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sábado, 29 de junho de 2013

Carta de São Francisco sobre a Penitência - Parte II

 
Cap. II Os que não fazem penitência
1 Mas todos aqueles e aquelas que não vivem em penitência,  
2 e não recebem o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo,  
3 e cometem vícios e pecados  
4 e que andam atrás da concupiscência má e dos maus desejos de sua carne, e não guardam o que prometeram ao Senhor,  
5 e servem corporalmente ao mundo com os desejos carnais e com as preocupações do século e com os cuidados desta vida:  
6 presos pelo diabo, de quem são filhos e cujas obras fazem (cfr. Jo 8,41),  
7 são cegos, por-que não vêem a luz verdadeira, nosso Se-nhor Jesus Cristo.  
8 Não têm a sabedoria espiritual, por-que não têm o Filho de Deus, que é a ver-dadeira sabedoria do Pai,  9 dos quais se diz: Sua sabedoria foi devorada (Ps 106, 27); e malditos os que se afastam de seus mandatos (Ps 118, 21).  
10 Vêem e conhecem, sabem e fazem o mal e eles mesmos perdem, sabendo, as almas.  
11 Vede, cegos, enganados por vossos inimigos: pela carne, o mundo e o diabo; porque para o corpo é doce fazer o pecado e é amargo fazê-lo servir a Deus;  
12 porque todos os vícios e pecados saem e procedem do coração dos homens, como diz o Se-nhor no Evangelho (cfr. Mc 7, 21).  
13 E nada tendes neste século nem no futuro.  
14 E calculais que possuís por muito tempo as vaidades deste século, mas estais enganados, porque virá o dia e a hora, em que não pensais, não sabeis e ignorais; adoece o corpo, a morte se aproxima e assim se morre com amarga morte.  
15 E onde quer, quando quer, como quer que morra o homem em pecado mortal, sem penitência e satisfação, se pode satisfazer e não satisfaz, o diabo arrebata sua alma de seu corpo com tanta angústia e tribulação, que ninguém pode saber se-não quem as sofre.   
16 E todos os talentos e poder e ciência e sabedoria (2 Cr 1, 12), que calculavam ter, deles serão tirados (cfr. Lc 8, 18; Mc, 4, 25).  
17 E o deixam aos parentes e amigos e eles tomaram e dividiram sua riqueza e disseram depois: Maldita seja sua alma, porque podia dar-nos e conseguir mais do que conseguiu.  
18 Os vermes comem o corpo, e assim perderam corpo e alma neste breve século e irão para o inferno, onde serão atormentados sem fim.  
19 A todos a quem chegar esta carta, rogamos, na caridade que é Deus (cfr. 1 Jo 4, 16), que recebam benignamente com a-mor divino estas sobreditas odorosas pa-lavras de nosso Senhor Jesus Cristo.  
20 E os que não sabem ler, façam com que as leiam muitas vezes;  
21 e as guardem consigo com santa operação até o fim, por-que são espírito e vida (Jo 6, 64).  
22 E os que não fizerem isto, terão que dar conta no dia do juízo (cfr. Mt 12, 30), diante do tribunal de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Rm 14, 10). 
 
Fonte: Milícia da Imaculada

Música de Santa Hildegard von Bingen em honra de Nossa Senhora: AVE MARIA


Muitos desconhecem, mas a primeira compositora que se conhece a biografia é a grande Santa Hildegard (ou Hildegarda) von Bingen, que foi recentemente proclamada doutora da Igreja pelo Papa Bento XVI (é a quarta mulher a receber esse honroso título, após Santa Teresa d'Ávila, Santa Catarina de Siena e Santa Teresinha do Menino Jesus).
A nossa querida e santa abadessa, além de compositora, era mística, taumaturga. pregadora (!), artista plástica, botânica, médica, teóloga, escritora, autora de peças teatrais...
Espero que gostem das músicas dela, que a partir de hoje, postarei aqui, de vez em quando (vou tentar colocar uma música dela aqui ao menos uma vez por semana...). Dizem que as suas composições são baseadas nos cânticos celestes que ela ouvia dos anjos. Por isso mesmo, para muitos, a princípio será um estilo musical um tanto quanto diferente, com que se está pouco acostumado... Mas é assim que as coisas de Deus podem ir nos transformando, se nos abrirmos à elas. A medida que ouvimos músicas mais elevadas, por exemplo, o nosso próprio gosto musical vai mudando também. E como a música é o tipo de arte que mais influencia o ser humano, seu comportamento e pensamento, devemos ter  consciência de que uma boa escolha das músicas que ouvimos é de grande importância. E não deixamos de fazer uma algo muitíssimo virtuoso e frutuoso, quando nos dedicamos, no dia a dia, à escuta orante de música sacra como a de Santa Hildegard von Bingen.
A música acima é em honra à Nossa Mãe Santíssima, Rainha das Virgens: Ave Maria!

Abraço afetuoso a todos os leitores.
In Corde Jesu et Mariae,
Christian.

Carta de São Francisco de Assis aos fiéis (Penitência!) Parte I

(PRIMEIRA REDAÇÃO)
(Exortação aos irmãos e às irmãs sobre a penitência)
Em nome do Senhor!

[Cap. I]: Dos que fazem penitência
1 Todos os que amam o Senhor com todo o coração, com toda a alma e a men-te, com toda a força (cfr. Mc 22,39) e amam seus próximos como a si mesmos (cfr. Mt 22,39),
2 e odeiam seus corpos com os vícios e pecados,
3 e recebem o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,
4 e fazem frutos dignos de penitência:
5 Oh! como são bem-aventurados e benditos, eles e elas, enquanto fazem essas coisas e nelas perseveram,  6 porque des-cansará sobre eles o espírito do Senhor (cfr. Is 11, 2) e neles fará sua casa e morada (cfr. Jo 14, 23),
7 e são filhos do Pai celeste (cfr. Mt 5,45), cujas obras fazem, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Mt. 12, 50).
8 Somos esposos, quando pelo Espírito Santo une-se a alma fiel a nosso Senhor Jesus Cristo.
9 Somos seus irmãos quando fazemos a vontade do Pai que está nos céus (Mt 12, 50).
10 Mães, quando o levamos em nosso coração e em nosso corpo (Cfr. 1Cor 6, 20), pelo amor divino e a cons-ciência pura e sincera; e o damos à luz pela santa operação, que deve iluminar os outros com o exemplo (cfr. Mt 5, 16).
11 Oh! como é glorioso, santo e grande ter nos céus um Pai!
12 Oh! como é santo ter tal esposo: paráclito, belo e admirável!
13 Oh! como é santo e dileto ter tal irmão e filho, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e sobre todas as coisas desejável: Nosso Senhor Jesus Cristo! que deu a vida por suas ovelhas (cfr. Jo 10,15) e orou ao Pai dizendo:
14 Pai santo, guarda-os em teu nome (Jo 17, 11), os que me deste no mundo; eram teus e mos deste (Jo 17,6).
15 E as palavras que me deste, lhas dei; e eles as receberam e creram, de verdade, que saí de ti e conheceram que me enviaste (Jo 17,8).
16 Rogo por eles e não pelo mundo (cfr. Jo 17, 9).
17 Bendize-os e santifica-os (Jo 17, 17), e por eles santifico a mim mesmo (Jo 17,19).
18 Não rogo só por eles, mas por aqueles que hão de crer em mim por sua palavra (Jo 17, 20), para que sejam santificados em um (Cfr. Jn 17, 23), como também nós (Jo 17, 11).
19 E quero, Pai, que onde eu estou também eles estejam comigo, para que vejam minha claridade (Jo 17,24) em teu reino (Mt 20,21). Amém.

Fonte: Senzala da Imaculada

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Imitação de Cristo III - Cap 12 - Da escola da paciência e luta contra as concupiscências




1 - A ALMA: Deus e Senhor meu, pelo que vejo, a paciência me é muito necessária; pois são muitas as contrariedades desta vida. Por mais que se procure a paz, não há viver sem combate e sofrimento.


2 - JESUS: Assim é, filho, e não quero que busques uma paz isenta de tentações e contrariedades, mas que julgues ter achado a paz, ainda quando fores molestado de muitas atribulações e provado em muitas contrariedades. Se dizes que não podes sofrer tanta coisa, como suportarás, então, o purgatório? De dois males sempre se deve escolher o menor. Para escapar dos suplícios futuros, trata de sofrer com paciência os males presentes, por amor de Deus. Julgas, acaso, que nada ou pouco sofrem os homens do mundo? Tal não encontrarás, nem entre os mais regalados.


3 - Dirás, talvez, que eles têm muitos deleites e seguem a sua própria vontade, e por isso pouco lhes pesa a tribulação.


4 - Seja embora assim, e tenham eles quanto desejam, mas quanto tempo achas que há de durar isso: Eis qual fumo se desvanecerão os abastados do século, nem lembrança restará de seus prazeres passados. E mesmo, enquanto vivem, não os fruem sem amargura, tédio e temor. Porquanto do próprio objeto de seus deleites muitas vezes lhes vem a dor que os castiga. E é justo que assim lhes suceda que encontrem amargura e confusão nos gozos que buscam e perseguem desordenadamente. E quão breves, quão falsos, quão desordenados e torpes são todos os deleites do mundo! Mas os homens, na embriaguez e cegueira do espírito, não o compreendem; antes, como irracionais, por um diminuto prazer, nesta vida corruptível, dão a morte à sua alma. Tu, pois, filho, não sigas teus apetites, renuncia à própria vontade (Eclo 18,30); deleita-te no Senhor, e ele te dará o que teu coração anela (Sl 36,4).

