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terça-feira, 30 de abril de 2019

4 orações de Padre Pio a Virgem Maria



Rezemos à nossa Mãe com as palavras deste grande santo

São Padre Pio de Pietrelcina era devoto fervorosíssimo da Virgem Maria, que chamava carinhosamente de Mamma (Mamãe). Padre Pio, como é mais conhecido, rezava continuamente a Nossa Senhora, pedindo as graças de que é dispensadora, suplicando a sua intercessão, o seu cuidado materno.

As orações deste grande santo são frutos de uma profunda intimidade com Deus, como podemos perceber em suas palavras:

“Assim que me ponho a rezar, logo sinto o coração como que invadido por uma chama de amor; essa chama não tem nada a ver com qualquer chama deste baixo mundo. É uma chama delicada e muito doce, que consome e não causa sofrimento algum. Ela é tão doce e tão deliciosa, que o espírito prova sua complacência e permanece saciado, mas sem perder o desejo – oh Deus! –, algo que me parece maravilhoso e que talvez jamais consiga compreender, a não ser na pátria celeste[1].”

Depois de conhecer um pouco a vida de oração de São Pio de Pietrelcina, vejamos quatro de suas orações dirigidas a Virgem Maria, que providencialmente temos acesso graças ao seu Epistolário, ou seja, às suas cartas:


Minha Mãe, Maria

Mãe de misericórdia,
tem piedade de mim!
Deverias compreender,
minha querida Mãe,
que se o fiz,
o fiz unicamente
por obedecer!


“Não te preocupes
que os outros pensem
a teu respeito
tantas coisas estranhas,
nós vamos te defender;
até o momento eles te aborreceram,
mas agora terão de acertar
as contas conosco”[2].

Virgem Imaculada


Santíssima Virgem Imaculada
e minha Mãe, Maria,
a ti que és a Mãe do meu Senhor,
a rainha do mundo,
a advogada, a esperança,
o refúgio dos pecadores, recorro hoje,
eu que sou o mais miserável de todos.
Eu te venero, ó grande Rainha,
e te agradeço
todas as graças que me concedeste até agora,
sobretudo por me teres libertado do inferno,
tantas vezes por mim merecido.
Eu te amo, Senhora Amabilíssima,
e pelo amor que te devoto,
prometo querer sempre servir-te
e fazer tudo o que posso
para que também sejas amada pelos outros.
Deposito em ti todas as minhas esperanças,
toda a minha saúde.
Aceita-me como teu servo
e acolhe-me sob o teu manto,
ó Mãe de misericórdia.
E visto que és tão poderosa com Deus,
liberta-me tu de todas as tentações;
ou dai-me forças
para vencê-las até a morte.
A ti peço o verdadeiro amor
a Jesus Cristo.
De ti espero ter uma boa morte.
Minha Mãe, pelo amor que nutres para com Deus,
peço-te que me ajudes sempre,
mas muito mais no último instante da minha vida.
Não me deixes até que não me vejas
já salvo no céu a bendizer-te
e a cantar as tuas misericórdias
por toda a eternidade! Amém[3].

Eu te suplico, minha Mãe


Ó celestial tesoureira de todas as graças,
Mãe de Deus e minha, Maria,
porque és a filha primogênita
do eterno Pai
e tens na mão a sua onipotência,
tem piedade de minh’alma
e concede-me a graça
pela qual fervidamente te suplico…
Ave, Maria…

Ó misericordiosa dispensadora
das graças divinas,
Maria Santíssima,
tu que és a Mãe
do eterno Verbo encarnado,
que te coroou
com imensa sabedoria,
considera a grandeza da minha dor
e concede-me a graça
de que tanto necessito…
Ave, Maria…

Ó amorosíssima dispensadora
das graças divinas,
imaculada esposa
do eterno Espírito Santo,
Maria Santíssima,
tu que dele recebeste um coração
capaz de ter piedade
das humanas desventuras
e não pode resistir sem consolar quem sofre,
tem piedade de minh’alma
e concede-me a graça que espero
com plena confiança na tua imensa bondade…
Ave, Maria…

Sim, ó minha Mãe,
tesoureira de todas as graças,
refúgio dos pobres pecadores,
consoladora dos aflitos,
esperança dos desesperados
e auxílio poderosíssimo dos cristãos,
eu deposito em ti toda a minha confiança
e estou certo de que me obterás de Jesus
a graça que tanto desejo,
desde que seja para o bem de minh’alma.
Salve, Rainha…[4]

Eu te saúdo, Maria


Eu te saúdo, Maria,
filha amada do Pai eterno.

