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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Comentário do Evangelho do dia (23/01) feito por Santo Agostinho



(354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 311, 2


«Estabeleceu doze para andarem com Ele e para os enviar a pregar»

Os bem-aventurados apóstolos […] foram os primeiros a ver Cristo suspenso na cruz; choraram a sua morte, ficaram atemorizados face ao prodígio da sua ressurreição mas, logo a seguir, transportados de amor por esta manifestação do seu poder, não hesitaram em derramar o seu sangue para atestar a verdade do que tinham visto. Pensai, irmãos no que era pedido a esses homens: ir por todo o mundo pregar que um morto tinha ressuscitado e subido ao céu; e sofrer, devido à pregação dessa verdade, tudo o que aprouvesse a um mundo insensato: privações, exílio, cadeias, tormentos, carrascos, feras ferozes, a cruz e morte. Teriam sofrido tudo isso por um desconhecido?

Teria Pedro morrido para sua própria glória? Teria pregado em proveito próprio? Ele morria e Outro, que não ele, era glorificado por essa morte; ele foi morto e Outro foi adorado. Só a chama ardente da caridade, unida à convicção da verdade, pode explicar semelhante audácia! Eles pregavam o que tinham visto. Ninguém morre por uma verdade da qual não está seguro. Ou deveriam eles negar o que tinham visto? Mas não negaram, antes pregaram esse Morto que sabiam estar perfeitamente vivo. Eles sabiam por que vida desprezavam a vida presente, sabiam por que felicidade suportavam provas passageiras, por que recompensa espezinhavam todos esses sofrimentos. A sua fé pesava mais na balança que o mundo inteiro.


Fonte: Evangelho Quotidiano

domingo, 18 de janeiro de 2015

São Domingos Sávio: um adolescente santo


Estava Domingos voltando da escola, numa tarde abrasadora de verão, em companhia de um rapaz de nome João Zucca. O dia estava tão quente que dificultava até a respiração.

Ao passarem por uma ponte, pararam e sentaram-se pondo os pés dentro das águas do rio Ruenta. Zucca atirava palhas dentro do rio e, com muita atenção, ficava observando-as flutuar na correnteza e desaparecer sob a ponte. Mais abaixo, viu um grupo de meninos brincando às margens do rio, entrando na água e saindo. A correnteza era rápida e perigosa, mas refrescante.

— Ooba! – exclamou Zucca. — Não há outra coisa a fazer num dia como este! Vamos nadar um pouco! – deixou-se escorregar pela rampa gramada e, um instante após, mergulhou na água, embora fosse o local bastante perigoso.

Domingos acompanhou-o.

De volta a casa, Domingos permanecia silencioso.

— Alguma coisa errada, Domingos? – perguntou-lhe Zucca, porque normalmente Domingos era um colega muito alegre.

— Estava pensando se era conveniente a gente ir nada naquele lugar.

— Não é direito nadar? Como assim?

— Bem, o modo de falar dos rapazes e os gestos que faziam com o corpo não me pareciam corretos.

— Ora, Domingos! Eles não tencionavam mal algum.

Dias depois, o tempo estava outra vez muito quente e os dois meninos procederam da mesma forma, até certo ponto. Quando deixaram a ponto para entrar na água, Domingos parou.

— O que há, Domingos? Não vai entrar?

— Não. Eu não sou bom nadador e a correnteza é muito forte aqui.

— Não precisa ser bom nadador para dar um mergulho.

— E se eu começasse a me afogar?

— Faça como nós. Não pode falhar.

— Bem. Seja como for, eu não gostei do que os rapazes estavam dizendo e fazendo, outro dia.

— O que dizem ou fazem nada tem a ver com você.

— Vou perguntar em casa se posso nadar com você.

— Não faça isso. Seríamos castigados se soubessem que estamos nadando aqui.

