de Nossa Senhora te dava mais devoção, e respondeste - como quem já fez bem a experiência - que todas, compreendi que eras um bom filho. Por isso te parecem bons (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua Mãe. (Caminho 501)

Maria, Mestra de oração. - Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. - E como consegue.

- Aprende. (Caminho, 502)

Se queres ser fiel, sê muito mariano.

A nossa Mãe - desde a embaixada do anjo até à sua agonia ao pé da Cruz - não teve outro coração nem outra vida que não a de Jesus.

Recorre a Maria com terna devoção de filho, e Ela te alcançará essa lealdade e abnegação que desejas. (Via Sacra, XIII Estação, n.4)

Fonte: Mensagens de São Josemaria Escrivá
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