sábado, 2 de agosto de 2014

Comentário do Evangelho do dia (21/07) feito por São Romano, o Melodista



(?-c. 560), compositor de hinos
Hino Nínive, §§ 4-17; SC 99

«Porque fizeram penitência»

Meditemos sobre os ninivitas […], escutemos o que fizeram.
Depois da terrível proclamação que Jonas fez a este povo ébrio e glutão […],
Como hábeis operários acorreram a consolidar
A cidade minada pelas suas más acções
E para tal serviram-se duma rocha firme […], o arrependimento.

Lavaram as suas manchas em torrentes de lágrimas,
Adornaram a cidade com as suas orações,
E Nínive, convertida, agradou ao Pai Misericordioso,
Apresentando de imediato a beleza do seu íntimo
Àquele que sonda os corações (Sl 7,10) […].
Assim, ungida com o óleo das boas obras e perfumada com o jejum,
Foi restituída Àquele que a ama […] e Ele aceitou o seu arrependimento.

O seu rei, um homem sábio, […] aprontou animais e rebanhos
Como se fossem para um dote e disse:
«Ofereço-Vos tudo, meu Deus, meu Salvador.
Reconciliai e reconduzi na Vossa graça
A que se prostituiu e traiu […] a Vossa pureza,
Porque aqui está ela de novo, no seu amor,
A trazer-Vos, qual oferta, o seu arrependimento.

Se eu, o soberano monarca, tiver pecado, que só eu seja punido,
E os demais perdoados na Vossa misericórdia.
Mas se todos Vos tivermos ofendido, escutai o clamor de todos nós […],
Venha sobre nós o Vosso auxílio e todo o medo será dissipado.
Nada mais poderá atemorizar-nos
Se Vos dignardes receber a nossa oferta: o arrependimento.

A rebelde Nínive lança-se a Vossos pés
E eu, miserável rei e Vosso desprezível servo,
Indigno do trono, sento-me sobre a cinza (Jn 3,6);
Tendo insultado a Vossa coroa, espalho poeira sobre a minha cabeça;
Como não mereço a púrpura, vesti-me de serapilheira
E desatei as minhas lamentações.
Poupai-nos ao desdém, lançai sobre nós o Vosso olhar,
Ó Salvador, e aceitai o nosso arrependimento».

Filho Unigénito, ó Único Deus, que fazeis a vontade dos que Vos amam,
Protegei-os na Vossa misericórdia […] como dantes tivestes pena dos ninivitas […]
E livrai do juízo todos os que hoje Vos dedicam o seu canto.
Dai-me o Vosso perdão como prémio da minha confissão […]
E como não possuo obras dignas da Vossa glória,
Ó Salvador, salvai-me ao menos pelas minhas palavras de contrição,
Vós que prezais o arrependimento. 
 
Fonte: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (20/07) feito por São Macário do Egito



(?-390), monge
N° 24, 4; PG 34, 662

«Até que tudo fique fermentado»

Se amassarmos farinha sem lhe misturarmos fermento, bem podemos amassá-la, sová-la e trabalhá-la, que a massa não fermentará nem servirá para comer. Mas quando lhe misturamos fermento, este faz levedar e crescer toda a massa, como na comparação que o Senhor aplicou ao Reino. […] Assim é com a carne: por muito cuidado que se tenha, se não lhe deitarmos sal para que se conserve, […] começará a cheirar mal e tornar-se-á imprópria para consumo. Imagina, pois, que toda a humanidade é massa ou carne, e pensa que a natureza divina do Espírito Santo é o sal e o fermento que vêm de outro mundo. Se o fermento celeste do Espírito e o sal bom da natureza divina não forem introduzidos na natureza humana humilhada e a ela misturados, nunca a alma perderá o mau odor do pecado, nem levedará, perdendo o peso e o defeito do «fermento da malícia» (1Cor 5,7). […]

Se a alma se apoiar apenas nas suas próprias forças e se se crer capaz de tudo conseguir sem a ajuda do Espírito, engana-se redondamente; ela não está feita para as moradas do céu, não está feita para o Reino. […] Se o pecador não se aproximar de Deus, se não renunciar ao mundo, se não esperar na esperança, e se a paciência for um bem estranho à sua natureza própria, que é a força do Espírito Santo, se o Senhor não instilar, do alto, a sua própria vida nessa alma, nunca tal homem provará a verdadeira vida. […] Pelo contrário, se tiver recebido a graça do Espírito, se dele não se afastar, se não O desgostar com a sua negligência e as suas más acções, se, perseverando longamente no combate, não ofender o Espírito (Ef 4,30), terá a felicidade de obter a vida eterna.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 19 de julho de 2014

