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terça-feira, 30 de abril de 2019

4 orações de Padre Pio a Virgem Maria



Rezemos à nossa Mãe com as palavras deste grande santo

São Padre Pio de Pietrelcina era devoto fervorosíssimo da Virgem Maria, que chamava carinhosamente de Mamma (Mamãe). Padre Pio, como é mais conhecido, rezava continuamente a Nossa Senhora, pedindo as graças de que é dispensadora, suplicando a sua intercessão, o seu cuidado materno.

As orações deste grande santo são frutos de uma profunda intimidade com Deus, como podemos perceber em suas palavras:

“Assim que me ponho a rezar, logo sinto o coração como que invadido por uma chama de amor; essa chama não tem nada a ver com qualquer chama deste baixo mundo. É uma chama delicada e muito doce, que consome e não causa sofrimento algum. Ela é tão doce e tão deliciosa, que o espírito prova sua complacência e permanece saciado, mas sem perder o desejo – oh Deus! –, algo que me parece maravilhoso e que talvez jamais consiga compreender, a não ser na pátria celeste[1].”

Depois de conhecer um pouco a vida de oração de São Pio de Pietrelcina, vejamos quatro de suas orações dirigidas a Virgem Maria, que providencialmente temos acesso graças ao seu Epistolário, ou seja, às suas cartas:


Minha Mãe, Maria

Mãe de misericórdia,
tem piedade de mim!
Deverias compreender,
minha querida Mãe,
que se o fiz,
o fiz unicamente
por obedecer!


“Não te preocupes
que os outros pensem
a teu respeito
tantas coisas estranhas,
nós vamos te defender;
até o momento eles te aborreceram,
mas agora terão de acertar
as contas conosco”[2].

Virgem Imaculada


Santíssima Virgem Imaculada
e minha Mãe, Maria,
a ti que és a Mãe do meu Senhor,
a rainha do mundo,
a advogada, a esperança,
o refúgio dos pecadores, recorro hoje,
eu que sou o mais miserável de todos.
Eu te venero, ó grande Rainha,
e te agradeço
todas as graças que me concedeste até agora,
sobretudo por me teres libertado do inferno,
tantas vezes por mim merecido.
Eu te amo, Senhora Amabilíssima,
e pelo amor que te devoto,
prometo querer sempre servir-te
e fazer tudo o que posso
para que também sejas amada pelos outros.
Deposito em ti todas as minhas esperanças,
toda a minha saúde.
Aceita-me como teu servo
e acolhe-me sob o teu manto,
ó Mãe de misericórdia.
E visto que és tão poderosa com Deus,
liberta-me tu de todas as tentações;
ou dai-me forças
para vencê-las até a morte.
A ti peço o verdadeiro amor
a Jesus Cristo.
De ti espero ter uma boa morte.
Minha Mãe, pelo amor que nutres para com Deus,
peço-te que me ajudes sempre,
mas muito mais no último instante da minha vida.
Não me deixes até que não me vejas
já salvo no céu a bendizer-te
e a cantar as tuas misericórdias
por toda a eternidade! Amém[3].

Eu te suplico, minha Mãe


Ó celestial tesoureira de todas as graças,
Mãe de Deus e minha, Maria,
porque és a filha primogênita
do eterno Pai
e tens na mão a sua onipotência,
tem piedade de minh’alma
e concede-me a graça
pela qual fervidamente te suplico…
Ave, Maria…

Ó misericordiosa dispensadora
das graças divinas,
Maria Santíssima,
tu que és a Mãe
do eterno Verbo encarnado,
que te coroou
com imensa sabedoria,
considera a grandeza da minha dor
e concede-me a graça
de que tanto necessito…
Ave, Maria…

Ó amorosíssima dispensadora
das graças divinas,
imaculada esposa
do eterno Espírito Santo,
Maria Santíssima,
tu que dele recebeste um coração
capaz de ter piedade
das humanas desventuras
e não pode resistir sem consolar quem sofre,
tem piedade de minh’alma
e concede-me a graça que espero
com plena confiança na tua imensa bondade…
Ave, Maria…

Sim, ó minha Mãe,
tesoureira de todas as graças,
refúgio dos pobres pecadores,
consoladora dos aflitos,
esperança dos desesperados
e auxílio poderosíssimo dos cristãos,
eu deposito em ti toda a minha confiança
e estou certo de que me obterás de Jesus
a graça que tanto desejo,
desde que seja para o bem de minh’alma.
Salve, Rainha…[4]

Eu te saúdo, Maria


Eu te saúdo, Maria,
filha amada do Pai eterno.

Eu te saúdo, Maria,
virgem Mãe do Filho de Deus.

Eu te saúdo, Maria,
esposa imaculada do Espírito Santo.

Eu te saúdo, Maria,
templo vivo da Santíssima Trindade.

Eu te saúdo, Maria,
concebida sem mancha alguma de pecado,
toda pura e santa.

Eu te saúdo, Maria,
virgem puríssima
antes do parto, no parto, após o parto.

Eu te saúdo, Maria,
Mãe dolorosa,
Rainha dos mártires,
coração dos corações que sofrem.

Eu te saúdo, Maria,
estrela do nosso caminho,
fonte da nossa esperança,
fonte puríssima de alegria,
porta do paraíso.

Eu te saúdo, Maria,
consoladora dos aflitos,
mãe do belo e casto amor das almas virgens,
porto sereno de paz.

Eu te saúdo, Maria,
mediadora potentíssima e piedosa de todas as graças,
aurora suspirada do dia eterno,
prelúdio suavíssimo sobre a terra
da maravilhosa harmonia dos céus.

Eu te saúdo, Maria,
rainha dos anjos e dos santos,
rainha nossa,
soberana Patrona da Ordem Seráfica.

Eu te saúdo, Maria,
refúgio dos pecadores,
mãe dulcíssima.
Amo-te muito muito,
ó bela mãe,
ó minha mãe,
conserva-me puro.
Leva-me a Jesus.
Salve, ó Maria[5].

Links relacionados:

PADRE PAULO RICARDO. Fica comigo, Senhor!

