terça-feira, 2 de julho de 2013
Comentário do Evangelho do dia (29/06) feito por São Clmente de Roma
(c. 35-c. 100), papa
Carta aos Coríntios, 5-7
O mais antigo testemunho do martírio de Pedro e Paulo
Deixemos de lado esses exemplos [de perseguições no Antigo Testamento] para atender aos dos atletas mais próximos de nós; invoquemos os exemplos valorosos da nossa geração. O ciúme e a inveja desencadearam perseguições contra os mais elevados e mais justos pilares da Igreja, que lutaram até à morte. Olhemos para os santos apóstolos: Pedro, por causa de um ciúme injusto, passou não apenas um ou dois, mas numerosos sofrimentos; depois de assim ter prestado o seu testemunho partiu para a morada da glória que tinha merecido. O ciúme e a discórdia permitiram a Paulo mostrar como se alcança o prémio reservado à constância. Sete vezes prisioneiro, exilado, lapidado, pregador do evangelho no Oriente e no Ocidente, recebeu a fama que correspondia à sua fé. Depois de ter ensinado a justiça ao mundo inteiro até aos limites do Ocidente, deu testemunho perante as autoridades; foi assim que partiu deste mundo para ir para a morada da santidade. Supremo modelo de coragem! A esses homens que levaram uma vida santa, veio juntar-se uma grande multidão de eleitos que, por causa dos ciúmes, sofreram todo o tipo de maus tratos e suplícios e deram um magnífico exemplo entre nós. […]
Escrevemos tudo isto, meus bem-amados, não somente para vos advertir, mas para nos exortar a nós próprios. Pois estamos na mesma arena; espera-nos o mesmo combate. Deixemos, pois, as preocupações inúteis para seguir a regra gloriosa e venerável da nossa tradição. Tenhamos os olhos fixos no que é belo, no que é agradável aos olhos daquele que nos criou, no que é adequado para estarmos com Ele. Fixemos o nosso olhar no sangue de Cristo e compreendamos o valor que este sangue tem para Deus, seu Pai, pois o seu sangue, derramado para a nossa salvação, trouxe ao mundo inteiro a graça da conversão.
Créditos: Evangelho Quotidiano
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Comentário do Evangelho do dia (28/06) por Beata Teresa de Calcutá
(1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«A Simple Path»
«Jesus estendeu a mão e tocou-o»
Actualmente, a doença mais terrível do Ocidente não é a tuberculose nem a lepra; é sentimo-nos indesejados, não amados, abandonados. Sabemos tratar as doenças do corpo pela medicina, mas o único remédio para a solidão, a angústia e o desespero é o amor. São muitas as pessoas que morrem por falta de um pedaço de pão, mas são muitas mais as que morrem por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é outro tipo de pobreza: não é apenas pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Existe fome de amor como existe fome de Deus.
Créditos: Evangelho Quotidiano
sábado, 29 de junho de 2013
Carta de São Francisco sobre a Penitência - Parte II
Cap. II Os que não fazem penitência
1 Mas todos aqueles e aquelas que não vivem em penitência,
2 e não recebem o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo,
3 e cometem vícios e pecados
4 e que andam atrás da concupiscência má e dos maus desejos de sua carne, e não guardam o que prometeram ao Senhor,
5 e servem corporalmente ao mundo com os desejos carnais e com as preocupações do século e com os cuidados desta vida:
6 presos pelo diabo, de quem são filhos e cujas obras fazem (cfr. Jo 8,41),
7 são cegos, por-que não vêem a luz verdadeira, nosso Se-nhor Jesus Cristo.
8 Não têm a sabedoria espiritual, por-que não têm o Filho de Deus, que é
a ver-dadeira sabedoria do Pai, 9 dos quais se diz: Sua sabedoria foi
devorada (Ps 106, 27); e malditos os que se afastam de seus mandatos (Ps
118, 21).
10 Vêem e conhecem, sabem e fazem o mal e eles mesmos perdem, sabendo, as almas.
11 Vede, cegos, enganados por vossos inimigos: pela carne, o mundo e o
diabo; porque para o corpo é doce fazer o pecado e é amargo fazê-lo
servir a Deus;
12 porque todos os vícios e pecados saem e procedem do coração dos homens, como diz o Se-nhor no Evangelho (cfr. Mc 7, 21).
13 E nada tendes neste século nem no futuro.
14 E calculais que possuís por muito tempo as vaidades deste século, mas
estais enganados, porque virá o dia e a hora, em que não pensais, não
sabeis e ignorais; adoece o corpo, a morte se aproxima e assim se morre
com amarga morte.
15 E onde quer, quando quer, como quer que morra o homem em pecado
mortal, sem penitência e satisfação, se pode satisfazer e não satisfaz, o
diabo arrebata sua alma de seu corpo com tanta angústia e tribulação,
que ninguém pode saber se-não quem as sofre.
16 E todos os talentos e poder e ciência e sabedoria (2 Cr 1, 12), que
calculavam ter, deles serão tirados (cfr. Lc 8, 18; Mc, 4, 25).