Eu te saúdo, Maria,
virgem Mãe do Filho de Deus.

Eu te saúdo, Maria,
esposa imaculada do Espírito Santo.

Eu te saúdo, Maria,
templo vivo da Santíssima Trindade.

Eu te saúdo, Maria,
concebida sem mancha alguma de pecado,
toda pura e santa.

Eu te saúdo, Maria,
virgem puríssima
antes do parto, no parto, após o parto.

Eu te saúdo, Maria,
Mãe dolorosa,
Rainha dos mártires,
coração dos corações que sofrem.

Eu te saúdo, Maria,
estrela do nosso caminho,
fonte da nossa esperança,
fonte puríssima de alegria,
porta do paraíso.

Eu te saúdo, Maria,
consoladora dos aflitos,
mãe do belo e casto amor das almas virgens,
porto sereno de paz.

Eu te saúdo, Maria,
mediadora potentíssima e piedosa de todas as graças,
aurora suspirada do dia eterno,
prelúdio suavíssimo sobre a terra
da maravilhosa harmonia dos céus.

Eu te saúdo, Maria,
rainha dos anjos e dos santos,
rainha nossa,
soberana Patrona da Ordem Seráfica.

Eu te saúdo, Maria,
refúgio dos pecadores,
mãe dulcíssima.
Amo-te muito muito,
ó bela mãe,
ó minha mãe,
conserva-me puro.
Leva-me a Jesus.
Salve, ó Maria[5].

Links relacionados:

PADRE PAULO RICARDO. Fica comigo, Senhor!

Referências:

[1] PADRE PIO. Minha orações, p. 10 (Epistolário 1, 461).
[2] Idem, p. 103 (Epistolário 1, 361-362).
[3] Idem, p. 105-105.
[4] Idem, p. 106-107.
[5] Idem, p. 108-110.

(Via Todo de Maria e Aleteia)

segunda-feira, 25 de março de 2019

Anunciação do Anjo à Santíssima Virgem - por Santo Efrém


«Grandes coisas fez em mim o Omnipotente» (Lc 1, 49)


Contemplai Maria, bem-amados, vede como Gabriel entrou em sua casa e que, ao ouvi-la perguntar  «Como será isso?», o servo do Espírito Santo deu a seguinte resposta: «Nada é impossível a Deus, para Ele tudo é simples». Ela acreditou no que ouvira e disse: «Eis a serva do Senhor». E o Senhor desceu, de uma forma que só Ele conhece: pôs-Se em movimento e veio como Lhe agradava; entrou nela sem que Ela o sentisse e Maria acolheu-O sem sofrimento. Ela trouxe dentro de si Aquele de que o mundo está cheio. Ele abaixou-Se para ser o modelo que renova a antiga imagem de Adão. 

Por isso, quando te anunciarem o nascimento de Deus, guarda silêncio. Que a palavra de Gabriel esteja presente no teu espírito, pois nada é impossível a esta gloriosa Majestade que Se abaixou por nós e que nasceu da nossa humanidade. Nesse dia, Maria tornou-se o Céu que contém a Deus, pois a divindade sublime veio fazer dela a sua morada. Nela, Deus fez-se pequeno sem enfraquecer a sua natureza, para nos fazer crescer. Nela, Ele Deus teceu para nós uma veste com a qual nos salvou.  Nela se cumpriram todas as palavras dos profetas e dos justos. Dela se elevou a luz que expulsou as trevas do paganismo. 

Numerosos são os títulos de Maria [...]: ela é o palácio no qual habitou o poderoso Rei dos reis, mas Ele não a deixou como viera, pois foi dela que Ele Se fez carne e que nasceu. Ela é o novo Céu no qual o Rei dos reis habitou; nela Se elevou Cristo e dela subiu para iluminar a criação, formada e talhada à sua imagem. Ela é a cepa de vinha que deu uvas; ela gerou um fruto superior à natureza; e Ele, se bem que diferente dela pela sua natureza, vestiu a sua cor quando nasceu dela. Ela é a fonte da qual brotaram as águas vivas para os sequiosos, e quantos aí se dessedentam dão frutos a cem por um.