Referências:

[1] PADRE PIO. Minha orações, p. 10 (Epistolário 1, 461).
[2] Idem, p. 103 (Epistolário 1, 361-362).
[3] Idem, p. 105-105.
[4] Idem, p. 106-107.
[5] Idem, p. 108-110.

(Via Todo de Maria e Aleteia)

segunda-feira, 25 de março de 2019

Anunciação do Anjo à Santíssima Virgem - por Santo Efrém


«Grandes coisas fez em mim o Omnipotente» (Lc 1, 49)


Contemplai Maria, bem-amados, vede como Gabriel entrou em sua casa e que, ao ouvi-la perguntar  «Como será isso?», o servo do Espírito Santo deu a seguinte resposta: «Nada é impossível a Deus, para Ele tudo é simples». Ela acreditou no que ouvira e disse: «Eis a serva do Senhor». E o Senhor desceu, de uma forma que só Ele conhece: pôs-Se em movimento e veio como Lhe agradava; entrou nela sem que Ela o sentisse e Maria acolheu-O sem sofrimento. Ela trouxe dentro de si Aquele de que o mundo está cheio. Ele abaixou-Se para ser o modelo que renova a antiga imagem de Adão. 

Por isso, quando te anunciarem o nascimento de Deus, guarda silêncio. Que a palavra de Gabriel esteja presente no teu espírito, pois nada é impossível a esta gloriosa Majestade que Se abaixou por nós e que nasceu da nossa humanidade. Nesse dia, Maria tornou-se o Céu que contém a Deus, pois a divindade sublime veio fazer dela a sua morada. Nela, Deus fez-se pequeno sem enfraquecer a sua natureza, para nos fazer crescer. Nela, Ele Deus teceu para nós uma veste com a qual nos salvou.  Nela se cumpriram todas as palavras dos profetas e dos justos. Dela se elevou a luz que expulsou as trevas do paganismo. 

Numerosos são os títulos de Maria [...]: ela é o palácio no qual habitou o poderoso Rei dos reis, mas Ele não a deixou como viera, pois foi dela que Ele Se fez carne e que nasceu. Ela é o novo Céu no qual o Rei dos reis habitou; nela Se elevou Cristo e dela subiu para iluminar a criação, formada e talhada à sua imagem. Ela é a cepa de vinha que deu uvas; ela gerou um fruto superior à natureza; e Ele, se bem que diferente dela pela sua natureza, vestiu a sua cor quando nasceu dela. Ela é a fonte da qual brotaram as águas vivas para os sequiosos, e quantos aí se dessedentam dão frutos a cem por um.


Santo Efrém (c. 306-373)
Diácono da Síria, doutor da Igreja
Homilias sobre a Mãe de Deus, 2, 93-145
Fonte: Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 15 de março de 2017

"Como eu amo a minha Mamãe!" - por Santa Gema Galgani


 "Como eu amo a minha Mamãe! Ela bem o sabe, foi Jesus quem ma deu, e Ele me ordena que A ame muito: como esta Mãe celeste se tem mostrado sempre boa para mim! Que seria de mim sem Ela? Seu auxílio sempre me valeu em todas as minhas necessidades espirituais, preservou-me de tantos perigos; livrou-me das mãos do demônio, que vinha sempre afligir-me; desculpava-me com Jesus quando eu O ofendia; acalmava-O quando eu O irritava com minha má vida, ensinava-me a conhecê-Lo e a amá-Lo, a ser boa e a agradar-Lhe. Ah! Minha querida Mamãe, eu Vos amarei sempre, sempre."

Santa Gema Galgani, de Padre Germano de Santo Estanislau, C.P. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

A Graça Batismal, o futuro incerto do mundo e o conforto dos cristãos - Beato Marie-Eugene do Menino Jesus


O FREI MARIA-Eugênio do Menino Jesus, ocd1, lá pelos fins dos anos 1950/ inícios dos 1960, como autêntico místico católico parece ter profetizado, com assombrosa precisão, os tempos em que agora vivemos. O que consola é constatar que a solução para os males de sempre permanece, igualmente, a mesma de sempre.

Riquezas espirituais

É uma linguagem espiritual, unicamente espiritual, que eu quereria ter convosco. Entretanto, começando, não posso me impedir de sublinhar que vivemos num mundo inquieto, agitado. Qual é a causa dessa agitação, dessa inquietação? Vocês a conhecem, como eu, talvez melhor do que eu.

Um mundo inquieto e agitado

Povos jovens se erguem e afirmam suas aspirações a uma vida pessoal independente, talvez a um poder dominante. Além disso, no mundo instalam-se também atualmente ideologias poderosas, que parecem querer destruir nossa velha civilização cristã. Essas ideologias não ocultam que têm uma nova concepção da civilização e mesmo do homem; seduzem com promessas enganadoras não somente indivíduos, mas até massas inteiras, ávidas por felicidade. Se vemos nos países aspirações puramente humanas, é muito possível que nas ideologias haja mais do que isso, ou seja, verdadeira ação do espírito do mal que gostaria de atingir os valores espirituais e a Igreja que os possui.

Diante das ameaças, ficamos inquietos, e talvez nossa inquietação seja legítima. Qual será o futuro? O que seremos nós, o que será de nosso país, da Europa, do mundo, em quinze anos, em vinte anos? É bem difícil prever. Temos a impressão de que viveremos acontecimentos jamais vistos.

As lições da história

Entretanto, se quisermos considerar melhor e a história e suas lições, nos convencemos facilmente de que a história do mundo e dos povos é feita de reviravoltas parecidas. Se considerarmos a história da China ou da Índia, que parecem apresentar-nos as mais antigas civilizações, datadas provavelmente de sete ou oito mil anos antes de Nosso Senhor, vemos aí a civilização atual como o resultado de reviravoltas de que seus povos foram vítimas no correr dos milhares de anos: invasões, ondas de povos, oligarquias que se estabeleceram.

Vemos no Oriente Médio impérios que se destruíram sucessivamente: os medos, os persas, os gregos, com Alexandre, e os romanos. Graças à ordem que estes parecem estabelecer no mundo, Jesus pode dar sua mensagem. A Encarnação tem efeitos mundiais, como dirá São Paulo (conf. Ef 1,9; Cl 1,15-20); trata-se do mundo conhecido.

