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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

São Josemaría acerca da Festa de Santa Mónica

Festa de Santa Mónica, mãe de Santo Agostinho. Numa ocasião, a uma mãe preocupada porque um dos filhos andava afastado de Deus disse-lhe: “Lembra-te de Santa Mónica: mais longe do que tinha ido Santo Agostinho…?; ela, rezando – e algumas vezes com lágrimas –, trouxe-o a Deus. E depois foi aquele grande bispo aquele grande doutor da Igreja. De modo que o teu filho pode voltar, voltará!: e, ainda por cima, fará muito bem às almas”.


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
Encontrado em Spes Deus

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Segui-lo-ás em tudo o que te pedir - S.Josemaria Escrivá

Quem cultiva uma teologia incerta e uma moral relaxada, sem freios; quem pratica, a seu capricho, uma liturgia duvidosa, com uma disciplina de hippies e um governo irresponsável, não é de admirar que propague contra os que só falam de Jesus Cristo invejas, suspeitas, acusações falsas, ofensas, maus tratos, humilhações, intrigas e vexames de todo o género.


Quando admiramos e amamos deveras a Santíssima Humanidade de Jesus, descobrimos, uma a uma, as suas Chagas. E nesses tempos de expiação passiva, penosos, fortes, de lágrimas doces e amargas que procuramos esconder, sentiremos necessidade de nos meter dentro de cada uma daquelas Feridas Santíssimas: para nos purificarmos, para nos enchermos de alegria com esse Sangue redentor, para nos fortalecermos. Recorreremos a elas como as pombas que, no dizer da Escritura, se escondem nos buracos das rochas na hora da tempestade. Escondemo-nos nesse refúgio, para encontrar a intimidade de Cristo: e veremos que o seu modo de conversar é aprazível e o seu rosto formoso, porque os que sabem que a sua voz é suave e grata, são os que receberam a graça do Evangelho, que os faz dizer: Tu tens palavras de vida eterna.


Não pensemos que, nesta senda da contemplação, as paixões se calam definitivamente. Enganar-nos-íamos se supuséssemos que a ânsia de procurar Cristo, a realidade do seu encontro e do seu convívio e a doçura do seu amor nos tornavam pessoas impecáveis. Embora não lhes falte experiência disso, deixem-me, no entanto, recordá-lo. O inimigo de Deus e do homem, Satanás, não se dá por vencido, não descansa. E assedia-nos, mesmo quando a alma arde inflamada no amor de Deus. Sabe que nessa altura a queda é mais difícil, mas que – se conseguir que a criatura ofenda o seu Senhor, ainda que seja em pouco – poderá lançar naquela consciência a grave tentação do desespero. (Amigos de Deus, nn. 301–303)
 
Fonte: Senza Pagare

sexta-feira, 5 de julho de 2013

“Deves fazer tudo o que possas para conhecer a Deus” - São Josemaría Escrivá

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Virgem Maria – por São Josemaria Escrivá




Salve Maria! Neste início do mês dedicado a nossa Mãe Santíssima publicamos em sua homenagem algumas palavras ditas por um santo que sempre foi devotíssimo a Ela e que sempre expressou isso em belíssimas palavras, que é São Josemaria Escrivá, todos os apontamentos foram retirados do livro “Caminho”. Ao terminar reze uma Ave-Maria por todos que fazem apostolado nos meios digitais.

l O amor à nossa Mãe será sopro que atinge em fogo vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza.

l Ama a Senhora. E Ela obterá graça abundante para venceres nesta luta cotidiana. – E de nada servirão ao maldito essas coisas perversas que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs em teu coração. --"Serviam!" *

l Sê de Maria e serás nosso.

l A Jesus sempre se vai e se “volta” por Maria.

l Como gostam os homens que lhes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!

-- Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-lhe:

Ave, Maria, Filha de Deus Pai: Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais que tu, só Deus!

l Diz: -- Minha Mãe (tua, porque é seu por muitos títulos), que o teu amor me ate à Cruz de teu Filho; que não me falte a fé, nem a valentia, nem a audácia para cumprir a vontade de Jesus.

l Todos os pecados da tua vida parecem ter-se posto de pé. – Não desanimes. Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma.

l Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como mais uma, entre as mulheres de seu povo.

-- Aprende Dela a viver com “naturalidade”.

l Traz sobre o teu peito o santo Escapulário do Carmo. – Poucas devoções (há muitas e muito boas devoções marianas) estão armazenadas entre os fiéis e têm tantas bênçãos dos Pontífices. Além disso, é tão maternal este privilégio sabatino!

l Quando te perguntarem que imagem de Nossa Senhora te dava mais devoção, e respondeste – como quem já fez bem a experiência – que todas, compreendi que eras um bom filho. Por isso te parecem bons (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua Mãe.

l Maria, Mestra da oração. – Olha como pede ao Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. – E como consegue.

 -- Aprende.

l Soledade de Maria. Só! Chora, sem amparo.

-- Tu e eu devemos acompanhar Nossa Senhora, e chorar também; porque a Jesus O pregaram ao madeiro, com pregos, as nossas misérias.

l A Virgem Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, aquietará o teu coração, quando te fizer sentir que é de carne, se recorres a ela com confiança.

l O amor à Senhora é prova de bom espírito, nas obras e nas pessoas singulares.

-- Desconfia do empreendimento que não tenha esse sinal.

l A Virgem Dolorosa... Quando a contemplares, repara em seu Coração. É uma Mãe com dois filhos, frente a frente: Ele e tu.

l Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! – Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – à hora dos grandes milagres.

-- Mas não foge do desprezo do Gólgota; ali está "justa crucem Jesu", junto à cruz de Jesus, a sua Mãe.

l Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da Cruz, com a maior dor humana – não há dor como a sua dor -, cheia de fortaleza.

E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da Cruz.

l Maria, mestra do sacrifício escondido e silencioso! Vede-a, quase sempre oculta, colaborando com o Filho: sabe e cala.

l Vedes com que simplicidade: -- " Ecce ancilla" ** -E o verbo se fez carne.

-- Assim agiram os santos: sem espetáculo. Se houve, foi apesar deles.

l << Ne timeas, Maria!>> - Não temas, Maria!... – Turbou-se a Senhora diante do Arcanjo.

             

-- E depois disso, quererei ainda desprezar esses pormenores de modéstia, que são a salvaguarda da minha pureza?!


l Ó Mãe, Mãe! Com essa tua palavra - "fiat" - nos tornaste irmãos de Deus e herdeiros da sua glória. – Benditas sejas!


l Antes, sozinho, não podias... – Agora, recorreste à Senhora, e, com Ela, que é fácil!


l Confia. – Torna. – Invoca Nossa Senhora e serás fiel.


l Sentes que, por momentos, te faltam forças? – Porque não o dizes à tua Mãe, "Consolatrix afflictorum, Auxiliium christianorum..., Spes nostra, Regina apostolorum"? ***


l Mãe! – Chama-a bem alto, bem alto. – Ela, tua Mãe Santa Maria, te escuta, te vê em perigo talvez, e te oferece, com a graça do seu Filho, o consolo do seu regaço, a ternura das suas carícias. E te encontrarás reconfortado para a nova luta.


* “Servirei.”
** “Eis a Escrava.”
*** “Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos..., Esperança Nossa, Rainha dos Apóstolos.”


São Josemaria Escrivá, “Caminho”, pontos entre nº 492 e 516, Ed. Quadrante, pg. 161 à 164

Fonte: Blog Mater Dei.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Maio, Mês de Maria - Fazer-se Criança no Amor a Deus



Consideremos atentamente este ponto. Pode ajudar-nos a compreender coisas muito importantes, já que o mistério de Maria nos faz ver que, para nos aproximarmos de Deus, temos de tornar-nos pequenos. Em verdade vos digo - exclamou o Senhor, dirigindo-se aos seus discípulos -, se não vos converterdes e vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino dos céus". (Mt XVIII, 3).