5 - Pois, se queres verdadeiras delícias e receber de mim consolação abundante, despreza todas as coisas mundanas e renuncia a todos os prazeres inferiores, e por recompensa terás copiosa consolação. Quanto mais te apartares do prazer que encontras nas criaturas, tanto mais suaves e eficazes consolações em mim acharás. Não o conseguirás, a princípio, sem alguma tristeza e trabalho na peleja, opor-se-á o costume inveterado, mas será vencido por outro melhor. Revoltar-se-á a carne, mas o fervor de espírito lhe porá freio. Perseguir-te-á a serpente antiga e te molestará, mas tu a afugentarás com a oração e, com o trabalho proveitoso, lhe trancarás a principal entrada.




Tomás de Kempis, Imitação de Cristo

Comentário do Evangelho do dia (27/06) feito por Santo Agostinho



(354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 179, 8-9; PL 38, 970



«Tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos» (Tg 1,22)


Não tenhais ilusões, irmãos, se viestes com zelo ouvir a palavra sem intenção de pordes em prática o que ouvis. Pensai bem nisto: se é bom ouvir a palavra, melhor ainda é pô-la em prática. Se não a ouvires, se não fizeres o que ouviste, nada edificas. Se a ouves e não a pões em prática, o que edificas é uma ruína […]. «Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha» [...]: ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha [...].


«Porém, continua o Senhor, todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.» Também ele a levanta, mas o que edifica? Edifica a sua casa mas, porque não põe em prática o que ouve, apesar de ter ouvido, edifica sobre a areia. Portanto, ouvir sem praticar é edificar sobre a areia; ouvir e pôr em prática é edificar sobre a rocha; recusar-se a ouvir é não edificar nem sobre a rocha, nem sobre a areia […].


Haverá quem diga: «Para quê ouvir, então? […] Pois se ouvir sem pôr em prática edificarei uma ruína, não será melhor não ouvir?» A chuva, os ventos, as torrentes são constantes neste mundo. É pois com medo de que eles surjam e te derrubem que não edificas? […] Se te obstinares a nada ouvir, nenhum abrigo terás: virá a chuva, as torrentes precipitar-se-ão – e tu, estarás em segurança? […] Portanto, reflecte bem: é mau não ouvires, e é mau ouvires sem agir, pois há que ouvir e pôr em prática. Sede pessoas que põem em prática a Palavra, não vos contenteis em ouvi-la; isso será enganardes-vos.


Créditos: Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Sentido do Sofrimento - São Josemaria Escrivá


Comentário do Evangelho do dia (25/06) feito por Beato João Paulo II



(1920-2005), papa
Mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2002, §§ 6-8 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)


«O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles»

Quem mata, com actos terroristas, cultiva sentimentos de desprezo pela humanidade, manifestando desespero pela vida e pelo futuro: nesta perspectiva, tudo pode ser odiado e destruído. O terrorista considera a verdade em que crê ou o sofrimento que padece tão absolutos, que legitimam a sua reacção de destruir inclusivamente vidas humanas inocentes. […] A violência terrorista é totalmente contrária à fé em Cristo Senhor, que ensinou os seus discípulos a rezar: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido» (Mt 6, 12).


Na verdade, o perdão é antes de mais uma decisão pessoal, uma opção do coração que se opõe ao instinto espontâneo de devolver o mal com o mal. Tal opção tem o seu termo de comparação no amor de Deus, que nos acolhe apesar do nosso pecado, e o seu modelo supremo no perdão de Cristo que do alto da cruz rezou: «Perdoa-lhes, ó Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).


O perdão tem pois uma raiz e uma medida divinas. Isto, porém, não exclui que se possa acolher o seu valor também à luz de considerações humanas razoáveis. A primeira delas deriva da experiência que o ser humano vive em si próprio quando comete o mal: apercebe-se da sua fragilidade e deseja que os outros sejam indulgentes para com ele. Deste modo, porque não fazer aos outros aquilo que cada um espera que seja feito a si próprio? Cada ser humano abriga dentro de si a esperança de poder retomar o percurso da vida sem ficar para sempre prisioneiro dos próprios erros e culpas. Sonha poder levantar de novo o olhar para o futuro, para descobrir novas perspectivas de confiança e de empenhamento.



Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (26/06) feito por Santa Teresa de Ávila



(1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
O castelo interior, 5ª morada, 3, 10-11


«Pelos frutos, pois, os conhecereis»

Minhas irmãs: como é fácil reconhecer entre vós aquelas que têm verdadeiro amor ao próximo e aquelas que o têm num grau inferior! Se compreendêsseis bem a importância desta virtude, não teríeis outra preocupação. Quando vejo pessoas muito ocupadas em examinar o seu recolhimento e tão imersas em si mesmas quando o praticam que nem ousam mexer-se para não desviar o pensamento, com medo de perderem um pouco do gosto e da devoção que aí encontram, penso que compreendem muito mal o caminho que conduz à união. Imaginam que a perfeição consiste nessa maneira de fazer as coisas.


Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade.



Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (24/06) feito por São Máximo de Turim



(?-c. 420), bispo
Sermão 99; PL 57, 535



«Ele é que deve crescer, e eu diminuir»




Com razão pode João Baptista dizer de Nosso Senhor: «Ele é que deve crescer, e eu diminuir» (Jo 3,30), porque ainda hoje tem lugar o que essa afirmação nos diz; com efeito, os dias começam a crescer quando nasce o nosso Salvador, e a diminuir quando João nasce […], quer dizer, é evidente que o dia fica mais comprido logo que nos nasce o Salvador, e mais pequeno quando nasce o último dos profetas, pois está escrito: «A Lei e os Profetas subsistiram até João» (Lc 16,16). Era pois inevitável que a observância da Lei mergulhasse nas trevas no momento em que começasse a brilhar a graça do Evangelho, e que às profecias do Antigo Testamento se sucedesse a glória do Novo. […]


Diz ainda o Evangelista a propósito do Senhor, Jesus Cristo, que «era a Luz verdadeira que […] a todo o homem ilumina» (Jo 1,9). […] Foi no preciso momento em que a duração da noite ultrapassava a do dia que, de repente, a vinda do Senhor projectou todo o seu esplendor; e se o seu nascimento afastou dos homens as trevas do pecado, a sua vinda pôs fim à noite e trouxe-lhes a luz do dia claro. […]


De João, o Senhor diz que é uma lâmpada: «João era uma lâmpada ardente e luminosa» (Jo 5,35). Ora, a luz da lâmpada empalidece assim que brilham os primeiros raios do sol; a sua chama perde força, vencida pelo esplendor duma luz muito mais radiosa, e qual será o homem sensato que quererá servir-se duma lâmpada em sol aberto? […] Quem estará disposto a receber o baptismo de arrependimento de João (Mc 1,4), quando o de Jesus lhe traz a salvação?


Créditos: Evangelho Quotidiano

domingo, 23 de junho de 2013

Arrependimento, Penitência e Salvação

 
 
Santa Teresinha do Menino Jesus
Conselhos e Lembranças
Recolhidos por “Celina” Irmã Genoveva da Santa Face
Irmã e Noviça de Santa Teresa do Menino Jesus
Edição Paulina – 1987 – 3ª Edição – 191 págs.


Logo depois de minha entrada no Carmelo, pedi para ler a história dos Padres do deserto. Tomei algumas notas dentre as quais esta tocou a tal ponto minha querida Irmãzinha que sentiu não a ter introduzido em sua autobiografia e recomendou com insistência que a acrescentassem: ‘Uma pecadora chamada Paésia, desolava a região em que habitava por seus escândalos. Um padre do deserto, João Le Nain, foi procurá-la e exortando-a à penitência, ela lhe perguntou: Meu Pai, há ainda uma penitência para mim? – Sim, disse o santo, eu vos asseguro. – Conduzi-me, pois, aonde achardes bom para isso, replicou. Logo, levantando-se, seguiu-o sem avisar em sua casa, nem mesmo dizer uma palavra a ninguém.


Tendo entrado no deserto e como a noite se aproximasse, João fez um monte de areia como travesseiro, marcou-o com o sinal da cruz e disse a Paésia que se deitasse. Foi em seguida mais adiante para dormir também, após ter orado. Mas, despertando-se à meia-noite, viu um raio de luz que descia do céu sobre Paésia e que servia de caminho a vários anjos que transportavam sua alma ao céu. Surpreendido com esta visão, foi ter com Paésia, e com o pé tocou-a para ver se estava morta e percebeu que entregara sua alma a Deus. Ao mesmo tempo ouviu uma voz miraculosa que lhe disse: Sua penitência de uma hora foi mais agradável a Deus do que a de outros durante muito tempo, porque não a fazem com tanto fervor quanto ela.’ Muitas vezes Irmã Teresa fizera-me notar que a justiça de Nosso Senhor contenta-se com bem pouca coisa, quando o motivo é o amor e que então ele diminui, além de toda a medida, a pena temporal devida ao pecado, pois ele é só doçura.


Créditos: O Segredo do Rosário/ Católicos Tradicionais

sábado, 22 de junho de 2013

Comentário do Evangelho do dia (23/06) feito por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)



(Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
«O amor à cruz», meditação de 24/11/1934


«Tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me»


O peso da cruz que Cristo carregou não é senão a decadência humana, com o seu cortejo dos pecados e sofrimentos que atingem a humanidade. O sentido do caminho da cruz é libertar o mundo desse fardo. […] Sendo a nossa felicidade a união com Cristo e sendo a progressão em direcção a essa união a nossa bênção nesta terra, o amor à cruz não entra de modo nenhum em contradição com a alegria de ser filho de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria pura e profunda. Aqueles a quem é dada essa possibilidade e essa força — os construtores do Reino de Deus — são os mais autênticos filhos de Deus. A predilecção pelo caminho da cruz também não significa ter pena por ver passada a Sexta-feira Santa e concluída a obra de redenção; pois só os seres que foram salvos, os filhos da graça, podem carregar a cruz de Cristo. Só a sua união ao divino Chefe confere ao sofrimento humano uma força penitencial. […]


Manter-se de pé e avançar pelos sendeiros rudes e lamacentos desta terra, permanecendo com Cristo à direita do Pai; rir e chorar com os filhos do mundo e cantar sem cessar os louvores do Senhor com o coro dos anjos, tal é a vida dum cristão até que nasça a manhã da eternidade.