Roma, convertida para o Cristianismo, tornando-se campeã da civilização cristã, também sofre assaltos dos bárbaros. E esses bárbaros são ganhos, sucessivamente, pelo Cristianismo. Cuida-se das chagas durante certo tempo; empreendem-se pesquisas novas sobre Deus... Uma filosofia, uma teologia, uma arte se estabelecem no século XIII, e tudo parece entrar na ordem, até que esta ordem seja agitada de novo por outras perturbações.

Que lição se pode tirar destes acontecimentos?

Supremacia da inteligência

Há vários fatos que decorrem como que normalmente: em primeiro lugar, certa supremacia da inteligência. Em todos esses choques

Em todos esse choques, esses transtornos, essas lutas de civilizações, de impérios e de culturas, é habitualmente a inteligência mais afinada que acaba dominando. É vencida durante certo tempo, como a cultura grega pelo Império Romano, mas acaba voltando e afirmando seu poder. Nas lutas entre homens, a inteligência vai dominar a superioridade da inteligência vai assegurar a supremacia.

O poder do Espírito

Há outra coisa. A expansão do cristianismo nos coloca diante de outras forças: são forças espirituais. Jesus veio, e antes de morrer, de sofrer sua suprema derrota no Calvário, Ele afirma: “Eu venci o mundo. Vós tereis de lutar. Sereis vencidos. Sereis mortos. Mas, tende confiança: Eu venci o mundo” (Jo 16,33). Supremacia da inteligência, supremacia das forças espirituais... Sim, a Igreja a que pertencemos não sucumbirá sob os golpes, ela subsistirá a todos os transtornos, revoluções, transformações, maremotos, venham de onde vierem, causados por qualquer força da inteligência humana ou por qualquer força do inferno. É a conclusão que devemos tirar.

O inventário de nossas forças espirituais

Nessa inquietação em que vivemos, diante dessas ameaças, sem dúvida eficazes até certo ponto, o que fazer?

Nosso grande dever, especialmente para nós, cristãos, é fazer o inventário de nossas forças espirituais e colocar nossa esperança nas forças espirituais. Não somente sob o ponto de vista sobrenatural para nós, mas também as esperanças para a sociedade. É preciso que essa inquietação e agitação nos conduzam a um aprofundamento, a uma estima bem maior pelas forças espirituais que nos foram dadas. Elas nos levam para o espiritual, para Deus: é aí que está a suprema esperança, para cada um de nós, para a nossa salvação individual e para a salvação também da humanidade, em toda medida com que ela pode ser salva.
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1. Henri Grialou nasceu dia 2 de dezembro de 1894 num modesto lar de Aveyron (França) e ainda criança desejou ser sacerdote. Depois da Primeira Guerra Mundial, momento em que sentiu a poderosa proteção de Santa Teresinha do Menino Jesus, recomeçou os estudos no seminário, dando aí testemunho de uma profunda vida espiritual. A descoberta dos escritos de São João da Cruz revelou-lhe sua vocação ao Carmelo, entrou assim para esta Ordem no dia 24 de fevereiro de 1922, logo após a sua ordenação sacerdotal. Onde adotou o nome de Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus.

Marcado pelo absoluto de Deus e pela graça marial do Carmelo, o Frei Maria-Eugênio serviu com devoção e empenho a Igreja e a sua Ordem, desempenhando cargos de grande responsabilidade na França e em Roma.

Dedicou-se plenamente à difusão do espírito e da doutrina do Carmelo, desejando que estes fossem vividos na vida cotidiana, numa harmoniosa união de ação e contemplação.

A transmissão do ensinamento dos mestres do Carmelo – Santa Teresa d’Ávila, São João da Cruz e Santa Teresinha – foi iluminada pela sua própria experiência de contemplativo e apóstolo, e culminou na redação do livro Quero ver a Deus.

Em 1932, com a colaboração de Marie Pila, fundou o Instituto Nossa Senhora da Vida na cidade de Venasque, França, junto a um antigo santuário mariano, do mesmo nome. Este intituto secular, de leigos(as) consagrados e sacerdotes, coloca em prática o ideal do Frei Maria-Eugênio de uma vida onde a ação e a contemplação são bem unidas, de tal modo que a contemplação estimula a ação e a ação estimula a contemplação, para assim dar testemunho do Deus vivo ao mundo.

Como sacerdote e diretor espiritual, ele conduziu incansavelmente no caminho da confiança e do amor, certo de que a misericórdia divina se derrama sempre e abundantemente!

Toda a vida do Frei Maria-Eugênio foi marcada por uma poderosa influência do Espírito Santo e da Virgem Maria. Respondendo à fidelidade do seu amor, a Virgem Maria veio buscá-lo no dia 27 de março de 1967, numa segunda-feira de Páscoa, dia em que ele fazia questão de celebrar a alegria pascal de Maria, Mãe da Vida.

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Fonte:
MENINO JESUS, Fr. Maria-Eugênio do, ocd. Ao Sopro do Espírito. São Paulo: Paulus, 2010, pp. 55-56.

Retirado da página: http://www.ofielcatolico.com.br/2007/02/a-graca-batismal-o-futuro-incerto-do.html

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

"Ó esplêndida joia...!" - Palavras de Santa Hildegarda de Bingen a Nossa Senhora



Ó esplêndida joia, serenamente infusa com o Sol!
O Sol está em Ti como uma fonte do coração do Pai;
É Seu Verbo único, pelo qual Ele criou o mundo,
A matéria primitiva, que Eva lançou em desordem.
Ele formou o Verbo em Ti como um ser humano,
E, portanto, Tu és a joia que brilha da forma mais radiante,
Por meio de quem o Verbo exalou todas as virtudes,
Tal como, antigamente, da matéria primitiva Ele fez todas as criaturas.

Ó doce ramo verde, que floresces do tronco de Jessé!
Ó coisa gloriosa, que Deus tenha reparado em Sua mais bela filha,
Como a águia olha para a face do sol!
O Altíssimo Pai buscou  inocência de uma Virgem,
E quis que Seu Verbo devesse assumir nela Seu Corpo.
Pois a mente da Virgem foi iluminada pelo mistério dEle,
E de sua virgindade brotou a gloriosa Flor.