“Sede muito crianças!” - São Josemaria Escrivá




Aconselho-te que tentes algumas vez voltar... ao começo da tua "primeira conversão", coisa que, se não é fazer-se como criança, é muito parecida: na vida espiritual, é preciso deixar-se guiar com inteira confiança, sem medos nem duplicidades; é preciso falar com absoluta clareza daquilo que se tem na cabeça e na alma. (Sulco, 145)

Sede muito crianças! E quanto mais, melhor. É o que vos diz a experiência deste sacerdote, que teve que levantar-se muitas vezes ao longo destes trinta e seis anos - que longos e que curtos se fizeram para mim! - em que vem procurando cumprir uma vontade precisa de Deus. Uma coisa me ajudou sempre; continuar a ser criança e meter-me continuamente no regaço de minha mãe e no Coração de Cristo, meu Senhor.

As grandes quedas, as que causam sérios estragos na alma, e algumas vezes com resultados quase irremediáveis, procedem sempre da soberba de nos julgarmos pessoas crescidas, auto-suficientes. Nesses casos, predomina na pessoa uma espécie de incapacidade para pedir assistência a quem a pode proporcionar: não apenas a Deus, mas também ao amigo, ao sacerdote. E aquela pobre alma, isolada na sua desgraça, afunda-se na desorientação, no descaminho.(Amigos de Deus, 147)
 
Fonte: Página Mensagens de São Josemaria Escrivá

Comentário do Evangelho do dia (19/07) feito por Santo Hipólito de Roma



(?-c. 235), presbítero, mártir
«Refutação de todas as heresias», 10, 33-34 (trad. breviário)

«Aqui está o meu servo, que escolhi, o meu amado»

O Pai enviou à terra o Verbo, porque […] desejava que Ele Se manifestasse de forma visível, a fim de que o mundo, ao vê-Lo, pudesse salvar-se. Sabemos que o Verbo assumiu um corpo no seio da Virgem e transformou o homem velho numa nova criação. Sabemos que Se fez homem da nossa mesma substância. Se não fosse assim, em vão nos mandaria que O imitássemos como mestre. Se este homem tivesse sido formado de outra substância, como poderia impor-me a mim, débil por nascimento, as mesmas coisas que Ele fez? Como poderíamos, em tal caso, dizer que Ele é bom e justo?

Mas, para que ninguém pensasse que era diferente de nós, suportou o trabalho, quis ter fome, não recusou a sede, dormiu para descansar, não rejeitou o sofrimento, submeteu-Se à morte e manifestou a sua ressurreição. Em tudo isto, ofereceu a sua humanidade como primícias, para que tu não desanimes no meio do sofrimento mas, reconhecendo-te homem, esperes também tu receber o que a Ele foi oferecido.

Quando contemplares a Deus tal qual é, terás um corpo imortal e incorruptível como a alma, e possuirás o Reino dos Céus, tu que, peregrinando na terra, conheceste o Reino dos Céus. Viverás então na intimidade de Deus, serás herdeiro com Cristo, e já não estarás sujeito a concupiscências, paixões ou enfermidades, porque foste elevado à condição divina. […] Cristo é o Deus que está acima de todas as coisas, que decidiu libertar os homens do pecado, renovando o homem velho que tinha criado à sua imagem desde o princípio, e manifestando nesta imagem renovada o amor que tem por ti. Se obedeceres aos seus santos mandamentos e imitares com a tua bondade o Bem supremo, serás semelhante a Ele. 
 
Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A árvore da vida - Beata Miriam (ou Maria) de Jesus Crucificado



A árvore da vida

Salve, salve, Árvore da Vida

Que o fruto da vida nos dais!

No meio desta terra,

Meu coração geme e suspira.

Quem me dera ter asas?

Voaria para junto do Amado.

Salve, salve, Árvore da Vida

Que o fruto da vida nos dais!

Em vossas folhas vejo escrito:

Nada temais!

O vosso verdor nos diz:

Esperai!

Os ramos dizem: caridade,

A sombra diz: humildade.

Salve, salve, Árvore da Vida.

Que o fruto da vida contém!

No meio desta terra,

Meu coração geme e suspira.

Quem me dera ter asas!

Para junto do Amado voaria.

Salve, salve, Árvore Bendita

Que os frutos da vida carregam.

À vossa sombra suspiro,

A vossos pés quero morrer.

Enaltecendo Maria

Aos pés de Maria,

A Mãe querida,

A vida encontrei.

Vós todos que sofreis, vinde a Maria,

A seus pés

A vida encontrei.

Tu que penas neste Mosteiro,

Maria conta teus passos e trabalho.

Diz a ti mesmo:

Aos pés de Maria

A vida encontrei.

Tu que moras neste Mosteiro,

Liberte das coisas terrestres,

A tua vida e salvação

Estão aos pés de Maria.