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (22/06) feito por Santo Inácio de Loyola



(1491-1556), fundador dos jesuítas
Exercícios espirituais, 233-234


«Tudo vos será dado por acréscimo»


Contemplação para alcançar o amor:

É melhor frisar primeiro que […] o amor consiste numa comunicação mútua. Isto é, o amante dá e comunica o seu bem ao amado […]; e da mesma forma, ao revés, o amado ao amante. […]


Como preâmbulo, pedir o que pretendo. Neste caso, pedir o conhecimento interior de todos os bens recebidos, para que, reconhecendo-os plenamente, possa amar e servir totalmente Sua Divina Majestade.


O primeiro ponto é trazer à memória as bênçãos recebidas: criação, redenção e dons particulares. Pesar com muito amor quanto Deus Nosso Senhor fez por mim, quanto me deu do que é seu; depois, que o Senhor deseja dar-Se a mim tanto quanto pode e segundo o seu divino desejo. Reflectir então em mim próprio e considerar racionalmente e com justiça que devo, por meu turno, oferecer e dar a Sua Divina Majestade todos os meus bens e eu próprio com eles, como alguém que faz uma oferta num grande amor: «Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade, tudo o que tenho, tudo o que possuo. Vós mo destes, a Vós, Senhor, o restituo. Tudo é Vosso, disponde segundo a vossa inteira vontade. Dai-me o vosso amor e a vossa graça, que isso me basta.»


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (21/06) feito por Santo Ambrósio



(c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Nabaot, o pobre, 58


 
«Não acumuleis tesouros na terra, […]; acumulai tesouros no céu»


Tu és guardião dos teus bens, e não proprietário, tu que escondes o teu ouro na terra (Mt 25,25); e tornas-te servo deles, e não senhor. Cristo disse: «Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração»; ora, o teu coração está no ouro que enterraste. Vende o ouro e compra a salvação; vende o que é da terra e adquire o Reino de Deus; vende o campo e recupera a vida eterna.


Dizendo isto digo a verdade, porque me apoio na palavra daquele que é a Verdade: «Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu» (Mt 19,21). Não te entristeças ao ouvir estas palavras, com medo que te seja dito o mesmo que ao jovem rico: «Dificilmente entrará um rico no reino dos céus» (v. 23). Mais ainda, quando lês esta frase, considera que a morte pode arrancar-te esses bens, que a violência de alguém mais forte que tu tos pode tirar. E, no fim de contas, terias preferido bens menores em lugar de grandes riquezas, e trocos em vez de tesouros de graça. Pela sua própria natureza, esses bens são perecíveis e não permanecem para sempre.


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (20/06) feito por São Francisco de Assis



(1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Paráfrase ao Pai Nosso


«Eu sou o pão da vida» (Jo 6,35)
 

«O pão nosso de cada dia nos dai hoje»,
teu dilecto Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
para que melhor possamos lembrar,
compreender e venerar
o amor que teve por nós,
e tudo o por nós disse, fez e sofreu.


«Perdoai as nossas ofensas»
por tua inexprimível misericórdia,
por virtude da Paixão do teu bem-amado Filho,
pelos méritos e intercessão da Virgem Maria
E de todos os teus santos.


«Como nós perdoamos a quem nos tem ofendido»
e o que não conseguimos perdoar plenamente
faz, Senhor, que plenamente perdoemos;
e que por amor a Ti amemos de verdade os inimigos,
que junto a Ti consigamos interceder com sinceridade por eles;
que a ninguém paguemos o mal com o mal,
mas que procuremos a todos fazer o bem, em Ti.


«E não nos deixeis cair em tentação»,
seja ela visível ou oculta,
súbita, lancinante e contínua.


«Mas livrai-nos do mal»,
passado, presente e futuro. Amen!


 Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (18/06) feito por Santa Teresinha do Menino Jesus



(1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico C 13 v°-14 r°


Amar os inimigos



Há na comunidade uma irmã que tem o talento de me desagradar em todas as coisas; os seus modos, as suas palavras, o seu carácter eram-me muito desagradáveis. No entanto é uma santa religiosa que deve ser muito agradável ao bom Deus; assim, não querendo ceder à antipatia natural que sentia, disse a mim própria que a caridade não devia ser composta por sentimentos, mas por obras. Decidi então fazer por esta irmã aquilo que faria pela pessoa que mais amasse. Cada vez que a encontrava rezava ao Senhor por ela, oferecendo-Lhe todas as suas virtudes e méritos. Sentia que isso agradava a Jesus, pois não existe artista que não goste de receber louvores pelas suas obras e Jesus, o artista das almas, fica feliz quando não nos detemos no exterior mas, penetrando até ao santuário íntimo que Ele escolheu para morar, admiramos a sua beleza.


Não me contentava em rezar muito pela irmã que me suscitava tantos combates, obrigava-me a fazer-lhe todos os favores possíveis e, quando tinha a tentação de lhe responder de modo desagradável, contentava-me em lhe fazer o meu sorriso mais amável e fazia por desviar a conversa. […] E também muitas vezes […], tendo algumas relações de trabalho com essa irmã, quando os embates eram demasiado violentos, fugia como um desertor. Como ela ignorava totalmente o que eu sentia por ela, nunca desconfiou dos motivos da minha conduta e continua persuadida de que o seu carácter me agrada. Um dia, no recreio, disse-me mais ou menos estas palavras com um ar muito contente: «Pode dizer-me, irmã Teresa do Menino Jesus, o que a atrai tanto em mim, pois de cada vez que olha para mim vejo-a sorrir?» Ah, o que me atraía era Jesus, escondido no fundo da sua alma. Jesus torna doces as coisas mais amargas.


Créditos: Evangelho Quotidiano

sábado, 15 de junho de 2013

Santa Gemma Galgani e sua devoção pela Sagrada Eucaristia



Sta. Gemma tinha uma imensa devoção à Sagrada Eucaristia; ela uma vez escreveu ao seu Diretor Espiritual:

« Se o Senhor pudesse ver, provar, e se dar conta das boas dádivas que Jesus me dá. Digo, Pai, que não há um minuto em que eu não sinta a Sua doce presença ; Ele Se revela cada vez mais amoroso.

Hoje na Comunhão, Ele estava quase brincalhão ; Ele disse : « Vê, Gemma, tenho no Meu Coração uma filhinha que eu amo muito, e por quem Eu sou muito amado, (ela) está sempre me pedindo amor e pureza, e Eu que sou o próprio Amor e a própria Pureza, derramei sobre ela tanto desses tesouros quanto é possível a uma criatura humana possuir.

Sempre preservei a pureza do coração dessa criança como o coração de alguém escolhido pelo próprio Divino Esposo, e eu a preservei como um lírio imaculado do paraíso em Meu puro amor.



Créditos: Apostolado Beata Imelda & Eucaristia /Católicos Tradicionais

As 5 provas da existência de Deus (Tomismo)






Provas da existência de Deus. Os cinco argumentos que para Tomás de Aquino demonstram a existência de Deus são:

1°- O "primeiro motor imóvel":

O movimento existe, é evidente aos nossos sentidos. Ora, tudo aquilo que se move é movido por outra força, ou motor. Não é lógico que haja um motor, outro e outro, e assim indefinidamente; há de haver uma origem primeira do fenômeno do movimento, um motor que move sem ser movido, que seria Deus.

2°- A "causa primeira":

Toda causa é efeito de outra, mas é necessário que haja uma primeira, causa não causada, que seria Deus.

3°- O "ser necessário":

Todos os seres são finitos e contingentes ("são e deixam de ser"). Se tudo fosse assim, todos os seres deixariam de ser e, em determinado momento, nada existiria. Isto é absurdo; logo, a existência dos seres contingentes implica o ser necessário, ou Deus.

4°- O "ser perfeitíssimo":

Os seres finitos realizam todos determinados graus de perfeição, mas nenhum é a perfeição absoluta; logo, há um ser sumamente perfeito, causa de todas as perfeições, que seria Deus.

5°- A "inteligência ordenadora":

Todos os seres tendem para uma finalidade, não em virtude do acaso, mas segundo uma inteligência que os dirige. Logo, há um ser inteligente que ordena a natureza e a encaminha para seu fim; esse ser inteligente seria Deus.







 
Créditos: Católicos Tradicionais

Ação de graças depois da Santa Missa e da Sagrada Comunhão - por Santo Afonso Maria de Ligório



"Depois de terdes comungado, procurai entreter-vos com Jesus Cristo o mais que puderdes. São João de Ávila dizia que é preciso apreciar muito o tempo que se segue à comunhão, porque é um tempo favorável para adquirir tesouros de graças. — Santa Maria Madalena de Pazzi dizia igualmente: “O tempo que se segue à comunhão é o mais precioso que temos na vida; é o momento mais oportuno para tratarmos com Deus e para nos inflamarmos do seu santo amor. E sendo assim, não temos necessidade de mestres nem de livros; porque o próprio Jesus Cristo ensina-nos como devemos amá-lo. Santa Teresa também afirmava: “Depois da comunhão, não percamos ocasião tão própria para negociar. A divina Majestade não costuma pagar mal a hospitalidade e bom agasalho com que é recebida. — Noutro lugar, a mesma Santa deixou escrito que Jesus Cristo, depois da sagrada comunhão, aloja-se na alma como num trono de graças, e parece dizer-lhe então, como ao cego de nascimento: Que queres que te faça? Alma querida, diz agora o que desejas de mim, pois eu vim expressamente para te conceder as graças que me pedires.