Scivias, Santa Hildegada de Bingen

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

São Padre Pio, o terço e Nossa Senhora de Lourdes

“Nada menos que cinco rosários na íntegra todos os dias”: é o compromisso que lemos no diário escrito por Padre Pio em 1929. Mas, na realidade, eram realmente raros os dias em que o capuchinho ficava limitado a esse número.

O padre Mariano Paladino uma vez perguntou-lhe quantos terços havia rezado, e ele respondeu:

– Trinta. Quase, tal vez um pouco mais, mas não menos.

– Como o senhor consegue? perguntou o surpreso confrade.

E padre Pio respondeu candidamente:

– Na noite o que há para fazer?


Em outra ocasião, o santo religioso acrescentou:

– Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar e ir ao redor do mundo.

Um de seus assistentes pessoais, o padre Marcellino Iasenzaniro, testemunhou que na parte da manhã era necessário lavar-lhe as mãos uma de cada vez, porque o Padre Pio nunca parava de rezar o Terço, que gostava de chamar de “arma de defesa e de salvação, doada por Nossa Senhora para usá-la contra as astutas ciladas do inimigo infernal”.

E ele explicou aos que estavam perto dele:

– Se a Imaculada em Lourdes e até mesmo o Imaculado Coração em Fátima recomendaram insistentemente a oração do Terço, não significa que esta oração tem um valor excepcional para nós e para os nossos tempos?



Um dia, o irmão padre Alessio Parente lhe perguntou por que ele sempre recitava o Terço e não outras orações. Sua resposta foi:

– Porque Nossa Senhora nunca me recusou uma graça através da recitação do terço.

Para si mesmo, como revelou ao padre Pellegrino Funicelli, ele tinha um pedido preciso:

“Meu filho, eu tenho um temperamento ruim. Muitas vezes, quando eu não concordo com as disposições do Superior, digo-lhe clara e rombudamente, embora, em seguida, eu cumpro suas disposições escrupulosamente.

“Eu peço todos os dias a Nossa Senhora a graça de ter um pouco de sua doçura e de sua ternura na obediência ao superior e à Igreja. Eu, então, Lhe peço uma segunda graça: não ter olhos para ver, exceto Jesus e sua Igreja nesta terra”.




O terço é arma poderosíssima para tirar do Purgatório as almas que ali padecem


O poder desta oração foi testado pessoalmente pelo capuchinho, que entre outras coisas, como relatou o padre Nello Castello, ensinou a valorizar o terço de indulgências de Monsenhor Cuccarollo, a quem o Papa São Pio X, na hora de nomea-lo bispo tinha concedido as indulgências de que dispunha, tirando o anel papal da mão e pondo-o no dedo do bispo simbolicamente.

Padre Pio disse:

– Com este terço esvaziamos um recanto do Purgatório.
Todas as noites, especialmente nos últimos anos de vida, o padre Pio queria que em seu quarto o Superior ou outro irmão de religião puxasse a Ave Maria, que ele e os presentes, em seguida, completavam concluindo com a invocação “Mater Divinae Gratiae, ora pro nobis” (“Mãe da Divina Graça, rogai por nós”).


O padre Carmelo de San Giovanni in Galdo poeticamente pintou a cena como

“o fechamento de um dia de trabalho pesado, e um brado pedindo ajuda para a noite que se aproximava. Ele fitava para a grande imagem de Nossa Senhora, que pendia da parede ao pé da sua cama, como uma criança aguardando o beijo e a saudação da mãe”.

Seu sentimento filial para com Maria teve extraordinária intensidade, embora para sua humildade nunca achava suficientes suas demonstrações de afeto.

Durante uma confissão, a Irmã Maria Francesca Consolata confidenciou:

– Pai, eu tenho muita amargura na alma, porque eles não sabem amar Nossa Senhora com o amor que o senhor tem.

E ele, com um suspiro, disse, visivelmente emocionado:



– Minha filha, eu estou sofrendo porque eu A amo tanto ... e eu ainda não sei amá-La como Ela merece. Oremos juntos para alcançar essa grande graça.


A 14 de agosto de 1958, na véspera da festa da Assunção, o padre guardião do mosteiro pediu-lhe um pensamento espiritual.

O Padre Pio abaixou a cabeça, começou a soluçar, e, respondendo, disse:

– Nossa Senhora ...
Os soluços tornaram-se pranto; em seguida, retomou com esforço:

– Nossa Senhora ....
Tremores fortes fizeram estremecer todo o seu corpo.

– Nossa Senhora.., ele repetiu pela terceira vez, é nossa Mãe.
Então lágrimas brotaram incontroláveis, e o padre, com dificuldade, conseguiu levar o lenço para enxugar as lágrimas que lhe tinham molhado todo o rosto.

Mas sequer teve tempo e força para secá-lo, porque as lágrimas escorriam abundantes e incessantemente.

Em seguida, deixou cair as mãos sobre os joelhos e, chorando, ele continuou a gritar:

– Nossa Senhora é nossa Mãe! Nossa Senhora é nossa Mãe!

Por sua vez, o padre Eusébio contou que certa feita, no fim do dia, após a recitação do Rosário em honra de Nossa Senhora, a multidão de pessoas cantou a música “Levanta-te, Tu que és mais bela que a aurora”.

E enquanto cantavam o refrão “Tu és bela como o sol, pulcra como a lua”, o padre Pio teve uma expansão súbita:

– Oh, se fosse assim renunciaria até ao Paraíso.
O padre Eusébio, espantado com esta declaração que lhe parecia exagerada, objetou:

– Padre, isso é mais bonito do que o sol e a lua?

E ele quase com pena dele, disse:

– Eh ... o senhor precisa..
E o irmão, pegando no ar:

– Mas então, o senhor viu a Nossa Senhora?

Sua resposta foi o silêncio, acompanhado por um sorriso mais eloquente do que quaisquer palavras.


(Fonte: Blog Lourdes e Suas Aparições/ Saverio Gaeta, “Padre Pio. Sulla soglia del Paradiso”, San Paolo Edizioni, 2002, cap. XVI, Rosario e Madonna. L'“arma” della salvezza).