Moro nas entranhas de minha Mãe

E ali encontro meu Bem-Amado.

Seria uma orfãzinha?

No seio de Maria

A vida encontrei.

Não me chame de órfã

Maria é minha Mãe

E o meu pai é Deus.

A serpente, o dragão

Tentava-me morder

E me tirar a vida,

Mas aos pés de Maria

A vida encontrei.

Maria me chamou

E neste Mosteiro

Sempre ficarei:

Aos pés de Maria

A vida encontrei.

………………………

Fonte: Carmelo São José – Cruz Alta.
Blog Castelo Interior


Santa Edviges da Polônia, Rainha - 17 de julho



Santa Edviges da Polônia, Rainha - 17 de julho

Edviges d'Anjou foi rainha da Polônia a partir de 1384 e grã-duquesa da Lituânia a partir de 1386. Filha de Luís I, rei da Hungria e da Polônia e de Isabel Kotromanic da Bósnia, sucedeu seu pai em 1382 na Polônia, enquanto sua irmã Maria herdou o trono da Hungria.
Embora seja chamada de "rainha", Edviges foi de fato coroada como "Rei da Polônia" (Hedvigis Rex Poloniæ e não Hedvigis Regina Poloniæ). O gênero masculino do seu título significava que ela era monarca de pleno direito, enquanto que o título de rainha era atribuído às esposas dos reis. Edviges pertencia à Casa Real dos Piast, antiga dinastia nativa da Polônia, sendo bisneta de Ladislau I, que reunificou o reino polonês, em 1320.

 Como rainha, Edviges teve efetivamente poderes limitados, mas foi muito ativa na gestão política do reino e na vida diplomática e cultural de seu país.

No final do primeiro milênio, os apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo tinham ido à terra dos Piast. Naquela época Mieszko I recebeu o Batismo, e isto constituiu ao mesmo tempo o Batismo da Polônia. Séculos depois, os poloneses batizados contribuíram para a evangelização e o Batismo dos seus vizinhos, graças à obra de Edviges.

Após consultas ao Arcebispo de Bodzanta, ao Bispo de Cracóvia Jan Radlica, a outros nobres do reino polonês, e muita oração diante do Crucifixo de Wawel, ficou estabelecido seu casamento com Jogaila, Grão-Duque da Lituânia, o qual havia prometido receber o Batismo – bem como toda sua Nação, último país pagão na Europa – e unir a Lituânia à Polônia. As bodas se realizaram a 18 de fevereiro de 1386. Convertido ao Catolicismo, o grão-duque foi batizado recebendo o nome de Ladislau II.

Consciente da missão de levar o Evangelho aos irmãos lituanos, Edviges fê-lo juntamente com o seu esposo. Um novo país cristão, renascido das águas do Batismo, surgiu no Báltico, como no século X a mesma água fizera renascer os filhos da Nação polonesa. Uma vez aberta a estrada para a cristianização da Lituânia, Edviges, coerente no agir, procurou assegurar ao povo recém-batizado uma formação religiosa fundando em Praga um Colégio para os futuros sacerdotes daquela Nação.
Edviges fora educada na leitura religiosa clássica desde tenra infância. Lia a Sagrada Escritura, o Saltério, as Homilias dos Padres da Igreja, as meditações e orações de São Bernardo, os Sermões e a Vida dos Santos, etc. Algumas destas obras foram traduzidas para a língua polonesa para ela e para seus súditos. A Rainha ordenou a execução de um saltério em três versões linguísticas, chamado Saltério Floriano, o qual se encontra hoje na Biblioteca Nacional de Varsóvia.

Ela doou as próprias joias para financiar a recuperação da Academia de Cracóvia que, no século XIX, passou a se chamar Universidade Jagelônica, em homenagem à Dinastia Jagelônica, sucessora dos Piast. Nesta Universidade educaram-se e ensinaram pessoas que tornaram o nome da Polônia, e daquela cidade, famosos no mundo inteiro. A fama desta Universidade foi durante séculos um motivo de orgulho para a Igreja de Cracóvia. Dela saíram estudiosos da qualidade de São João Kanty, que exerceram não pouca influência no desenvolvimento do pensamento teológico da Igreja universal.
Visitando os hospitais medievais (Biecz, Sandomierz, Sącz, Stradom) podemos admirar as numerosas obras fundadas pela misericórdia da soberana.