Fazer-se criança: renunciar à soberba, à auto-suficiência: reconhecer que, sozinhos, nada podemos, porque necessitamos da graça, do poder do nosso Pai-Deus, para aprender a caminhar e para perseverar no caminho. Ser criança exige abandonar-se como se abandonam as crianças, crer como creem as crianças, pedir como pedem as crianças.


São coisas que aprendemos no convívio com Maria. A devoção à virgem não é blandície nem languidez: é consolo e júbilo que se apossam da alma, precisamente porque exige um exercício profundo e íntegro da fé, que nos faz sair de nós mesmos e colocar a nossa esperança no Senhor. O Senhor é meu pastor - canta um dos salmos -, nada me faltará. Em verdes prados me faz repousar, conduz-me junto às águas refrescantes; refaz a minha alma e guia-me por caminhos retos pela virtude do seu nome. Ainda que eu atravesse um vale tenebroso, nada temerei, porque Tu estás comigo" (Sl XXII, 1-4).


Porque Maria é Mãe, a sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem medidas; a ser simples, sem essas complicações que nascem do egoísmo de pensarmos só em nós; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um amor confiado por Maria Santíssima. Assim o escrevi há muitos anos, no prólogo a uns comentários ao Santo Rosário, e desde então voltei a comprovar muitas vezes a verdade dessas palavras. Não vou tecer aqui muitas considerações para comentar essa idéia: preciso, antes, convidar cada um de vós a fazer a experiência, a descobri-lo por si mesmo, procurando manter um relacionamento amoroso com Maria, abrindo-lhe o coração, confiando-lhe as suas alegrias e penas, pedindo-lhes que o ajude a conhecer e a seguir Jesus.


Se procurarmos Maria, encontraremos Jesus. E aprenderemos a entender um pouco do que há no coração de um Deus que se aniquila, que renuncia a manifestar o seu poder e a sua majestade para se apresentar sob a forma de escravo. Falando humanamente, poderíamos dizer que Deus se excede, pois não se limita ao que seria essencial ou imprescindível para nos salvar, mas vai mais longe. A única norma ou medida que nos permite compreender de algum modo a maneira como Deus age é reparar que não tem medida, ver que nasce de uma loucura de amor que O leva a tomar a nossa carne e a carregar com o peso dos nossos pecados.


Como é possível perceber tudo isto, reparar que Deus nos ama, e não enlouquecer também de amor? É necessário deixar que essas verdades da nossa fé calem aos poucos na alma, até mudarem toda a nossa vida. Deus ama-nos!: o Onipotente, o Todo-Poderoso, o que fez os céus e a terra!


Deus interessa-se até pelas menores coisas das suas criaturas - pelas vossas e pelas minhas - e chama-nos, um a um, pelo nosso próprio nome. Esta certeza, que procede da fé, faz-nos olhar o que nos cerca sob uma nova luz, e leva-nos a perceber que, permanecendo tudo como antes, tudo se torna diferente, porque tudo é expressão do amor de Deus.


A nossa vida converte-se numa contínua oração, num bom humor e numa paz que nunca se acabam, num ato de ação de graças desfiado ao longo das horas. A minha alma glorifica o Senhor - cantou a Virgem Maria - e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a baixeza da sua serva. Por isso, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso, cujo nome é santo.


A nossa oração pode acompanhar e imitar essa oração de Maria. Tal como Ela, sentiremos o desejo de cantar, de proclamar as maravilhas de Deus, para que a humanidade inteira e todos os seres participem da nossa felicidade.


S. Josemaria Escrivá, É Cristo que Passa
Créditos: GRAA

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Conselhos sobre discrição, por São Josemaria Escrivá



● De calar não te arrependerás nunca; de falar, muitas vezes.


● Como te atreves a recomendar que guardem segredo..., se essa advertência é sinal de que tu não o soubeste guardar.


● Discrição não é mistério nem segredo. É simplesmente, naturalidade.