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A consagração a Maria e a Comunhão


Conheça o modo próprio do consagrado a Virgem Maria viver esta devoção na santa comunhão.


São Luís Maria Grignion de Montfort, ensina como os consagrados a Nossa Senhora devem participar da comunhão eucarística, no final do seu extraordinário livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Apesar deste ser o último tema do Livro, não é o menos importante. Ao contrário, o grande Santo nos fala da comunhão separadamente das práticas interiores e exteriores justamente por causa da sua importância na santa escravidão a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. Podemos dizer que esta última parte do Tratado é um coroamento da devoção que São Luís Maria nos ensinou. Não poderia ser diferente, pois participar bem da Santa Missa, principalmente da comunhão, recebendo o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo devotamente, em estado de graça e com um coração bem disposto, faz toda a diferença para o crescimento na vida espiritual.

A participação no sacrifício eucarístico de Jesus Cristo é a fonte e o centro de toda a vida cristã. Mais ainda, a Eucaristia é o ápice, o ponto mais alto, do mistério de nossa comunhão com Cristo e, n’Ele, com o Pai e com o Espírito Santo. Sendo assim, para participar bem do momento mais sublime e elevado de nossa fé, que é a Eucaristia, uma boa preparação é necessária. São Luís Maria sabia muito bem disso, tanto que, como grande pedagogo que é, de forma extraordinária, nos ensina não somente a nos preparar bem para receber a comunhão, mas também a comungar devotamente e a viver bem o momento de ação de graças.


A devoção a Virgem Maria antes da comunhão


A preparação para a comunhão começa antes mesmo da celebração da Santa Missa, ou da Palavra com comunhão, com o jejum eucarístico de pelo menos de uma hora antes – que tem como finalidade não somente de abster-nos de comida e de bebida, mas principalmente de despertar em nós “fome” e “sede” de Deus – e a busca do silêncio e do recolhimento interior. Além disso, as práticas seguintes, ensinadas por São Luís Maria para antes da comunhão, podem ser feitas durante a celebração, mas é muito salutar se forem vividas antes, ainda que num breve momento de meditação e oração. De qualquer forma, nesta preparação para a comunhão, devemos:

1º – Humilhar-nos profundamente diante de Deus;

2º – Renunciar ao nosso fundo mau, todo corrompido, e às nossas más disposições, embora o nosso amor próprio as faça parecer boas;

3º – Renovar a nossa consagração dizendo: “’Todo Vosso sou, ó querida Mãe, e tudo o que tenho é Vosso!‘ (Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt!)”;

4º – Suplicar a Virgem Maria que nos empreste o seu Coração de Mãe, para nele receber seu Filho com as disposições dela. Pois, a glória de seu Filho exige que não seja recebido num coração tão manchado e tão inconstante como o nosso. Se recebermos o Senhor em nosso coração, este não demorará em fazer-nos perdê-Lo, ou em privar-nos da Sua glória. Mas, se Nossa Senhora quiser vir habitar em nosso coração para receber seu Filho, poderá fazê-lo pelo domínio que tem sobre os corações. Dessa forma, seu Filho será bem recebido, sem mancha nem perigo de ser ultrajado ou perdido. Então, digamos confiantemente a Mãe de Deus que tudo o que lhe oferecemos dos nossos bens é bem pouca coisa para honrá-la. Por isso, desejamos dar-lhe, pela santa comunhão, o mesmo presente que o Pai Eterno lhe deu: seu Filho Jesus Cristo. Deste modo, a Virgem Maria será mais honrada do que se lhe oferecêssemos todos os bens do mundo. Podemos dizer a Virgem de Nazaré que seu Filho Jesus a ama muito particularmente, e que ainda quer ter nela as suas alegrias e o seu repouso, mesmo que agora seja em nossa alma, mais suja e pobre que o estábulo, onde Jesus não pôs dificuldades em vir, porque ela lá estava. Enfim, peçamos a Nossa Senhora o seu Coração, com estas ternas palavras: “Tomo-Vos como toda a minha riqueza. Dai-me o Vosso Coração, ó Maria!”.


Cardeal Joseph Ratzinger e Papa São João Paulo II


A devoção a Santíssima Virgem durante a comunhão


Segundo a devoção ensinada por São Luís Maria, quando se aproximar o momento sublime de receber Jesus Cristo, depois do “Pai-Nosso”, diremos três vezes: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo!”, cada uma delas por uma pessoa da Santíssima Trindade:

1ª – A primeira vez será para dizer ao Pai Eterno que não somos dignos de receber seu Filho Unigênito, por causa dos nossos maus pensamentos e ingratidões para com um Pai tão bom. Mas eis que Maria, a Serva do Senhor, está conosco, representa-nos e dá-nos confiança e esperança singulares junto da Divina Majestade;

2ª – A segunda vez, diremos ao Filho que não somos dignos de recebê-Lo por causa das nossas inúteis e más palavras, por causa da nossa infidelidade ao Seu serviço. Suplicaremos a Jesus que tenha piedade de nós, porque O introduziremos na casa da sua própria Mãe e nossa. Diremos que não O deixaremos partir sem que venha morar na casa de Maria: “Detive-o e não o deixarei até o introduzir na casa de minha Mãe e no quarto daquela que me gerou”. Pediremos a Cristo que se levante e venha descansar no lugar do seu repouso, na arca da sua santificação: “Levantai-Vos, Senhor, entrai no Vosso repouso, tu e a arca da tua santidade”. Não colocaremos nenhuma confiança nos nossos méritos, em nossas forças e na nossa preparação, como Esaú, mas nas mãos de Maria, nossa querida Mãe, como o jovem Jacó se colocou aos cuidados de Rebeca. Embora pecador e Esaú que somos, ousamos aproximar-nos da santidade do Filho de Deus apoiados e revestidos dos méritos e virtudes de sua Santa Mãe;

3ª – Na terceira vez, diremos ao Espírito Santo que não somos dignos de receber a obra-prima da sua caridade, por causa da tibieza e iniquidade das nossas ações e das nossas resistências às suas inspirações, mas que toda a nossa confiança está em Maria, sua Fiel Esposa. Com São Bernardo, exclamaremos: “Ela é a minha grande confiança, é toda a razão da minha esperança!” Neste momento, podemos pedir ao Espírito de Deus que venha mais uma vez a Virgem Maria, sua esposa inseparável; que seu seio é tão puro e seu Coração tão abrasado como sempre; e que sem que Ele desça à nossa alma, Jesus e Maria nela não poderão ser bem acolhidos, nem bem formados.