Santo Efrém (c. 306-373)
Diácono da Síria, doutor da Igreja
Homilias sobre a Mãe de Deus, 2, 93-145
Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

"Ó esplêndida joia...!" - Palavras de Santa Hildegarda de Bingen a Nossa Senhora



Ó esplêndida joia, serenamente infusa com o Sol!
O Sol está em Ti como uma fonte do coração do Pai;
É Seu Verbo único, pelo qual Ele criou o mundo,
A matéria primitiva, que Eva lançou em desordem.
Ele formou o Verbo em Ti como um ser humano,
E, portanto, Tu és a joia que brilha da forma mais radiante,
Por meio de quem o Verbo exalou todas as virtudes,
Tal como, antigamente, da matéria primitiva Ele fez todas as criaturas.

Ó doce ramo verde, que floresces do tronco de Jessé!
Ó coisa gloriosa, que Deus tenha reparado em Sua mais bela filha,
Como a águia olha para a face do sol!
O Altíssimo Pai buscou  inocência de uma Virgem,
E quis que Seu Verbo devesse assumir nela Seu Corpo.
Pois a mente da Virgem foi iluminada pelo mistério dEle,
E de sua virgindade brotou a gloriosa Flor.


Scivias, Santa Hildegada de Bingen

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A Medalha Milagrosa - Padre Paulo Ricardo


No dia 27 de novembro se comemora o aniversário da revelação da Medalha de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré (1806-1876). Foi a primeira grande aparição da Virgem Santíssima depois da Revolução Francesa. Conheça a história desta aparição, a mensagem da Virgem Santíssima e o significado da Medalha.

Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

Dia de Nossa Senhora das Graças - Tota Pulchra es, Maria



Tota pulchra es, Maria,
et macula originalis non est in te. 
Vestimentum tuum candidum quasi nix, et facies tua sicut sol. 
Tota pulchra es, Maria, 
et macula originalis non est in te. 
Tu gloria Jerusalem, tu laetitia Israel, tu honorificentia populi nostri. 
Tota pulchra es, Maria.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Comentário do Evangelho do dia (25/03) feito por São Maximiliano Maria Kolbe



(1894-1941), franciscano, mártir 
Conferência de 13/06/1933


«Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 8,21)


Deus quer servir-Se de instrumentos para fazer as suas obras. […] Deus, que nos deu uma vontade livre, quer que O sirvamos livremente como instrumentos, ajustando a nossa vontade à sua, do mesmo modo que sua Santíssima Mãe, quando diz: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a sua palavra.» A expressão «faça-se em mim» deve ressoar constantemente nos nossos lábios, pois entre a vontade da Imaculada e a nossa deve existir uma harmonia completa. Então que devemos fazer? Deixemo-nos conduzir por Maria e nada teremos a temer.

Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 19 de março de 2015

A morte de São José



São José chegara ao fim de seus dias. Ninguém como ele, entre tantos varões veneráveis que o precederam na santidade, fora incumbido de missão tão alta. Ele era o guarda e protetor do Filho de Deus feito homem e de sua Mãe santíssima.

Deus Pai o escolhera pessoalmente para esse mister, elevado entre todos. E São José cumprira sua missão com tanta perfeição, tanta dignidade, tanta humildade junto a seus inefáveis protegidos, tanta força e astúcia contra os inimigos de Jesus, insuflados por toda parte pelo demônio, que esteve inteiramente à altura dos desígnios divinos. Tanto quanto é possível a uma simples criatura, ele teve proporção com o sublime encargo de ser esposo da Santíssima Virgem e pai adotivo do Verbo de Deus encarnado. Quanto isto significa!
  
Aproximava-se porém o tempo em que Jesus iria iniciar sua missão pública; a Virgem Maria não mais se encontrava na situação de uma jovem mãe que precisa de proteção diante de um mundo hostil e de línguas aleivosas. A missão de São José chegara magnificamente a seu termo, e ele agonizava placidamente.

De um lado e de outro da cama, Nosso Senhor e Nossa Senhora, emocionados, o contemplavam com amor e gratidão, tristes porque ele partia, mas supremamente consolados por saber que o aguardava a melhor das recompensas celestes.

Do lado de fora, como quer uma antiga tradição, a morte impaciente mas temerosa não ousava entrar para recolher sua presa, pois esperava um sinal do Altíssimo, postado ao lado do moribundo.

São José tivera sempre uma tal veneração pela Virgem Santíssima, uma idéia tão elevada de seus méritos e virtudes, um tal respeito por sua virgindade imaculada, que jamais ousara tocar sequer um fio de seu cabelo.

Agora, posto ele em seu leito de morte, a Santíssima Virgem, como recompensa por tanta dedicação, segura-lhe a mão, num supremo ato de reconhecimento e amizade.