Enquanto duram as espécies sacramentais na pessoa que comungou, se esta se mantém unida a Jesus Cristo e aumenta a cada segundo os bons atos e propósitos, tanto mais nela cresce o fruto e o amor divino; visto que este celeste alimento opera por si mesmo na alma efeitos idênticos aos que produz o alimento terreno, o qual quanto mais dura no corpo, tanto maior nutrição e vigor lhe influi e comunica. Muitas religiosas comungam frequentemente e tiram pouco fruto, porque pouco se entretêm com Jesus Cristo. — Disse um dia o Senhor a Santa Teresa: “Eu trato-vos como me tratam”.

Portanto, quando comungardes, se não fordes constrangida a fazer alguma outra coisa para cumprir um dever de obediência e de caridade, esforçai-vos por conversar com Jesus Cristo, ao menos meia hora. Digo ao menos, porque o tempo próprio seria uma hora.

Não deixeis, então, de exercitar-vos em atos fervorosos de bom acolhimento, de agradecimento, de amor, de arrependimento, de oferecimento de vós mesmas e do que vos pertence; mas, sobretudo, ocupai-vos em pedir graças a Jesus Cristo, e especialmente a perseverança e o seu santo amor. Nisto precisamente consiste aquele negociar de que fala Santa Teresa. — Se o vosso espírito se achar árido e distraído, servi-vos de algum livro, que vos sugira afectos devotos para com Deus.

Durante todo o resto do dia, deveis permanecer recolhida no Senhor. — S. Luís Gonzaga, depois da comunhão, consagrava três dias a dar graças a Jesus Cristo. Se tiverdes a felicidade de comungar mais vezes, não deveis ser menos recolhida; ao contrário, quanto mais vezes receberdes a comunhão, tanto maior cuidado devereis ter de estar sempre e cada vez mais unida a Nosso Senhor."


"A VERDADEIRA ESPOSA DE JESUS CRISTO", Santo Afonso Maria de Ligório, vol. II, pag 274-276

Créditos: Blog Católicos Ribeirão

Santa Comunhão - Santo Afonso Maria de Ligório

"O sacramento da Eucaristia é o sacramento do amor, nós temos a vida verdadeira,
uma vida abençoada e verdadeira felicidade".
Padre Pio



Santo Afonso Maria de Ligório
Práticas do amor a Jesus Cristo




"Quantas pessoas deixam de procurar a comunhão para não se sentirem obrigadas a viver com maior recolhimento e maior desapego das coisas desta terra. Esse é o motivo verdadeiro porque muitos não comungam com maior freqüência. Sabem que a comunhão diária não pode estar junto com o desejo de aparecer, com a vaidade no vestir, com o apego aos prazeres da gula, as comodidades, as conversas maldosas. Sabem que deveria haver mais oração, praticar mais mortificações internas e externas, maior recolhimento. É por isso que se envergonham de aproximar mais vezes da comunhão. Sem dúvida, tais pessoas fazem bem em deixar a comunhão freqüente enquanto se acham neste estado lastimoso de tibieza. Mas deve sair dessa situação de tibieza quem se sente chamado a uma vida mais perfeita e não quer pôr em perigo a própria salvação eterna.

É também muito bom para se manter com fervor espiritual, fazer frequentemente a 'comunhão espiritual', louvado pelo Concílio de Trento, que exorta os fiéis a praticá-la. Ela consiste num fervoroso desejo de receber a Jesus Cristo na Eucaristia. Por isso os santos a faziam várias vezes ao dia. O modo de fazê-la é este: "Meu Jesus, creio que estais no Sacramento da Eucaristia. Amo-vos e desejo vos receber; vinde à minha alma. Uno-me a Vós e Vos peço que não permitais que nunca me separe de Vós". Ou então, simplesmente: "Meu Jesus, vinde a mim, eu quero Vos receber para que vivamos intimamente unidos e não Vos separeis de mim". Este tipo de comunhão espiritual pode ser feito várias vezes ao dia, quando se reza, ou se faz uma visita ao Santíssimo Sacramento ou também na missa quando não se pode comungar. A Bem-aventurada Águeda da Cruz costumava dizer: "Se não me tivessem ensinado este modo de comungar muitas vezes ao dia, não sei como poderia viver".

Ensinamentos de Santo Antônio, doutor da Igreja



Palavra de Deus: “São os pobres, os simples, os humildes, que tem sede da palavra da Vida e da água da Sabedoria. Porém os mundanos, que se embriagam com o cálice dourado dos vícios, os sabichões, os conselheiros dos poderosos – acreditem-me, se puderem! – não aceitam que se lhes anuncie a Mensagem divina. Escutar de boa vontade a palavra de Deus é um grande sinal de predestinação. Da mesma forma com que o exilado procura e escuta com satisfação notícias provenientes da sua terra, também se pode dizer que já tem o coração voltado para o céu o cristão que escuta com interesse quem fala da pátria celeste”.


Oração: “A oração é uma demonstração de afeto para com Deus, uma conversa afetuosa e familiar com Ele, um descanso da mente iluminada lá do alto e que procura aproveitá-lo o máximo possível. A oração é também solicitar os bens temporais necessários para a vida presente; aqueles, porém, que os pedem ao Senhor com verdadeiro espírito cristão sempre subordinam sua vontade à dele, ainda que seja somente a necessidade que os leva a rezar: só o Pai celeste é que sabe quais coisas nos são realmente necessárias no âmbito temporal. Finalmente, a oração é também ação de graças, reconhecendo os benefícios recebidos e oferecendo a Deus, em troca, todas as nossas obras, para que nossa oração seja contínua.


Conversão: “Como deve ser a contrição pelo pecado? Escuta o salmista: ‘Sacrifício para Deus é um espírito contrito. Um coração contrito e esmagado Tu não o desprezas’. Com estas palavras estão sendo indicadas a conpunção de espírito pelos pecados cometidos, a reconciliação do pecador, a contrição universal por todos os pecados e a contínua humilhação do pecador sinceramente arrependido. O espírito do penitente, quando estraçalhado e coberto de feridas, é um holocausto aceito por Deus. Deus faz novamente as pazes com o pecador, e o pecador com Deus.”


A Graça: “Pela Graça, é o próprio Espírito Santo que, como esposo, se une à alma purificada por um amor penitente. É uma divina união, da qual nasce o cristão, herdeiro da vida eterna…Podemos, assim, dizer ao Filho de Deus: “Somos osso de Teus ossos e carne de Tua carne!’ Senhor Jesus, tem compaixão da nossa fraqueza, perdão pelos nossos pecados! Tem compaixão de nós, teus membros ó Senhor! Estende-nos tua mão fraterna, para que cada dia da nossa vida aqui na terra seja um passo adiante em nossa peregrinacão rumo `a casa do céu. Dá-nos tuas graças a nós, pecadores, para que nos aproximemos de Ti, para Te escutarmos sempre! Digna-Te acolher-nos junto a Ti e ser nosso divino alimento no grande Banquete da vida eterna! “


: “A fé é a virtude principal, e quem não crê é semelhante àqueles hebreus que no deserto se rebelaram contra Moisés: sem a guia de Moisés, isto é, sem a fé, não se entra no Reino de Deus; a fé é a vida da alma. Cristão é aquele que, com a alma iluminada pela fé, percebe claramente os mistérios de Deus, professando-os publicamente com os lábios. Fé verdadeira é a que se faz acompanhar pela caridade. Para o cristão, crer em Deus não significa acreditar que Ele é verdadeiro e fiel; significa sim acreditar amando, acreditar abandonando-se a Deus, unindo-se a Ele e tornando-se um só com Ele.”


(Orações em honra a Santo Antônio – Paulus – São Paulo – 1994 – Tradução: Georges Maissiat – p.9 a 29).

Fonte:  Veritatis Splendor

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo Antônio de Pádua sobre sua Mãe e Rainha



“O Senhor criou o paraíso terrestre e colocou nele o homem, para que o cultivasse e o guardasse. Infelizmente Adão o cultivou mal e guardou mal. Foi então necessário que Deus plantasse outro paraíso, muitíssimo mais belo: Nossa Senhora. Neste segundo paraíso foi colocado o novo Adão, Jesus, que realizou maravilhas e o guardou, mantendo-o imaculado. Como és bela na alma e resplandecente no corpo, ó minha Mãe, nas delícias eternas! Aqui neste mundo, a Santíssima Virgem foi bem pobre e desconhecida; mas no céu ela é gloriosa e bela, a rainha dos anjos. Que ela sempre te encante e entusiasme! Que sempre te sintas arrebatado pelo seu amor! Desse modo, abismado em contemplá-la, só poderás desprezar os prazeres enganadores deste mundo e calcar aos pés a concupiscência da carne”.


 (Orações em honra a Santo Antônio – Paulus – São Paulo – 1994 – Tradução: Georges Maissiat – p.9 a 29).