A Santa Rainha tinha compreendido o ensinamento de Nosso Senhor e dos Apóstolos. Muitas vezes ela se ajoelhara aos pés do Crucifixo de Wawel para aprender dEle mesmo o amor generoso. E com Ele, do Cristo de Wawel, este Crucifixo negro que os habitantes da Cracóvia visitam em peregrinação na Sexta-Feira Santa, a Rainha Edviges aprendeu a dar a vida pelos irmãos. A sua profunda sabedoria e a sua intensa atividade brotavam da contemplação, do vínculo pessoal com o Crucificado.
Perita na arte da diplomacia, ela lançou os fundamentos da grandeza da Polônia do século XV. Incentivou a cooperação religiosa e cultural entre as nações, e enriqueceu a Polônia com um patrimônio espiritual e cultural. Graças à profundidade da sua mente Cracóvia se tornou um importante centro do pensamento na Europa, o berço da cultura polonesa e a ponte entre o Ocidente e o Oriente cristãos.

A sua bondade e senso de justiça era fruto de uma vida de muito sofrimento. Coroada aos dez anos, em 1384, aos doze deixou seu país natal. Em 1387 perdeu sua mãe, em 1395 sua irmã. Era vítima de calúnias difundidas no mundo europeu que tentavam criar animosidades entre seu esposo bem mais velho e ela; enfrentou dificuldades políticas e humanas, sofreu também com o fato de durante vários anos não poder dar um herdeiro ao trono.

Para aproximar os súditos poloneses, lituanos e rutenos dos frutos espirituais da Igreja, pediu ao Papa Bonifácio IX a graça de poder celebrar o Ano Santo de 1390 no próprio país. Seu pedido foi motivado pelos grandes perigos políticos e sociais a que estariam expostos os peregrinos numa viagem à Roma. O Papa atendeu seu pedido, enviando, em 1392, o seu legado, João de Pontremoli, com a bula e as respectivas instruções.

A Santa Rainha fundou, em 1393, o Colégio dos 16 Salmistas, para que noite e dia se louvasse a glória de Deus.

Finalmente a Santa Rainha recebeu a graça de se tornar mãe, mas gozou por pouco tempo a alegria da maternidade física, porque a herdeira do trono, Isabel Bonifácia, morreu pouco depois. Quatro dias depois, em 17 de julho de 1399, Edviges falecia, em decorrência de complicações do parto, aos 25 anos e cinco meses. A Dieta da Polônia elegeu Ladislau II para sucedê-la. Este teve como sucessores os filhos havidos com sua última mulher, Sofia de Halshany.

Apesar da veneração espontânea do povo polonês que a considerava Santa, foram necessários seiscentos anos para que o seu culto fosse reconhecido oficialmente pela canonização, o que ocorreu no dia 8 de junho de 1997, em Cracóvia, Polônia, durante a visita de João Paulo II àquela cidade.

O Crucifixo Negro e a Rainha Santa Edviges



O Crucifixo Negro foi trazido para a Polônia por ela mesma em 1384. Santa Edviges passava horas rezando diante do crucifixo e em várias ocasiões Nosso Senhor lhe falou por meio dele. Desde 1745 o Cristo Negro, de 13 pés de altura, ocupa a parte central do altar barroco da Catedral. A Santa Sé declarou que ouvir a Santa Missa neste lugar obtém a graça de livrar uma alma do Purgatório.
Quando a Rainha Edviges foi beatificada, em 1987, suas relíquias foram transferidas para o altar do Crucifixo Negro.

Etimologia: Edviges = do alemão antigo Haduwig, composto de sinônimos “luta” (hadu) e “combate” (wig). Outros: “lutadora que odeia”. Hedwig em alemão; Jadwiga em polonês; Eduvigis em espanhol; Edvige em italiano; Hedvigis em latim.

Fonte: Heroínas da Cristandade

(OBS.: Não confundam Santa Edviges Rainha da Polônia, com Santa Edviges da Silésia, também polonesa e princesa, que tem muita popularidade como patrona dos endividados!)

10 medidas práticas para a Santidade - Beato Francisco Xavier Seelos

10 medidas práticas para a Santidade - Beato Francisco Xavier Seelos

1. Ir à Missa com grande devoção.

2. Reflectir durante meia-hora nos pecados em que se cai mais frequentemente; fazer propósitos para o evitar.

3. Fazer leitura espiritual durante 15 minutos, se for impossível fazer meia-hora.

4. Rezar o Terço todos os dias.

5. Se possível visitar o Santíssimo Sacramento todos os dias; e ao entardecer meditar na Paixão de Cristo durante meia-hora.

6. Acabar o dia com o exame de conciência, de todas as faltas e pecados do dia.

7. Todos os meses, fazer uma revisão do mês na confissão (direcção espiritual).

8. Escolher um padroeiro em cada mês, e imitá-lo numa virtude em especial.

9. Fazer uma novena antes de cada grande festa litúrgica.

10. Tentar começar e acabar cada actividade diária com uma Avé-Maria.
 
 
Fonte: Senza Pagare
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