Aquele toque quase divino comunicou a São José, ainda lúcido, uma tal alegria sobrenatural, que ele, varão castíssimo, sentiu sua alma invadida por uma graça de superior virginalidade, como se a inundasse um rio de águas puríssimas, cristalinas e benfazejas.

Essa sensação inefável –– até então para ele desconhecida, porque acima do que a natureza humana pode alcançar –– o elevou a um patamar de indizível união com Deus, inacessível à nossa compreensão atual, mas que um dia no Céu ele poderá nos contar.

Estava São José nesse verdadeiro êxtase, quando sentiu pousar sobre seu ombro direito a mão amiga do Filho de Deus. Incontinenti viu-se submerso em Deus, e Deus nele. Era a visão beatífica, não concedida até então a nenhum mortal, pois o acesso ao Céu fora fechado pelo pecado de Adão, e lhe era comunicada por antecipação, ainda que fugazmente.

São José notou em seguida que uma coorte de pessoas se aproximava dele. Reconheceu na primeira fila o patriarca Abraão e o profeta Moisés, seguidos de todos os justos que o haviam precedido com o sinal da fé. Só então ele se deu conta de que não estava mais nesta Terra, e que adentrara os umbrais do Limbo.

Todos os habitantes daquele lugar o interrogavam atropeladamente: Quando se consumará a Redenção? Quando nos será aberto o Paraíso celeste que tanto esperamos, alguns há milhares de anos? Como é o Filho de Deus? E sua Mãe Santíssima, como é a sua presença?

São José a todos respondia com atenção e bondade, mas já começando a sentir uma saudade imensa daqueles dois seres perfeitíssimos, com quem conviveu tão proximamente nesta Terra de exílio.

Autor: Gregorio Vivanco Lopes

Fonte: Catolicismo

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Todas as graças nos são dadas pelas mãos de Maria Santíssima

 
Por Santo Afonso Maria de Ligório

 Um escritor antigo, provavelmente S. Sofrónio, num sermão sobre a Assunção de Nossa Senhora publicado com as obras de S. Jerónimo, diz que "a plenitude da Graça que está em Jesus Cristo veio sobre Maria Santíssima, embora de um modo diferente"; querendo dizer que Nosso Senhor é como a Cabeça, de Quem os espíritos vitais (ou seja, o auxílio divino para obter a salvação eterna) fluem para nós, que somos os membros do Seu Corpo Místico; e que a mesma plenitude está em Maria Santíssima, como sendo o pescoço, pelo qual passam esses espíritos vitais para os membros. A mesma ideia é confirmada por S. Bernardino de Sena, que explica isto mais claramente, dizendo que "todas as Graças da vida espiritual que descem de Cristo, a Cabeça, para os fiéis, que são o Seu Corpo Místico, são transmitidas pela instrumentalidade de Maria Santíssima." O mesmo S. Bernardino tenta atribuir uma razão para isto, ao dizer que "tal como Deus se dignou em habitar no ventre da Virgem Santíssima, Ela adquiriu, por assim dizer, uma espécie de jurisdição sobre todas as Graças; porque quando Jesus Cristo deixou o Seu sacratíssimo ventre, todos os regatos de dons divinos fluíram d’Ela como de um oceano celeste." 

Noutro lugar, repetindo a mesma ideia em termos mais distintos, ele reitera que "a partir do momento em que esta Virgem Mãe concebeu o Verbo Divino no Seu ventre, Ela adquiriu uma jurisdição tão especial, por assim dizer, sobre todos os dons do Espírito Santo, que desde então nenhuma criatura recebeu de Deus alguma Graça de outro modo que não fosse pelas mãos de Maria Santíssima."

Um outro autor, num comentário a uma passagem de Jeremias, em que o profeta, falando da Encarnação do Verbo Eterno e de Maria Santíssima, Sua Mãe, diz que "uma mulher abrangerá um homem," – e sublinha que – "assim como não se pode desenhar uma linha a partir do centro de um círculo que não passe pela circunferência, também não há Graça que proceda de Jesus, Que é o centro de todo o bem, sem passar por Maria Santíssima, Que O abrangeu quando O recebeu no Seu ventre."