Fonte:  Veritatis Splendor

Comentário do Evangelho do dia (12/06) feito por São Jerónimo



(347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homilia nº 9 sobre o Evangelho segundo São Marcos, 8



 
 Cristo, perfeição da Lei e dos Profetas


Quando leio o Evangelho e nele encontro testemunhos saídos da Lei ou dos Profetas, penso só em Cristo. Não leio Moisés nem os Profetas senão com a intenção de saber o que dizem eles de Cristo, uma vez que, tendo chegado ao esplendor de Cristo como à luz esplendorosa e brilhante do sol, não posso depois prestar atenção a uma lâmpada. Se acendermos uma lâmpada em pleno dia, o que alumia ela? Ao sol, a luz duma lâmpada é invisível. Do mesmo modo, na presença de Cristo, desaparecem por completo a Lei e os Profetas. Não critico a sua existência, muito pelo contrário, até a enalteço, uma vez que a Lei e os Profetas anunciam a Cristo. Quando os leio, porém, a minha intenção não é ater-me ao que dizem mas, a partir do que dizem, chegar a Cristo.



Créditos: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 11 de junho de 2013

Comentário do Evangelho do dia (11/06) feito pelo Concílio Vaticano II



Constituição sobre a Igreja, «Lumen gentium», § 35



«Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»


Cristo, o grande profeta, que pelo testemunho da vida e a força da palavra proclamou o reino do Pai, realiza a sua missão profética até à total revelação da glória, não só por meio da hierarquia, que em seu nome e com a sua autoridade ensina, mas também por meio dos leigos; para isso os constituiu testemunhas, e lhes concedeu o sentido da fé e o dom da palavra (cf Act 2,17-18; Apoc 19,10), a fim de que a força do Evangelho resplandeça na vida quotidiana, familiar e social. Os leigos mostrar-se-ão filhos da promessa se, firmes na fé e na esperança, aproveitarem bem o tempo presente (cf Ef 5,16; Col 4,5) e com paciência esperarem a glória futura (cf Rom 8,25). [...] Este modo de evangelizar, proclamando a mensagem de Cristo com o testemunho da vida e com a palavra, adquire um certo carácter específico e uma particular eficácia por se realizar nas condições ordinárias da vida no mundo.


Nesta obra, desempenha grande papel aquele estado de vida que é santificado por um sacramento próprio: a vida matrimonial e familiar. Aí se encontra um exercício e uma admirável escola de apostolado dos leigos, se a religião penetrar toda a vida e a transformar cada vez mais. Aí encontram os esposos a sua vocação própria, de serem um para o outro e para os filhos as testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família cristã proclama em alta voz as virtudes presentes do Reino de Deus e a esperança na vida bem-aventurada. E deste modo, pelo exemplo e pelo testemunho, argui o mundo do pecado e ilumina aqueles que buscam a verdade. Por isso, ainda mesmo quando ocupados com os cuidados temporais, podem e devem os leigos exercer valiosa acção para a evangelização do mundo.


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (10/06) feito por São Francisco de Assis



(1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Admonições, §§13-17


«Deles é o Reino do Céu»


«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos em que aqueles que lhe deviam respeitar a vontade a contrariam; a paciência será a que efectivamente tiver, e nada mais.


«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» Há muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt 5,39).


«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o corpo em paz.


«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Têm verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo e verdadeiro.


Créditos: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 10 de junho de 2013

É uma estupidez ignorar a beleza da alma e deter-se somente no corpo - Santa Teresa D'Avila



"Não é pequena lástima e confusão que, por nossa culpa, não nos entendamos a nós mesmos, nem saibamos quem somos. Não seria grande ignorância, minhas filhas, que perguntassem a alguém quem era e não se conhecesse, nem soubesse quem foi seu pai, nem sua mãe, nem sua terra? Pois, se isto seria grande estupidez, sem comparação é maior a que há em nós quando não procuramos saber que coisa somos e só nos detemos nestes corpos; e assim, só a vulto sabemos que temos alma, porque o ouvimos e porque no-lo diz a fé. Mas, que bens pode haver nesta alma ou quem está dentro dela, ou o seu grande valor, poucas vezes o consideramos; e assim se tem em tão pouco procurar com todo o cuidado conservar sua formosura. Tudo se nos vai na grosseria do engaste ou cerca deste castelo; que são estes corpos."


Sta Teresa D'Avila, Castelo Interior
Créditos: GRAA

São Paulo Apóstolo sobre o Único Evangelho



Início da Carta de São Paulo aos Gálatas:

Eu, Paulo, apóstolo – não por iniciativa humana, nem por intermédio de nenhum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos – e todos os irmãos que estão comigo, às Igreja da Galácia.


Admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo.


Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado.


Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado.


Será que estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo.


(Gl 1,1-2.6-10)
Créditos: GRAA

Comentário do Evangelho do dia (08/06) feito por Tomás de Celano

(c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara
«Vita prima» de São Francisco, §76



Dar tudo porque Cristo deu tudo


Francisco, pobrezinho e pai dos pobres, queria viver em tudo como pobre; sofria quando encontrava alguém mais pobre que ele, não por vaidade mas por causa da terna compaixão que os pobres lhe causavam. Só queria uma túnica de tecido grosseiro e muito comum; ainda assim acontecia-lhe bastas vezes partilhá-la com algum infeliz. No entanto, era um pobre muito rico pois, movido pela sua grande caridade a socorrer os pobres sempre que podia, quando estava muito frio, ia ter com os ricos deste mundo e pedia-lhes que lhe emprestassem um sobretudo ou um casaco. Traziam-lhos mais depressa do que a pressa que ele se tinha dado em fazer o pedido. Ele então dizia: «Aceito com a condição de não esperarem que vo-los devolva.» E, com o coração em festa, Francisco oferecia o que acabava de receber ao primeiro pobre que encontrava.


Nada lhe causava mais pena do que ver insultar um pobre ou que dissessem mal de qualquer criatura. Um dia, um irmão deixou escapar umas palavras que magoaram um pobre que pedia esmola: «Não serás por acaso um rico a fingir de pobre?» Estas palavras caíram muito mal a Francisco, o pai dos pobres, que infligiu ao delinquente uma terrível reprimenda e lhe ordenou que se despojasse das suas vestes na presença do pobre e lhe beijasse os pés, pedindo-lhe perdão. «Quem fala mal a um pobre, dizia, injuria a Cristo, de quem o pobre é o mais nobre símbolo neste mundo, uma vez que Cristo por nós Se fez pobre neste mundo» (cf 2Cor 8,9).


Créditos: Evangelho Quotidiano

domingo, 9 de junho de 2013

A Missa Sacrílega - Por Santo Afonso de Ligório (A Selva) I - Pureza exigida no padre para celebrar dignamente




Santo Afonso Maria de Ligório

(27/09/1696 - 02/08/1787)
Bispo de Santa Àgata
Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Fundador dos Missionários Redentoristas


A Selva



PRIMEIRA PARTE - MATERIAIS PARA OS SERMÕES


A missa sacrílega


I - Pureza exigida no padre para celebrar dignamente


Lê-se no Concílio de Trento: Devemos reconhecer que entre todas as obras, ao alcance dos fiéis, nenhuma há mais santa que este mistério terrível 465.Nem o próprio Deus pode fazer que haja no mundo uma ação maior e mais santa que a celebração duma missa. Ó, quanto mais excelente que todos os sacrifícios antigos o sacrifício dos nossos altares, em que a vítima oferecida não é já um touro ou um cordeiro, mas o próprio Filho de Deus!Para a vítima, o judeu tinha um boi, escreve S. Pedro de Cluny; o cristão tem Jesus Cristo; tanto este último sacrifício excede o primeiro, como Jesus Cristo excede a um boi466. Depois ajunta que uma vítima servil era a única que convinha a servos, ao passo que aos amigos e aos filhos estava reservado o próprio Jesus Cristo, como vítima que nos libertou do pecado e da morte eterna. Tem pois razão S. Lourenço Justiniano em dizer que não há oferenda nem maior em si mesma, nem mais útil aos homens, nem mais agradável a Deus, que a que se faz no sacrifício da missa467.

Assim, S. João Crisóstomo assegura que, durante a celebração da missa, está o altar cercado de anjos, reunidos para honrarem a Jesus Cristo, que é a Vítima oferecida neste augusto sacrifício468. Que fiel poderá duvidar, pergunta por sua vez S. Gregório, que no momento do sacrifício o Céu se não abra à voz do padre e numerosos coros de anjos não estejam presentes a este mistério em que Jesus Cristo se imola?469 E Sto. Agostinho acrescenta que os anjos se conchegam a rodear o sacerdote como servos, para o ajudarem nas suas funções 470.

Falando deste grande sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, o Concílio de Trento nos ensina que é o próprio Salvador que aí se oferece a seu Pai, mas pelas mãos do sacerdote, que escolheu para seu ministro, encarregado de o representar ao altar471. E S. Cipriano tinha dito antes: O padre ao altar ocupa o lugar de Jesus Cristo472. É por isso que, ao consagrar, o padre se exprime assim: Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue.E o próprio Jesus Cristo disse a seus discípulos: Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim desprezas 473.

Ora, mesmo aos antigos Levitas exigia o Senhor que fossem puros, só porque tinham por dever transportar os vasos sagrados: Purificai-vos, vós que levais os vasos do Senhor474. Sobre o que Pedro de Blois faz esta reflexão: Quanto mais puros devem ser os que trazem Jesus Cristo nas suas mãos e nos seus corações?475 E com quanta mais razão exigirá o Senhor a pureza dos padres da Lei nova, encarregados de representar ao altar a pessoa de Jesus Cristo, para oferecerem ao Padre eterno o seu próprio Filho! Tem pois justo motivo o Concílio de Trento, para querer que os padres celebrem este augusto sacrifício com a máxima pureza de consciência possível 476.
E é o que significa, nota o abade Rupert, a brancura da alba, de que a Igreja quer que o sacerdote se revista e cubra da cabeça aos pés, quando celebrar os divinos mistérios477. É muito justo que o sacerdote honre a Deus com a inocência da sua vida, visto que Deus tanto o há honrado, elevando-o acima de todos os outros homens, e fazendo-o ministro seu, neste mistério sublime, como dizia S. Francisco de Assis478. Mas como deve o padre honrar a Deus? Será porventura trajando ricos vestidos, anafando a cabeleira com arte, ostentando punhos elegantes? Não, responde S. Bernardo, é por uma vida irrepreensível, pelo estudo das ciências sagradas, e pelos trabalhos que empreender para glória de Deus 479.