17 E o deixam aos parentes e amigos e eles tomaram e dividiram sua
riqueza e disseram depois: Maldita seja sua alma, porque podia dar-nos e
conseguir mais do que conseguiu.
18 Os vermes comem o corpo, e assim perderam corpo e alma neste breve
século e irão para o inferno, onde serão atormentados sem fim.
19 A todos a quem chegar esta carta, rogamos, na caridade que é Deus
(cfr. 1 Jo 4, 16), que recebam benignamente com a-mor divino estas
sobreditas odorosas pa-lavras de nosso Senhor Jesus Cristo.
20 E os que não sabem ler, façam com que as leiam muitas vezes;
21 e as guardem consigo com santa operação até o fim, por-que são espírito e vida (Jo 6, 64).
22 E os que não fizerem isto, terão que dar conta no dia do juízo (cfr.
Mt 12, 30), diante do tribunal de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Rm 14,
10).
Fonte: Milícia da Imaculada
Música de Santa Hildegard von Bingen em honra de Nossa Senhora: AVE MARIA
Muitos desconhecem, mas a primeira compositora que se conhece a biografia é a grande Santa Hildegard (ou Hildegarda) von Bingen, que foi recentemente proclamada doutora da Igreja pelo Papa Bento XVI (é a quarta mulher a receber esse honroso título, após Santa Teresa d'Ávila, Santa Catarina de Siena e Santa Teresinha do Menino Jesus).
A nossa querida e santa abadessa, além de compositora, era mística, taumaturga. pregadora (!), artista plástica, botânica, médica, teóloga, escritora, autora de peças teatrais...
Espero que gostem das músicas dela, que a partir de hoje, postarei aqui, de vez em quando (vou tentar colocar uma música dela aqui ao menos uma vez por semana...). Dizem que as suas composições são baseadas nos cânticos celestes que ela ouvia dos anjos. Por isso mesmo, para muitos, a princípio será um estilo musical um tanto quanto diferente, com que se está pouco acostumado... Mas é assim que as coisas de Deus podem ir nos transformando, se nos abrirmos à elas. A medida que ouvimos músicas mais elevadas, por exemplo, o nosso próprio gosto musical vai mudando também. E como a música é o tipo de arte que mais influencia o ser humano, seu comportamento e pensamento, devemos ter consciência de que uma boa escolha das músicas que ouvimos é de grande importância. E não deixamos de fazer uma algo muitíssimo virtuoso e frutuoso, quando nos dedicamos, no dia a dia, à escuta orante de música sacra como a de Santa Hildegard von Bingen.
A música acima é em honra à Nossa Mãe Santíssima, Rainha das Virgens: Ave Maria!
Abraço afetuoso a todos os leitores.
In Corde Jesu et Mariae,
Christian.
Carta de São Francisco de Assis aos fiéis (Penitência!) Parte I
(PRIMEIRA REDAÇÃO) (Exortação aos irmãos e às irmãs sobre a penitência)
Em nome do Senhor!
[Cap. I]: Dos que fazem penitência
1 Todos os que amam o Senhor com todo o coração, com toda a alma e a men-te, com toda a força (cfr. Mc 22,39) e amam seus próximos como a si mesmos (cfr. Mt 22,39),
2 e odeiam seus corpos com os vícios e pecados,
3 e recebem o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,
4 e fazem frutos dignos de penitência:
5 Oh! como são bem-aventurados e benditos, eles e elas, enquanto fazem essas coisas e nelas perseveram, 6 porque des-cansará sobre eles o espírito do Senhor (cfr. Is 11, 2) e neles fará sua casa e morada (cfr. Jo 14, 23),
7 e são filhos do Pai celeste (cfr. Mt 5,45), cujas obras fazem, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Mt. 12, 50).
8 Somos esposos, quando pelo Espírito Santo une-se a alma fiel a nosso Senhor Jesus Cristo.
9 Somos seus irmãos quando fazemos a vontade do Pai que está nos céus (Mt 12, 50).
10 Mães, quando o levamos em nosso coração e em nosso corpo (Cfr. 1Cor 6, 20), pelo amor divino e a cons-ciência pura e sincera; e o damos à luz pela santa operação, que deve iluminar os outros com o exemplo (cfr. Mt 5, 16).
11 Oh! como é glorioso, santo e grande ter nos céus um Pai!
12 Oh! como é santo ter tal esposo: paráclito, belo e admirável!
13 Oh! como é santo e dileto ter tal irmão e filho, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e sobre todas as coisas desejável: Nosso Senhor Jesus Cristo! que deu a vida por suas ovelhas (cfr. Jo 10,15) e orou ao Pai dizendo:
14 Pai santo, guarda-os em teu nome (Jo 17, 11), os que me deste no mundo; eram teus e mos deste (Jo 17,6).
15 E as palavras que me deste, lhas dei; e eles as receberam e creram, de verdade, que saí de ti e conheceram que me enviaste (Jo 17,8).