Diz S. Bernardino que é por essa razão que "todos os dons, todas as virtudes e todas as graças são dispensadas pelas mãos de Maria Santíssima para quem, quando, e do modo que Lhe é agradável." Richard de St. Laurence afirma também "que é a vontade de Deus que todas as coisas boas que concede às Suas criaturas passem pelas mãos de Maria Santíssima." E assim, o Venerável Abade de Celles exorta a todos que recorram a "este Tesouro de Graças" (assim chama ele a Nossa Senhora); porque o mundo e toda a raça humana devem receber todo o bem de que tenha esperança através d’Ela apenas. "Dirigi-vos à Santíssima Virgem" – diz ele; "porque por Ela, e n’Ela, e com Ela, e d’Ela, o mundo recebe, e virá a receber, todo o bem."

Ora, deve ser evidente para todos nós que, quando esses Santos e esses autores afirmam, naqueles termos, que todas as Graças nos vêm através de Maria Santíssima, não querem dizer simplesmente que nós "recebemos Jesus Cristo, fonte de todo o bem, através de Maria Santíssima," como o escritor que nomeámos pretende; mas que eles asseguram-nos que Deus, Que nos deu Jesus Cristo, quer que todas as Graças que foram, são e hão-de ser concedidas aos homens até ao fim do mundo pelos méritos de Cristo, sejam dispensadas pelas mãos e através da intercessão de Maria Santíssima.

Livro Glórias de Maria
Fonte: http://www.fatima.org/port/crusader/cr97/cr97pg77.pdf

 

domingo, 17 de agosto de 2014

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Ouçam o áudio com a reflexão do Padre Paulo Ricardo para esse Domingo, Solenidade da Assunção de Nossa Senhora: 

https://padrepauloricardo.org/episodios/solenidade-da-assuncao-de-nossa-senhora-a-realeza-de-maria-santissima

SIGNUM MAGNUM - Música para a Assunção da Santíssima Virgem Maria Imaculada

Apocalipse 12:
"Um grande sinal apareceu no céu:
uma Mulher vestida de sol,
tendo a lua debaixo de seus pés,
e na cabeça uma coroa de doze estrelas.(...)"

Signum mágnum appáruit in caélo:
múlier amícta sóle,
et lúna sub pédibus éjus,
et in cápite éjus
coróna stellárum duódecim.

Cantáte Dómino
cánticum nóvum:
quia mirabília fécit.

Glória Pátri, et Fílio,
et Spirítui Sáncto.
Sicut erat in princípio, et nunc, et semper,
et in saécula saeculórum. Amen.

Signum mágnum appáruit in caélo:
múlier amícta sóle,
et lúna sub pédibus éjus,
et in cápite éjus
coróna stellárum duódecim.


Música para a festa da Assunção de Nossa Senhora: Missa Assumpta est Maria, de Palestrina.



Música para a festa da Assunção de Nossa Senhora:
Missa Assumpta est Maria, de Palestrina.

Assumpta est Maria in coelum,
gaudent angeli,
laudantes benedicunt Dominum.
Gaudete et exsultate omnes recti corde,
quia hodie Maria virgo cum Christo regnat in aeternum.

São João Damasceno sobre a Dormição de Nossa Senhora



São João Damasceno - Oratio 2 de Dormitione B.M.V. post initium

Hoje, a sagrada e animada [animata] arca de Deus vivente, que concebeu o Criador no seu útero, descansa no templo do Senhor, que não foi construído por mãos. E Davi exulta pela sua aparição, e o acompanham coros de Anjos, celebram os Arcanjos, as Virtudes glorificam, os Principados exultam, as Potestades se alegram junto, gozam as Dominações, os Tronos guardam um dia de festa, louvam os Querubins, apregoam a sua glória os Serafins. Hoje, o Éden do novo Adão recebe um paraíso animado [animatum], no qual a condenação foi ab-rogada, no qual foi plantada a árvore da vida, no qual foi coberna a nossa nudez.

Hoje, a Virgem imaculada, não rebaixada por nenhum afeto terreno, mas elevada aos pensamentos celestes, não voltou à terra, mas, por ser um céu animado [animatum], foi colocada nos tabernáculos celestes. Aquela, pois, da qual toda a verdadeira vida emanou, como provaria da morte? Mas ela se submeteu à lei estabelecida por Aquele que ela concebera, e, como filha do velho Adão, tomou sobre si a velha sentença (até o seu Filho, que é a própria vida, não a recusou), de modo que, como Mãe do Deus vivente, foi dignamente tomada para Ele.