● Discrição é... delicadeza. – Não sentes certa inquietação, um mal-estar íntimo, quando os assuntos – nobres e correntes – da tua família saem do calor do lar a indiferença ou para a curiosidade da praça pública?


● Não exibas facilmente a intimidade do teu apostolado. Não vês que o mundo está cheio de incompreensões egoístas?


● Cala-te. Não esqueças que o teu ideal é como uma luzinha recém-acesa. – Pode bastar um sopro para apagá-la em teu coração.


● Como é fecundo o silêncio! – Todas as energias que perdes, com as tuas faltas de discrição, são energias que subtrais à eficácia do teu trabalho.
- Sê discreto.


● Se fosses mais discreto, não te lamentarias interiormente desse mau sabor na boca que te faz sofrer depois de muitas das tuas conversas.


● Não pretendas que te “compreendam”. – Essa incompreensão é providencial: para que o teu sacrifício passe desapercebido.


● Se te calares, conseguirás mais eficácia em teus empreendimentos apostólicos – a quantos não lhes foge “a força” pela boca! – evitarás muitos perigos de vanglória.


● Sempre o espetáculo! – Vens pedir-me fotografias, gráficos, estatísticas.
-- Não te envio esse material, porque (parece-me muito respeitável a opinião contrária) depois havia de pensar que o trabalho para me empoleirar na terra..., e onde eu quero empoleirar-me é no Céu.


● Há muita gente – santa – que não entende o teu caminho. – Não te empenhes em fazer que o compreendam; perderás o tempo e darás lugar a indiscrições.


● “Não se pode ser raiz e copa, se não se é seiva, espírito, coisa que vai por dentro”.
-- Aquele teu amigo que escreveu estas palavras sabia que eras nobremente ambicioso. – E te ensinou o caminho: a discrição, o sacrifício, ir por dentro!


● Discrição, virtude de poucos. – Quem caluniou a mulher dizendo que a discrição não é virtude de mulheres?
-- Quantos homens bem barbados têm que aprender!


Que exemplo de discrição nos dá a Mãe de Deus! Nem a São José comunica o mistério.
-- Pede à Senhora a discrição que te falta.


O despeito afiou a tualíngua. Cala-te!


● Nunca te encarecerei suficientemente a importância da discrição.
-- Se não é o gume da tua arma de combate, dir-te-ei que é a empunhadura.


● Cala-te sempre que sintas dentro de ti o referver da indignação. – Ainda que estejas justissimamente irado.
-- Porque, apesar da tua discrição, nesses instantes dizesmais do que quererias dizer.


São Josemaria Escrivá - “Caminho”, pontos nº 639 a 656, Ed.Quadrante, São Paulo, SP.


P.S.: Acesse aos links marcados em alguns pontos, eles redirecionam para artigos sobre estes assuntos.

Fonte: Blog Mater Dei

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Santo Rosário - São Josemaría Escrivá - Mistérios Gozosos (Quarto e Quinto Mistério)

4































Segundo a Lei de Moisés, uma vez decorrido o tempo da purificação da Mãe, é preciso ir com o Menino a Jerusalém, para O apresentar ao Senhor (Lc II, 22).

E desta vez, meu amigo, hás-de ser tu a levar a gaiola das rolas. - Estás a ver? Ela - a Imaculada! - submete-se à Lei como se estivesse imunda.

Aprenderás com este exemplo, menino tonto, a cumprir a Santa Lei de Deus, apesar de todos os sacrifícios pessoais?

Purificação! Sim, tu e eu, é que precisamos de purificação! Expiação e, além da expiação, o Amor. - Um amor que seja cautério: que abrase a imundície da nossa alma, e fogo que incendeie, com chamas divinas, a miséria do nosso coração.

Um homem justo e temente a Deus, que, movido pelo Espírito Santo, veio ao templo - tinha-lhe sido revelado que nãohttp://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6176770844546582640#editor/target=post;postID=6405327535930194551 havia de morrer, antes de ver Cristo - toma o Messias nos braços e diz-Lhe: Agora, Senhor, agora sim; podes levar deste mundo, em paz, o Teu servo, conforme a tua promessa... porque os meus olhos viram o Salvador (Lc II, 25-30).