Fonte: O Segredo do Rosário

Quando eu rezo a Ave Maria - Beato Alano de La Roche


Quem te ama, ó excelsa Maria, leia isto e extasie-se:
Quando eu rezo a Ave Maria,
a corte celestial se regozija,
a Terra se perde em admiração,
eu esqueço o Mundo
e meu coração transborda do amor de DEUS.
Quando eu rezo a Ave Maria;
todos os temores se dissipam
e minhas paixões se apaziguam.
Se eu rezo a Ave Maria;
a devoção cresce dentro de mim
e desperta a contrição pelo pecado.
Quando eu rezo a Ave Maria,
a esperança fica forte em meu peito,
e o frescor da consolação
inunda minha alma mais e mais,
porque eu rezo a Ave Maria.
Meu espírito se regozija,
a tristeza vai embora
quando eu rezo a Ave Maria.
Porque a doçura desta suavíssima saudação é tão grande que não há termos adequados para explicá-la devidamente e, depois de haver dito dela maravilhas, todavia ainda a achamos tão cheia de mistério e tão imensa que sua profundidade é impossível de ser compreendida. É curta em palavras, mas grande em mistérios. É mais doce que o mel e mais preciosa que o ouro. Devemos tê-la frequentemente no coração para meditá-la e na boca para rezá-la devotamente."


(Beato Alano de La Roche - citado na obra "O Segredo do Rosário" de São Luís Maria Grignion de Montfort)

Fonte: Senzala da Imaculada

sábado, 8 de junho de 2013

A Magnífica Promessa dos Cinco Primeiros Sábados - A Devoção Reparadora ao Imaculado Coração de Maria


  

   A Magnífica     
Promessa dos 
Cinco Primeiros Sábados
 Pe. Gruner









"A quem abraçar esta devoção, Eu prometo a salvação."


... Nossa Senhora de Fátima, no dia 13 de Junho de 1917









"A 10 de Dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, a Seu lado, suspenso numa nuvem luminosa, o Menino Jesus. A Santíssima Virgem pousou a mão no ombro de Lúcia e, nesse momento, mostrou-lhe um Coração cercado de espinhos que tinha na outra mão. Ao mesmo tempo, disse o Menino:


‘Tem pena do Coração de tua Mãe Santíssima, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar’.


E a Santíssima Virgem disse-lhe:


‘Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que a todos aqueles que durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação’.


Fonte:

http://www.fatima.org/port

http://alexandriacatolica.blogspot.com

A Proteção da Santíssima Virgem sobre Santa Teresinha do Menino Jesus

 
A Santíssima Virgem deu-me a perceber que foi ela realmente quem sorrira para mim, e quem me curara. Compreendi que velava por mim, e que eu era sua filha, e por isso já não lhe podia dar outro nome a não ser o de "Mamãe", que me parecia mais afetuoso do que o de Mãe... Com que fervor não lhe supliquei me tomasse para sempre em sua guarda, e logo fizesse do meu sonho uma realidade, aconchegando-me à sombra de seu manto virginal!... Oh! nisso consistia um dos meus primeiros desejos de criança... Crescendo, compreendi que só no Carmelo me seria possível encontrar, realmente, o manto da Santíssima Virgem, e a essa fértil Montanha tendiam todos os meus desejos...

Pedi, ainda, a Nossa Senhora das Vitórias, desviasse de mim tudo o que poderia manchar minha pureza. Não ignorava que, numa viagem como esta para a Itália, aconteceriam muitas coisas susceptíveis de me conturbarem, mormente porque, ignorando o mal, receava dar com ele, pois não sabia ainda por experiência que "tudo é puro para os que são puros", e que a alma simples e reta não vê o mal em coisa alguma, uma vez que o mal não existe efetivamente senão nos corações impuros e não em objetos insensíveis... Pedi também a São José velasse por mim. Desde a meninice tinha por ele uma devoção que se fundia com amor à Santíssima Virgem. Recitava todos os dias a oração: "Ó São José, pai e protetor das virgens ". Por isso, empreendi sem receio minha longa viagem. Estava tão bem protegida, que me parecia impossível sentir medo.


Santa Teresinha do Menino Jesus, História de Uma Alma

O elevador dos pequeninos - por Santa Teresinha do Menino Jesus



 Vivemos num século de invenções. Agora, já não se tem o trabalho de subir os degraus de uma escada. Em casa de gente abastada, um elevador a substitui com vantagem. Por mim, gostaria de encontrar um elevador para me erguer até Jesus, porque sou pequenina demais para subir a dura escada da perfeição. Busquei, então, nos Sagrados Livros uma indicação do elevador, objeto dos meus desejos e li estas palavras, saídas da boca da Eterna Sabedoria: "Se alguém é PEQUENINO, venha a mim". Fui, então, com o pressentimento de ter achado o que procurava, e com a vontade de saber, ó meu Deus! o que faríeis ao pequenino que respondesse ao vosso chamado. Continuando minhas reflexões, eis o que encontrei: "Como uma mãe acaricia o filhinho, assim vos consolarei, e vos acalentarei em meu regaço!". Oh! nunca vieram alegrar minha alma palavras mais ternas e mais melodiosas! O elevador que me conduzirá até ao céu, são vossos braços, ó Jesus! Por isso, não precisarei ficar grande. Devo, pelo contrário, conservar-me pequenina, que venha a ser sempre mais. Ó meu Deus, fostes além da minha expectativa, e por mim quero cantar vossas misericórdias. "Ensinastes-me desde a minha juventude. Publiquei até agora vossas maravilhas, continuarei a publicá-las até a mais avançada velhice". Sl 70. Qual será, para mim, a idade mais avançada? Parece-me, poderia ser agora, pois que aos olhos do Senhor, 2000 anos não são mais do que 20 anos... do que um só dia...


Santa Teresinha do Menino Jesus, História de Uma Alma

Comentário do Evangelho do dia (09/06) feito por Concílio Vaticano II



Constituição da Igreja no mundo deste tempo «Gaudium et spes», § 22


«O Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: 'Não chores'»




«Imagem de Deus invisível» (Col 1,15), Ele é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Já que, nele, a natureza humana foi assumida, e não destruída, por isso mesmo também em nós foi ela elevada a sublime dignidade. Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado (Hb 4, 15).

Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida com a livre efusão do seu sangue; nele nos reconciliou Deus consigo e uns com os outros e nos arrancou da escravidão do demónio e do pecado. De maneira que cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus «amou-me e entregou-se por mim» (Gal 2,20). Sofrendo por nós, não só nos deu exemplo, para que sigamos os seus passos, mas também abriu um novo caminho (Hb 10, 20)), em que a vida e a morte são santificadas e recebem um novo sentido.

O cristão, tornado conforme à imagem do Filho que é o primogénito entre a multidão dos irmãos, recebe «as primícias do Espírito» (Rm 8,29.23). [...] Por meio deste Espírito, «penhor da herança» (Ef 1,14), o homem todo é renovado interiormente, até à «redenção do corpo»: «Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos dará também a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita» (Rm 8,23.11). [...] Tal é, e tão grande, o mistério do homem, que a revelação cristã manifesta aos que crêem. E assim, por Cristo e em Cristo, esclarece-se o enigma da dor e da morte, o qual, fora do seu Evangelho, nos esmaga. Cristo ressuscitou, destruindo a morte com a própria morte, e deu-nos a vida, para que, tornados filhos no Filho, exclamemos no Espírito: Abba, Pai (Rm 8,15).


Créditos: Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Rosário e a conversão de Helena - por Santo Afonso de Ligório



Conta o Padre Bóvio que uma mulher perdida, chamada Helena, foi um dia à igreja e aí ouviu casualmente um sermão sobre o rosário. Saindo, trocou-se um rosário; mas trazia-o escondido, para que não fosse visto. Começou logo a rezá-lo. E ainda que o recitasse sem devoção, a Santíssima Virgem lhe infundiu tantas consolações e doçura em rezar, que depois não podia deixar de o fazer. Ao mesmo tempo nela inspirou o Senhor um profundo nojo da má vida que levava. Helena não podia encontrar mais repouso e viu-se como impelida a ir confessar-se. Realmente confessou-se com tanta contrição, que fez pasmar o confessor. Feita a confissão, prostrou-se aos pés de um altar da Mãe de Deus para dar graças à sua advogada. Enquanto aí recitava o santo rosário, falou-lhe da imagem a divina Mãe: Helena, basta quanto tens ofendido a Deus e a mim; de hoje em diante muda de vida, que eu te farei participante das minhas graças. Confusa, respondeu-lhe a pobre pecadora: Ah! Virgem Santíssima, é verdade que eu tenho levado uma vida de vícios; mas vós, que tudo podeis, ajudai-me; consagro-me inteiramente a vós e quero passar o resto de minha vida fazendo penitência por meus pecados. – Helena distribuiu todos os seus bens pelos pobres e principiou a fazer rigorosa penitência. Atormentavam-na terríveis tentações; mas bastava encomendar-se à Mãe de Deus para ficar vitoriosa. Chegou a receber muitas graãs sobrenaturais, visões, revelações e profecias. Finalmente quando foi de sua morte, da qual tinha sido avisada, veio a Santíssima Virgem com seu Filho visita-la. E morrendo, foi vista a alma da pecadora em forma de belíssima pombinha voar para o céu.


Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria

Festa do Sagrado Coração de Jesus - por Santo Afonso de Ligório



Fidelis est qui vocavit vos, qui etiam faciet – “Fiel é aquele que vos chamou: ele também assim fará” (1 Thess. 5, 24).

Sumário. Os homens prometem facilmente, mas depois faltam muitas vezes à palavra, ou porque enganaram prometendo ou porque não a podem ou não a querem guardar. Não faz assim Jesus Cristo, que, sendo Deus todo poderoso, não pode enganar nem mudar. Quanto melhor é, pois, ter que tratar com este Coração divino do que com os homens! Ponhamos, porém, a mão na consciência: somos nós fiéis a Deus, assim como ele nos é fiel? Quantas vezes temos já prometido amá-Lo e depois o temos traído!

I. Oh! Quanto o belo Coração de Jesus é fiel para com aqueles que Ele chama a seu santo amor! Fiel é aquele que vos chamou: ele também assim fará. A fidelidade de Deus nos dá ânimo para esperar tudo, se bem que nada mereçamos.

Depois de expulsarmos a Deus de nosso coração, basta que Lhe abramos a porta para Ele entrar logo segundo a promessa feita: Si quis aperuerit mihi ianuam, intrabo ad illum et coenabo cum illo (1) – “Se alguém me abrir a porta, entrarei em sua casa e ceiarei com ele”. – Se desejamos graças, peçamo-las em nome de Jesus Cristo, visto que Ele nos prometeu que assim as obteremos: Se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vo-la dará (2).

Nas tentações, confiemos nos méritos de Jesus, e Ele não permitirá que os inimigos nos incomodem acima das nossas forças: Fidelis autem Deus est, qui non patietur vos tentari supra id quod potestis(3).

Oh, como é preferível tratar com Deus a tratar com os homens! Quantas vezes estes não prometem e depois faltam à palavra, quer porque enganam na promessa, quer porque depois da promessa mudam de opinião. Non est Deus quasi homo, ut mentiatur; nec ut filius hominis ut mutetur (4). Deus, assim diz o Espírito Santo, não pode ser infiel em suas promessas, porque não pode mentir, sendo a verdade mesma; nem pode mudar de opinião, porque tudo o que quer é justo e reto. Prometeu acolher todo aquele que a Ele se chega; dar auxílio ao que o pede, amar àquele que O ama, e depois não há de fazer? Dixit ergo, et non faciet?

Oxalá fôssemos nós tão fiéis a Deus, assim como Ele o é para conosco! No passado, quantas vezes não Lhe temos prometido sermos todos d'Ele, servi-Lo e amá-Lo; e depois nos tornamos traidores, e renunciando ao seu serviço, fizemo-nos escravos do demônio! Peçamos-Lhe que nos dê força para Lhe sermos fieis no futuro. – Felizes de nós, se formos fiéis a Jesus Cristo nas poucas coisas que Ele nos manda! Ele será fiel recompensando-nos copiosamente, e nos fará ouvir o que prometeu a seus servos fiéis: Euge, serve bone et fidelis! Quia super pauca fuisti fidelis, super multa te constituam; intra in gaudium domini tui (5) – “Eia, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, te investirei na posse do muito: entra no que é gozo de teu senhor”.

II. Amadíssimo Redentor meu, oxalá que eu Vos tivesse sido fiel, como Vós o fostes comigo. Cada vez que Vos abri a porta do meu coração, nele entrastes para me perdoar e receber a vossa graça; cada vez que Vos invoquei, correstes em meu socorro. Vós fostes sempre fiel e eu Vos fui muitas vezes infiel: prometi servir-Vos e depois tantas vezes Vos virei as costas; prometi amar-Vos e depois mil vezes Vos recusei meu amor, como se Vós, meu Deus, meu Criador e meu Redentor, fosseis menos digno de ser amad, que as criaturas e as miseráveis satisfações pelas quais Vos abandonava. Perdoai-me, ó meu Jesus. Reconheço a minha ingratidão e a detesto. Reconheço que sois a bondade infinita, digna de um amor infinito, especialmente digna de ser amada por mim, a quem tanto tendes amado após tantas ofensas da minha parte.

Desgraçado de mim se me condenasse! As graças que me destes e as provas de amor que me prodigalizastes, seriam o inferno do meu inferno. Não seja assim, ó meu amor; não permitais que Vos abandone de novo, e que, por um justo castigo, seja precipitado no inferno para continuar a pagar com ódio e injúrias vosso amor para comigo. Ó Coração terno e fiel de Jesus, inflamai meu pobre coração, para que se abrase de amor para convosco, como Vós para comigo. Parece que de presente Vos amo, ó meu Jesus, mas amo-Vos muito pouco; dai-me que Vos ame muito e Vos seja fiel até à morte. É esta a graça que Vos peço, bem como a graça de a pedir sempre. Deixai-me morrer antes que venha novamente a trair-Vos.

“Fazei, Senhor Jesus Cristo, que nos vistamos das virtudes e nos inflamemos com os afetos de vosso Santíssimo Coração, para que mereçamos ser conformes à imagem da vossa bondade e participar do fruto da redenção.” (6) Fazei-o pelo amor de vossa e minha amada Mãe, Maria. (II 421.)
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1. Apoc. 3, 20.
2. Io. 14, 13.
3. 1 Cor. 10, 13.
4. Num. 23, 19.
5. Matth. 25, 23.
6. Or. Festi.


Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: - Sto Afonso de Ligório - pág 173-175.)

Da necessidade de se desapegar de toda criatura para atingir a união divina - São João da Cruz

Para atingir este estado sublime de união com Deus, é indispensável à alma atravessar a noite escura da mortificação dos apetites, e da renúncia a todos os prazeres deste mundo. As afeições às criaturas são diante de Deus como profundas trevas, de tal modo que a alma, quando aí fica mergulhada, torna-se incapaz de ser iluminada e revestida da pura e singela claridade divina. A luz é incompatível com as trevas, como no-lo afirma São João ao dizer que as trevas não puderam compreender a luz. (Jo 1,5)


A razão está em que dois contrários, segundo o ensinamento da filosofia, não podem subsistir ao mesmo tempo num só sujeito. Ora, as trevas, que consistem no apego às criaturas, e a luz, que é Deus, são opostas e dessemelhantes. É o pensamento de S. Paulo escrevendo aos coríntios: “Que pode haver de comum entre a luz e as trevas?” (2Cor 6,14). Portanto, se a alma não rejeita todas as afeições às criaturas, não está apta a receber a luz da união divina.


Para dar mais evidência a esta doutrina, observemos que o afeto e o apego da alma à criatura a tornam semelhante a esta mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e a semelhança, porque é próprio do amor fazer o que ama semelhante ao amado. Davi, falando dos que colocavam o amor nos ídolos, disse: “sejam semelhantes a eles os que os fazem; e todos os que confiam neles” (Sl 113,8). Assim, o que ama a criatura desce ao mesmo nível que ela, e desce, de algum modo, ainda mais baixo, porque o amor não somente iguala, mas ainda submete o amante ao objeto do seu amor. Deste modo, quando a alma ama alguma coisa fora de Deus, torna-se incapaz de se transformar nele e de se unir a ele.


A baixeza da criatura é infinitamente mais afastada da soberania do Criador do que as trevas o são da luz. Todas as coisas da terra e do céu, comparadas com Deus, nada são, como disse Jeremias: “Olhei para a terra, e eis que estava vazia, e era nada; e para os céus, e não havia neles luz” (Jr 4,23). Dizendo ter visto a terra vazia, dá a entender todas as criaturas e a própria terra serem nada. Acrescentando: “contemplei o céu e não vi luz – quer significar que todos os astros do céu comparados com Deus são puras trevas. Daí se conclui que todas as criaturas nada são, e as inclinações que nos fazem pender para elas, menos que nada, pois são um entrava para a alma e a privam da mercê da transformação em Deus; assim como as trevas, igualmente, por serem a privação, são nada e menos que nada. Quem está nas trevas não compreende a luz; da mesma forma, a alma colocando sua afeição na criatura não compreenderá as coisas divinas; porque até que se purifique completamente não poderá possuir Deus neste mundo pela pura transformação do amor, nem no outro pela clara visão.


S. João da Cruz, Obras Completas, Subida do Monte Carmelo, Livro I, Cap. III, pp. 147-148

Créditos: O Segredo do Rosário

Comentário do Evangelho do dia (07/06) feito por Guilherme de Saint-Thierry



(c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense
Orações meditativas, nº 8,6; SC 324



«Põe-na alegremente aos ombros»


Por causa das minhas mãos, Senhor, que fizeram o que não deviam, as tuas mãos foram trespassadas por cravos e os teus pés pelos meus pés. Pelo desregrar da minha vista, os teus olhos adormeceram na morte, e os teus ouvidos pelo meu ouvido. A lança do soldado abriu o teu lado (Jo 19,34) para que, pela tua chaga, escorram todas as impurezas do meu coração há tanto tempo inflamado e corroído pela doença. Finalmente, Tu morreste para que eu viva; foste enterrado para eu poder ressuscitar. Tal é o beijo da tua doçura, dado à tua esposa; tal é o abraço do teu amor. [...] A esse beijo, recebeu-o o ladrão na cruz, depois da sua confissão (Lc 23,42); recebeu-o Pedro quando o seu Senhor olhou para ele enquanto ele o negava, e saiu a chorar (Lc 22,61-62). Muitos dos que Te crucificaram, convertidos a Ti depois da tua Paixão, fizeram aliança contigo (Act 2,41) nesse beijo [...]; quando beijaste os publicanos e os pecadores, tornaste-Te seu amigo e conviveste com eles (Mt 9,10). [...]