Constituição Apostólica Munificentissimus Deus do Santo Padre, o Papa Pio XII, definindo o Dogma da Assunção de Nossa Senhora em Corpo e Alma ao Céu
<http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/apost_constitutions/documents/hf_p-xii_apc_19501101_munificentissimus-deus_po.html>

Fonte: Blog São Pio V

Festa da Assunção de Maria Santíssima - Santo Afonso Maria de Ligório

 
Festa da Assunção de Maria Santíssima

Astitit regina a dextris tuis, in vestitu deaurato, circumdata varietate – “Apresentou-se a rainha à tua direita com manto de ouro, cercada de variedade” (Sal. 44, 10).

Sumário. Maria morre, e acompanhada de inúmeros espíritos celestiais de seu próprio Filho, entra no céu em alma e corpo, Deus abraça-a, abençoa-a e fá-la Rainha do universo, elevando-a acima de todos os anjos e santos. Regozijemo-nos com a divina Mãe, que é também a nossa e avivemos a nossa confiança nela, invocando-a em todas as nossas necessidades. Roguemos-lhe sobretudo que, assim como ela morreu de puro amor a Deus, possamos nós morrer ao menos com contrição dos nossos pecados,

I. Maria morre, mas como? Morre toda desapegada do afeto às criaturas, e morre consumida pelo divino amor, de que o seu santíssimo coração estava sempre todo abrasado. - Ó santa Mãe, ides deixar a terra: não vos esqueçais de nós, pobres peregrinos, que ainda ficamos neste vale de lágrimas, combatidos por tantos inimigos, que desejam a nossa perdição eterna. Pelos merecimentos da vossa preciosa morte, vos suplicamos que nos obtenhais o desapego das coisas terrestres, o perdão dos pecados, o amor de Deus e a santa perseverança. E, quando chegar a hora da nossa morte, assistimos lá do alto do céu, com a vossa intercessão, e alcançai-nos a graça de irmos ao paraíso beijar os vossos pés.

Maria morre; seu preciosíssimo corpo é levado pelos apóstolos á sepultura, guardado pelos anjos durante três dias, e em seguida transportado ao paraíso. Mas a sua alma formosa, apenas saiu do corpo, entra na beatitude eterna, acompanhada de inúmeros anjos e do seu próprio Filho. - Já no céu, a humilde Virgem apresenta-se a Deus, adora-o e com afeto imenso lhe agradece todas as graças que lhe foram dispensadas. Deus abraça-a, abençoa-a e fá-la Rainha do universo, exaltando-a acima de todos os anjos e santos: Exaltata est sancta Dei Genitrix super choros angelorum ad coelestia regna.

Se, no dizer do Apóstolo, a inteligência humana não pode compreender a glória imensa que Deus preparou no céu para os seus servos que o amaram na terra; quão grande não será a glória que ele concedeu à sua santíssima Mãe, que em terra o amou mais do que todos os santos e anjos, e o amou com todas as suas forças? De modo que, chegando ao céu, pôde dizer a Deus: Senhor, se não Vos amei tanto como mereceis, ao menos Vos amei quanto pude.

II. Alegremo-nos com Maria pela glória a que Deus a sublimou; mas alegremo-nos também por nossa causa, porquanto, ao mesmo tempo que Maria foi elevada à dignidade de Rainha do mundo, foi também feita nossa advogada. Advogada tão piedosa, que se encarrega da defesa de todos os pecadores que a ela se recomendam; e tão poderosa junto do nosso Juiz, que ganha todas as causas.

Ó grande, excelsa e gloriosíssima Senhora, prostrados aos pés do vosso trono, nós vos veneramos deste vale de lágrimas, e nos alegramos pela glória imensa com que vos enriqueceu o Senhor. Agora, que já reinais como Rainha do céu e da terra, ah! não vos esqueçais de nós, vossos pobres servos. Do alto do solio excelso em que reinais, não vos dedigneis de volver os vossos olhos piedosos a nós, miseráveis. Quanto mais vizinha estais da fonte das graças, tanto mais nô-las podeis comunicar. No céu descobris melhor as nossas misérias, portanto é preciso que tenhais compaixão de nós e mais nos socorrais.

Ah, Mãe dulcíssima, Mãe amabilíssima! os vossos altares estão cercados de muita gente, que vos pede, este para ser curado de alguma enfermidade, aquele para ser provido nas suas necessidades; um vos pede uma boa colheita, outro, a vitória de uma demanda. Nós vos pedimos graças mais agradáveis ao vosso coração: alcançai-nos a humildade, o desapego da terra, a resignação com a vontade divina. Impetrai-nos o santo temor de Deus, uma boa morte, o céu. Numa palavra, mudai-nos de pecadores em santos e fazei que, depois de termos sido cá na terra os vossos fiéis servos, possamos um dia ir gozar da vossa presença no céu.