5 Onde está Jesus? - Senhora: o Menino!... Onde está?

Maria chora. - Bem corremos, tu e eu, de grupo em grupo, de caravana em caravana; não O viram. - José, depois de fazer esforços inúteis para não chorar, chora também... E tu... E eu.

Eu, como sou um criadito rústico, choro até mais não poder e clamo ao céu e à terra..., por todas as vezes que O perdi por minha culpa e não clamei.

Jesus! Que eu nunca mais Te perca... E então, a desgraça e a dor unem-nos, como nos uniu o pecado, e saem de todo o nosso ser gemidos de profunda contrição e frases ardentes, que a pena não pode, não deve registar.

E, ao consolar-nos com a alegria de encontrar Jesus - três dias de ausência! - disputando com os Mestres de Israel (Lc II, 46), ficará bem gravada, na tua alma e na minha, a obrigação de deixarmos os de nossa casa, para servir o Pai Celestial.


Fonte: São Josemaría Escrivá

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Santo Rosário - São Josemaría Escrivá - Mistérios Gozosos - Segundo e Terceiro


2 Agora, menino amigo, espero que já saibas desembaraçar-te. Acompanha, alegremente, José e Santa Maria... e ficarás a par das tradições da Casa de David.

Ouvirás falar de Isabel e de Zacarias, enternecer-te-ás com o amor puríssimo de José e baterá com mais força o teu coração, cada vez que pronunciarem o nome do Menino que há-de nascer em Belém...

Caminhamos, apressadamente, em direcção às montanhas, até uma aldeia da tribo de Judá (Lc I, 39).

Chegamos. - É a casa onde vai nascer João Baptista. - Isabel aclama, agradecida, a Mãe do Redentor: Bendita és tu, entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! - A que devo eu tamanho bem, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? (Lc I, 42 e 43).

O Baptista, ainda por nascer, estremece... (Lc I, 41)... A humildade de Maria verte-se no Magnificat... E tu e eu, que somos - que éramos - uns soberbos, prometemos ser humildes.



3
Foi promulgado um édito de César Augusto, que manda recensear toda a gente. Para isso, cada qual tem de ir à terra dos seus antepassados. - Como José é da casa e da família de David, vai com a Virgem Maria, de Nazaré até à cidade chamada Belém, na Judeia (Lc II, 1-5).

E, em Belém, nasce o nosso Deus: Jesus Cristo! Não há lugar na pousada: num estábulo. - E Sua Mãe envolve-O em paninhos e reclina-O no presépio (Lc 11, 7) . Frio. - Pobreza. - Sou um escravozito de José. - Que bom é José! Trata-me como um pai a seu filho. - Até me perdoa, se estreito o Menino entre os meus braços e fico, horas e horas, a dizer-Lhe coisas doces e ardentes!...

E beijo-O - beija-O tu - e embalo-O e canto para Ele e chamo-Lhe Rei, Amor, meu Deus, meu Único, meu Tudo!... Que lindo é o Menino... e que curta a dezena!


Fonte: São Josemaría Escrivá







segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Desprendimento


São Josemaria Escrivá


Por que te debruçares a beber nos charcos dos consolos mundanos, se podes saciar a tua sede em águas que saltam para a vida eterna?


Desprende-te das criaturas até ficares despido delas. Porque - diz o Papa São Gregório - o demônio nada tem de seu neste mundo, e acode nu à contenda. Se vais vestido lutar com ele, em breve cairás por terra. Por que terá por onde te pegar.


Desprendimento. Como custa!... Quem me dera não estar atado senão por três pregos, nem ter outra sensação em minha carne que a Cruz!


Jesus não se satisfaz "compartilhando"; quer tudo.


Não queres submeter-te à Vontade de Deus... E, no entanto, acomodas-te à vontade de qualquer pobre criatura.