A devoção a Nossa Senhora depois da comunhão

Depois da santa comunhão, interiormente recolhidos, com os olhos fechados, introduziremos espiritualmente Jesus Cristo no Coração de Maria. Nós O daremos “à sua Mãe, que O receberá amorosamente, O instalará honorificamente, O adorará profundamente, O amará perfeitamente, O abraçará com amor e Lhe tributará, em espírito e verdade, várias homenagens que nos são desconhecidas, a nós, envoltos nessas densas trevas”. Ou então, permaneceremos profundamente humilhados em nosso coração, na presença de Jesus fazendo sua morada em Maria. Ou ficaremos como um escravo à porta do palácio do Rei, onde Ele está a falar com a Rainha e, enquanto Eles falam, sem precisar de nós, iremos em espírito ao Céu e pela Terra inteira para pedir a todas as criaturas que agradeçam, adorem e amem Jesus em Maria, por nós. “Vinde, adoremos, vinde!”. Ou então, nós mesmos pediremos a Jesus, em união com Maria, a vinda do seu Reino sobre a Terra, por intermédio de sua Santa Mãe. Ou pediremos a Sabedoria Divina, ou o Amor Divino, ou o perdão dos nossos pecados, ou qualquer outra graça, mas sempre por Maria e em Maria. Então diremos, considerando-nos com desconfiança: Senhor, não olheis para os nossos pecados, mas que os Vossos olhos só vejam em nós as virtudes e os méritos de Maria. E, recordando-nos dos nossos pecados, acrescentaremos: “Foi o inimigo que fez isto!”. Pois, nós mesmos somos o maior inimigo com quem temos que lutar; fomos nós que cometemos estes pecados. Ou então: Livrai-nos, Senhor, do homem perverso e mentiroso, que somos nós mesmos. Podemos dizer ainda: meu Jesus, é necessário que vós cresçais na minha alma e que nós diminuamos. Ó Maria, é necessário que cresçais em nós, e que sejamos menores do que nunca! “Crescei e multiplicai-vos”: ó Jesus e Maria, crescei em nós, e multiplicai-Vos fora de nós nos outros.


O segredo de Maria na comunhão eucarística


Assim, o Espírito Santo nos inspirará uma infinidade de pensamentos, se formos interiores, mortificados e fiéis a esta grande e sublime devoção ensinada por São Luís Maria. Não tenhamos medo de clamar a presença de Nossa Senhora antes de receber Jesus Cristo na comunhão. Recordemos que, quanto mais deixarmos agir Maria na nossa comunhão, mais Jesus será glorificado. Além disso, tanto mais deixaremos agir Maria por Jesus e Jesus em Maria, quanto mais profundamente nos humilharmos e os escutarmos em paz e silêncio, sem procurar ver, gostar ou sentir. “Pois o justo vive, em tudo, da Fé, e particularmente na Sagrada Comunhão, que é um ato de fé: ‘O meu justo viverá da Fé!’”. Neste ato de fé, está o segredo para viver bem a comunhão e deixar que Jesus e Maria realizem a obra da Santíssima Trindade em nós. Na comunhão, não devemos buscar visões, consolações ou sensações, senão permaneceremos no exterior e praticamente impediremos a ação de Deus. Pois, é em nosso interior, no mais profundo de nossas almas, que Jesus e Maria realizam as maiores maravilhas da graça. Que Nossa Senhora nos ajude a acolher Jesus Cristo, a Palavra de Deus que se fez carne, em nosso interior, no mais íntimo do nosso coração. Ó Virgem Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!


Natalino Ueda - Blog Todo de Maria 

Links relacionados:








Referências:


1 Cf. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 11.


2 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 22.


3 Cf. PAPA JOÃO PAULO II. Código de Direito Canônico, Cânon 919 — § 1. Quem vai receber a santíssima Eucaristia, abstenha-se, pelo espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão, de qualquer comida ou bebida, exceto água ou remédios.


4 TVD 266.


5 Cf. Lc 2, 7.


6 TVD 266.


7 Idem, 267.


8 Cf. Sl 4, 10.


9 Ct 3, 4.


10 Sl 131, 8.


11 Cf. Gn 27, 1-29.


12 TVD 269.


13 Idem, 270.


14 Sl 94, 6.


15 Mt 13, 28.


16 Cf. Sl 42, 1.


17 Cf. Jo 3, 30.


18 Gn 1, 28.


19 TVD 273. Cf. Hb 10, 38.


20 Cf. Jo 1, 14.


21 Cf. Lc 2, 19.51;

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Stabat Mater - Latim e Português



Stabat Mater dolorosa juxta crucem lacrymosa Estava a Mãe dolorosa, junto à cruz, lacrimosa,

Dum pendebat Filius. Da qual pendia o Filho.

Cujus animam gementem, contristatam et dolentem A espada atravessava

Pertransivit gladius Sua alma agoniada, entristecida e dolorida.

O quam tristis et afflicta fuit illa benedicta, Quão triste e aflita estava ali a bendita,

Mater Unigeniti! Mãe do Unigênito!

Quae moerebat et dolebat et tremebat cum videbat Quão abatida, sofrida e trêmula via

Nati poenas inclyti. O sofrimento do Filho divino.

Quis est homo, qui non fleret, Qual é o vivente que não chora,

Matrem Christi si videret in tanto supplicio? Vendo a Mãe do Cristo em tamanho suplício?

Quis non posset contristari, Quem não ficaria triste,

Christi Matrem contemplari dolentem cum Filio? Contemplando a mãe aflita, padecendo com seu Filho?

Pro peccatis suae gentis vidit Jesum in tormentis Por culpa de sua gente, ela viu Jesus torturado,

Et flagellis subditum. Submetido a flagelos.