“E Vós, ó Senhor, perdoai os crimes dos vossos servos: para que, já que não podemos agradar-Vos com as nossas obras, sejamos salvos pela intercessão da Mãe de vosso Filho e Senhor nosso”. (1) Fazei-o pelo amor de Jesus Cristo.

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1. Or. festi.


(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 347-350.)
Fonte: Blog São Pio V


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Onde estiver, difunda a Medalha milagrosa - São Maximiliano Maria Kolbe



A essência da MI é constituída da oferta total de nós mesmos, sem limite e nem condições à Imaculada como propriedade, a fim de que Ela faça de nós aquilo que seja do seu agrado e possa agir por meio de nós aos outros.

A segunda condição, o sinal externo desta oferta de si à Imaculada pela vida, morte e eternidade, é a Sua medalha Milagrosa, que os membros da MI carregam sobre o peito. Tornando-se de tal modo instrumentos nas mãos da Imaculada, todos os dias dirigem-se a Ela com ardente fervor, repetindo as palavras que Ela mesma demonstrou impressa, na aparição, sobre Sua Medalha Milagrosa:

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós...”; recordando-se também daqueles a quem desejam a salvação se unem nesta frase: “e por todos quantos não recorrem a vós, especialmente pelos inimigos da Santa Igreja”; por fim intercedendo por aquelas pessoas que o trabalho de conversão está particularmente no coração, denominando-os com uma frase genérica: “e por todos quantos são a vós recomendados”. (...)

A Imaculada prometeu derramar muitas graças sobre aqueles que levam consigo a Sua medalha, por isso os membros da MI utilizam a medalha como “balas” (de munição) na luta de conquistar as almas à Imaculada, seguros de que quanto mais sincera e profundamente o reino da Imaculada tome posse do mundo, tanto mais isto se transformará em um Paraíso sobre a terra.”

(Escritos de São Maximiliano – SK 1046)
Fonte: http://www.miliciadaimaculada.org.br

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Remédios para curar a impureza - Santo Antônio Maria Claret





1- De manhã e a noite pede a Mãe da Pureza , a santíssima Virgem, esta preciosa jóia , saudando-a para esse fim com 3 Ave Marias.

2- Logo que tiveres algum pensamento impuro, despreza-o imediatamente e dize a Maria: Virgem Santíssima , valei-me, assisti-me.

3- Aparta-te das más companhias, de bailes e galanteios; nem pelas capas hás de tocar em livros ou papéis desonestos, não olhes para pinturas , estampas ou outros objetos provocativos, e , sobre tudo ,guarda-te de fazer acenos ou ações escandalosas .

4- Veste com modéstia, come e bebe com temperança, não profiras palavras indecentes, não escutes nem acompanhes más conversas, e não dês liberdade a teus olhos.

5- Lembra-te que DEUS te vê, e que tem poder para tirar-te a vida aqui mesmo e lançar-te aos infernos, como aconteceu, entre outros a Onão, que morreu no ATO de cometer um pecado desonesto e SE CONDENOU.

6- Frequentar os Santos Sacramentos


Livro: O CAMINHO RETO
(Santo Antônio Maria Claret)

Fonte: O Segredo do Rosário

“Maria está junto de ti” - São Josemaria Escrivá



Não estás só. – Aceita com alegria a tribulação. – Não sentes na tua mão, pobre criança, a mão da tua Mãe: é verdade. – Mas... não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguirem os seus meninos quando se aventuram, temerosos, a dar os primeiros passos sem ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está junto de ti. (Caminho, 900)

Dá alegria verificar que a devoção à Virgem está sempre viva, despertando nas almas cristãs o impulso sobrenatural de se comportarem como domestici Dei, como membros da família de Deus.

Estou certo de que cada um de nós, ao ver nestes dias como tantos cristãos exprimem de mil formas diferentes o seu carinho pela Virgem Santa Maria, se sentirá também mais dentro da Igreja, mais irmão de todos os seus irmãos. É como uma reunião de família, em que os filhos já adultos, que a vida separou, voltam a encontrar‑se junto de sua mãe por ocasião de uma festa. E se uma vez ou outra discutiram entre si e se trataram mal, naquele dia é diferente; naquele dia sentem‑se unidos, reconhecem‑se todos no afeto comum.
 