16 Rogo por eles e não pelo mundo (cfr. Jo 17, 9).
17 Bendize-os e santifica-os (Jo 17, 17), e por eles santifico a mim mesmo (Jo 17,19).
18 Não rogo só por eles, mas por aqueles que hão de crer em mim por sua palavra (Jo 17, 20), para que sejam santificados em um (Cfr. Jn 17, 23), como também nós (Jo 17, 11).
19 E quero, Pai, que onde eu estou também eles estejam comigo, para que vejam minha claridade (Jo 17,24) em teu reino (Mt 20,21). Amém.
Fonte: Senzala da Imaculada
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Imitação de Cristo III - Cap 12 - Da escola da paciência e luta contra as concupiscências
1 - A ALMA: Deus e Senhor meu, pelo que vejo, a paciência me é muito necessária; pois são muitas as contrariedades desta vida. Por mais que se procure a paz, não há viver sem combate e sofrimento.
2 - JESUS: Assim é, filho, e não quero que busques uma paz isenta de tentações e contrariedades, mas que julgues ter achado a paz, ainda quando fores molestado de muitas atribulações e provado em muitas contrariedades. Se dizes que não podes sofrer tanta coisa, como suportarás, então, o purgatório? De dois males sempre se deve escolher o menor. Para escapar dos suplícios futuros, trata de sofrer com paciência os males presentes, por amor de Deus. Julgas, acaso, que nada ou pouco sofrem os homens do mundo? Tal não encontrarás, nem entre os mais regalados.
3 - Dirás, talvez, que eles têm muitos deleites e seguem a sua própria vontade, e por isso pouco lhes pesa a tribulação.
4 - Seja embora assim, e tenham eles quanto desejam, mas quanto tempo achas que há de durar isso: Eis qual fumo se desvanecerão os abastados do século, nem lembrança restará de seus prazeres passados. E mesmo, enquanto vivem, não os fruem sem amargura, tédio e temor. Porquanto do próprio objeto de seus deleites muitas vezes lhes vem a dor que os castiga. E é justo que assim lhes suceda que encontrem amargura e confusão nos gozos que buscam e perseguem desordenadamente. E quão breves, quão falsos, quão desordenados e torpes são todos os deleites do mundo! Mas os homens, na embriaguez e cegueira do espírito, não o compreendem; antes, como irracionais, por um diminuto prazer, nesta vida corruptível, dão a morte à sua alma. Tu, pois, filho, não sigas teus apetites, renuncia à própria vontade (Eclo 18,30); deleita-te no Senhor, e ele te dará o que teu coração anela (Sl 36,4).
5 - Pois, se queres verdadeiras delícias e receber de mim consolação abundante, despreza todas as coisas mundanas e renuncia a todos os prazeres inferiores, e por recompensa terás copiosa consolação. Quanto mais te apartares do prazer que encontras nas criaturas, tanto mais suaves e eficazes consolações em mim acharás. Não o conseguirás, a princípio, sem alguma tristeza e trabalho na peleja, opor-se-á o costume inveterado, mas será vencido por outro melhor. Revoltar-se-á a carne, mas o fervor de espírito lhe porá freio. Perseguir-te-á a serpente antiga e te molestará, mas tu a afugentarás com a oração e, com o trabalho proveitoso, lhe trancarás a principal entrada.
Tomás de Kempis, Imitação de Cristo
Comentário do Evangelho do dia (27/06) feito por Santo Agostinho
(354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 179, 8-9; PL 38, 970
«Tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos» (Tg 1,22)
Não tenhais ilusões, irmãos, se viestes com zelo ouvir a palavra sem intenção de pordes em prática o que ouvis. Pensai bem nisto: se é bom ouvir a palavra, melhor ainda é pô-la em prática. Se não a ouvires, se não fizeres o que ouviste, nada edificas. Se a ouves e não a pões em prática, o que edificas é uma ruína […]. «Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha» [...]: ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha [...].
«Porém, continua o Senhor, todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.» Também ele a levanta, mas o que edifica? Edifica a sua casa mas, porque não põe em prática o que ouve, apesar de ter ouvido, edifica sobre a areia. Portanto, ouvir sem praticar é edificar sobre a areia; ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha; recusar-se a ouvir é não edificar nem sobre a rocha, nem sobre a areia […].
Haverá quem diga: «Para quê ouvir, então? […] Pois se ouvir sem pôr em prática edificarei uma ruína, não será melhor não ouvir?» A chuva, os ventos, as torrentes são constantes neste mundo. É pois com medo de que eles surjam e te derrubem que não edificas? […] Se te obstinares a nada ouvir, nenhum abrigo terás: virá a chuva, as torrentes precipitar-se-ão – e tu, estarás em segurança? […] Portanto, reflecte bem: é mau não ouvires, e é mau ouvires sem agir, pois há que ouvir e pôr em prática. Sede pessoas que põem em prática a Palavra, não vos contenteis em ouvi-la; isso será enganardes-vos.
Créditos: Evangelho Quotidiano
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