— Se é assim, agora é que não vou mesmo. Quando da primeira vez, Domingos se sentira chocado ao observar como os rapazes agiam enquanto nadavam. Percebeu o perigo que corria em tais circunstâncias e recusou-se definitivamente a ir nadar junto com outros, outra vez. Na biografia de Domingos, Dom Bosco escreveu que ele se recusara a ir nadar com os demais. Essa foi a verdade. Entretanto, após a morte do jovem, quando sua vida foi publicada, Zucca insistiu na presença de outros que Dom Bosco estava errado. Domingos havia nadado. Ele, Zucca, era testemunha. Espalhou-se rapidamente a notícia, chegando aos ouvidos de Dom Bosco. O santo reuniu os fatos e esperou o momento oportuno para revelá-los. A ocasião se apresentou numa noite, após o jantar, quando os meninos se preparavam para deixar o refeitório. [...] O santo passou através das filas silenciosas e pôs-se de pé sobre uma cadeira. Suas feições, habitualmente sorridentes, mostravam-se sérias.

— Alguma coisa está erada! – murmuraram entre si os rapazes.

— Chegou a meus ouvidos que alguém pôs em dúvida o que escrevi sobre Domingos. A parte questionada é a que afirma que Domingos se recusou a ir nadar com os outros meninos. Esta é a pura verdade. Ele se recusou mesmo. Por outro lado, é também verdade que ele foi a primeira vez, influenciado pela mesma pessoa que deu início à campanha de murmurações. Deliberadamente, omiti mencionar o primeiro incidente, porque desejava ocultar, em seu próprio benefício, o nome de tal pessoa. Achei que ele se deveria mostrar grato a mim, por poupá-lo a tal vexame, em público. Então olhou diretamente para Zucca que estava ficando cada vez mais vermelho, à proporção que Dom Bosco ia falando.

— Agora, Zucca, agradeça somente a si próprio, pela vergonha que está passando, e você tem realmente motivo para se sentir envergonhado. Após a saída de Dom Bosco, os meninos não foram capazes de quebrar o silêncio durante alguns minutos. Nunca tinham ouvido Dom Bosco falar com tanta dureza. O santo, normalmente doce e gentil, mostrou sua ira aquela noite, visto tratar-se da defesa da modéstia. Qualquer ataque à moralidade, sutil ou aberto, leve ou sério, era sempre repelido vigorosamente pelo santo. A favor do pobre Zucca, objeto das iras de Dom Bosco, pode-se dizer que mais tarde, o santo declarou que Zucca tinha sido favorecido com grandes graças extraordinárias de Nossa Senhora. Dom Bosco foi muito severo quanto a permitir aos meninos nadarem sem o devido respeito à modéstia cristã. Dois de seus jovens, uma vez, faltaram à aulas para ir nadar no rio Dora, em Turim. Às margens do rio, receberam duas palmadas bem aplicadas por mãos invisíveis. Descobriram quem era o dono daquelas pesadas mãos, quando o santo enviou uma carta de Lanzo, a 48 quilômetros de distância, contando ao superior e aos meninos o que ele tinha feito. Embora divertido, esse incidente é também esclarecedor. Mostra-nos a importância que o santo atribuía à modéstia, como guarda da pureza. Instruído por tal mestre, Domingos não poderia assumir outra atitude diante da pureza, a não ser aquela que lhe foi tão características. A respeito da pureza de Domingo, São Pio X disse uma vez ao Cardeal Salotti, postulador da Causa: “Um jovem que levou para o túmulo sua inocência batismal, que durante os curtos anos de sua existência nunca revelou a presença de nenhuma defeito, é real e verdadeiramente um santo Que mais podemos desejar?”

Fonte: São Domingos Santo, um adolescente santo, por Peter Lappin. p. 95-98. Ed. Salesiana Dom Bosco. 3.ª Edição. São Paulo, 1996

Créditos aos blogs Católicos Tradicionais e O Segredo do Rosário.

Cinco conselhos de um santo para 2015


Dicas valiosas de São Josemaría Escrivá para a tarefa mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma.

Todo começo de ano, as pessoas têm o costume de "fazer promessas". Examinam a própria consciência – coisas que fizeram de modo errado ou de que se arrependeram mais tarde –, elegem suas testemunhas – Deus, a própria consciência, a família ou os amigos mais próximos – e fazem sua lista: "Neste ano, vou fazer isto e isto; e deixar isto, isto e aquilo...". Ainda que a pessoa se esqueça do que prometeu nos primeiros dias de janeiro (o que não é nada incomum), os "propósitos de ano novo" são uma boa iniciativa: ilustram o anseio do homem pelo bem e pela perfeição, e ajudam-no a não se conformar com uma vida medíocre, levada "de qualquer modo".