Não percas a perspectiva: se se dá a ti o próprio Deus, por que esse apego às criaturas?


Agora, tudo são lágrimas. - Dói, não é mesmo? - Pois é claro! Por isso precisamente te acertaram com o dedo na chaga.


Tens expansões de ternura. E eu te digo: - Caridade com o próximo, sempre.

Mas - ouve-me bem, alma de apóstolo -, é de Cristo, e só para Ele, este sentimento que o próprio Senhor põe em teu peito.

- Além disso..., não é verdade que, ao abrires algum ferrolho do teu coração - necessitas de sete ferrolhos -, mais de uma vez ficou pairando em teu horizonte sobrenatural a nuvenzinha da dúvida... e perguntaste a ti mesmo, preocupado, apesar da tua pureza de intenção: - não será que fui longe demais nas minhas manifestações exteriores de afeto?


"Se o teu olho direito te escandaliza..., arranca-o e joga-o para longe!" - Pobre coração, que é ele que te escandaliza!

Aperta-o, amarfanha-o entre as mãos; não lhe dês consolações. - E, cheio de uma nobre compaixão, quando as pedir, segreda-lhe devagar, como em confidência: - "Coração: coração na Cruz, coração na Cruz!"


Como vai esse coração? - Não te inquietes; os santos - que eram seres bem constituídos e normais, como tu e como eu - sentiam também essas "naturais" inclinações. E se não as tivessem sentido, a sua reação "sobrenatural" de guardar o coração - alma e corpo - para Deus, em vez de entregá-lo a uma criatura, pouco mérito teria tido.

Por isso, uma vez visto o caminho, creio que a fraqueza do coração não deve ser obstáculo para uma alma decidida e "bem enamorada".


"Ah, se eu tivesse cortado no princípio", disseste-me. - Oxalá não tenhas que repetir essa exclamação tardia.


A dor esmaga-te porque a recebes com covardia. - Recebe-a como um valente, com espírito cristão; e a estimarás como um tesouro.


O Amor... bem vale um amor!


S. Josemaria Escrivá de Balaguer, Caminho.

Créditos: Amor e Pobreza

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Não te esquives ao dever

 
 
Não gosto de tanto eufemismo: à covardia chamais prudência. - E a vossa "prudência" é ocasião para que os inimigos de Deus com o cérebro vazio de idéias, tomem ares de sábios e ascendam a postos a que nunca deviam ascender.

Esse abuso não é irremediável. - É falta de caráter permitir que continue, como coisa desesperada e sem possível retificação.

Não te esquives ao dever. - Cumpre-o em toda a linha, ainda que outros deixem de cumpri-lo.
São Josemaria Escrivá, Caminho, nº 35-36
Créditos: GRAA

Eucaristia e a Novidade Divina

 
 
Quando o Senhor instituiu a Sagrada Eucaristia na Última Ceia, era de noite, o que manifestava - comenta São João Crisóstomo - que os tempos se tinham cumprido. Caía a noite sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdia infinita de Deus para com a humanidade se iam realizar plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando de antemão a manhã da Ressurreição.

Também em nossas vidas temos de preparar essa alvorada. Tudo o que é caduco e nocivo, tudo o que não presta  - o desânimo, a desconfiança, a tristeza, a covardia -, tudo isso tem de ser lançado fora. A Sagrada Eucaristia introduz a novidade divina nos filhos de Deus, e devemos corresponder in novitate sensus, com uma renovação de todos os nossos sentimentos e de toda a nossa conduta. Foi-nos dado um princípio novo de energia, uma raiz poderosa, enxertada no Senhor. Não podemos voltar ao antigo fermento, nós que temos o Pão de hoje e de sempre"

São Josemaria Escrivá, É Cristo que Passa.
Céditos: GRAA

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

São Josemaría Escrivá - Santo Rosário - Notas Introdutórias e Primeiro Mistério Gozoso



Como em outros tempos,

o Rosário há-de ser hoje

arma poderosa,

para vencer na nossa luta interior

e para ajudar todas as almas.