Vidit suum dulcem natum moriendo desolatum,Viu o Filho muito amado, morrendo abandonado,

Dum emisit spiritum. Entregando o seu espírito.

Eja Mater, fons amoris, me sentire vim Doloris Mãe, fonte de amor, que eu sinta a força da dor

Fac, ut tecum lugeam. Para poder contigo pranteá-lo.

Fac,ut ardeat cor meum in amando Christum Deum, Faz arder meu coração devido à partida do Cristo Deus,

Ut sibi complaceam. Para que o possa agradar.

Sancta Mater, istud agas, crucifix fige plagas Santa Mãe, dá-me isto: trazer as chagas do Cristo

Cordi meo valide. Cravadas no coração.

Tui Nati vulnerati, tam dignati pro me pati, Com teu Filho, que por mim morre assim,

Poenas mecum divide. Quero o sofrimento partilhar.

Fac me tecum pie flere crucifixo condolere, Dá-me contigo chorar pelo crucificado

Donec ego vixero. Enquanto vida eu tiver.

Juxta crucem tecum stare et me tibi sociare, Junto à cruz quero estar e me juntar

In planctu desidero. Ao teu pranto de saudade.

Virgo virginum praeclara, mihi jam non sis amara:Virgem das virgens radiante, não te amargures:

Fac me tecum plangere. Dá-me contigo chorar.

Fac, ut portem Christi mortem, Que a morte de Cristo permita,

Passionis fac consortemQue de sua paixão eu partilhe,

Et plagas recolere. E que suas chagas possa venerar.

Fac me plagis vulnerari cruce hac inebriari Que pelas chagas eu seja atingido e pela Cruz inebriado

Ob amorem Filii. Pelo amor do Filho.

Inflammatus et ascensus per te Virgo sim defensus Animado e elevado por ti Virgem, eu seja defendido

In die Judicii No dia do juízo.

Amém.

Poema atribuído a Frei Jacopone de Todi, no século XIII
Créditos: Blog Salvem a Liturgia

Maria foi a Rainha dos Mártires - Santo Afonso Maria de Ligório



Quem poderia ouvir sem comoção a história mais triste que jamais houve no mundo? Uma nobre e Santa Senhora tinha um único Filho, o mais amável que se possa imaginar. Era inocente, virtuoso e belo. Ternamente retribuía o amor de Sua Mãe. Nunca Lhe havia dado o mínimo desgosto, mas sempre Lhe havia testemunhado todo respeito, toda obediência, todo afeto. Nele, por isso, a Mãe tinha posto todo o Seu amor, aqui na terra. Ora, que aconteceu? Pelo inveja de Seus inimigos, foi esse Filho acusado injustamente. O juiz reconheceu, é verdade, a inocência do acusado e proclamou-a publicamente. Mas, para não desgostar os acusadores, condenou-O a uma morte infame, como lhe haviam pedido. E a pobre Mãe, para Sua maior pena, teve de ver como Aquele tão amante e amado Filho Lhe era barbaramente arrancado, na flor dos anos. Fizeram-nO morrer diante de Seus olhos maternos, à força de torturas e esvaído em sangue num patíbulo infamante. Que dizeis, piedoso leitor? Não vos excita à compaixão a história dessa aflita Mãe?

Já sabeis de quem estou falando? Esse filho, tão cruelmente suplicado, foi Jesus, nosso amoroso Redentor. E essa Mãe foi a bem-aventurada Virgem Maria, que por nosso amor Se resignou a vê-lO sacrificado à justiça Divina pela crueldade dos homens. Portanto é digna de nossa piedade e gratidão essa dor imensa que Maria sofre por nosso amor. Mais Lhe custou sofrê-la, do que suportar mil mortes. E se não podemos corresponder dignamente a tanto amor, demoremo-nos hoje, ao menos por algum tempo, na consideração de Sas acerbíssimas dores. Digo, por isso: Maria é Rainha dos mártires, porque as dores de Seu martírio excederam às dos mártires 1.º em duração; 2.º em intensidade.


Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório

Comentário ao Evangelho do dia (15/09) por São Romano, o Melodista


Comentário ao Evangelho do dia (15/09) por São Romano, o Melodista
(?-c. 560), compositor de hinos
Hino 25, Maria na cruz


«Uma espada trespassará a tua alma»

Ovelha contemplando o seu cordeiro levado ao matadouro (Is 53,7), consumida de dor, Maria segue com as outras mulheres, chorando: «Para onde vais, meu Filho? Por que percorres assim depressa o teu caminho? (Sl 18,6) Há outra boda em Caná, e é para lá que Te diriges tão depressa, para transformar a água em vinho? Posso acompanhar-Te, meu Filho, ou será melhor esperar por Ti? Diz-me uma palavra que seja, Tu que és o Verbo, não passes diante de mim em silêncio […], Tu, que és o meu Filho e o meu Deus. […]

»Encaminhas-Te para uma morte injusta e ninguém partilha o teu sofrimento. Não Te acompanha Pedro, que dizia: "Mesmo que tenha de morrer contigo, não Te negarei" (Mt 26,35). Abandonou-Te Tomé, que exclamara: "Vamos nós também, para morrermos com Ele" (Jo 11,16). E os outros, os íntimos, aqueles que hão de julgar as doze tribos (Mt 19,28), onde estão eles? Não está cá nenhum; mas Tu, sozinho, meu Filho, Tu morres por todos. É o salário que recebes por teres salvado todos os homens, por os teres servido, meu Filho e meu Deus.»

Voltando-Se para Maria, Aquele que saiu dela exclama: «Porque choras, Mãe? […] Eu, não sofrer, não morrer? Como salvaria Adão? Não habitar o túmulo? Como devolveria à vida aqueles que moram na mansão dos mortos? Porque choras? Exclama antes: "Sofre voluntariamente, o meu Filho e meu Deus." Virgem prudente, não te tornes semelhante às insensatas (Mt 25,1ss.): tu estás no banquete de núpcias, não ajas como se tivesses ficado de fora. […] Não chores, pois, diz antes: "Tem piedade de Adão, sê misericordioso com Eva, meu Filho e meu Deus."