Esta noção de seriedade diante da vida é profundamente cristã. Na famosa parábola dos talentos, Nosso Senhor compara o Reino dos céus a um homem que, tendo viajado para o estrangeiro, deixou seus bens a três servos. Enquanto os dois primeiros trabalharam para multiplicar o que tinham recebido, e foram elogiados por seu senhor, o terceiro, que enterrou na terra o que recebeu, foi repreendido com o apodo de "servo mau e preguiçoso" e jogado nas trevas, onde "haverá choro e ranger de dentes" (cf. Mt 25, 14-30). Deus dá a cada ser humano a oportunidade única de viver - não haverá outra "encarnação", como supõem os espíritas - e espera amorosamente que ele trabalhe e desenvolva os talentos que Ele lhe concedeu. "Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor" (Fl 2, 12), diz também São Paulo.

Que tal ser aconselhado por um santo para fazer sua lista de propósitos para o ano que se iniciou? Abaixo, seguem algumas pérolas de São Josemaría Escrivá, o santo do quotidiano, com recomendações valiosas para o trabalho mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma.

I. Lutar contra os pecados veniais
"Já sei que evitas os pecados mortais. - Queres salvar-te! - Mas não te preocupa esse contínuo cair deliberadamente em pecados veniais, ainda que sintas o chamado de Deus para te venceres em cada caso. - É a tibieza que torna a tua vontade tão fraca." ( Caminho, 327)

"Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes" ( Lc 16, 10). Quem quer seguir Nosso Senhor, deve deixar de lado a "mentalidade do salário mínimo" e começar a servi-Lo com maior generosidade. Não nos basta seguir os Dez Mandamentos, o chamado de Cristo é que sejamos santos – ou seja, que O amemos de verdade, por completo.

Quantas vezes Nosso Senhor "incomoda" a nossa consciência, alertando-nos para certas palavras ou atitudes que não correspondem à Sua vontade, mas que muitas vezes tratamos como se não fossem nada ou – pior – dizemos serem "somente" pecados veniais. Santo Anselmo pergunta: "Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?"

Por isso, abandonemos de vez os pecados veniais, " vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas - as pequenas raposas que destroem a vinha" (Ct 2, 15).

II. Acordar na hora certa
"Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!" ( Caminho, 191)

"O minuto heróico. - É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza." ( Caminho, 206)

Muitas pessoas têm problemas para dormir; tantas outras, porém, têm o problema oposto: não conseguem levantar-se da cama no outro dia. Às vezes até dormem mais cedo, colocam o despertador para determinado horário, mas, simplesmente não acordam – ou pior, não querem levantar-se! Depois que ativam a "função soneca" do celular, elas cochilam indefinidamente, chegando a perder o horário e deixando de cumprir os seus deveres em casa, na escola ou no trabalho.

É certo: às vezes, a rotina do dia a dia esgota-nos sobremaneira. Todavia, é preciso reconhecer que as perdas de tempo na cama, de manhã, normalmente se devem muito mais à nossa preguiça que ao nosso cansaço físico. Afinal, se aquela hora específica é o momento que tínhamos fixado para acordar, por que adiar para mais tarde?

Em 2015, este pode ser um ótimo propósito para nós: o " minuto heroico", levantar na hora certa, sem negociatas com o celular, "sem hesitar". Além de adiantar muito para o resto do dia, tal prática pode ser feita como verdadeiro exercício de mortificação. E a mortificação - não se pode esquecer -é uma escada imprescindível para subir ao Céu.

III. Fazer alguns minutos diários de meditação
"Meditação. - Tempo certo e a hora certa. - Senão, acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz." ( Sulco, 446)

"Um tempo de meditação diária - união de amizade com Deus - é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência." ( Sulco, 665)

Em um mundo tomado por uma agitação contínua, na qual as pessoas agem quase que "a toque de caixa", falar de rezar chega a parecer conversa de outro mundo – ou da Idade Média. Com tanta coisa para fazer, parece não sobrar tempo para Deus e para o cuidado de nossa vida interior. Levado pelo ritmo frenético do dia a dia, então, quem é ateu vai simplesmente passando a sua curta existência neste mundo, e quem é cristão vai pouco a pouco se tornando materialista, uma espécie de "ateu prático".