Exalta Santa Maria com a tua língua:

o Senhor pede-te reparação

e louvores da tua boca.



Oxalá saibas e queiras semear

a paz e a alegria, pelo mundo inteiro,

com esta admirável devoção mariana

e com a tua caridade vigilante.



Roma, Outubro de 1968

AO LEITOR

A recitação do Santo Rosário, considerando os mistérios, repetindo os Pai-Nossos e as Ave Marias, os louvores à Santíssima Trindade e a invocação constante à Mãe de Deus, é um contínua acto de fé, de esperança e amor, de adoração e reparação.

JOSEMARÍA ESCRIVÁ DE BALAGUER

Roma, 9 de Janeiro de 1973

Estas linhas não se escrevem para mulherzinhas. Escrevem-se para homens, bem barbados e bem... homens, que elevaram alguma vez, sem dúvida, o coração a Deus, gritando-Lhe com o Salmista: Notam fac mihi viam, in qua ambulem; quia ad te levavi animam meam. - Dá-me a conhecer o caminho que hei-de seguir, pois a Ti levantei a minha alma. (Sl. CXLII, 8).

Hei-de revelar, a esses homens, um segredo que muito bem pode ser o começo do caminho por onde Cristo quer que sigam.

Meu amigo: se tens desejos de ser grande, faz-te pequeno.

Para ser pequeno, é preciso crer como crêem as crianças, amar como amam as crianças, abandonar-se como se abandonam as crianças..., rezar como rezam as crianças.

Tudo isto é necessário, para pôr em prática o que te vou descobrir nestas linhas:

O principio do caminho, que tem por fim a completa loucura por Jesus, é um confiado amor a Maria Santíssima.

- Queres amar a Virgem? - Pois então conversa com Ela! - Como? - Rezando
bem o Rosário de Nossa Senhora.

Mas, no Rosário... dizemos sempre o mesmo! - Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?... Se há monotonia no teu Rosário, não será porque, em vez de pronunciares palavras, como homem, emites sons, como animal, estando o teu pensamento muito longe de Deus? - Além disso, repara: antes de cada dezena, indica-se o mistério a
contemplar - Tu... já alguma vez contemplaste esses mistérios?

Faz-te pequeno. Vem. comigo, e viveremos (este é o nervo da minha confidência) a vida de Jesus, de Maria e de José.

Todos os dias Lhes havemos de prestar um novo serviço. Ouviremos as Suas conversas de família. Veremos crescer o Messias. Admiraremos os Seus trinta amos de obscuridade... Assistiremos à Sua Paixão e Morte... Pasmaremos ante a glória da Sua Ressurreição... Numa palavra: contemplaremos, loucos de Amor (não maior amor que o Amor), todos e cada um dos instantes de Cristo Jesus.



NOTAS A EDIÇÕES ANTERIORES

Amigo leitor: escrevi o "Santo Rosário" para que tu e eu saibamos recolher-nos em oração, quando rezamos a Nossa Senhora.

Que esse recolhimento não seja perturbado pelo ruído de palavras, quando meditares as considerações que te apresento. Não as leias em voz alta, porque perderiam a sua intimidade.

Pronuncia, porém, claramente e sem pressas, o Pai Nosso e as Ave Marias de cada mistério. Assim tirarás, cada vez maior proveito desta prática de amor a Santa Maria.

E não te esqueças de rezar por mim.

O AUTOR

Roma, na festa da Purificação,

2 de Fevereiro de 1952.



A minha experiência sacerdotal diz-me que cada alma tem o seu próprio caminho. No entanto, caro leitor, vou dar-te um conselho prático que não estorvará a acção do Espírito Santo em ti, se o seguires com prudência antes de recitares o Pai Nosso e as Ave Marias de cada dezena, durante uns segundos - três ou quatro - detém-te num silêncio de meditação, considerando o respectivo mistério do Rosário. Estou certo de que esta prática aumentará o teu recolhimento e o fruto da tua oração.