Senhor para onde levas Tu os que beijas e abraças, senão para o teu próprio coração? O teu coração, Jesus, é esse doce manancial da Tua divindade que está no teu íntimo, o vaso de ouro da alma, que ultrapassa todo o conhecimento (He 9,4). Bem-aventurados todos aqueles a quem o teu abraço atrai! Bem-aventurados aqueles que, fugindo para as profundezas, foram escondidos por Ti no segredo do teu coração, aqueles que levas aos ombros, ao abrigo dos males desta vida (Sl 31,21). Bem-aventurados aqueles que não têm outra esperança se não o calor e a protecção das tuas asas (Sl 90,4).


A força dos teus ombros protege aqueles que escondes no fundo do teu coração (Lc 13,34), onde podem dormir tranquilamente. Uma doce espera os aguarda nesse abrigo de uma consciência santa, e da expectativa da recompensa que prometeste. A sua fraqueza não os faz desfalecer, nem nenhuma inquietude os faz murmurar (Sl 68,13).


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (06/06) feito por São Pio de Pietrelcina



(1887-1968), capuchinho
Ep 3, 1246,1010



O amor de Deus e dos homens


Sou consumido por uma dupla chama: o amor de Deus e o amor dos homens. É como se tivesse dentro de mim um vulcão sempre em erupção, que Jesus pôs no meu coração, embora ele seja muito pequenino. [...]


Meu Deus, continua sempre e cada vez mais presente no meu pobre coração e termina em mim a obra que começaste. Ouço no mais íntimo de mim essa voz que me repete: «Santifica-te e santifica os outros!»


Efectivamente é o que desejo, querido filho a quem escrevo tudo isto, mas não sei por onde começar. Ajuda-me. Sei que Jesus te ama muito e que o mereces. Fala-Lhe, pois, por mim: peço-Lhe a graça de ser um filho menos indigno de São Francisco, que possa servir de exemplo aos meus irmãos de modo que mantenham o seu fervor e que ele aumente em mim, até fazer de mim um capuchinho perfeito.


Créditos: Evangelho Quotidiano

Festa do Sagrado Coração de Jesus: revelação a Santa Margarida Alacoque

Estando uma vez diante do SS. Sacramento, num dia de sua oitava [provavelmente, em 16/06/1675], recebi graças muito grandes de Deus, e senti-me impelida pelo desejo de corresponder-lhe de algum modo de de pagar-lhe amor com amor. Ele disse-me:

"Não podes corresponder melhor do que fazendo o que já tantas vezes te pedi. Eis aqui este Coração que tanto tem amado os homens, que a nada se tem poupado até se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor; e em reconhecimento não recebo, da maior parte deles, senão ingratidões por meio das irreverências e sacrilégios, tibiezas e desdéns que usam para comigo neste Sacramento de amor. E o que muito mais me custa é tratar-se de corações a mim consagrados os que assim me tratam. Por isso peço-te que seja constituída uma festa especial para honrar meu Coração na primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus. Comungue-se, nesse dia, e seja feita a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo que esteve exposto sobre os altares. E eu te prometo que meu Coração se dilatará, para derramar com abundância os benefícios de seu divino amor sobre os que lhe tributarem esta honra e procurarem que outros a tributem"
 
Fonte: Blog do Angueth

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Comentário do Evangelho do dia (05/06) feito pelo Catecismo da Igreja Católica

§§ 293-294


Deus é um Deus de vivos

É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: «O mundo foi criado para glória de Deus» (Vaticano I). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, «não para aumentar a Sua glória, mas para a manifestar e para a comunicar». Para criar, Deus não tem outra razão senão o Seu amor e a Sua bondade: «As criaturas saíram da mão [de Deus], aberta pela chave do amor» (São Tomás de Aquino). [...]


A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da Sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado. Fazer de nós «filhos adoptivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à Sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça» (Ef 1, 5-6): «Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus: se a revelação de Deus pela criação já proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos que vêem a Deus!» (Santo Ireneu). O fim último da criação é que Deus Pai, «criador de todos os seres, venha finalmente a ser “tudo em todos” (1Cor 15,28), provendo, ao mesmo tempo, à Sua glória e à nossa felicidade» (Vaticano II).


Créditos: Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Comentário do Evangelho do dia (04/06) feito por São Pedro Crisólogo



(c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 148; PL 52, 596


«De quem é esta imagem?»



Homem, porque és tão vil aos teus próprios olhos, quando és tão precioso aos olhos de Deus? Porque te desonras, quando Deus te honrou tanto? Porque te perguntas como foste criado, e negligencias em procurar para que fim? Esta morada do mundo que vês não foi construída só para ti? Foi para ti que a luz brilhou, a fim de vencer as trevas, para ti que se dispôs a noite e se mediu o dia; é para ti que o céu brilha com os raios do sol, da lua e das estrelas; para ti que a terra se cobre de flores, de árvores, de frutos; é por ti que vive no ar, nos campos e nas águas uma diversidade maravilhosa de animais, para que a tristeza e a solidão não ensombrassem a alegria da criação nascente.


Deus moldou-te do pó da terra (Gn 2,7), para que sejas senhor das coisas desta terra, partilhando com elas uma natureza comum. No entanto, por mais terreno que sejas, Deus não te nivelou ao ponto de não estares já ao nível dos céus, no que diz respeito à tua alma. Para que tenhas a inteligência em comum com Deus, e o corpo em comum com os animais, Deus deu-te o dom de uma alma celeste e de um corpo terreno; assim, em ti se enlaça uma união permanente entre o céu e a terra.


O teu Criador quis ainda acrescentar a tua elevação, e chegou mesmo a depositar em ti a sua imagem (Gn 1,26), para que esta imagem visível tornasse presente sobre a terra o Criador invisível. [...] Se assim é, como podes considerar uma desonra que Deus, na sua bondade, acolha em Si mesmo o que criou em ti e queira aparecer em realidade com aspecto de homem? [...] A Virgem concebeu e deu à luz um filho (Mt 1,23-25).


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (03/06) feito por São Basílio



(c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Regras monásticas, Regras Maiores, § 2


«Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último»


Deus tinha criado o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26), e havia-o julgado digno de O conhecer a Si mesmo, pois fora considerado acima de todos os animais devido ao dom da inteligência, fora criado no gozo das incomparáveis delícias do Paraíso, e feito senhor de tudo o que se encontrava sobre a Terra. No entanto, ao vê-lo, instigado pela serpente, cair no pecado e, pelo pecado, na morte e no sofrimento que a ela conduzem, não o rejeitou. Pelo contrário, deu-lhe desde logo o auxílio da sua Lei; designou anjos para o guardarem e para tomarem conta dele; enviou profetas para lhe reprovarem a maldade e lhe ensinarem a virtude [...].


Quando, apesar destas graças e de muitas outras, os homens persistiram na desobediência, não Se afastou deles. Tendo nós ofendido o nosso benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua protecção, não fomos abandonados pela bondade do Senhor nem obliterados do seu amor, antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo, e a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda. «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fl 2,6-7). «Ele tomou sobre Si as nossas doenças, carregou as nossas dores, [...] foi ferido [...]» para nos salvar pelas suas chagas (Is 53,4-5). Ele «resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-Se maldição por nós» (Gl 3,13); sofreu a mais infamante morte para nos conduzir à vida da glória.


E não Lhe bastou devolver à vida aqueles que estavam na morte: revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. «Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo» (Sl 115,12), como retribuiremos tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom que nada pede em compensação por suas graças: contenta-Se em ser amado.


Créditos: Evangelho Quotidiano

Comentário do Evangelho do dia (02/06) feito por Santo Agostinho



(354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 272


Sede o que vedes, e recebei o que sois


O que vedes no altar de Deus é o pão e o cálice: eis o que os olhos identificam. Mas a vossa fé quer ser instruída e saber que este pão é o corpo de Cristo, e que este cálice é o seu sangue, o que se verbaliza numa fórmula breve, que poderá bastar à fé. Mas a fé procura instruir-se. [...] Como pode este pão ser o seu corpo, e este cálice, ou melhor, o seu conteúdo, ser o seu sangue?


Irmãos, é isto que se designa por sacramentos: eles mostram uma realidade e, a partir dela, fazem-nos compreender outra realidade. O que vemos é uma aparência corporal, mas o que compreendemos é um fruto espiritual. Se quereis compreender o que é o corpo de Cristo, escutai o Apóstolo, que diz aos fiéis: «Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Co 12,27). Logo, se sois corpo de Cristo e um dos seus membros, é o vosso mistério que está sobre a mesa do Senhor, e é o vosso mistério que recebeis. A isto que sois, respondeis: «ámen», e com tal resposta o subscreveis. Dizem-vos: «Corpo de Cristo», e vós respondeis: «Ámen». Sede portanto membros do Corpo de Cristo, para que este ámen seja verídico.


Por conseguinte, porque está o corpo no pão? Também aqui, nada digamos sobre nós próprios, mas escutemos o Apóstolo que, ao falar deste sacramento, nos diz: «Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão» (1Co 10,17). Se compreenderdes estas palavras, estareis na alegria: unidade, verdade, piedade, caridade! «Um só pão»: Quem é este pão único? «Um só corpo, nós que somos uma multidão.» Lembrai-vos de que não se faz pão com um grão apenas, mas com muitos. Sede o que vedes, e recebei o que sois.


Créditos: Evangelho Quotidiano
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