O conselho de São Josemaría é um desafio para o homem moderno: "um tempo de meditação diária", com "tempo certo" e "hora certa". Um momento reservado, escolhido, específico, para Deus. É claro que é possível rezar enquanto se trabalha. São Paulo mesmo pede aos cristãos que rezem sem cessar (cf. 1 Ts 5, 17). Isso, no entanto, não pode ser desculpa para deixar de escolher um horário determinado e especial para tratar com Deus. O Cristianismo é a religião do amor. Quando alguém ama, quer estar com a pessoa amada, conversar com ela, desfrutar da sua presença. Ora, como podemos amar a Deus, se não queremos passar alguns poucos minutos diários diante d'Ele?

Em suma, na religião cristã, não se pode descuidar da oração, que é realmente a porta da santidade.

IV. Não esquecer o exame de consciência
"Se lutas de verdade, precisas fazer exame de consciência. - Cuida do exame diário: vê se sentes dor de Amor, porque não tratas Nosso Senhor como deverias." ( Sulco, 142)

"Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência." ( Forja, 109)

"Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento" ( Ef 4, 26), diz o Apóstolo. Trata-se de um conselho importantíssimo para qualquer convivência sadia entre as pessoas. Ora, se é preciso cuidar do relacionamento com os outros, muito mais da nossa intimidade com Deus!

Por isso, um belo propósito para este ano é não deixar que o dia termine sem fazer um diligente exame de consciência. Quem ama, procura sempre melhorar, corrigindo os próprios erros, a fim de agradar a pessoa amada. Um exame bem feito, todos os dias, ao final da noite, além de fortalecer a união com o Senhor, torna mais concreto e responsável o nosso amor a Ele, eliminando as ofensas e imperfeições que atingem o Seu coração. Não se pode, portanto, negligenciar a importância do exame de consciência para a nossa vida espiritual.

V. Perseverar no trabalho
"Deves sentir cada dia a obrigação de ser santo. - Santo!, que não é fazer coisas esquisitas: é lutar na vida interior e no cumprimento heróico, acabado, do dever." (Forja, 60)

"Obstáculos?... Às vezes, existem. - Mas, em algumas ocasiões, és tu que os inventas por comodismo ou por covardia. - Com que habilidade formula o diabo a aparência desses pretextos para que não trabalhes...!, porque sabe muito bem que a preguiça é a mãe de todos os vícios." ( Sulco, 505)

"'Passou-me o entusiasmo', escreveste-me. - Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação." (Caminho, 994)

Não é verdade que o trabalho seja um castigo decorrente do pecado original. "O trabalho não é um castigo - ensina o Catecismo da Igreja Católica -, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível" (§ 378). Por isso, antes mesmo que o primeiro homem pecasse, Deus o pôs no jardim do Éden "a fim de o cultivar e guardar" (Gn 2, 15). Se a queda desfigurou o trabalho humano – o ser humano passou a comer o pão "com trabalhos penosos" e "com o suor do seu rosto" (cf. Gn 3, 17-19) –, Nosso Senhor,que passou a Sua vida oculta no serviço simples e escondido da carpintaria de Nazaré, devolveu-lhe a beleza e o significado originais. O homem não trabalha simplesmente para cumprir uma pena. Trabalha para ser santo. Para lutar "na vida interior e no cumprimento heroico, acabado, do dever".

O segredo de todos esses conselhos, todavia, está no amor. " Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor", diz o santo do quotidiano. Qualquer propósito para 2015 será em vão se não tiver como motor principal a caridade. Os sentimentos, o "entusiasmo", os arrepios dos primeiros anos de conversão, todas essas coisas passam. Ao contrário, o amor, fundado na vontade firme, na "determinada determinación" de agradar a Deus, permanece. Dia após dia, renovemos as nossas "promessas" de entrega e fidelidade a Ele. E teremos, sem dúvidas, um ano muito melhor do que este que passou.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere
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