E não te esqueças de rezar por mim.

O AUTOR

Roma, na festa da Natividade de Nossa Senhora,

8 de Setembro de 1971.






1 Não esqueças, meu amigo, que somos crianças. A Senhora do doce nome, Maria, está recolhida em oração.

Tu és, naquela casa, o que quiseres ser: um amigo, um criado, um curioso, um vizinho... - Eu, por agora, não me atrevo a ser nada. Escondo-me atrás de ti e, pasmado, contemplo a cena:

O Arcanjo comunica a sua mensagem... - Quomodo fiet istud, quoniam virum non cognosco? - Como se fará isso, se não conheço varão? (Lc 1, 34).

A voz da nossa Mãe traz à minha memória, por contraste, todas as impurezas dos homens..., as minhas também.

E como odeio, então, essas baixas misérias da terra!... Que propósitos!

Fiat mihi secundum verbum tuum.

- Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc I, 38). Ao encanto destas palavras virginais, o Verbo se fez carne.

Vai terminar a primeira dezena... Ainda tenho tempo para dizer ao meu Deus, antes de qualquer mortal: Jesus, amo-Te.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

São Josemaria Escrivá sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

 
 
Quando na Sagrada Escritura se fala do coração, não se alude a um sentimento passageiro, que produz emoção ou lágrimas. Fala-se do coração para indicar a pessoa que, como nos manifestou o próprio Jesus, se orienta toda ela - alma e corpo - para o que considera o seu bem: Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração.

Por isso, quando falamos do Coração de Jesus, pomos de manifesto a certeza do amor de Deus e a verdade da sua entrega por nós. Recomendar a devoção a esse Sagrado Coração equivale a recomendar que nos orientemos integralmente - com tudo o que somos: alma, sentimentos, pensamentos, palavras e ações, trabalhos e alegrias - para Jesus todo.

Nisto se traduz a verdadeira devoção ao Coração de Jesus: em conhecer a Deus e nos conhecermos a nós mesmos, e em olhar para Jesus e recorrer a Jesus, que nos anima, nos ensina, nos guia. A única superficialidade que pode existir nessa devoção é a do homem que, não sendo integralmente humano, não consegue aperceber-se da realidade de um Deus feito carne.

Jesus na Cruz, com o coração trespassado de Amor pelos homens, é uma resposta eloquente - as palavras são desnecessárias - à pergunta sobre o valor das coisas e das pessoas. Os homens, a sua vida e a sua felicidade, valem tanto que o próprio Filho de Deus se entrega para os redimir, para os purificar, para os elevar. Quem não amará o seu Coração tão ferido?, perguntava uma alma contemplativa, ao dar-se conta disso. E continuava a perguntar: Quem não retribuirá amor com amor? Quem não abraçará um Coração tão puro? Nós, que somos de carne, pagaremos amor com amor, abraçaremos o nosso Ferido, Aquele a quem os ímpios atravessaram as mãos e os pés, o lado e o Coração. Peçamos que se digne prender o nosso coração com o vínculo do seu amor e feri-lo com uma lança, pois é ainda duro e impenitente.

S. Josemaria Escrivá, É Cristo que Passa.
Créditos: GRAA

sábado, 6 de outubro de 2012

Tudo é nada comparado a Ele


Considera o que há de mais formoso e grande na terra..., o que apraz ao entendimento e às outras potências..., o que é recreio da carne e dos sentidos... E o mundo, e os outros mundos que brilham na noite: o Universo inteiro.

E isso, mais todas as loucuras do coração satisfeitas..., nada vale, é nada e menos que nada, ao lado deste Deus meu! - teu! -, tesouro infinito, pérola preciosíssima, humilhado, feito escravo, aniquilado sob a forma de servo no curral onde quis nascer, na oficina de José, na Paixão e na morte ignominiosa..., e na loucura de Amor da Sagrada Eucaristia.

S. Josemaria Escrivá, Caminho, n. 432
Créditos: GRAA
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