»Descansa, Mãe, serás tu a primeira a ver-Me sair do túmulo. Virei mostrar-te de que males resgatei Adão, que suores derramei por ele. Revelarei aos meus amigos as marcas que trarei nas mãos. Então, verás Eva viva como foi outrora, e exclamarás cheia de alegria: "Ele salvou os meus pais, o meu Filho e meu Deus!"»

Créditos: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Santíssimo Nome de Maria - 12 de setembro




"Este nome tem mais virtude do que todos os nomes dos Santos para confortar os débeis, curar os enfermos, iluminar os cegos, abrandar os corações endurecidos, fortificar os que combatem, dar ânimo aos cansados e derrubar o poderio dos demônios".


“O nome de Maria, diz São Pedro Crisólogo, é nome de salvação para os regenerado, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal”.




Hoje a Igreja celebra a memória do Santíssimo Nome de Maria. Como era costume entre os judeus, oito dias depois da Virgem Santíssima nascer, os seus pais deram-Lhe, inspirados por Deus, o nome de Maria.
A Espanha, por aprovação do Romano Pontífice, concedida em 1513, foi a primeira a celebrar esta festa. Inocêncio XI, em 1683, estendeu-a à Igreja Universal, em ação de graças pela vitória alcançada por João Sobieski, rei da Polônia, sobre os turcos que tinham cercado Viena e ameaçavam o Ocidente.
A celebração do Santíssimo Nome de Maria é uma das devoções marianas da Ordem da Santíssima Trindade. Introduzida nas Províncias Trinitárias Espanholas pelo Santo Trinitário Simão de Rojas no século XVI, imediatamente espalhou-se por toda Ordem a partir de 1622 com missa e ofício próprio. Introduzida e mantida na tradição da Ordem, esta celebração foi sempre confirmada nas reformas litúrgicas, tendo sua última revisão no ano de 1973.


Etimologia do nome de Maria:

De uma língua semítica, quer dizer “senhora”. Há vários correspondentes: no hebreu, Miryám; no árabe e etíope, Maryam. Maria é adaptação grega de Maryám, antiga forma hebraica que significa “excelsa, sublime”. F. Zorell tem este nome como sendo do egípcio, cujo significado seria “predileta de Javé”.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Dia 19 - O melhor amigo - Visitas a Jesus Sacramentado e a Nossa Senhora


Por Santo afonso Maria de Ligório 

     Se é tão agradável estar em companhia de um amigo querido, será possível que nós, neste vale de lágrimas, não sintamos nenhum prazer na companhia do melhor dos amigos, dum amigo que pode encher-nos de todos os bens, de um amigo que nos ama apaixonadamente e que, por isso, quer entreter-se continuamente conosco? Pois bem; aqui, no Santíssimo Sacramento, podemos entreter-nos com Jesus à vontade, abrir-lhe o nosso coração, expor-lhe as nossas necessidades, pedir-lhe graças; numa palavra, neste sacramento adorável, podemos tratar com o Rei do céu com toda a confiança e singeleza.

     Diz a Sagrada Escritura que José do Egito se sentiu sumamente feliz, quando Deus se dignou descer ao cárcere para fortifica-lo com sua graça: “A divina Sabedoria desceu com ele ao fosso, e não o deixou nas cadeias” (Sb13,14). Porém, muito mais felizes somos nós por possuirmos sempre no meio de nós, neste vale de lágrimas, o nosso Deus feito homem, que com tanto amor e compaixão, nos honra continuamente com a sua presença real.

     Quanto consola a um pobre encarcerado o amigo terno que vai entreter-se com ele, e o consola e reanima sua esperança, procura-lhe socorros e esforça-se por aliviá-lo no seu infortúnio!

     Ora, eis aí o que é Jesus Cristo, nosso bom amigo, que do tabernáculo nos faz ouvir estas palavras consoladoras: “Convosco estou todos os dias” (Mt 28,20). Eis-me aqui, diz Ele, todo para vós, vindo do céu à vossa prisão para vos consolar, ajudar e libertar. Acolhei-me, permanecei comigo, uni-vos a mim; deste modo não sentireis as vossas miséria; depois vireis comigo para o meu reino, onde vos farei plenamente felizes.

     Deus, amor incompreensível, visto que quisestes ser tão bom para conosco, a ponto de descerdes do céu aos nossos altares para morardes no meio de nós, proponho-me visitar-vos muitas vezes; quero gozar, quanto possível, da vossa amável presença que faz a felicidade dos bem-aventurados no paraíso.

     Pudesse eu estar sempre diante de vós para adorar-vos e oferecer-vos atos de amor! Despertai a minha alma, eu vo-lo rogo, quando, entorpecido pela tibieza ou absorvido pelos cuidados da terra, me descuidar de visitar-vos.

     Acendei em mim um grande desejo de estar sempre perto de vós neste sacramento. Meu amoroso Jesus, não vos ter eu amado sempre! Não ter procurado sempre agradar-vos! Consolo-me ao pensar que ainda me resta tempo de o fazer não só na outra vida, mas ainda nesta. Quero amar-vos, sim, quero amar-vos verdadeiramente, meu sumo bem, meu tesouro, meu tudo. Quero amar-vos com todas as minhas forças.

 - Meu Deus, ajudai-me a Vos amar.



Vamos a Maria 

     Pecador – diz o piedoso Bernardino de Bustis – não percas a confiança, mas recorre a esta augusta Senhora com a certeza de seres socorrido; achá-la-ás com as mãos cheias de misericórdia e de graças. E fica bem persuadido de que esta piedosíssima Rainha mais deseja fazer-te bem do que tu mesmo obteres a sua assistência”. Senhora minha, eu agradeço incessantemente a Deus o insigne favor que me fez de conhecer-vos. Infeliz de mim, se não vos conhecesse ou de vós me esquecesse; grande perigo correria a minha salvação. Mas, minha Mãe, eu vos bendigo, eu vos amo e tanta confiança tenho em vós, que nas vossas mãos entrego a minha alma.

 - Maria, feliz de quem conhece e em vós confia! 

Fonte: Visitas a Jesus Sacramentado e a Nossa Senhora, de Santo Afonso Maria de Ligório
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