 Maria edifica continuamente a Igreja, reúne‑a, mantém‑na coesa. É difícil ter uma devoção autêntica à Virgem e não sentir‑se mais vinculado aos outros membros do Corpo Místico e mais unido à sua cabeça visível, o Papa. Por isso gosto de repetir: Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam!, todos, com Pedro, a Jesus por Maria! (É Cristo que passa, 139).
 
 
Fonte: Blog Opus Dei

terça-feira, 29 de abril de 2014

O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um amor confiado a Maria Santíssima - São Josemaria Escrivá



Porque Maria é Mãe, sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem medida; a ser simples, sem essas complicações que nascem do egoísmo de pensarmos só em nós; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um amor confiado a Maria Santíssima. Assim o escrevi há muitos anos, no prólogo a uns comentários ao Santo Rosário, e desde então voltei a comprovar muitas vezes a verdade dessas palavras. Não vou tecer aqui muitas considerações para comentar essa idéia: prefiro, antes, convidar cada um a fazer a experiência, a descobri-lo por si mesmo, procurando manter uma relação amorosa com Maria, abrindo-lhe o coração, confiando-lhe suas alegrias e penas, pedindo-lhe que o ajude a conhecer e a seguir Jesus.
 
É Cristo que passa, 143, 4
 
Fonte: Blog Opus Dei

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Como praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados


"Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração"

Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa:

"Olha, minha filha - disse-lhe a Virgem Maria - o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado:

* se confessarem;
* receberem a Sagrada Comunhão;
* rezarem um terço e;
* Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos vinte mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar.

Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas."


A confissão

No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias.

"Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria."

Exceção de cumprir no primeiro domingo de cada mês

Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos cinco primeiros sábados:

- E quem não puder cumprir com todas as condições no sábado, não satisfará com os domingos? - Perguntou a religiosa.

- Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas. - Respondeu Nosso Senhor.

Por que os cinco Sábados?

Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu: "Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.

1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;

2. Contra a sua virgindade;

3. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;

5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens". (Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973).


Fonte: ACNSF

domingo, 3 de novembro de 2013

São Bernardo de Claraval: "Pensa em Maria, invoca Maria…"



Nos perigos, nas angústias, em todos os momentos de dúvida, pensa em Maria, invoca Maria. Que este nome sagrado não se afaste do teu coração e não falte jamais nos teus lábios. Seguindo esta Estrela, não te desviarás. Se a invocares com humildade, não desesperarás. Se pensares em Maria, não errarás. Se ela estiver contigo, não cairás. Se te proteger, nada temerás. Com ela, como guia, não te fatigarás. Se te for propícia, chegarás à meta, firme e seguro. Quem quer que sejas, sacudido pelo vendaval das tempestades deste mundo, sentindo a terra como um mar devorador, não afastes os olhos do fulgor desta Estrela. Quando soprar o vento tempestuoso e traiçoeiro da tentação, quando te sentires batido contra os escolhos perigosos da tribulação, olha para a Estrela e invoca Maria. Se te açoitarem as ondas da soberba, da inveja, da maledicência, olha para a Estrela, invoca Maria. Quando sentires a ira, a avareza, a carne e a tristeza tentarem fazer soçobrar a barquinha frágil de tua alma, olha para a Estrela, invoca Maria…


São Bernardo de Claraval

Fonte: Venite ad me

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O nome de Maria...



A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada Maria, que quer dizer, "iluminada interiormente", donde se aplica a Maria o que disse Isaías: (58,11) O Senhor encherá tua alma de esplendores. Também quer dizer: "Iluminadora dos outros", em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua.

(...) O Anjo reverenciou a Bem-Aventurada Virgem, como mãe do Soberano Senhor e, assim, ela mesma como Soberana. O nome de Maria, em siríaco, significa soberana, o que lhe convém perfeitamente.

A Virgem ultrapassou os anjos em pureza. Não só possuía em si mesma a pureza, como procurava a pureza para os outros. Ela foi puríssima de toda culpa, pois foi preservada do pecado original e não cometeu nenhum pecado mortal ou venial, como foi livre de toda pena.

(...) A Virgem foi isenta de toda maldição e bendita entre as mulheres. Ela é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso. Também lhe convém, assim, o nome de Maria, que quer dizer "Estrela do mar". Assim como os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, assim, por Maria, são os cristãos conduzidos à Glória.


São Tomás de Aquino, O Pai Nosso e a Ave Maria

Créditos: GRAA
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